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Full text of "introduçao a permacultura"

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A Permacultura 

trata do design de comunidades humanas sustentdveis, E uma 

f ilosof fa e urn metodo de planejamento que leva em conta oS 

microclimas, plantas arwais e perenes, animate, solos, dgua e as 

necessidades humanas e forma integrada, para 

criar comunidades produtivas. 



T6PKO$ PO LIVRO 

Efitienria Energetica, Anaiise de Si'tio, Mctodos de Planejamento e 
Design, Posicionamcnfo e Consfrucio da Casa em Cfimas Tmpicais, 
Temperados c Aridos, Permacultura Urbana', Sistcmas Econdmicos, 
Sisfemas Animais, Fforestas, Hortas e a Integra^ de urn Sistoma Produtivo 
Auto Sust&nfado. 



(«2Si 








lis Anaz^nja 






PER!' 



Undre Luis 
Jaeger 
Soares 



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INTRODU^AOA 








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lT AGARI PUBLICATION 



©Bill MpUjsm im 

' !*L ^ ^ te ^ PERMACULTURF-e ^ 

X*, Mrtems of *B boo » purposed p™* * ud )'' 



CUit Votary, Cafferine Warslej 

KacFe»" mth W»yM Hemmg 
PraJuctofl: Mwfrn Wade * Andrew Murray 
Pteop^j! Craig Worefcj 



National Library or Australia 
Catalog uing-im-PubiicahDn 

MoUisQn.BiLI 

Introduction to pcrniacukiire 

Bibliography. 
lncLudes indefc- 
ISBN "MIS23B. 0% 2 

l.POTnucuhure. 

L Slay. Rcny. II. Title 

S3 1-58 



Tigsri Publications 

PO Boi l.Tyalgora NSW 2484 
Austral ia 

Fik (666> 793 567 
^^pej-peimina 



Do Alitor, 

Den cm do nvo esci tnmhld " ™^", T preSSada c emana *«*« « <**» ' 
abongenes ^eri^oseZ^r ^"^ ' ^^ * tCm *■ >' s 

padro^s t:r::x^r [i t a ^ d > r j f " J;,, — - - 

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ltil!M,:,ltisc,fi 

fEeimaculturaiA Designer sMaiiiiaF-TasririPu'hricaQom 



O que e Permacu] tura? 

''i'crmaculrura e o planejamenw e a manutengap consciences tie cajssisiefffa 
agriculturalmente produtivos, que tenham a divcisidade, estabiiidade e rcsisrCnda 
dos ecossistemas naturals, li a irttegracao harmoniosa das pessoas e a passage™, 
provendo ailmento, energia, abrigo e ourras netessidades, materials ou nan, de forma 
sustentive]. 

Scm uma agricuftuta pentianente nao existc a passibilidade dc uma orders 
social cstavel. 

O design na permaculturac urn sisttma para unit com pone rues coneeicuais, 
materials e estrategicos em um padrao que opera para beneficial a vida cm tsdas as 
suasfurmas. 

A filosofia por eras da Permscukura visa trabalhai com a rtature&i, e nao contra 
esta. E urn trabalho de observaeao do mimdu natural, com mhiciusqcs traiTsferida.s 
para o ambietlte planejado, Netxssiramos observar os sistemas em todas as mi:is 
funjoes, ao contraries de exigir someflte urn pfoduto destes. ftira isro deveiwos 
permitirque estes sistemas produtivos apiesentern suascvolucocspryprias." 






AGRADECEMENTOS 

t nuMfcftffo 4stt seguwta «fi*3o de "ftrtwdusSo S Permacultuia" « patactoada por 
MdM Am-Srto Uta(MU P<* meio da Rede B»fl*im de RMOHilttH, ■ qua! ajudou 
SL, PAL e uma argatlBSySo i*> governmental, won tins lucrative hincbda em IMS. 
" Simta F g euA mm *> proposrta de ensinar, divatgar e apoiar projetos piotusiws ds.- referenda 
an Permacuimra na Arnica [anna. Sea ttiballw esla representado em CinCQ patses. 

A ricdc firasileira de Perrriaculura foi criada para estabelecer urn padrao profissibnai para a 
cducticaa em Pamaradtura no Brasil, de acordo com os eBsinamentos do sea fwndador, Bill 
Mollison. A rede ptiblica uma revista trimestral e livros testes de Peitnacultura, Tambetn, 
maniem articulacan enrre quatro grades projetos, em qualm (Keratites ecossistemas que 
demonstram o design pcmwculniral aplicado que se constituent na porta de lanca das solutes 
susieniiveis para as cumunidades hamanas e para u uso sustentavel da terra 

Esses projeKW de campo tern o apoio de fundac-oes nationals t intern aeionais. No Brasil, os 
projetos tern recebido apoio dc institutes Jigados ao governo e de instilui^Oes do setor privado 
como o ProjEto Novas Fronteiras da Cooperaoiw para d Desenvoivrmento Sustehlavel fPNTC) e 
Fimditsao Daniel Efraim Pazcal, que finanCiaram a publfcacao da primeira edicic desle livrc, 

Os principals endereoos de coniato para os projetos da Rede estao listados a sc-gurr: 

[nstitutp Perniaciutura da Amazonia [IP A): ipa@buritt.cojn.br 

Enstituto Permatuitura e Fcovilas do Cfcrrado I IPF.C)' ipec iigjlerta.ctfm.br 

Instttulu Pcrmacultuia Autra Brasiieiro (IP.AB.I. inafrgipennacult ura . nnr b r 

Enstrhrto Petmamltura e Eeovilas Gauche (IPEG) rocfattfetite rnet com br 

Pcnuaeultura America Laima (PAL r: mpalfffiieajthlirik.n et & ahmadalj shari fiS;varioo. com 

RcvistB Pttmaculiura Brasil: s erKicTOmp ktna 'ct.hotrnail.etjrn 



SOBREoATJTOH 

Sr'^^ Parrnacultuja * autor de vanos livros sobre o term cm* 
Man™ l' t™™, Tn I ' ImrlJdllcllun (0 ^culture". Terwaculture. a Designs 

iifctaM ue uma impose raim^ne de ttlevisfe intitukds The Global Gardener" 

**W a Ma 2 a ™ ( |^ T\ c ^ ! ^W?' E1C tambeW foi ° P rfm5i ™ « ,ran ^ [ro * 

P^oTi^^r^AZ^r^' "" °*»«wl»- Em 1991, foi vencedordo 

Pnbliwwme su a gfat, dao™ ™, ,«K i' ^ Cj0VL ™° da R epiibl,e.» del VieW tambom express 
oi uiuao por seu trabalhc em uso sustentavel da Terra 



AGRADECtMENTOS DO AUTOR 

Somos grates ao gran[te n0(T , Bro d 
estudantes e prafissionafs em Permacultura 
de todo o mundo que, com o passardo^ anos 
lem expenmentado corn eapecies de plantas' 
projstado propriodadsa, escritd aitigos 
mformalivos, organiiado instituifoes <Je 
Permacultura em seus proprioj p a i 3es a 
estados, ensinado ouiros estudantes, e qua 
tern ajudado a transformar uma parte da Terra 
em um rrtalhor lugar para viwer, nan somente 
para nossas crian ? as, mas para todos nds 
agora. 

NOTA DO TRADUTOR 

Para rrtelhor compreensao do lextc, 
algumaa palavras da lingua rnglesa, pormj 
design e mulch, enlre outras. foram mantidas 
para conservar a integndade da badujao. 
Essas palavras estao iocluirjas no texto, com 
uma definigao de seu significado na trase. 

Os nomes popuiares das espedes sic 
sempre acompanhados da nomenclatura 
cientffica para ^vtlar confusao em relacao as 




vanadas nomenclajuras existefiles em 
d'rferentes regioes brasitefras. Aigumas 
espScies sao citadas somenle pelo nome 
cdenlifico- 

IMPOSTO PARA AS AfiVQRES 

Cada u-olume desia irtfrodij$ao a 
Permacultura coniribui com $0,50 fOolaras 
Australianos) pagos por Tagari PuWfcacees ao 
Institute de Petmacirftura, O Institute mantem 
esses fundos para plantio de Srvores e 
doacao a grupos selecionadcis que trabalhem 
em reflorEstamento permanente, Desta tomria, 
ambos, edilora g lertores, podem manter a 
consciencia tranquila sobre o uso de papa! 
neste volume ou am qualquer outro llvro 
publicado por Tagari Publications. 

C0NVENCOE5 UTILIZADAS 

Eslaffjes do ano e dire^oes: para que 
o texto e as tluslracoss sajam uteis e legiv€is 
em ambas os hemisferios. o Norte e o Sul, as 
palavras "lado do sol" ou K lado da sombra' 1 sao 
ulilizadas em lugarde "norte" e'sul". O simbolo 
abaiXO e usado nas iluslragues para indtcar a 
diregao do sol. 



'%f&' 






PREFACiOfDA EDt$AO ORIGIN At 



Tmm-Ania T^T um P ec l Lena vila na 

St?IZ?J c r de que P^iaavamos, 
faztamos Faziamos nossas prdprias tolas 
nossos artefatos de metal. Nos pescavamos 
rosso propno p&xe, produzlamos a corrida 
e faziamos pao. Ej nao conhecia ninguem 
vivendo la que tivesse so um trabaiho ou 
quaiqger coisa que pudesse ser definida como 
emprego. Todos Irabalhavam em varies 
coisas. 

Ate os 28 anos tie idade, eu vivia uma 
espeeie de sonbo. Passava a maior parte do 
tempo no maro ou no mar. Pescawa e cagava 
para ganliar a vida. Nos anos SO, eu comecei 
a perceber que grande parte dos sistemas 
naturais, nos quais eu vivia, estavam 
desaparecendo. Cardumes de peixes 
estavam diminuindo. As algas que cobriam a 
praia comecavam a desaparecer. Grandes 
areas de Ilqresta estavam morrendo. Ate 
entao, eu nao tinlia me apercebido que esla 
natureza me era muitoquerida, queeu estava 
apaixonado porminha terra. 

Depois de muitog anos como cientista, 
trabalhando para oCSIRO(Organizacao para 
a Pesquisa Cientlfiea do Reino Untdo) na 
secao de Pesquisa de Vida Silvestre e para o 
Departamenta de Pesqueiros Interiores da 
Tasmania, comecei a protester contra os 
sistemas polflicos e industrials que, eu via, 
estavam nos matando e ao mundo a nossa 
volta. Mas, logo decidi que nao bastava 
persistir com essa oposicao que, no final, nao 
atingia nada. Sai da sociedade por dois anos. 
Nao me opus a nada, jamais, e nao mais perdi 
o meu tempo. Eu queria voltar somente com 
algo muito posilivo. algo que nos permitisse a 
todos viver sem a destruicao desenfreada dos 
sistemas bioiogicos. 

Em 1968, comecei a ensinar na 
Universidade da Tasmania e, em 1974, com 
David Holmgren, desenvolvi uma estrutura de 
trabalho para um sistema agricultural 
sustentaVel. baseado na policultura de arvores 
perenes, arbustoS, ervas, vegetais, fungos a 
luberculos, para o qual criamos a palavra 
Permacultura. Passamos muito iempo 
desemvolvendo os principles da Permacultura 
e const ruinda um jardim rico em especies. 



Ease trabglho culminou em 1978, con. 
a publlcacao do livro Permacultura Um 

seguido, um arm maistarde, par Pemiacullvra 

Dois. 

A reacao dp publico a Permacultura foi 
vanada. A comumdade protissional estava 
enraivecida, porque estavamos combiriando 
arquitetura com biologia, agncultura com 
estudo de florestas e florestas com zaotecnia, 
Quase icdos os que s.e consideravam 
especialistas se sentrram um pauco otendctos 
Mas. a resposta popular foi bem drferente. 
Murtas pessoas ja estavam pensando rientro 
das mesmas rdeias. Elas estavam 
descontentes com a forma que a agricultura e 
praticada, e ja eontemplavam sistemas mais 
naturais; sistemas ecoWgicos. 

Nos anos 70, eti via a Permacultura 
como uma associacao benefica de plantas e 
animais em reiacao aos assentamentos 
humanos, em sua maioria direcionados para 
a auto-suficiertcia domfetiea e comunitaria. e 
possiveimenlecom uma "miciativa comercial" 
a partir do excedente daquete sistema. 

Todavia, a Peitnacuttura veto a signiiicar 
mais do que suficiencia alrmentar domestica. 
Auto-sufiderrcia alimentar nao tern sentido 
sem que as pessoas tenham acesso a tena. 
informacao e recursos financeiros. Entao, nos 
anos mais recentes, a Permacultura veio a 
englobar estrategias financeiras e legais 
apropriadas, incltjindo estrategias para o 
acasso a terra, negocios $ autofinanciamento 
regional. Desta forma ela e um sistema 
humano completo. 

Em i 976 eu estava paiestrando sobre 
Permacultura e, am 1979. me demiti de meu 
emprego de academico e |oguei-ma, ia em 
idade avancada, em um futuro incarto. Havia 
decidido fazer nada mais que tentar persuadir 
as pessoas a criarem sistemas bioiogicos 
positivos. Projelei varias propriedades a 
sobrevivi por um tempo pescandoe apanhando 
batatas. Em 1981 os primeiros graduadosda 
um ourso padrao de Projetisla de 
Permacultura comecaram a profstar sislernas 
PermacuHurats na Australia. 

Hoje, existem mais da 12.000 
graduados em todo o mundo, lodos BMft 
envolvidos, de alguma forma em iraoaino 
ambiental e social." 

Bill Molliscn 






SUMAMO 






1 
1.1 

1.2 

1.3 

1.4 

1.5 

1.6 

1.7 

1.8 

1.9 

1.10 

1.11 

1.12 



2 

2.1 

2.2 

2.3 

2.4 

£.5 

2.5 

2.7 

2.8 



INTRODUCAO I"' 

A ETICA DA HERMACULTURA 

PRINCIPIOS I)A PERMACDITTJRA jl 

INTRODUCAO , n 

LOCAXIZACaO RELATIVA i7 

CADA EI.EMENTO EXECUTA ML1ITAS FUNCOES. H 

CADA FUNCAO [MPORTANTE E EXECLTADA FOR MLTTOS ELEMENTOS 21 

PLANEJAMENTO ENERGETICO EF1CIENTE 21 

CT1LIZAN0O RECURSOS RIOLOGICOS 

C1CLOS ENERGET1COS 

SBSTEMAS INTEN5IVOS EM PEQUENA ESCALA 

ACELERANBO A SUCESSAO E A EVOLl CAO 3» 

DlVERSlDADE 3 

EFE1TOS DE BORDAS 4 

PRINCIPIOS K ATITUDES * 

.BIBLIOCRAFIA E LEITURA ttECOMENDADA 4 



4 

4.1 

4.2 

4.3 

4.4 

4.5 

4.6 

4.7 



DESIGN DE SfTiO EM GRANDE ESCALA 

iNTRoiiigAo - 

IDENTMTCANDO RECURSOS 

TOPOGRAFIA {Furma da terra) 

CI.1MA F. MICftOCLIMA 

SOLOS ■ 

POSlcioNAMENlODA'lNFRA-ESTKlJTIJRA IMPORTANTE. 

DESIGN PARA CATASTROI-E 

BIBLIOCRAKIA E LEITI.'RA RECOMENDADA 



3 COMPREENDENDO PADROES. 

3 i INtRODUCAO 

3.2 PADROES DA ^ATllREZA 

3*3 PADKOES EM DESIGN 



F1RLIOGRAF1A F. LlilTtRA RF.COMENDADA... 

F.D1FICACOES. 

INTRODUCAO 

A CASA TEMPERADA 

A CASA TROPICAL 

A CASA 1>E TERRA SECA 

CASAS DE PLANTAS 

RECURSOS DOS DETR1TOS DA CASA 

FSTKATFCIAS TECNOLOGICAS ■■■■■ — "--. . 
BIBLIOGRAFIA E LEITURA RECOMENDAOA.- 



JNTRQDLCAO 



s 

S.I 
5.2 

S3 
5.4 

5.5 
5.* 

5.7 



6 

6.1 

6.2 

6,3 

6.4 

6.5 



: 

7.1 
7.2 
7.3 
7.4 
7.5 
7-6 

7,7 



S 

8.1 

8.2 

8.3 

M 

8.5 

8.6 

8,7 



BESIGN PARA O JAROIM DOMESTICO j|4 

INTRODUCAO 4 

PROJETO IXKIARRIVI ' W 

O lARPlM instantAneo " ra 

VlHMM PERMACt [TUBAL URBANO E SUBURBAN!) m 

DESIGN PARA IARI1I.VS ™ REGIMES FRTAS 132 

JARIUNS TROPICAIS • '36 

JARDINS DE TEBRA SEGA 139 

BIF.I lOfiRAFJA E LEITUftA RECOMENDADA 143 

POMARES, AGR0FLORESTA E PLANTIO DE GRAOS 144 

POMARES ■■ - ■ 144 

FLORESTAS ESTRUTURA15 154 

SfSTEMAS DE PLANTIO DE GRAOS E LEGUMES 157 

COMBUSTIVEIS NO SJTIO 163 

SISTEMAS COMERCiAIS 164 

MKUOGRAEIA E LE1TLFRA REGOMENDADA 166 

SISTEMAS FQRRACEIROS ANIMALS E AQUCULTLRA. 157 

lr*TRQ»UCAO , l&7 

ANIMALS DE ZONA I "ZZZZZZ..Z. ZZZZZ1 167 

Sistemas forraceiros df; passaros domesticos m 

SISTEMAS FOKRAGEIROS PARA SU!\OS "'" i 76 

CABRAS £ 

SwEE™^™ F SISTEMAM DE FORRAGEM ANIMAL EM 

AQClfU[.TL-RA E AlAGAmsZZZZ. "' 

BIKLIOGRAFIA E LEHLJRA RECOMEMM1M. ZZZZZZZZZZZZZZZZZZ. |« 

P^r^'^ f0Mt ' N,T ^lAS E I.RBANAS. jn 

SiS^ E ' LANEJA ^ S TILLAGE HOMES)' £ 

ECONOMY COMDNITA8IA l * 

INVESTIMENTO ETIf'O l97 

ACOMLNlDADEPtRMArnrTiii;;', m 

—RAF, E SS— : » 

APfeNDICK 

.... 202 



A Permacultura e urn sistema_de 
design para a Criacao de ambientes humane* 
susteniaveis. A palavia em si nao e somente 
uma comtracao das palavras permanente e 
agricultura. mas tambem de cuitura 
permanente, pois Culturas nao podem 
scbreviver muiro sem uma base agricultural 
sustentive! e uma etica do uso da terra. Em 
um primeiro nfvei, a Permacultura lida conri as 
pjantas. animals, editicacoes e infra-esiruturas 
(agua p energia, cornunicacws). Todavia, a 
Permacultura nao trata somenle desses 
elementos, mas, principalmenle, dos 
ralacionamentos que potfemos criar entre eles 
"pbr meio da forma em que os cofocamos no 
terreno. 

O objetivo 6 a criajao de sistemas que 
sejam ecologicamenfe Corretos e 
economicamente viaveis; que sup ram suas 
prdprias tiecessidades, nao explorem ou 
poiuam e que, assim, sejam susterttaveis a 
longo prazo. A Permacultura utiliza as 
qualidades inerentes das plantas e animais, 
combinadas com as caracteristicas naturais 
dos terrenos e edifica^Ses, para produzir urn 
sistema de apoio a vida para a cidade ou a 
zona rural, utilizando a menor area 
praticamente possivel. 

A Permacultura e baseada na 
oPservajao de sistemas naturais, na 
sabedoria contida em sistemas produtivOS 
tradicionais e no conhecimento modeino, 
cientifico e toonoidgico. Em bora baseada em 
modelos ecofogicos positives, a Permacultura 
cria uma ecologia cvllivada, que e projetada 
para produzir mais alimentacao humana e 
animal do que seria encontrado naturalmente. 

Fukuoka, em seu livro The One Straw 
Revolution (t\ Revolucao de urn Fio de Palha), 
deciarou o que e provavelmente a melhor 
detinicao da filosofia da Permacultura, 
Resurmidamenie, e uma filosofia de trabalho 
corn fe nao contra) a nature?©; de 
observacao alenta e transferivel para o 
mtidiano, em oposto ao trabalho descuiftado; 



e de obsen/af3o de piantas eanimais em trxSas 
as suas fun^oes, em oposto ao tratamento 
desses elementos como sistemas de urn so 
produlo. 

Eu tentio sugerido, em ocasioea 
menos formais, a utiliza^ao de aikid& no 
terreno, rolando com as golpes, transformando 
adversidade em forga, ulilizando tudo 
positivamente. O outro enfoque seria o irarase 
no lerreno, tentando faze-lo produsir usando 
a forga bruta, atingindo-o com muitos golpes 
duros. Mas, se atacarmos a nalureza, 
atacamos (e, em ullima insfancia, destruimos) 
a nos mesmos. 

Acredito que a harmonia com a 
natureza e possivel somente se 
abandonarmos a id£ia de superioridade sobre 
o mundo natural. Levi Srrauss disse que o 
nosso erro mais profunda e o de sempre 
julgarmo-nos "mestresda criagao", no senlido 
de estarmos acima dela.'Nao somos 
superiores a outras formas de vida; todas as 
qriaturas vivas sao uma expressao de Vida. 
Se pudessemos ver essa verdade, 
poderfamos entender que ludo que fazemos 
a oulras formas de vida, fazemos a fi<$S 
mesmos. Aquela cuitura que compreende 
isso, jamais, salvo necessidade absoluta, 
destruira qualquer serviva 

A Permacultura e urn sistema pelo qual 
podemes existir no planeta Terra utilizando a 
snerqia que esta naturalmente em Auko e e 
relativamente inofensiva; e, da mesma forma, 
pelo use de atimentagao e de recursos naturais 
que sejam abundantes, serti destruinnos a 
vida na Terra. Todas as tecnicas para a 
canservagao e a restauracao da Terra ja sao 
conhecidas; o que nao e aparente ^ alguma 
na^o ou um grupo grande de pessoas que 
esteja preparado para efeluar a mudanca. No 
entanto. milhoes de pessoas (.-omuns estao 
come^ando a faze-ia sozinrias, sem a ajuda 
das autoridades pofitieas. 



Onde vive™ e ends deveriamos 
mioaralgo. Podemos inroar pels reducao do 
nosso consumo * energia - voce podsria, na 
resJWada. viver com 40% da eoergia que esta 

usance agora, sem sacrifice nada de valor. 
Podemos aj'ostar nossas casas para a 
efiuencia energSSica. Podemos cottar nosso 
uso esautomovei, utifizando transporte pubfieo 
ou o dividindo com amigos. Podemos ■ 
armazenar a agua que eorre dos nossos < 
telftadps em tanques. ou reciclar a agua cinza 
paia o sanilario ou para o jsrdim. Tambem 
paderrtos participar da prpduf ao de afimentos. 
Isso nao signifies* que todos preefsamos plan la r 
nossas proprias batatas, mas que podefflos 
cnrnpra-las direlamente da uma pessoa que 
esteia plantando responsavelmenfe. Na 
verdade. alguem que organizasse um grupo 
na vizir.hsi:ca pa:a a compra cooperaliva 
eslaria. provavelmente. realizanrto mais do que 
plantando. 

Em todas as agrieulturas 
pefrrtSft8nt.es, ou. genarccamente, em cultures 
humanas sustentaveis, as necessidades 
Sflerjejcas dc sistema.sao supndas .peJu 
mesmo sjsterrjfi A agrlcultura modema de 
Fur ■■-. Ds i totafmenle dependent© de 
energias extsmas. Essa mudanca de sistemas 
permansnies produtivos (onde a terra pertence 
t lodes) para uma agricultura anual e 
comarcial (onde a terra a considerada uma 
marcadoria). envois a mudanca de uma 
saetadade de baixo consume enerrjetico para 



uma de alto consume, com o uso da, terra d e 

uma forma exptoradora e destrutiva, com uma 
demands de fontes de energia externa^ 
pripicipalmerrtc supndas por paises do -tercel 
mundo", como combustfveis, fertilrzantes 
proteina, trabalnoe rrabifctades, 

A producao agrfcola convenciona! n ao 
reconfiece e nao paga seus custos 
verdadeiros: a terra e minada em s ua 
fertilfdade para produzir graos e vegetais 
anuais: recursos nac-renovaveis sao 
utilizados para apoiar a producao: a terra sofre 
erosao pelo excesso de animais riela 
mantidos e pelo cultivo demasiado; terra e 
agua sao polufdas corn produtos qui'micos, 

Quando as necessidades de urn 

sistema nao sao supridas de denSro dele, nrjs 
pagamos o preco em consumo de energia e 
em potuicao. Nao podemos mais arcar com 
os cjsfos verdadeiros de nossa agricutiura. 
Ela esla matando nosEso rrundo, e nos matara. 

Sairido peb porta dos f jndos, tudo de 
que necessitamos para uma vida boa esta nos 
esperartdo, Sol h vento, predios, pedras, mar. 
passaros e plantas nos cerearn. 

A cooperacao com todas essas coisas nos 

traz harrnonia; aoposicao a efas, trazdesastre 
e caos. 



A ET1CA DA PERMACULTURA 



CompenerilBS!>oeia,s- 
<v°n legal, p^^^ , A 



Compoiieines dp locar: 

agua. ic^ra, pjisagem, 

elima, plantaa 



O Design^ X 

a Integra^ harmonioia ' 
«nlre a paisaaem e as I 

pessoas. / 



Con-porwntesahstratos- 

fempa, Kados, enca 



Componentes enargellcos: 

Ceeriolocjias, conexoes, 
eslruluras a fontes 



tlica e um conjunlo rio crencas b 
atiludes mgrais em relagao a sobretfiaeocla em 
rsosso planeta. Na PermacuKura, adotanios uma 
elica HKplicitada cm rr§s areas: cuidado com o 
planeta Terra; cuidarlo -p'm as pessoas e 
cuidado com a distribuifao do excesso de 
tempo, dinheiro e materials para atingir essc-r. 
(ins. 

Cuidado com a Terra signifies o 

cuidado com todas as coisas, yivas ou flao: 
solos, especies e suas uariedades, atmosfera. 
ftorestas, rritcro-habitats, animais e aguas. Isso 
implica em atividades inofensivas e reabilitantes. 
COnservafSci ativa, uso de recursos de forma 
etica e frugal, e um eslilo de vida correto 
(trabalhando para criar ^ist^mas uteis e 
rjen6fiC0$). 

Cuidado com a Terra tambem implica em 
Cuid&do com as pessoas, de fofrna que nossa r-. 

necessidades basicas de alimentaijflo, abiigo, 
educacao, trabalhg salislatiirio e cor.tata 
fiumano saudavel sejam supridas. O cuidado 
com as pessoas e importante porque, mesmo 
que as pessoas sejam apenas uma pequeng 
parte da totalictacfe dos sislarnas vivos do 
mundo, nos causamos um impacto decisive 
neste. So pudermos suprir nossas 
necessidades basicas, rsao nscessitareimos da 
indulgencia em grande escaia de pratlcas 
destrutivas a Terra. 

O terceiro componente da etica basica 
cfe "Cuidado com a Terra" e a corttribt}t$aa do 
excedente de tempo, dinheiro e energia para 
alcangar os objetivos de cuidado corn a Terra e 
cuidado com as pessoas. Isto signifies que, apbs 
tenhamos suprido nossas necessidades basicas 
e projetado nossos sistemas da melhor forma 
possivel, poderemos expandir nossas 
influencias e energias para auxiliar outtos no 
aleance desses objetivos. 

A Permacullura tambem mantem uma 
et/cs da vida. a qual reconhece o valor 
intrinseco de tudo o que vive. Uma arvore s algo 
de valor em si mesma, mesmo que nao lenha 
valor comercial para nos. O que importa e que 
esteja viva e funcional, Esta fazendo sua parte 
na nature^a: rceidanrjo biomassa, suprindo 
oxlgenlo e dioxido de carcono para a regiao, 
abrigando peqtienos animais, wnstruindo solo 
e assim por diante. 

Assim vemos que a etica da 
perrnacultura pecmeia todos os aspecios dos 
sistemas ambientais. comunilarios, 

economicos e sociais. 



Cooperacao re nao competi^aoj s a chave. 

AS f=OfHMAS PELAS OUAIS PODEMOS 
IMPLEMENTAR A ETtCA DE CUIDADO COM 
A TERRA SAO AS SEGIJINTE5: 

• pensar. a lengo pra?o, sobre as consequ- 
"Sncias de nossa5 a0es Ptansjar para a 
sustenlabiiidadr, 

• onde possivel, utilizar especies nalivas da 
area, ou aqueias adaptadas sabidamenie 
beneficas, A introducao impensada de 
especies potancialmerttg invasoras pode 
romper o balance natural da area; 

• cultivar a mertor area die terra pGS-^ivel. 
Plaftejar Sistemas iflfffiSjvm, cficienteS em 
energia e enr. pequena escaia, em oposto 
aos sistemas exlertsivos de grande escaia 
e alto consumo energeto: 

• praticar a djyersidade poiicullaral (cpos'a a 
monoculturali. Isso irai estabilidads 6 nos 
ajuda a estarmos prontos para mudancas 
ambientais ou sociais; 

• aurnentar a soma de produtos: focalize na 
produgao lolal do sistema suprida por 
ptantas anuars e perenes, planta^ces. 
a.rvores e animais. Considere tambem a 
energia econcrwada como sendo parte da 
p;odui;ao; 

• Utilizar sistemas biologicos [planras e 
animais) e ambientais (sol. vento e agua) 
de baixo consumo energetico para 
conservar e gerar energia. 

» trazer a producao de alimentos de vofta ^s 
cidades e vilarejos, onde tern ocorrirjo 
tradicionaimente em sociodades 
sustentaveis: 

• ajudar as pessoas a tornarem-se auto- 
suficieoles e promoveJ a responsabifidade 
comunitaria, 

• reflpreslar a Terra e restaurar a fartilida- 
de d^> solo; 

- utilizar tudo ate o maxirmo e rectalar todos 
os detritus; 



ver solucoes, nao prob/ernas; 

Irabalhar onde cor 
orids- ir^ sobrevive. 
queiram aprender) 



irabalhar onde conta (plante uma Srvore 
orids- ira sobreviver; ajude pessoas que 



\ 



CAP1TULO 1 

PRINCIPIOS DA PERMACULTURA 







PuufTAtfles 



*&ftKULTU.RA, 



*"*JITtTUIta. 



H&frTICM.TUftA 



"U^Uinj, Isira. are ague tao OPganEB* 15 
16 



1.1 INTRODUCAO 

Existem dois passos basicos para urn 
bom projelo permacultural, O pnmeiro trata de 
jejs a princfpios que podem ssr adotados em 
quaisquer climas ou eondicaes culiutais o 
segundo j^ 6 mais assoeiado a l&crricas e a 
praticas que mudam de urn clima ou cullura 
para outre. 

OS princfpios disculidos nas paginas 
seguintes sao inerertles a qualquer projeio 
permacultural, em qualquer clima e em 
qualquer escala Sao sefecionados a partir dos 
princfpios de varias disciplines: ecologia, 
corcseirvacao do snSFgia, paisagismo e ciencia 
amhienta!. Sao, em resumo, os seguintes: 

• lucalizacao relativa: cada elemento (casa, 
lanques, estradas etc.) e posicionado ern 
relacao a outro, de forma que auxilrem-se 
mutuamenle, 

• cada eiemerrto exeoula muitas funcoes: 

• cada furigao imporianie e apoiada por 
niLitos elemenlos; 

■ planejamentoeficiente dousodeenergia 
para a casa e os assentamerttas {zonas e 
setores}; 

■ preponderance da uso de recursos 
bsologicas sobre a ljso de combustfveis 
(osseis; 

• rddclagem local de anergias (ambas: as 
hurnanas e as combustiveis): 

• uiilizacao e aceleracao da sueessao 
natural de plantas. visando o 
estabelecimertto de sitios e solos 
favoraveis; 

■ policulrura e diversidade de aspecies 
benaficas. objetiuando urn sistema 
produtivoeifflerativo; 

• utili-raqao de bordas e padroes naturais 
para um melhor efeito: 



1.2 IXJCALIZA^'AO HELATIVA 

O ceme da Permaculti*- a 
que representa a conexao enlre elemenlos. 
Nan e a agua, a galinha ou a arvore. E como a 
agua, a galinha e a arvors estio Hgadas- E 
exatamerue o oposto dn que nos ensinam na 
esco(a, A educacao desmonta tudo em 
pedacos, sem fazer qualquer corwxio. A 
Permacultura faz a conexs 
voce tenha compreendido a conexs . 
pode alimentar a galinha a parttr daarvore. Par; 
permitir que um componenle do projeti 
(tanque, casa, arvoredo, jardim, quebra-ventt 
etc.) tuncione eficientemente, devemas 
colQca-to oo lugar certo. 



nto 

iae 
i nao 
riuxo. 
is de 



Por example: aijudes e lanques 
agua sao melhor localizados acima da casa e 
do jardim, da Forma que a gravrdada (e I 
Lima toomba) seja usada para dirigir □ flu 
Quebra-ventos oaseiras sao colocados I 
forma a defletir o vento, mas riao a sambrear 
a casa, do sol de inverno. Q jardim e 
posicionado enlre a casa e a galinrteiro d€ 
forma que os restos do jardim sejam colelados 
no caminho para o galinheiro, o estrume das 
rjalinhas possa ser tacilmente removido para 
o jardim, e assim por diante. 

Iniciamos com o planejamenlo dos 
relaciortamsntosde cada elemento, da forma 
que as neeessidades de um elemento sejam 
swpridas pela producao de outro. Para isso. 
necessitamos descobrir suas caracteris-ticas 
basicas, suas necesstdades e seus pradi " 
{veja quadra}. 



utos 
ena 



Os elementos, em uma pequei 
fazenda tfpica, pcderiam rncluir rasa, vtvara 
de planlas, horta, galinheiros. tanques deagua, 
pilhas de composto. caixas deabelbas, estufa, 
arvoredo. acude. lanque de aquFCuffura. 
rjuebra-vento. galpao. barracao de 
ferramentas, pilha de lentia, casade hospedes. 
pastagem, sebe, minhocano 



355i.li pordiants. Esses e'e« ntos p«tem ser 
merttadcs a vontada, no papal, ate que 
im posteionados para o seu meilior 
fanefonamentc 

Para c-ada sJeirenlo, podemos oasear 
as estrategias ds iigacflo nas seguintes 
quesloes - 

"Que uso tern os prbdufos d'fiSte 
elemento, em particular, para as 
necessidades dos outros elementos?" 

"Ouais sao as necessidades deste 
etemersio qua Serao supndas pelos outros?" 

~0e que forma este elemento e 
incompativel com os Oulros ,_ 

'De que forma esie elemento beneficia 
outras partes do sistema?" 

E mslhor coroecar p&lo panto de 
: mais rmportante (a casa. mi, ate 
mesme. ponies comerciais,' corrso o vJveiro 
de plantas. o galinheira ou a aquicultura 
comerciaisj. Para que as coisas tuncionem 
corretamente, devemos lemhrar que: 

• as necessidades de um elemento sao 
supndas per outros elemenfes dentro do 

' °s Produtos de um elemento sao 



■ , CAM EUIWENTO EXECUTA 
' MUITAS PUN^OES 

Cada elemento no sistema dever-, 
escolriicfo e position ado de forma a ex GC i* ' 
o major numero possivel de funcoes V 
tangue pode ser utifizado para rrrigacao rL m 
aguaaos animais, culttvo cfe plantas. aquatV, 
e controfe de inceridios. Tambem e um hate* 
para passaros aquaticos, pisciculture e um 
refletor de luz (Figura 2.8). A parede rJs um 
acudepode serweomo estrada, quebra-fonn 
e uma area ds producao de bambu. y 

Podemos fazer o mesmo com a s 
plantas, selecionando especies uteis l 

posi-cionandn-as em um local onde serari 
ulilizadas para um ou mais objetrvns.: 



Quebra-vento Forragem animal 

Privacidade Gombustivel 

ControledeerosSo 
Quebra-fogo Habitat seivagem 

Mulch Controfe do clima 

Altmentagao Condicionamento dosoto 



PRODUTOSECOMPOKTAMENTOS 




Ik 



Ana Use Funcional da Galinha 

Primeiramente, listamos. as caracteristicas 
inatas da galinha; cor, tamanho, peso. 
tolerancia lermica, habitidade no cuidar de 
seus pi ntos etc. 

As galinhas tern caracterlslicasdiferentes, de 
acordo com a raca: as de epr clara taleram 
calor melhor do que as de cor escura: racas 
pesadas nao voam tao alio quanto as mais 
leves [O que signifies que requerem diferentes 
alturas de cercas): algumas ragas sao 
melhores maes; outras, poem mais ovqs. 
Tambem vamos observar o comportamento 
da galinha: qual a a sua "personalidade"? 
Percebemos que todas as galinhas 
esgravatam o solo para comer, camirtham, 
voam, dormem em galhos ou poleiros a noite, 
form am grupos e poem ovoS. 

Em segundo, iistamos suas necessidades 
hasicas. Galinhas neeessitam de abrigo, 
agua, banho de pd para evitar piolhos, uma 
area protegida para dormir e ninhos, 
Precisam de uma forte de cascalho para 
poderem moera comida na moela, Tambfim 
goslam de estar com outras galinhas. Uma 
galinha solitaria e um acontecimento muilo 
tfiste, e melhor dar-lhe companhia. 

Tudo isso e facil ds providenciar, e nao leva 
mais do que alguns dias para organizar. 
Galinhas tambem neeessitam de comida, e 
e ai que comegamos a fazer conexfias com 
outros elementos de nosso sistema, levando 
a galinha a uma situacao ideal, de esgravatar 
para satisfazer suas necessidades. 

Cada vez que alrapalharmos a gaSinha em 
seu comportamento natural (esgravatar), 
teremos que executar mais trabalho para 
oompensar, Tra&alho e poiuigao compoem o 
resultado de sistemas projetados 
ineoerentemente. 



Por Ltftimo, listamos os produtos « 
"saidas" da galinha. Ela produz came, ovos, 
penas, po de penas, eslerco, dioxido de 
carbono (da respkacao), sons, calor e 
metano. Tambem queremos posiciortar a 
galinha de forma que seus produtos sejam 
utilizados por outros elementos do sistema. 
Se n&o utilisarmos esses produlos par; 
auxiliar outras partes do sistema, estaremos 
frente a mais trabalho e poluicao. 

Agora, temos toda a informaoao 
necessdria ao rascunho de um piano para o 
galinheiro, decidindo onde posictonaremos 
carcas, abrigos, ninhos, arvores, producao 
de sementes e torragem, tanques, eslufas 
e tenlros de processamento em relag&o i 
galinha. 

A casa precise de comida, 
combusti'vel para co^inhar, calor em tempo 
frio, agua quente, luzes etc, Eia da abngo e 
calor as passoas. A galinha poda suprir 
algumas dessas necessidades (comida, 
penas, metano), como, tambem, consumir 
a maioria dos delritos alimentarea oriundos 
da casa. 

O jardim demands fertllizantes, 
mulch, agua- Ele da folhas, sernentes, 
vegetais... A galinha Fomece o esterco e 
come o excesso que jardim produz. 
Galinheiros perto de jardins garantem a 
coleta facil de esterco e um sistema de 
alimentagao do tipo "joga porcima da cerca". 
Em situacoes controladas, as galinhas 
podem entrar no jardim. 

A estufa necessita de di^irido de 

carbono para as plantas. metano para a 
germinacao, eslerco, calor e agua. Durante 
o dia ela irradia Calor, nos alirrranta s produz 
sobras para as galinhas. Estas podem, 
obviarmnle, utilizar a maioria das sobras, 
alem de suprir muitas das necessidades da 
estufa, inclusive produzinde calor notumo 
(calor do corpo), se posicionarmos 
gatiriheiro ligado a estufa (Figura 7.8). 






rozi) « oferece insets para a «m 
dassalinn^.Enlao.opomareasgalFnhas 

podsm inieragir benetomente se 

perrmtermos qua as gaiinhas entrem, de 
tempos em tempos. 

O arvoredo requer manejo, 
controls contra o fcga, eonlrote * pragas 

e afgum esterco- Be da corriPuJt'vel solido. 
afgtimas frutas, semenles. rnsetcs, abngo 
e algum calor. Gaiinhas podem dormir rws 
ftvoreS. alimenlar-se das larvas de insetns 
e ajudar no controle ao fogo, eso/avatando 
nos possiveis eombuslrveis (como os 

A plantacao necessrla de aracao, 
esierco, semeadura, colheita e 
• _:-2mentodaproducao. Elaoferece 
comda ps'a gaiinhas e pessoas. Gaiinhas 
podem ajurjar. fornecendo esterco e 
aranoo Um grande niimero de gaiinhas, 
em uma area pequena, lirnpa a vegetacao 
e vira o solo de forma muito efeliva. 

A pastagem precisa da semeadura, 
colheita. esterco e armazenamenlo da 
palha. Ela da comida pars os animais 
(incluindo mirshocas e insetos). 

lanque precisa de algum esterco. 
Ele da peixa a plantas aquaticas como 
al memo, reflate a !uz e absorve calor. 

Deixanao, simplesmente, as 

comporlaiem-se naturalmerMe e 

passeaism err, locais onde oferecem 

benefiDO podemos rfefcs otter uma grande 

iritormacao actma. colocamos as Gaiinhas 

P^PriadaTn^ aiert ° S em «■** 
apiopnadas pa la a entrada no oomar 

pastagem e arroredo de mm™ ™ 



Um quebra-vento pode ser feito corn 
arvores que fomecam forragem e acucarss 
para o gado (Safe sp.. Glsdrtsia triacanthos, 
CUainsecytlsuspatmensis, Coprosma reports, 
Ceratonia siiicUJa); COrte para pequenos ga&ios 
e lenha {ieucaena leucocephata); neciar E 
polen para abelhas [Acacia flmbriata); e que 
supram suas prdprias necessidades de 
nitrogenio (arvores leguminosas). Acacias 
cumprem muitas funpoes: elas fornecem 
sementes para a forragem das aves, folhagem 
para animais maiores e fixam nitrogenio no 
solo, enquanto que as (lores suprem o polen 
para abelhas, Tambem sao as plantas 
pioneiras que preparam e protegem o solo para 
as outras mais sensiveis e de crescimento 
rnais lento. 

A selecao de especies apropriadas 
requer um conhecimento ample das 
variedades animais e vegetais em 
considerate, bam como Suas tolerancias, 
necessidades e produtos. Quancfp eslamos 
c-ons«derando plantas, por exemplo, 
necessitamos saber se sao caducas ou 
permanentes: se as raizes sao irwasoras; a 
que glti/ra crescem; se crescem rapido e 
vivenri pouco (ou vice-versa); se tem uma copa 
dansa, ou nag; se tem resistencia ou 
susceptibilidade a doencas; se podom ser 
cortadas ou comidas; ou se rmorrem, se forem 
podadas por animais ou pessoas. 

Para comecar, inicie um indice de 
espeties, ou manienha notas sobre oada 
planta (suas caracterfsricas, tolerancias e 
usos) ern fictias ou em um sistema de arquivo 
(ueja, no Apendice, a lista de especies). 
Algumas das coisas a registrar sao as 
seguintes; 

1 Forma: tipode vida (anual, perene, caduca 
ou pemianente) e f omia visua I [a rb usto, win ha, 

^rvore), incluindo alturas; 

2 Tpleranctas: zona ctimatica (arida, 
tsmperada, tropical, subtropical); toieranciacfs 
sombra on sol (parciai ou lolal); habitat (umido, 
seco > m olhado, alta ou baixa elevacao): 



toierancia de solo {arenoso, argiloso, 
rochoso); e toierancia do pH (acido ou 
alcalino); 

3 Usos: comestfvel <afimentacao humana, 
tempero]; medicinal; forragem animal (para 
animais especi'ficos: gaiinhas, porcos, 
veados); melhoramento do solo (fixadcras de 
nilrogenio, plantacao decobertura, fertfcante 
verde); protecao do sitio (controle de erosao, 
cerca viva, quebra-wento); code (lenha, postes, 
estacas); material de cortsirucao {postes. 
madeira, mobilia) e outros lisos (libras, 
combustiwel, controle de insetos, ornamental, 
nSciar e polen para abelbas, raizes uleis, 
anilinas). 

Existem varies farores que podem 
limitar a selecao das especies: 

• improprisdade para o clima ou solo; 

« invasora ou nociva localmente; 

• rara ou nao disponi'vel (geralmente nao 
COmercializada fora do pais de crigem); 

■ preferencia (vegetarianos exciuem 
especies forrageiras ou animais para a 
came); 

• area de terra disponi'vel (especies menores 
para propriedades menores); 

. utilidade em relacao a dirictildade de 
producao, pequeno retorno ou tempo de 
cbegada a maluridade, 

1,4 CADA FUN£AO IMPCWTTANtE £ 

EXECUTADA POK MUITOS 

ELEMENTOS 

Necessidades bfeicas importantes, 
como agua, alimentacao. energia e protecao 
contra o fogo, deveriam ser supridas em duas 
OU mais fprrnas. Um projeto cuidadosO de 
razenda, por exemplo. incluiria ambas as 
pastagens, as anuais e as perenes. al&m de 
arvores forrageiras (Prosopis, Salix, 
Gleditsias, tagasastes), as quais seriam 
cortadas e oferecidas ao gado, ou a este sendo 
permitido alimentar-se diretarnerite dasfolhas. 
vagens e galhos, periodica me nte. 



Da mesma fonna, uma casa com um 
sistema de aquecimento de agua solar 
poderia, tambem, manter um. logao a lenha 
com reservatorio para fornecer agoa quente 
em dias nublados. Para o controle do fogo, 
muitos eiementos (o tanque, a estrada o 
qtiebra-vento de arvores que queimem 
lentameme a os eanais de (nftttrafSo) sao 
indluidos no projeto da casa, ou vita, para 
redu^ir o darto em cases de incendio no mato, 

Em outros exemptos, a Sgua e captada 
por uma vanedade de tecnicas, desde acuctes 
e tanques ate canais de infiltracao e arado (para 
reabastecer as aguas do subsclo). Em regioes 
costeiras. os venlos sao contidos, 
primeiramente, por um quebra-vento tone, de 
arvores e artausros, e, mais proximo a casa, 
por cercas ou sistemas de grades semi- 
perm eaveis. 

1.S PLANEJAMENTO ENERGETICO 
EFIC1ENTE 

A cbave para o planejarnento energelico 
eficiente (na verdade, o planejarnento 
economico eficiente) e o posicionamerito de 
plantas. areas para animais e estruturas de 
acordo com zonas e setores, com as linicas 
excecoes para OS fatores de mercado. acesso, 
inclinacao do terreno, nuances dimaiicas 
locais, areas de interesse especial (planicies 
alagadicas ou encostas rochosas) e 
condicoes tie solo especiais, como laleritas 
duras ou solos de bantiados. As segBes a 
seguir cob rem pianos de zones, setores e 
inclinacao para um sitio "ideal". Digamos. um 
terreno com inclinacao leve. de trente para o 
sol, onde encontiamos poucas variaveis. 
Terrenos "reais". todavia. serao iratados 
dif'erentemente. de forma que seus pro|etos 
serao mais complexes do que aqueles 
NustradOS. 



20 



PLANEJAMENTQ POfl ZONAS 

planejamentc por zonas irata do 
KjsJCtonamerrto dos efemenfos de acordo com 
a quanttdade ou a frequancia em que os 
utifeamos oo necessitamos visita-los. Areas 
que precisam ser visitadas iodos os d«as 
(estufa, oalinfieiro. jardim) sao locafizadas 
mais prdximas, enquanlo que locals visited*; 
menos frequeniemente (pomares. pastagens. 
arvorecto) sao posicionados mais adianie 
(Figura 1.2). Para posickmar elementOS por 
zonas. comeee por urn centro de atividades, 
geralmente a casa, emoora possa ser, 
tambem, urn galpao, uiveiro de planlas 
comerctai ou. em escala maior, urna viia inteira. 

zoneamento e deadido s parlir de: 
(1 ) o numero de vezes qua voce precisa visitar 
oelemento (plants, animal ou estrutura) para 
colheilaou reliradada producao; e (2) o numero 
da vezes que o elemento necessity que voce 
o visits, 



Por exempio. anuafmente, nos 
visitariamosogalinrieira; 

• 360 vezes para apanbar ovos; 

. 20 vezes para recover esterco; 

• 5 vezes para apanbar galinhas; 
■ 20 vezes por outras razees. 



Temos mm total de 393 visitas 
aruaJmente, ao passo que jm carvalfra seria 
visitado somente cfuas, para a colheita das 
sementes. Quanto maior o nCimero de visitas 
necessgrias, mais prbximos os elementos 
precisam estar. Aqueles componentes qua 
necessitam de uma observacao constants, 
visitas frequentes, trabalho intensive ou 
tecnicag de manejo complexas, devem ser 
posicionados bem proximos, ou desper- 
dicaremos uma grande quantldade de tempo, 
esforco e energia visitando-os. 

A regra basica e' a de. pfimeiramente, 
desenvolver a area mars prbxima, assumir o 
controls e, so entao, expandir a partir das 
bordas, Frequentemente, o iniCFante escofbe 
urn jardim longe da casa e acaba por nao 




^Vfe---^^^,^ 



eolfier as plantas de forma efigiente. nem 
cmda-las de Forma adequada. Com tempo 
qjalquer solo pode ser melhorado para 
jardinagem; entao, priorize o fator "perto da 
casa", quando estiverposfcionando urn jardim 
ou urn pomar. 

A Zona zero e o centro da ativirJade 
[casa. galpao oj vila, se o projeto for em 
grande escala), a zona e planejacfa para a 
conseraacao de energia e para ajusiar-se as 

necessidades. de seus ocupanles. 

A Zona I esta perto da casa, e a mais 
controladae inlensivamenteutilizada, podendo 
confer jardim, oficinas, esljfas e viveiros de 
propagacgo, pequenos animais (coelhos, 
porcos da india), combostfveis para a casa 
(gas, madeira, composto), mulch, varal para 
roupas e area para a secagem de graos. Nao 
existem animais de grange porte soltos e, 
possivelmeme, teremos poucas arvores de 
grande porte (dependendo das necessidades 
de sombra), Qoalquer arvore pequena e 
essencial, que seja visilada frequentemente, 
pode ser rxilocada nessa zona (um limoeiro 
proli'fico, por exemplo). 

A Zona II ainda e mantida 
intensivamente, com plantio denso (arbustos 
maforas, pomares mistos e de pequenas 
frutas, quebra-ventos). podendo incluir 



terracos, sebes. grades e tanques. Exislem 
algumas arvores maiores com uma camada 
COmplexa de ervas e plantas baixas, 
especiaimente, as pequenas frutas. Especies 
de plantas e animais que requeiram 
abservac&o e cuidado sao localizarJos nessa 
JOna, e a agua e rsliculada (ifrtgacao por 
gotejamento para arvores). Galinhas e outras 
aves domesticas sao permitidas em areas 
selecionadas (pomar, arvoredo) para passeio 
livre, e uma area para Lima vaca de leite pode 
ser cercada a partir da prdxima, zona. 

A Zona 111 contem pomares nao- 
podados a sem mulch, pastagens maiores 
para animais de abate ou para manter uma 
planlaclio principal. A agua e disponivel 
apenas para atgumas plantas, embora. haja 
bebedouros para os animais, ou seja. gado, 
oveibas e passaros semimanejados. As 
plantas inciuem quebra-ventos, moitas. 
arvoredos e arvores maiores (como carvalhos 
e nogoeirasj. para a forragem animal. 

A Zona IV e semimanejada, Semi- 

selvagem, utilizada para a caleta de alimentos 
resisientes. possurrido arvores nao-podadas 
e manejo de vida selvagem e tloresta. A 
madeira e um produto manejado e ouiras 
producoes (planlas e anfmais selvagens) sao 
possiveis. 









Tabela 1.1 Alguns fatores que mudam no planejamentode zonas a medida que a distan- 

ciaaumenta. 



FATOR OU 

ESTRAT£GIA 


ZONA J 


ZONA II 


ZONA Ml 


ZONA IV 


Planer para. 


Clirna da c-ssa au!o- 
suifciaiicia dum^a- 
tic-a 


Pequai»s snimois b pnma- 


Planacao principal, re»- 
regerTi 


COteta., fcn7tg«in 110- 
resla, pasiagem 


Esrat-eificr.vientc- de 


U-ao total de mulch 

smt epunsKlas 


\J$q tJe mylch l&zaluaoo £ 
proielcjres da Arvores 


CondkJGfiema nto do sot? 
e mulch vcrdu 


Stjment* caodfctona- 
m«¥ta dD solo 


Pcda se AAfore 


iniEnsivH. e&paldftira 

DU [Jt>rjiftda 


Piramide, grad-a& 

C:0rtSlfU«diJ5 


Sam pwia. grades natu- 
«i5 


rVfudiiS. yariedades 
sBMrcii^cTadas. 


Sfilrj^ao itfi arvores e 

p::"dinfis 


Sc *.■:.- ijfits minialmrBS 
ou muHwnjtCrtatias 


Varia-dadBs ftrt^rtaiJas 


F.1 u d a^ seie-r -iormdas 
para auixertOS poalarip- 


Varradades stl*- 
Ctortaoas nu rnartata- 
tiaB poranJiriiSiS 


Prcwisao de- Aqua 


siTques. para agva -ii 

ChUVft, ; ;>:^::^;, -ivhiV.;- 


Tanquas na Iftffft a tooiFQifl 


flrmazeninriflnto nfi solo J ****«■ «™- ™™«- 
v ^ude 5 [Ketombaseiftcas 


EslruturaS 


i'.i^.i. : :• iirn arma- 
2cnHgem irilflfl:i*cla 


Viweit'os, galpoes-. J Ap'mazdm da ferfagen», f a 

1 cwuf *abas s arvo- 

1 (-:,::■:-. 






A Zona V ccmpoem os sisfemas nao- 
manalados "selvagens". Ate esse pontO, 

somente observamcs a aprsndemos, bo 
nL™ local esanrial de ™*ita f ao. onde 
somes visftantes e nao gerentes. 

Zones saa uma forma acstrata s 
conveniente de iidar com distancras; totJavra, 
na pratica. as bordas do cada zona se 
mistyram umaS as outras; a lopcgrafia e o 
aeesso podem significar que, em alguns 
cases, a area menos ulilizada (Zona V) fiea 
prcjxima a area ulilizada mais intensamente 
(Zona l> - par example, umaencosta fngrenne 
de floresia diretamenle alias da casa. 

Podemos, na verdade, trajer "ctinhas" 
da Zona V ate a ncssa porta da frente, como 
um coiredor para a victa sefvagem, passaros 
a a natureJa em geral. Oj poderiamos 
estender a Zona I junlamente com una irilria 



IreqilsrWrnerUe usada (uma uotla que nos l BVe 
da casa para o galpao, passando P6 | 
galinheiro e pelo iardim, pr6ximo a pilha rj e 
lenha, e de votia a casa). As figuras 1.3 e 1,4 
moslram ewsmpJos do- planejamerlo de zonas 
paraumafazendapequeng. 

Padroes zonais podem mudar. qjando 
estivermas trabalhando com dois ou mais 
centres de atividade. Digamos, entre a casa e 
a cabana de hdspedes, a casa a o galpao ou, 
em grande escala. entre os pr&Jtas de uma 
vita. Neste caso, devemos organizar nossos 
eloscuidadosamente entre esses GBntrgs. em 
sua maioria, conexoes de aeesso, s jprimanto 
de agua e energia, esgoto e cercas, o que 
David Holmgren chama de "rede de analise", 
a qual taz planejamento de sitios mais 
complexes, fazendo conexoes entre estradas, 
canos. quebra-ventos e assim por diante, para 
servir a mais de urn centre, 





Zwn tftUlrrv 



J3T 



iigujfl 1.4 Example da plane |W& urns p<sque™ propfledatfe ds prodigy iBiista. 



fn^iA e™*,^^ 



P 6 '"^^*,^,^^^ 



as z^n« Mr0i 



24 



iS 



PLflNEJAMENTO DE SETORES 

Selores [ralam das energias nao 
controlaveis. ns elements do sol, luz. venlc, 
Chuwa. fogo e fluxo de agua (inciumdo 
enctienres], que vem de torado nosso sislema 



e passam por ele. Para isso, organizamos um 
diagrams de setores baseado no sitiq real, 
uma area em forma de cunha a parti r do centre 
de afividade (usualmente. a casa, podendo sar 
outra eslruluraj. Veja a figura 1.5. 




RBU, " S '^Sr-"^*-***^ 



» e nto. toQe , mais,,,^ atuda 



"0 fmSKWnarnerto aas oslruturas 



Alguns dos latores due podem ser 
raseunhadQS em nosso diagrama sao: 
i seior de perigo de fogo; 

• vemos trios e danosos; 

• ventos quentes, com po ou sal; 

• angulos do sol para verao a invernc; 
■ reflexao a partir de acudes; 

• areas sujeitas a enchertes. 

Posicionamos especies de plantas e 
estruluras apropriadas a cada setoi (1) para 
bloquear ou diminuir a energia que entra ou 
uma vista distant* (2) para canaiiza-la para 
usosespeciais; ou (3) paraabrirosetora essa 
aneraia, permitirxJo, por exemplo, maior luz do 
sol. Assim, nos posicionamos elementos cfe 
nosso design maiiejando energias que enlram 
para o nosso beneffcio. 

Para o setor do fogo, escolhemos 
efementos que nao queimem ou que eriem 
quebra-fogos, como acudes. paredes de 
pedra, esiradas, areas limpas, vegelacao que 
retarde o toga ou anirhsis herbivores para 
manter a vegetacao baixa. 



INCLINAgAO (Deciividade) 

Finalmenle, observaremos o local er. 
perffl, anotando elevacoes reEafivas para c 

posjcionamento de acudes. lanques da agua 
ou vertentes (aoma do sirio da casa); para o 
planejamento de esirattas da acesso deenos 
desvio de enchentes ou de correnteza; para a 
posicionamentocfas unidadesde erluentesou 
biogas, e assim por diante. 



>ou 

uns 

S 5 

wei. 

) easa, 

inques 



As figuras 1.6 e 1.7 ilustram algun 
relacionamentos ideais entre estruturas s 
funcoes, assurnindo uma incfjnacao ra2oavel. 
Inicfando com o plato no tope teremes: 

» acudes sao posicionados acirna da i_ 
rececendo o excesso de agua de lanqu<=o 
elevados. os quais recebem a caplacao 
dos felhados, dos galpoes tfe 
arma2enamento, ohcinas qu saloes. Todos 
eles necessiiam de pouca agua. mas letn 
uma grande area de captacao no tettiado. 
mesmo resultado pqde ser ootido com 
canais de divergencia direcionados aos 
acudes; 



bfln ecu- 



Insdos os tanques conertos em ste._, 
sao muito uteis e podem, na verdade, ser 
consirm'dos na base de edificacoes, for- 
mando um regulador termico no porto da 
oficinas. A ^gua annazenada em lanque 




26 



Figura l.e Am:1Ii£& da BnoOSIa » e piano pflra c* sifo Qm rialflpao an aspecsa inJIufflnclanh muilo nu poitffDnanwjnlci do arusse. 
Eupnmvntu da dgva. Ilt:.ws'a3 o jjl;jri!ins em garal {zana^ umidas). 

27 



ccberfos 6 seguramenle fivre de poluicao 
tjiologiea e deveria ser utriizada para de- 
bar somenje nos niveis mais baixos da 
area de assents memo Ouanlidades mai- 
ores de agua para uso domestico (chuvei- 
jos, banherros, jaflfirts) sa.0 Supridas par 
aco-des altos; 

• acirna da casa. particularmente em terre- 
nes rochosos e secos, devena haver uma 
selecao cuidadosa de plantas adapiadas 
be condicoes aridas que necessilam de 
uma irrigaeao localizada somente na fase 
de eslabelecimento. Esses florestas ou 
. . .iraS ajudam no conlrole da erosao a 
na retencao dfe agua. Para si'tios mais bai- 
ws, escolha planias com maior necessi- 
dade de agua: 

na casa, tanques pequenos sao 
necessaries para o suprimento de agua 
ems>rgenciaJ. A iccalizacaoda casa devera" 
sat arras dos anudes du lagos mars baixos, 
para protecao contra o logo. A agua cinza 
onunrJa da casa (agua descariada nas 
pias b chuvairos, mas nao do vaso 
sanitanoj a absorvida pela vegetacao 
densa So jardim ou pomar 

mais abaixo, a agua do Jago, no vale ou 
em armazenamentos malores a 
bombeada para tanques, ou aeudes mais 
altos, em emergencias corno fogo ou 



Urn falor frequenternente rie- 
gtigenciado no planejamenlo e a necessidade 
de^acesso a locals mais altos, tanlo na forma 
de irilhas quanta na forma de estradas. Urri 
aeesso assim pode ajudar na drenagem ou 
no desvio da agua para aeudes no meio da 
encosta, no controls de fogo e h a epoca da 
colheita, servir como aeesso a floresla e aos 
galpoes e oficinas, Felizmente, em pequenas 
propriedades, o mulch das florestas e os 
estercos dos galpoes acima da encosta 
podem ser. facNmente, Jevados mais abaixo 
para estabeiecerumjardim "(togatpaoparaa 
casa*. Pisos sdlidos nos galpoes de tosquia 
casa das cabras e eslabulos nos petmitem 
urn facrl aeesso aos estercos. 

Para relembrar as regras basicas da 

conserva^ad de energia: 

• posicione cada elememo (planta, animal 
ou estrulura) de forma que ele execute, no 
minimo, duas Ou mais fungoes; 

■ cada luncao importante (captacao de 
agua, protecao do fogo) e servida de duas 
ou mais Formas; 

• elementos sao posicionados de acordo 
com a fntensidade de uso (zonas) o 
control© de energias extemas (setores) e 
um lluxo e'lciertle de energia (iiiclinapao). 







Si 



bom senS a s ?h fl C ° mple,ada essa a ^liS« * 

P nhe>o ele „ mp '° : SB **""»moa um 
pm.ne ro. ele vai para a Zona JV [visita? 
inf^querxes), to, lgedo selor ^ pe,^,^^ 
(ptntiawa acumulam Combustfvel e ojetrn^ 
como um barr-lde piohe), SK^SS 
de ventos fnos (sao resisierrtes ao vento e 
fornecendo pmh as com^^lt 

Se quisessemos posicionar uma 
pequena estrutura como um galinheiro. ele 
devena ser rentes borda da Zona l com a zona 
II (para visitas frequerrtes), tongedo setor de 
fogo, Ugado ao jardrm anual (para colela m\ 
de esterco), junto ao sistema forraqeiro e em 
climas temperados, Ugado a eatufa, afem de 
fazer parte de um sistema de quebra-venla. 

1.6 IJTIl.IZANno HLCURSOS 
BfOLOGICOS 

Em um sistema permacultural 
utiiiiamos, onde for possiuel, recursos 
broldgicos (plantas e animais) para 
econornrzar energia e realizar o trabalho da 
tazenda. Planlas e animais sao usados para 
fornecer combusliVel, fertilizante, aracao, alem 
de serem uleis no controte de insetas, conlrole 
de ervas invasoras, reqiclagem^ de nutrientes, 
melhoramenfo dos trabitats, aeracao do solo, 
controle de incendio, controls da erosao e 
assim por diante. 

actimulo de recursos biologicos em 
um sitio e um investimento a tongo prazo que 
necessita cuidado e manejo nas fases de 
planejamento, pois e uma estrategia-chave 
para a reciclagem de energia e para o 
desenvolvimento de sfstemas sustentaveis. 
Utilizamos "esfefco verde" e arvores 
laguminosas, ao contrario ds ferfiiizante 
nitrogenado; gansos na capina e eruas 
rasteiras, errt lugar de corladores de grama; 
control© bioldgieo da insetos, ao contrario de 
pesticidas; e outros animais, como galinhas 
ou porcos, em lugar de arados mecanioos, 
venenos a (erlilizantes artiliciais. 



Z'l 



No entanio, o uso cuidadoso o 
recursos nSo-biolGgrcos (maq u jr, ara t™, 
em i combusMvels Msseis, ferlilizan 
artifmais, equrpamento tawico) nos esyr> 
miciais da um sistsrna permacultural e acerl 

t?J 0fem " Satirj5 P ara Cf| a f 
broldgicos sustentaveis a longo prazo 
uma mfra-estrulura fisica duradoura. 

fo ™ n i • P °'' e * erT, P ( °: equipame 
tecnologjcos como celula 8 fosovolta 
aquecedores de agua solares e tuD< 
p aslicos rjtilizam recursos nao-renowaveis na 
sua labricacao; mas, podemos ul 
etetivamenie para prodiwr nossa pj-oc 
energia no local. Igualmenle, poctemos alu 
maquinaria de terraplanagem para const, „ 
estradas, acudes. canais de ififilrracao e « 
divergincia e drenos; tralores para passa/ o 
aradc-chisel em soto dure e improo i 
o drsco. em terras secas. coletando lodo 9 
sementes para um eventual crescimento das 
plantas; caminhdes para Irazer e . . 
de fontes prdximas. de mode a dar partida 
nossos prdprios sistemas. 

Da mesma forma, (erlilizantes 
artitpciais aphoados em solos desgastados 
Pfoduzirao uma cdhaflade esterco ws/dtepara 
iniciar a acumulacao de fertilidade bJ'otogica 
O problema ocorre quando estamos 
apnsionados em um cicto anual de uso de 
fertilizanle ou maquinaria. ao contrary, 
utifizar esses recursos sabiamente para 
construir nossos proprios sistemas biologicos 
no sitio ou na comunidade. 

Utilize cuidadosarnente o que estep 
disponiVel: faca-o peias melhores razoes e 
desenvolva aJtemaliuas, o mais rapido possival. 

A seguir, damos alguns exemplos da 
utilwagao de planlas e animais para aumeniar 
a producao e o vigor a reduzir a necessidade 
de fertiliaanfes a pesticidas. Ao inves de 
depender de maquinas ou de torca brula, 
podemos, ao contra ria, .oensacnossocaminho 
no manejo e na manutencao de nossas 
propnedades, 



a-los 

lugar 
Slrutr 












Animals-tratares - galinhas eporcos 

sao cgnhecidcs per seus tiabilos cte ctscai e 
eavat a solo a procura de minhocas. insetos ft 
raizes. Errbora os sistemas de animais- 
tratores seiam descrilos no Capffulo 7, 
resumimos: galinhas, porcos on caprinos. se 
cpnfinados em uma area de ervas daninhas 
cuemcapoeira. irao destruir toda a verjetacao, 
eultivar parcialmente a terra e adubar a area 
com sstereo. Pot isso, deverao ser levados 
para outra area fechada antes que possam, 
na verdade, causar dano pelo excesso de 
esterco ou pelo disturbio do solo. 

Controls de pragas - Plantas 
umbeliieras e composSas, como o anis, 
funcho, as margaridas e as tagetes. 
posicionadas em volta de canteiros e no 
pomar, atraem insetos predadores (que se 
alimentam ou parasitam pragas). Tanques 
abertos no jardim atraem anfibios comedo-res 
de mselos (ras). Caixas de ninhos adequadas, 
ou amustos espinhenlos, oferecem habhats 
para passaros insBtfvoros. Fungos e bacterias 
beneficas ou nematdides tern sido usados 
para controfar insetos, e muitas plantas 
realizam a conirofe de insetos ou nematdides, 

Fertiliza rites - Todos os animais 
reciclam nulrientes comendo a vegetacao ou 
oulros animais e excretando esterco 
nitrogenarj-o nos campos, pomares e jardins 
Esierca de patos e porcos. em urn grande 
lanque ou lago, aumenta, os nulrientes para 
rmutas espe-cias de pefxes. Minhocas 
bembaam ar para denim 60s solos a fomecem 
humus e nutrientes para as plantas. ou sao 
wFhutas como alimento de galinhas ou peixes 
Os restos p jardim e da pomar ^ ^ 

Pelas minhocas, sendo limpos de pestes e 

M t™„? C ° nfrei pode ser combinado com 
eslercos e compostado ou lermentado em 

2 i tf plan,as d° iardlm. Murtas 



Os legumes e arvores leguminosas 
(alfala, feijoes, leucena. acacias) abastecem 
de ntHrisntes o solo, atraves da retirada do 
nitrogenio do ar e processamento do mesmo 
nos nbdulos nas raizes. Existe uma bacteria 
apropriada (rizobia) que. adicianarta de forma 
correta ao solo de plantio. pode aumentar D 
crescimento das plantas em ate ao% a^ma 
das plantas que nao forem inoouladas, Noia: 
nem todas as leguminosas sao fixadoras de 
nilrogerio; exespoes notaveis sao a Gtedit$i s 
e a Cemtonia sfliqua, Existern mais de 150 
planlas nao-leguminosas, como alder {Alrtus 
$p), a Ofiwa Russa [Eleagnus umbeSlata, E. 
angustifoHa) e as casuannas, que sao 
canhecidamente fixadoras de nitrogenio. 

Pastagers leguminosas, arbustos e 
Srvores sao intercaiados com arvores de 
pomar e de ftoresia; legumes, como feijoes e 
ervilhas, -sao plantados em jardins e utilizados 
como pnmeiro andar em pomares, Se forem 
CQrtados ou podados antes da floracao, 
nitrogenio dos nodulos nas rafzes e liberado 
para dentro do solo, para ser uiilizado pelas 
plantas na redondeza. 

Muitas dessas plantas, espe-cialmenle 
os legumes, tern oulros usos; o arbusto da 
ervilha siberiana {Camgana sp.) e a tagasaste 
{Chaemocylmuspalmensis) por exemplo, nao 
somente melhoram o solo, mas sao liieis 
como quebra-venlo ou cerca viva, alimento 
para as galmhas (sementes) a lorragem para 
animais maiores (folhas). 

Oulros recursos biologicos incluem 
abeirfas (polinizacao de Hores e coiheita de 
nectar), planlas espinhentas (cercas), plantas 
aieicpalicas (que suprimem o crescimento de 
eraas danmbas) e caes (guardas para outros 
an.ma IS . parlloularmente as oveihas). 

hi'/iK •- Chave para ° uso efetivo de recursos 
mSH 05 6 ° man ^- ** nao forem 

Sraol * bm,os da "oresta; caprinos qi» 
jardim ' q 8 aca bam por sombrear 



<= 5 nK a , h a daS es1r ^e9ias de manejo 
sao baseadas na tamponade. Gansos. por 
exemplo, irao capmar os capins de uma borta 

colheiids de raiz, como cebolas, bataias eta 

C nmportante e permit a entrada dos ^ 
somente apds as plantas egtarem grandes 
suf.ciente pa,a pre^enir dano causado par 
seus pes « ames do amadurecimento das 
rrTadu f osT SOS C ° meraD m0rar, a os « tomates 

As galinhas, apesar de lodas as 
vantagens de adubacao e do eontroie de 
msetos B sementes de ervas daninbas. nao 
devenam ser permiiidas em um jardim ou 
pomar com mulch, pois iri.o espalba-to quando 
ciscarem a procura de insetos. Se o pomar 
nao contem mulch e, ao contrario, e manojado 
Mm um andar de leguminosas fixadoras de 
nrtrogenio, as galinhas sao permitidas para 
catarem frutas caidas, insetos e brolos O 
mulch no cercado das galinhas pode ser 
coberto com pedras ou com uma tela metalica. 

1.7 ciclos ENERtjferiebs 

Em nossos sistemas de suprimenfo 
alimentar modernos, nutricao completa e uma 
dreta variada sao obtidos atraves de uma rede 
mondial de transporte. armazenamenlo a 
publicidade. Obuiamente, essa reticulacao de 
alimentos gasia muito mais energia do que 
urna diversitfade agricultural local, e so e 
possrvel devido ao subsictio de combuslfveis 
fosseis. Hoje em dia, ja notamos que os ctistos 
dessa reticulacao de alimentos estSo lora de 
eontroie, 9 sentimos seus efeilos nas fazendas 
e sftios onde sao produzidos. Melodos 
"eticientes" tem srdo foroados ao produlor, 
mesmo que em prejui'zo da terra e da 
qualidade do produlo a lango prazo. 
Pestioidas, grandes ouantidades de 
fertilizantes, teenicas de cuitivo e sequencias 
de plantio pouco sabias tem-se tornado 
CQmuns, num esforfo para reduzir custos e 
aumentar a producao e na va corrida para 
manter a viabilidade econdmica. 

Uma comunidade apoiada por uma 
Permacultura cfive^sa e Indepe'ndentB dessa 
trafrco de distribuiijao. e capaz de garantir uma 

dieta variada, provendo todos os requisilos 




nuintivos sern sacrificar a qualidade ou destn 
a lerraa pamrda qualseaJimerrta. As. rra*>n 
economias enargeticas estao na elimmaca 
dos custos de transporte. embalaqem 

publicidade. 

Sistemas Permaculturais vi 5Q 
interromper esse fluxo de nulrientes e energ,= 
que saem do local e, aoccrttrarto, transforma- 
10 em ciclos. de forma gue, por exemplo 
restos de cozinha sejam recicfados para 
composto; esterco de animais se|a fevado para 
a producao de biogas ou de volta ao solo; a 
agua cmza da casa flua para o jardim; esterca 
verde seja Iranstormado em ierra f^rtil; (oihas 
sejarn levadas de volta as arvores,' como 
mulch. Ou, em uma eseaia regional, esgoio 
seja trataclo para produiir fertilizanta a ser 
usado em terras produtivas. denlro do dlstrito. 

O bom design utifiaa energras naiuras 
que entram no sistgma com aqueias geraea 
no local para garantir um complete del 
energetico, 

A segunda lei da termodinamk 

enuricia que a energia e constarrtemente 
perdida, ou se toma manos ulii ao sistema, 
Todavia, e 1 alraves de uma constants 
reeiclagem que a vida na Terra se prolrfera. A 
interagao entre plantas e snimais. na verdade. 
aumenta a energia disponi'vel no local. ( 
objetrvo da Permacultura nao e somenle 
raciclar e aumentar a ensrgia, mas, tambem. 
captar, armazenar e utiiizar tudo q que esliver 
drsponivel no ambiente. antes que aconteca a 
degradacao ate o nfvel de uso energetico mais 
baixo e se perca para sempre. Nosso trabaltio 
e utiti^ara energia que entra (sol, agua. vento. 
esterco...} no nival de uso mais alto possivel, 
no nivel seguinte mais proximo e assim por 
diante. Podemos criar.pontDs de uso a partir 
da "ronte e ate o depdsilo nalural". antes que a 
energia escape da nossa proprisdade. 

Sistemas de captacao e 
armazehamento de agua, por exempio. sao 
conslruidos em elevacao no terreno para a 
utilijafao em um padrao complaxo de 
cacimbas, a^udes a armazenarrtantos 
menores. geraeao de energia e assim por 
diante, ate que, finaJmente. a agua escape da 
proprisdade {Figure 1.B), 



JU 





~~ 5s asasaaaft Ba -— . 



Se gnorarmoe os morros e as etero^a e 

corocarmos uma barragem no fundo do vale 
teremos perd.do a vantagem da g.avidade e 
necessrlaremos d B e nergia par a bombear ° 
agua de volta para cirTla . Na verdad ™ J * 
(juwAdafe de chuva que wntau mas „^ 
de c.clos que p«j emos organJzai para ulilrjar 
essa agua para o nosso melhor beneffcio A 
medida em qm criamos mars 
anmazenamentos uleis. aos quais dirigimos a 
energra que antra ou aquela gerada no local 
antes que saiam, melhores ctes/grrere 
(pfojetrstas) Permaculturais seremos. 

1.8 SIKTKMAS INTEEVSIVOS EM 
PRQUENA ESCAtA 

Ao contrario dos sistemas cantralizados 
em grandes colhettadeiras e carretas de 
transports, o sisiema permaculturai e 
smtonizado nas ferramenias de mao (tesoura 
de poda, carrinho de mao, force, machado) em 
um srtio pequeno, ou motores com uso 
modesto de combust it/el fpequenos trgtores. 
rocadeiras, mato-serra), em sftios maiores. 

Embora. a piinci'pio, a Permacultura 
apa rente serde Irabalho inlenso. ela nao e unn 
retomo aos sistemas proletaries de colheitas 
anuais, escravidao e soirimento sem frm e 
dependencia total na servidao humana. Pelo 
contrario, ela prioriza o design da fazenda (ou 
si'tio. ou quintaf urbano, ou cidade) para o 
melhor beneficio, utiltzando uma certa 
quantidade de trabalho humano (que poda 
incluir amigos e vizinbos}, uma acumulaeao 
gradual de plantas produtivasperenes, mulch 
para o controfe de ervas daninhas, o uso de 
recursos bioldcjcos. fecnologias alternatives 
que gerem e economizem energia e urn uso 
moderadode maquinas, detorma apropriada. 

Sistemas intensiuOS de pequena escala 
significant que fl ) uma parte da tefra pode ser 
utilizada porcompletoeeticientemente, e que 
(2) a total esta sob controie. Em um pequeno 
sitio isto nao e problema, no entanto, em sitios 
maiores e mais faeil cometer o erro de 
muftiplicar jardins, hortas, pomares, arvoredoa 
e galinhefros. Isso e um desperdicio de tempo, 
energia e agua. Sb voce quiser saber corno 
controlar o seu si'tio, comece a parti r da porta 



3-2 






da casa. Sa vocS avistar uma fazenda oode a 
porta da cosinba (eva a srvas daninhas elas 
exislirao ate os hmrtes da propriedade: a area 
de terra e muito grands em termos de tempo 
irabalho, dinheiraou interesse disponivel 

Se nao podemos manter ou melhorar 
™, siatama, devemos deiita-lo em paz 
assim, minimaando danos e preservando a 
compiexidade naiural. Se nao regulamos 
nossos proprios numeros, apetites e a area 
que ocjpamos, a natureza o fara por nde pela 
Pome, erosao, pobreza e doenca o' que 
cbamamos de sistemas econcmicos s 
pohticos esta apoiado fou decaindo) de acordo 
com a nossa hatjilidade, ou nao. de consejvar 
o ambiente natural, Um control rigido da tej-ra 
disponivel e o uso muito cauteloso de recursos 
naturais e a nossa unica estrategia para um 
fuluro su$tentavel. Talvez devessemos 
conlroiar somentt aquelas areas em que 
podemos eMabelecer, manter e colberatraues 
de tecnologias brandas. como uma forma de 
controls dos nossos apetites. Isso significa que 
aasentamentos deweriam sempre incluir a 
prouisao total de alimentos, on, de outra forma, 
arriscaremos a combiracao Fatal de cioade 
esteril e terreno delinqCente. ontje a cidade, a 
floresta e as (agendas sao negliggnciados e 
sofrem ate a falta de recursos basicos para a 
auto-suficiencia, 

O que observamos f requarttemente, no 

mundo ocidental. e um territorio delmquenie ■ 
lotes suburbanos cobertos de gramados a 
flores cosmeticas; areas de decadencia 
urbana em volta das cidades; mais s mais 
desmatamento nas bordas da floresla e a 
utilizacao da terra de forma desespeFadamerrte 
inoorreta, nos intervales. Esse sistema nao e 
sustentavel. Neste memento, nos pareceobvio 
qua o planej'amento da prtiducaa alimentar 
altamente intensiva e bioJogica, a partir da porta 
de casa, e o unico caminbo para a sa/da das 
crises futuras. 

Compare as enormes areas 
desmatadas da Australia e dos Estados Unidos 
com as pequenas e intensivamenre cultivadas 
das Filipinas, onde a area total' a vofta das 
casas e normalmente em torno de 12 metres 
quadrados: neste jardim e prqdusida a moior 
parte da alimentagslo para a lamflia. A casa a 
geralmente apoiada em esteios e os animais 



; 



S3 



M 



_ 



aa marts** SOU o piso. jardim cerca toda 
fr™ Restos e P°das sho dados ans 
"nX^^ousadosnoja^ 
TfBftas com maraeujas, cabalas, laifles e 
oirtra's pianias treparieiras abrrgam a casadc 
eslar extreme e pmveem de comida a tamwa. 
Arvores de crescimento rdoido, como a 
Leucena. sSo podadas para lenrta. 

Entao, tique perto de casa e trabalhe 
para a desenvolvimento de sislemas 
pequenos e intensk'OS. Podemos planter 10 
arvores cruoais e cuidar defas. enquanlo que, 
se pianlarmos 1 00, poderemos perder ate 60% 
por falta de preparacao do local e falta de 
cuidado. Dez arvores e, talvez. qualro metros 
quadrados de ]ardim, bem protegidos, 
adubados e rogados, sao jm bom comedo 
para um sistema nas Zonas I e II 

O planejamenio rje nucleus menores 
aempre aeve ser rslacionado a um piano 
rnaior. Eles saa os designs que circundam a 
casa, fazem o pomar ou ocorrem nos espacos 
do galinheiro. O importante e desenwtver o 
niicleo por complete, antes ds ir adiante. 
Niicleos podem set taa simples como urn 
grupo de arvoi&s pioneiras mantidas com 
pouea frequencia, mas estabelecido com um 
bom preparo do $oto e provisao de agua. se 
necessano. Ou podem set jardins, sistemas 
forrageirosanimais, pomares ou margansde 
lanques compleiamente pta ntados. ee read ns , 
com mulch e irrigados Pa ra econoinizar agua 
e ensrgia a ptevenir a invasgc de ervas 
damnhas. o sislema desenvolvido dpve ser 
lotalmenie ocupadocom plan-las. mesmoque 
slgumas dBvam ser arrancarfas mais tafefe 
Mesmo que, a prmcipio, isso aparente gasta'r 
mais_ene rgi a e tempo, a I on go prazo e 
aconcmico, gracas as tedujidas perdas e a 
lacii manutsncao do sistema. a 

Empilhamenlo de plantas 

s££S£tfKa.K. 



de forma que,, em uma floresta, as arvo res 
maduras tormam a camada {ou anrJar) m ais 
alta (copa), com uma camada urn pouco mai s 
bawa de arvores rrteriores que utlllzam urn 
pouco da luz reslanle. A camada de arbustos 
adaptada a niveis baixos de luz, Cresce log^ 
abaixo. a seainda existir alcju ma I uz de sob ra 
urmoutra camada herbacea se forma no n , ue j 
mais baixo (Figura 1.9). 

Podemos construif nossas prop r i ag 
variacoes da floresta, estabelecendo urn 
alantio intercalado deespeciesaltas e bafxas, 
trepadeiras e ervas, posicionadas de acordo 
com suas aituras, tolerancia a sombra e 
necessidades de agua. Por exemplo: em terra 
com fertilidade adequada a afguma fonts de 
3ejua, colocamos o nc-s&o sistema todc tie 
uma vez, com especies de climax (arvores de 
pomar de vida longa, como nozes o 
amendoas); fruii'feras de vida mais curta e 
mepores (ameixas, pessegos); pioneiras 
faguminosas de crescimento rapido (acacias, 
oliva ryssa, EteAgrtus sp., tagasaste para 
mulch, sombra e nilrOgeYiiO}; especies pereres 
de wida Curia (COrlfrei. Achillea millefolium) para 
o controls de ervas daninhas e para fornecer 
mulch; arbustos perenes (groselhas, amoras); 
e, ate mesmo, anuais como funcho [Anethum 
gmveoiens). feijao e abobora. 

O espacamento entre as plantas 
depends, principalmente, da disponibilidadetfe 
agua e dos requisites de luz, Ptarrfios em terras 
secas raquerem mais e-spaco entre elas, 
enquanto que plantas em regioes quentes e 
umidas podem ser posiciooadas muito 
proxrmas. Design para climas trios feque' 
sistemas relativamenre abertos para permit 
a cheoada de luz as camadas mais baixas « 
para superar a falta de calor «" 
amadurccimento. Tamberr, muitas arvores 
friitiferas do clima temperado e. al4 fnesrmo. 
algumas plantas de ambientes queries e 
umidos. necessitam movimento do ar autre 
elas P ar a reduzir a possibftfdade de aW s 
de fungos q , jaFldo OCOrrerem chuvaS fora * 
estafao. 




Figufa 1,9 "■Eiripilhajnento' da plantas Bm wit sulu rien u umiota, partilhr^«Jij In,, b nuWentefl nas iweriai pamadat 



M 



15 



Empilhsmento de tempo 

Os irtgteses oris ram urn si sterna de 
producaO no qual as pastaoens saO divididas 
aptis os a rimna is terem permanecido nfilas por 
afguns anos A rotacao apropfiaiia ocorria a 
cada perfodo de sete anos. A pastagem era 
arada e eufKvacfB com atguma esperifi da ate 
demanda de nutrientes, digamos alfafa, 
seguicfa de um plantio de cereats a, em 
seguida, de um plantio de rafzes, D*pois, o 
local era abandonado por um ano para o 
descanso do solo. Isso era sustantavel. mas 
o ciclo durava um Ian go l&rmpo. Masanaou 
Fufcuoka. um mestre estrategista, lida com 
empilhamenlo do tempo. Ele nao precisa 
altjuewar {descansar □ soto) porque nunca 
redra do solo a parte principal dacoftieita. Eie 
empdha os legumes com os cereate, com os 
palos e com as (as. Ele coloca seus animais 
r<a plantafao de tempos em tempos, sem 
estabelecer um local para OS animais e outro 
para a plarvtafap. Ele empilha tipos dile rentes 
de planlapjes e, ainda, vai um passo adiante: 
empilha sequencias- umas dentro das outras, 
inicianrJo d proximo plantio antes que a ultima 
colheita tenha terminado. 

Poctemos fazer a mesma coisa 
colocando picneiras-, frutiteras joveris. 
palrneiras (ou arvgres para e-steios), arbustos. 
quehra-ventos, coberkiras rasteiras e ate 
nriesmo canteiros anuais, lodos juntos, ao 
mesmc tempo. Eventualmenle. as aniiais 
seSo scmbreadas por arbustos perenes e 
arvor&s menores e. em £0 anos, as arvores 
rfcminarao a maior parte da area. Enquanto 
isso, teremos colhido muitos anos de producao 
e aumaniado o sob fertii pela adicao de resios 



veoatais e esterco verde, Ac- mves de esperar 
peia producao de IrtJtas e nazes por 6-EO anos, 
leremos uma producao a paflir de 5-6 meses. 

I 9 ACEl-KRANOO A SUCESSAO E A 
EVOLUCAO 

Ecassistemas naturals desen-volverrt- 
se « mudam com o tempo, dando espaco 
para a sucessao de drte rentes ©specie a de 
planias e animais, Pastagens abandonadas, 
por exemplo, serao sucessivamente 
colcnizadas por uma camada de ervas 
danintias, plantaspionsiras 8. eventualmente, 
especies de climax apropriadas aos solos, 
topografia e ctima, Cada estaejio cria as 
condicoes certas para o proximo estagic, 
Plantas pioneiras podem fixar nitroge nio, afotar 
solos pesados, reduzir a salinidade, eslaMizar 
encostas muito indinadas, absorver umidarte 
excessiva ou prove-r abrigo, Elas colonizam 
novos habitats, tomando mais facil, para as 
outras especies, seguir esse trabalhc de 
modificacjio do ambiente ate um momenta 
mais favoravel. 

A figura 1,10 mostra o processo de 
sucessao em um pastagem. Na agricultura 
convencional, avegetacjo e mantida ao nival 
da camada de ervas (ex.: verduras, graos, 
legumes, pasto), utilizando-se energia para 
mante^la cc-rtada, capinada, arada, fertilizada 
e, ate, queimada; isto e, estamos 
constartemente ajustando o sistema para ^ s 
e inoorrendo em custos de trabalho e anergia- 
quando interrompemos a ocorrencia da 
sucessao naturaL 




A. EalabetecimBnlG ilc. siyefl 



o alguna plarlficss anuais sao pftduadQ: 



a- urns a™ a t cer«,d a . sin ptaradas dh-ereas MpfciM ,, pral^das rtD .jaaa Swrwnls ..a- »,, M 1 M 







6. Oaisterrifi evofui pars um esUgio iami-resisl^n^ As g^^inhas iao inWJtfteftfaa ccaoifiilBftftnWi 




C. Um aistopia ftvtriufda pradkiz fcij-agam, tenha s pr&dutes afl mm -• aWwti depfoduzir e*u prdfwio rrulcfi B'adUbos n sislunis matto/m 
requm mar^ic- com pOUCfl i^ecB&artlads d« enargra, e orprw* ti'ma v^riDdade da- pFocfcitoE w«H9«aatrartis. 

Ffguna 1.1 & 



36 



37 






Ao contra™ ae Marmos contra esse 
processo natural, podemos dirigi-to e sestet- 
to para induir nossas propria especies de 
climax em tempo mais curio. 

■ Utilteando o que ja esta crescendo no 
local, geralmenla uma camada de en/as 
"dam'nhas" para meihorar a fertiirdade do 
goto. Ervas maoas podem ser cobertas 
por uma camada de muteti de papelao e 
carpete velho, ou cortadas antes da 
floracaoe ulilizadas como mulch em volta 
de outras especies. Arbustos perenes 
lenhosos, como a Lamana csmara e o 
gorse (Uiex europaevs), criam solos 
excelentes quando apodrecem, apbs 
serem corlados, e sao eventualmente 
sorrtbreados pelas arvores. As raizes 
podem ser arrancadas, se quisermos uma 
mucfanca mars rapida. mas, no caso das 
ervas daninhas anuais, cavar ou virar o 
solo somente produz mais ervas daninhas, 
a medida em que as sementes bfotam em 
resposta a Iu2 e a aqua, 

■ Introduzlndo plantas que sobreviirerao 
facilmente no ambiente em particular 
alem de ajudar a aumentar a ferliiidade do 
solo. Oependendo dos tipos de solo corn 
que estamos Irabalfiarido {que podem Jar 
problemas de erosao, saUnizacSo, 
cansaco, afagamento. acidez' 
alcalinirjatle.ser argiloso ou arenoso)! 
podemos plantar ambos os tipos, anuais 
e perenes. de uma legi/minosa localmenie 
adaptada (para esterco verde e mulch) e 
arbustos perenes uteis eonhecidos 
localmenie peta sobrevivencia e 
resisfenaa. E possivel que tenhamps que 
esperar para plantar nossas especies rje 
climax , ate que solos mais favoraveis 
tenhamseesiabelecido, 

' *"™ , r n 1 tando os nfvels organicos 

da' e g ^r n nte ^ ,o uso * muich ' p""*« 

ententes para mudar o ambiente do solo 

Sires £ T- P ' an,ar Um ™ cle ° *» 
-KS S Orer ir0lrl * D " 



. Substituindo por nossas pr6p r j as 
especies tie ervas, pioneiras e climax 
as quais sao mars uteis a n6s do q LB ^ 
vegetacao pedurbada ou natural existente 
Cotifrei, por exempfo. brotara mesmo 
alraves da camada das daninhas, 
ajudando a eorrtrolaj a area; se plantado 
em rJenssdade sufficients, dara producao no 
primeiro ano, 

1.10 D1VERSIDAPE 

No seu livro Plants, Man, and Life 
Edgar Andersen descreve os plantios de 
jardins'pomares aqrupados em volta das 
casas na America Central: perto da casa e 
mais ou' menos cercando-a, existe um jardirrt- 
pomar compacto de aproxirnadamente 20 
metres quadrados de extensao, Nao se 
encontra dois destes exatamente iguais. 
Existem plan lips ordenados eag rupados mais 
ou menos juntos. Ha varias arvores fruti'feras 
(citricas, Annona Sp.. sapotis, marigas « 
abac-ates) e moitas de cafes a sombra de 
arvores maiores. Tambern ha mandtoca, de 
uma ou duas variedades, plantada mais ou 
menos em linttas na borda das arvores, 
FreqCientemente, exislern areas de bananas, 
milhoe feijao, aqui e ali, em fileiras on grupos. 
Subindo e se espalbando por tudo, existem 
uarias aboboras e suas variedades: chuc^u 
plantado pela Iruta e pela raiz; a esponja {Luffs 
aegypltaca), com seu esqueleto utilfzado para 
a iirnpeza em geral. As cucurbitas soberri 
pstos beirais dos telhados e pelos esteios e 
cumeeiras, subindo alto nas arvores ou sobre 
a cerca, Por todo o jardim, ha (lores e varias 
especies de ervas fdalias. alecrim, GladiOtv 
&P-, rosas irepadeiras, Asparagus setaceus, 
canas e Amarantos sp.}. 

nrrt A " deirser contrasta o pensamento linear, 
oruanado r eS |rit e segmentado dos europeus 
cum a pchcultura produtiva, mais natural, dos 
urna^ H SeCOS - A ordGm ^^ ele descrevs i 
reTacionl^ ? minal "^l de plantas em s« 
SS?" <*"*<> u mas com as ouiras 

SoT?^ S a * ficiais - K*° esta olaro o^ 
iardim ^' eS 6ntre POmar. casa, cann» fl 

evoiuidos naturalmeme, 



Para o observador. isso pode parecer 
um sistema desofdenado e desarrumado; no 
antanto, nos nao devBriamos confundir ordem 
com arnumacao. Arrumaclo separa espec.ss, 
cna trabalho e pode, tambern, coiwdai pragas' 
enquantoque a ordem Integra, redu? trabalho 
e dissuade o ataqus d 9 inseros. Jardins 
europeus. frequentemente armmados de 
forma extraordlnaria. resultam em desordem 
luncronal e baixa producao. Crjatividade 
raramente e arrumada, Pode-j-iamos dizer, 
provavelmente. que arnjmacao e algo que 
acontece puando a atividade compulsiva 
substitui a criatividade imaginativa. 

Embora a producao de um sistema 
monocurtural seja provavelmente maiur para 
uma especie em particutar do que a mesma 
producao desta especie na Permacuitura, a 
soma das produces de um sis!&ma misio 
sera maior. Ma anterior, um hectare de 
verduras produzira somente verduras durante 
todo o ano, enquanto que na outra, verduras 
Sao uma parte menor da producao total de 
nozes, frutas, rjleos, graos, madeira, galinhas. 
lenha, peixe, sementes e protefna animal. 

Para a auto-sufici^ncia, isso sitjnifica 
que a familia pode satisfazer todas as suas 
necessidades nutritives com as frutas, 
verduras, protei'nas e minerals disponiveis. 
Economicamenie, ter mais produios vendavers 
em epocas diferentes do ano protege a familia 
das viradas do mercado e das perdas severas 
que podem ocorrer em uma plantacao devido 
as prasjas ou man -tempo. Se mercado para 
a came c-sia h,-5ixo um ano, por exemplo, serao 
vendidos somente lenha, no^es, Irutas, graos 
e ervas, manlendo-se o gado pars melhores 
Epocas. Se a geada aniquila a producao de 
Irutas, outros produios estarao disponfveis 
para comer ou vender. 



Nosso obj&trVC devena ser o de 
CNSperear a producao ao torigo do tempo de 
forma que produios esteem disponiueis 
durante cada estacao. Esse obietivo 

ataanpado de vanas formas: 

■ setedonando wartaJadas de pnocipto, i 
e fim de estacao; 

• planiando a mesma variedade Of. 
situacoes de amadurecimentn precoce i 
tardio; 

■ selecionando especies que frutrtquem f 

lOngosperiodos; 

• com um aumento geral na dh/ersidade l 
na multiplicidade de usos das especies no 
sistema, de forma que folha, rnjlo, semente 
e raiz sejam parte da producao: 

■ utilizando especies que se auto- 
armazenem, como tuberculos, sementes 
duras. nozes e rizomas, os quais podem 
ser usados na medida da necessidade; 

■ com tecnicas de preservacao. c 
conservas, secaqem, congelamento i 
armazenamento a frio; 

• por meio de um comSrcio regional entre 
as eornunidades, ou adquinndo terras em 
diferentes altitudes e latitudes, 

A diversidade e trequenlemente 
relacionada a eslabilrdade. na Perrnaculfura. 
No entanto, sstabilidacte so ocorre entre 
especies copperaiivas, ou especies que nao 
eausem prejuiio umas as outias. Nao e o 
bastante, simplesmante. incluir o maior 
niimero possivel de plantas e animais em um 
sistema, pois poderao competir pela luz, 
nutrieiite e agua. Algumas plantas. como 
nozes e eucaliptos, inibem g crescimento de 
outras excretando normonios de suas raizes 
no solo (alelopatia). Outras plantas oferecem 
habitat de inverno para pragas e doenfas 
danosas a especies proximas, Gado e cawalos, 
deixados no mesrrio paslp, evenlualmenta 
causarao degradacao. Arvores grandes 
competem pela lu* com cercats. Caprinos no 
pomar ou no arvoredo irao earner a casca das 
arvores. Assim, se vamos utifitar todos esses 
elementos em um so sistema, devemos ser 
cuidadosos na colocacao de esfruturas ou 
plantas que inlervenham entre elementos 
potencialmente preiudiciais. 



3K 




39 



Erilao, a impwtfincia da diversidade 
nao esia muno no numero de elemenlosde 
um sislema, mas no numero de conexoes 
tunnanais entre esses elementos. Nao i o 
numero de coisas, mas numero de formas 
nas quais as coisas trabalham. O iiue 
procuramos e urn cons6rcio de elememos 
(plantas, animais e estruturas) que trabalhem 
twrnoniosamente juntos. 

CQNSORClOS 

Consorcios sao feitos a parti r de Lima 
associate pimima de especies agrupadas 
em torro de um elemenlo central (plants ou 
animal). Esse agrupamento age em relate 
no elemento para assisti-lo na sua saiide. 
ajudar no manefo ou amemzar efeitos 
ambienlais adversos. 

Ha muilo, lemos reconhecido plantas 
companheiras nos jardins e misluras de sairas 
na agrrcultura que, juntas, se relacionam bem, 
Vgm dai o concerto de oonsoicios, OS quais 
rjepenriem da composicao s da coloeacao de 
especies que Peneficiem umases outras (ou, 
no minimrj, que nao se prejudiquem). 
Benefi'cios podem ser: 

■ a reducao da competicao nas rafxes de 

oapins invasores. Quase todas as arvores 
frutjferas cultivadas gostam de urna 
cobertura tierbacea no solo, nao de capms. 
Conlrei. por exemplo, permits as raizes 
das arvores alimentaiem-se na superficie 
e produz mulch e comida de minrioca, 
quando morre no invemo, enquanto que 
uulijgs de pnmavera (aspecies de Allium, 
Narcissus sp.} morrem no verao e nao 
competem com as arvores pela agua, 
duranle os periootas de seca no calor: 

« a pi ovisac de abrigo fi'sico da geada, do 
sol. ou dos efeilcs dessecantes do vento. 
t^empfos sao sebes e bordas de arvores 
e arhustos resrstentes que causem 
deflexao nos ventos fortes, bem como 
arvores espalhadas que provenham 
sombra parciai para cultures Como o cafe 
e o cacau; 



. a provisSo de nutrientes na forma de 
anuais, arbusros ou arvores leguminosas; 

. a assisteneia no controls de pragas 

atraves de resiringerites qufmicos (Tagotes 
fumegam o solo contra certos tipos de 
nematoides) abrigando insetos predadores 
(plantas umbeliferas como ofuncbo, anis 
e cenoura) e utiiizando animais forrageiros. 
como galinhas, para a limpeza de frutas 
caldas. 

E este ultimo item que nos interessa, 
com respefro as pragas no jardim, pomar e 
plantacao. Plantas podem ser defimdas como 
interacao positiva ou negativa. As interagoes 
entre prafjas e as lun^oos das especies de 
plantas sad de grande importancia na mistura 
de plantias, envolvendo: 

• plantas insectarias que agem como 
anfitriao (um alimento) para Insetos 
predadores que, por sua vez alimentam- 
sb de pragas; 

• plantas sacrifleiais que sao ataoadas 
preferenciaimente pelas pragas, o que nio 
as impede de florescer e dar semente. 

Outras plantas prdximas escapam ao 
ataque; 

• anfitrioes de esta^ao nas quais as 
pragas passam o inverno ou nelas vivem 
de vez, o que Iries permite aumentar a 
populacao (sd,; pragas das crtricas sao 

hospedadas nas ofeandras): 

• plantas atrativas para predadores ou 
polinizantes cujas especies da plantapao 
ou das sebes produzem tlores para 
alimentaros predadores adultce (ex.: trigao 
-Fagopyrum esculentum - proximo aos 
morangos); 

• plantas-armadilhas que atraem e matam 

as pragas, ou permitem que elas sejam 
apanhadas e destrui'das nestes plantios, 

Essas funcoes importantes sao 
rje„empenhadas por arvores afbustos, floras 
e vtrthas, de forma que quafquer agricultor que 
seieoione cuidarJosamerite as especies para 
Li^ t a p ? rtHP de uma ou 'Tiais das categorias 
aama, tenha um grande potencial de controls 
w pragas. 



Se tivermos um sistema com uma 

diversidade de plantas. animais, habitats e 
rn.croclimas, a possibilidade de uma 
infestagao de pragas e reduzida. Plantas 
espalhadas umas com as outras dificultam a 
movimentacao das pragas de uma pfania para 
a outra, Todavia, uma vez que a praga se 
roproduza em qualquer planta, insetos 
predadores irao perceber isso como uma fonte 
concentrada de alimentos, e tarrtbem se 
concentrarSo paraaproveitar-se. Na siiuacao 
monoculturar. a afimentaeao para as pragas e 
Doncerftrada; em uma policultura, a propria 
praga e urna concentracao de alimento para 
os predadores, 

1.11 EFEITOS TtE BOHDAS 

Bordas (no sentido de fronteiras ou 
1 1 mites) sao interfaces entre (fois meios: e a 
superfide entre a agua e o ar; a zona em vorta 
de uma particula de solo onde a agua se liga; 
a Sirba da costa entre a terra e o mar; a area 
entre a floresta e o campo. E a capoeira, a 
qual podemos diferenciar do campo. E a araa 
em uma encosta entre o nfvel que congela na 
geada e o que nao congela. £ a tronleira do 
deserto. Em qualquer lugar onde especies, 
clima, solos, encostasouquaisquercondicoes 
naturais ou limites artificials se encontrem, 
existirao bordas. 

Bordas sao lugares de ecologia variada. 
A produtividade aumenta nas fronteiras entre 
dois sistemas (biomas). Ex.; terra/agua, 
floresta/campo, estuario/oceano. plantacao/ 
pomar. Isso porque os recursos de ambos os 
Sistemas podem ser utirizadoS, E, lambern, 
porque a borda, fraqtientemente, lem especies 
unicas de si propria. Na natureza, 
ecossrstemas de corais (a borda entre o coral 
e o oceano} sao alguns dos sistemas mais 
produtivos do mundo. como o sao os mangues 
(interface entre tena/mar). 

Existem pouquissimos assen-tamentos 
burnanos, sustentaveis e iradicionais que nao 
estejam situados nessas juncoes criticas entre 
duas economias naturais. Aqui e a area entre 
o pe do morro e a floresta e o planalto, em 
outros locais, nas bordas entre a planicie e o 



pantano, terra e estuario, ou aiguma 
combinscao entre estes. Um lerritono com 
uma borda complexa 6 interessame e bonito, 
pode ser cortsiderado a base da arte do 
parsagisrno. E, certamente, mais =5 maiores 
bordas resultam em uma pafeagsm maja 
produtiva. 

Planejadores que coiocam um 
assentamento residencial em uma, planicie 
podem ter a "vantagem" <te um pianeramento 
piano, mas abandonam os rsabitantes ao 
fracasso se o combustivgl para (ransporte 
secar, quando terao que depenner de um 
ambiente natural limitado em relacao as suas 
variadas necessidades. Assentamerrtosbem- 
sucedidos a permanentes tem, sempre. a 
dtspanibllidade de utiliiar recursos de. 'no 
miriimo, doisambientes Igualmente, qualquer 
assentamento que fracasse na preserva^So 
dos beneficlos naturais e, por exemplo, 
desmale todas as florestas e envenene as 
estuarios, rios ou solos, esta caminhando para 
a eventual ejftirtcao. 

Temos as opfoes de posicionar nossas 
casas e assenlamentos para se beneficiarem 
dos recursos de dais ou mass ecossistemas, 
ou podemos aumentar a comptexidade de 
nossas propriedades. prpjetando e construindo 
nossos pnoprios ecossrstemas vgriados, Se 
nao nos assentamos perto da agua. podemos 
construir acudes e cacimbas; se estamos em 
terra plana, podemos utiiizar maquinas para 
criar montes de solo ou canais e ribaneeiras a 
nossa volta; se nao temos floresta. podemos 
plantar um arvoredo. nao importanrjo o quao 
pequeno ele seja. Ate mesmo denlro de uma 
propriedade maior podemos pensar em 
termos d'e "bordas" para elementos menores. 
Por exemplo, um tanque node ter somente 
uma forma e uma profundidade (e, assim, 
abrigar uma ecologia simples), ou podemos 
construi-lo com profundidades e tormas 
variadas e com ilbas. Assim, podemos plantar 
juncos na borda do tanque, aguap^S e 
castanhas d'agua {Eteoctiaris sp.. Tiapa sp.) 
na pane rasa e, ainda, vegelav'ao superficial 
para a alimentacao de carpas e bagres, 
Itmpando otundo e com passaras se abrigando 
nailha (Figura 1-11) 



4!) 



41 



^m 




Frguftf 111 CjfrtfcWSej e ilhas uteis fanlro £ na valla da sgia 

A borda age como uma rede on 
peneira: energias ou materials se acumulam 
nas bordas, solo e detritos sao SGprados pelo 
ventrj contra uma cerca, conchas marinhas 
lonnam uma hnha nas mareas das mares da 
praia: Foiha= =e acumulam na sarjeta das 
dtiades. Percebendo como bordas coletam 
materials na natureza. podemos projetar para 
Isvar vantagem sobre o movimento natural de 
materials e de energia, em nosso sislema. As 
pessoas que conslrbern Estradas em locals 
onde neva reconhecern o valor da construcio 
de cercas de trelicas especiais, para 
inlerceptar a nrjuu de forma que nao se assente 
na estrada. Em desertos, onde o mulch e 
escasso, podemos conshuii "arrnadilhas de 
mulclt" nos leitos dos cdrregos, simplesmente, 
com a acfi^ao de urn franco grande ou uma 
cercg em angulo com o cdirego. Durante as 
chelas, os detritos dodo e vegeiacao} 
carregadas pela agua sao depositados 
imediatamente antes ou apos estas 
arrnadilhas. 

_ Bordas delinem areas e as quabram em 
secees maneieveis. Bofdas podem ser 
detinidas ao longo de cercas, eslradas de 
acesst, margens de acudes, a a , ea ante ! 
Pjsa M entrada do carro, o eaminho em V0 | t a 
f lardim, terracos e. na verdatfe, aJ%Z 

cerca . trelica. rasa ou galinhgiroj, ^ s ^. 
tcammho, trilha ou estrada) J *^ 

bordas sao rmp.drtam.es iamt ^ , J ' 

- wiHun, do porno de vista ^ 

-npterwntagSo „ da manute^'^^ 

secaoem um sislema projelado ma 



oAj'eoem muilas tmrias (niches) para pranKS, ammais e pessoas 

Somente definindo as bordas em volta 
de uma area e que poderemos comerjar a 
cantrola-la. Se nao controlarmos a borda em 
volta de nossojardim, planiando uma barreira 
de pianias e supressores de daninhas, os 
efementos de fora do jardirn (ariitmais, ervas) 
nao invadi-la Alem disso, catninhamos ate a 
borda e la paramos; nossas energias sao 
dedicadas a especies as quais temos acesso, 
e nao aquelas que possam estar no meio de 
urn vasto lerritorio sen limites definidos. 

Agora chegamos ao conceito de borda 
por urn eaminrio dtierente: a partir de sua 
geometria, ou padrao. Pense urn pouco sobre 
a configutacao de nosso cerebro e d© nossos 
intestines. Exisiem metros de material 
guardados en> urn espaco pequenO, e muitas 
borrias ou funcoes possiveis. Quern sabe ros 
tamb^m possamos aumentar a produgao de 
nosso sisfema. maoipulando a forma d& 
owefes? uma borda curva pode ser mais W 
, ° f e ma r eta, particularmente se a cusva 
'amtjem lorma uma espiral que sobe. Uma 
Doida ondulada (crenulada) e ainda mats M 
permrtindo ace SsD a uma ^rea maior. 
arr«= f montes e banc »s de terra tambeifl 

lum ^ das em uma ra "pa Spiral em vt>«a 

-tat- «- *^ 



Espiral: quando fazernos oossos canteiros 
geralmente pegamos a linba e passamos o 
ancinho em tudo para niuelar. Se o iardim la 
nao fosse nwelado desde o principio loqo o 
fariamos no nfvet. Mas. o que acormsceria <;e 
nossos canteiros subfssem em direcaoao ecu 
ou, mesmo, descessem para dentro do solo'' 
A forma de um tipo de concha marinha que 
tern uma espiral ascendenle e um metodo 
muito etioierrte de acumular um bocado de 
digestaodentrode urn pequeno espaijo uni;i 
espiral de ervas e axatamema issa fFigjra 
5.1). A base e de 1 ,6 metro de diametro, com 
uma rampa de pJantio que forma uma espiral 
para cima e para o centra. Ervas sao pfanladas 
deotro da espiral de acordo com suas 
necessidades: as que apreciam o sol, na 
posigao de (rente para ele; as que preferem 
sombra, posiclorvacfas do oulro ladq. Com 
somenle um movimento condensamos 
espaco, criamos uma variedade de 
microclimas, aumentamos a borda para maior 
producao e aliviamas a monotonia de uma 
paisagem achatada. 



Lobular oo Crenulada: eu costumava vlver 
perto do mar, e mirthas arvores estavam 
sempre sofrendo jatos de areia lancados pelo 
verdo, Todavia, passando a estrada. eu tinha 
um agrupamento grande de Lycium 
ferrocisstnwme, um dia, peguei a foice e oortei 
uma sens compltaa de entradas (baias, F igura 
1.12), deixando o perimetro intacto para 
proie^ao contra o uento e as vacas. Agora, eu 
tinha uma variedade de rracroclimas: espacos 
quentes, areas com ventos trios, espacos com 
sombra, areas secas e umidas. E tambem 
tinha muita borda na qual plantar entao, plantei 
mrnhas aragres frutiferas cercadas por uma 
pequena camada herbacea de confrei e 
tagetes, Uma linha de gotejamento irrigava a 
area e, para o mulch em volta das arvores, eu 
codava um pouco mais do Lycium. 




Hgura 1 ,13 Um pailtav loCulaJ cortado am uma ii^a (to capoeira pioTeger&as jirvorts^GS sninras a do vanto. partitylafflrienre emjona 
casteira fjiftiis ve^ha£ em volla da& arvoms pfolegem-nas das aftusiaa fleraivaros. Uma flrrrtadp irngapio por goSpjo r-f ivci 
a tadaa as Aivoiw 



« 



43 



A forma crenulada (grandee on 
peguenos idbuJos ■.-.. i reftas) da muito mais 
borda que uma linha reta (Figura 1.13) e, por 
consequencia. mais prbducao. acuds 
redondo rla esquerda lem exatarnente a 
mesma area do da direila, mas a producao foi 
. ada na dlreJta, devklo ao auraento de 
bordas agua/lerra 

Chinampa: c sistemadechiriar.pas, Originatio 
do Mexico s da Taifandia, corssiste quase 
inteiramente de bordas (Figura 1.14). Essas 
configurafoes de canais-e-canteiros sao 
sistemas aftamente produlivos: as ptentas, 
crescendo nos bancos. lem acesso a agua; 
os peixes r>a wala utilizam a vegetacao das 
bordas. lodo do (undo da vala e trazido para 
cfma. em balrjes, s usado para manter os 
can terms nos iiancos ferteis. 

Plantio de bordas: a piaritio de bordas tern 
Sido usado exierisivamentti s?m muitas partes 
dc mundoonde duas cuBuras (Ox. tngo e alfata! 
sao plantartcs em (arxas. Podernos 
dasenvolver sistemas mais complexes 
(Figura 1.15] planiando faixas de umacullura 
de arvorss, cofifrpi (mulch permanent^ e 
planta nutnente), legumes (para a colheita ou 
para liso como esterco rerde), gjrassdis (para 
Dansumo, humano ou animal) e verduras. Os 
residues vegetais (girassol e riastes do milhoj 
sao usados como mulch e rtutrienles para as 
arvores. A colherta s a manutencao sao 
assistidas por trithas em curvas de nivei ou 
planlios em faixas. 



OinltwM h " 




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[ Jfl 1 hi 1 


JSl 


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fcX"VJT 


Vunidad<ud<pfint» 
da tortlao 


V 

bbnltt 



Fljuro 1-13 Sam aitwar a area do campo (ou afude) p^. 
rrw5 uupfeii a nuhiern fle plarrtaft na.s fcorcras 
mexsificando a 1orma daslaa para auipenlar ft 
rterfacn anlra OS dois sistemas. 

Em areas tropicais, urn srstema de avenidss 
emprega arvores leguminosas [leucena, 
Sesb&ma esp., Cajartus. acacias, gliricidiasj 
plantadas em faixas com outra cultura vegetal 
(milho, abacaxi, batata-rjtace). A leguminosa, 
podada ou usada para sombrear, prove dg 
nitrogenio a mulch a cultura, alem de produzir 
lenha (Figura 5.10). 

Padroes de bordas podem ser em ziguezague 
(cercas assirn, resistem ao vento melhor do 
que cercas retas); lobulares (canteiros em 
forma de buraco de fechadura criam 
microclimas difeientes); elavados (bancos e 
montes protegem do vento e oferecem maior 
superffcie para crescimGnto. alem de boa 
dmnagem); fauos (para canteiros, em climas 
secos, e para captar mulch e detritos que 
vagam pelp larreno); curvados sjavemente 
(caminhos cortados em cun/a de rivel, a volta 
da encosta, dao acesso ao plantio a irrigacao 
e a colocacao de mulch) e cjrvados 
abruptamente (o desenha de um catassol para 
aumenlar o calor e proteger dos ventos frros). 
de b d m ° Slra al9uns ''P° s de P 3 * 058 



ftAbdfl para o can*l> 




«* t =•«*, (Chinam Ms) sSa 5tomama 



urodulivcig 



41 



Precisamos seleciohar padroes de 
bordas apropnados ao clima, ao terreno ao 
tamanho e a si l uacao, pois tipos d itere rites de 
sistemas e especies de planlas necessitam 
de abordag©ris diferenles. Sistemas em 
pequena escala pwmitem uma Complexidade 
de padroes maior; sisiemasem gramteescaia 
devem ssr simplificados para minimi^ar o 
trabatho, 

i.i2 PRiNctpios li ATi-runes 

As idfSias a seguir sao principles 
ambientais e Parmaculturais que trafam do 
sitro, do ambiente ou do projeto, na realidade. 

Tudo funcions em dois caminhos 

Cada recurso e uma vantagem ou uma 
desvantagem, dependendo do uso que se taca 
dele. Um vento persistente vindo do mar e uma 

desvantagem para o ptantio de culturas, mas 
podemostoma-lo uma vantagem, construindo 
um cata-vento gerador e posicionando nosso 
jardim rientro de faixas abrigadas ou em 
estufas. 

Desvanfagens podem ser vistas como 
"problemas" e, eritao, escolhemos o caminho 
mais caro, energeticamerfe falando para 



smos. 

EOS] 

ra a 



Tesolver o problems , ou prxJen - 
tudo como sendo um - 
depende de nos descobrir como poderemos. 
fazer uso disso. "Problemas" podem sererva 
daninhas diftceis (ex. lantana, nos Iropico 
pedras enormes no lugar perfeito para 
eonstruCHo da casa e snimais comendo l 
produto do jardim ou pomar, Como 
poderfamos transforma-los em componentes 
uieis para o nosso sistema 1 Lantana e uma 
excelenre conslrtitora de solos, pode se 
elimirtada com a sombra ds uma i ntid 
vigorosa, como o chuchu, ou conada 
utilizada como mulch duro, a vofla de ar^ore 
pioneiras (que irao. ei/eniualmente, sombrear 
e matar a lantana, sepiarrtadasdansamente). 
Rochas no lugar perteito para a casa podem 
ser incorporadas dentro dela propria, pela 
befeza e para o armazenamento de calor. 
Animaig podem ser apanhados e comidos- a 
torta de corvo era a comida ravorita na 
Inglaterra, por uma boa razao. peles de 
possum (marsupial ausfraligno! sao quenles; 
o veado e, sem sombra de duvida. uma tofite 
de proleina bem melhor do que a carne de 
gado. 




Figura LIS Pla<i1k>s du bGl4&$ ©ni ripmaras * lavouros No[p qu& p campo A e o ca-npc B. ti <Jir^ila l^m a mwffl.T Arua. ctin* a niesnio 
espanamanlD anErE Jmhas. wp «W8mo, na campo B pi^fenKK inlrMuzif 45 pranlnrs enqua^p qw ™ eamflo A bs^w espijii 
papa 30 .wjnmanEa. 

4.1 



Permacultura © interrsiva em informafao e 

tmoginapfio 

A PermaeuJtura nao e ifiiensiva em 

mergia on em japitap. mas a € na inl>orma(ao. 

£ a qualidaaa das ideras e da informaoao 
queosamosque deiermirra a produf So, enao 
c tamanhtj r>u a quaiioarJe do locai. Estamos 
usando nao somente 03 nossos recursos 
(Wws, mas a nossa habiiidade em acsssar e 
pjocessar a intormatao 



lnforma;ao <£ invesfimento mais 
oortalil e Derive! que poctemos faj-grem nossas 
vidas: ela represenla confiecimemos. 
experiencias, rdeias a experrmentaeao de 



miJtiares de pessoas, antes de nos. s e 
reservarmos tempo para far. obserVar, dis-cutir 
s contempla', comecamos a pensar em 
lemros mulJidiscsplinares e a projetar sisternas 
que economizem energy e nos deem 
produgao. 

A produgao. on a ganha-paa que p or j e 
ser retirado de urn si'tfo em particular, p w 
cxempfo, nao a limitado pelo tamanhq, mas, 
ao corwario. pelo quao efelivamente podemos 
utiNzar urn nieho em particular. E n Jmero de 
nicfios em um sisterna que permitirp urn 
numero maior de especies deritro de um 
projeto; nosso Irabalho e descobrir corno 
podemos criaVlos. Pot exemplo, o numero rje 
pares de pornbos acasalando-se em um 
penhasco depende do niimero de safiencias. 
na rocha. Se quisermos pom bos em nossa 



Rgurai.ie 



Padrare dt: bortfas. 

ft- ^oue.- 3g uii 

B. buraoa <fe Icchanura 

D 'eiin -t-- waJle" 
E catasatil 



KES* (P ° rseu es,era » °^ Para Pometl 
podemos prover mafs salrencias na forma de 
0£M de pombos em v J, a do jardim W 
«mo as co.sas funcfonam r,a naturflzal 
dramas, nossas ideias daf. 

Ate masmo se livermos uma 
propnedade efae/ite energy me nte (onde 
os produtos e restos de um efemento Sao 
usados para as neeessidades de outrol 
complements plamada e sob controls' 
sempre havera alguma f0fma mihor na ] 
possamos trabalhar, sempre outro nichoa ser 
preenchido. O unfcolimiteno nijmerode uso$ 
de algjm recurso possivel. denlro rfe um 
sistema. esta no timrte de informacao e 
imagmacao do projetista. 




BIfiLlOCHAFIA E IEITUKA 
RKCOMKMMIH 

Anderson, Edcja ( , Plants, Man and Up 
Ur«v e rs,ty of California Press, Berkley 

Kern, Ken, and Barbara Kem The Owner 

Built Homestead Charles Scribner^'s 
Sons, 1977. 

Odtim, Eugene, Fundamentals of EcoIoqv 
W.B.Sauders, Toronto. 1971. 

PhiNbriek, N., and R.B, Gragg, Companion 
wants, Robinson and WatKms, London, 
1967. 

Qutnrfey, John, Designing Sustainable small 
Farms. Mother Earth Hews (July/August 

Whitby, Coralie, Eco-Gardening Tne Six 
PrionlieB. Rigjjy Pub. Lid. 1981 



47 



CAPITUL02 

DESIGN DE SITIO EM GRANDE ESCALA 



2,1 INTKOIH'tAO 

Este eapftulo loealiza o proieto de si'tios 
am sentido ample, analisando reftursos; 
Irabaihando com as liitutacdes de forma, 
micreelrma, solos e agua do local; 
posicionando a casa, o acesso e os eercados 
para o maximo beneficio e para eviiarem 
catastrofes come incendio e enchemes. 

Planajamefilo do designs a cofsa mais 
importante que podemos razer. antes de 
colocar qualquer ourra eoisa no local. piano 
geral, se feilo rranuciosamente, Ira economizar 
tempo, dinheiro etrabalho. 

Exis.1em varias formas de iniciar 
processo de design, dependendo da sua 
natureza e de suas necessirJades. Voce pods 
comecai definrndo seus ob/etivos lao 
precisarnente quanta for passive! e, entio 
olhar para o silio com esses objetivos na 
menie. Ou vncepode comecar petosfHo com 
todas as suas caracteristicas (boas e ruins) 
e deixar os objelivos aparecerem nor si 
propnos. H 

Das duas perguntas - "O qua posso 
fezerpara essa lerra prod uzi r?" e"0 que e sja 
terra tern para me ofefitterT - a res^ste* 

ST^TSS* * * explora ^ D da »™ «" 

mam -J f° nt f 3S cori ^quencr a s a l«go 
7' enquanto qua a resposla a segun ^ 

guiada por nosso conlrole inteligente. 

p fi m JS B "'l Cfe '*?f ivos e '^ntificar potencies 
e lim-lacoes do site andam de mao s dadaf I 
ser n p, e m ajs r^j d ■*£ aa oas. E 

• e al 1Slas ,D efa ro,ob jeti vo S podSS 



de uma redefinicao, em vista das limitaosej 
do sitio. Design e urn processo continue 
guiado na sua avolucao pela informacao e 
pelas rtabilrdades derivadas da experiencia e 
de observances anteriores, Todos os projetos 
(designs) que envoluam formas de virj a 
passam por dm processo iongo de mudanca- 
ate estado de "climax" de uma (loresta £ urn 
concerto imaginario. 

13, IBENTIFICANDG RECURSOS 

Observaeao e pesquisa sao usados 
para identificar os recursos e as limitacoes de 
um sitio em particular. Usamos mapas da 
propriedade e consultants dados de vento 
chuva, enchenle, fogo e listas de especies da 
area. Perguntamos aos moradores locais 
sobre pastes, proclemas e tecnicas utilizadas, 
mformacoesque nos dao uma visao ampia da 
area. Elas fazem o cenario e, no entanto, nao 
dizem nada sobre o sitio em si Somenie 
carranhando por ele e observando todas as 
estacoes e que poderemos descobrir suas 
limttacoes e seus recursos, Podemos 
modFtor muiio disso com o tempo e com um 
bom rjasrgn, es pecies de plantas e animais 
aproprtadas, armazenamento de agua, 
quebra-vantoseassimpordiar.te. 

• Mapas 

teTOnr?^" 1 mapa de caracterfsticas da 

gwi^ ?S 9 d ' oua ' vegeiacao, solos, 
£ a ff W<* sao irformacoes 

S» « ™ R ^°! a ^ reas . Para figuraro sf.ro. 

de aoua T,T ma ' a P f °i^ar sistemas 
demanrfam ,^ S ' ci0nar c omponentes que 

-vanSrsr 3 ^ 1 ^^ 1 "^ 



Coisas a mapear sao as caracteristicas 
naturars que mcluem a forma do terreno 

(tamanho, contorno. caracteristicas 
geoi6gicas. inclmacao e aspecto), vegefacSo 
existente, corregos e solos assim como o que 
ja esta corisiruido rbenleitorias"), como 
oercas, estradas, predios, acudes e 
terraplanagem. energia e conexoes rridraiiicas 
etc, Se caminharmos pelo sitio e colorirmos 
todos esses falores no mapa, o sitio como que 
comeca a desenhar a si proprfo Arvores 
plantadas, pastagens ou quebra-ventos podem 
ser consideradas corno parte do ambiente 
natural ou coristruido, dependendo se sao 
claramente melhorias recentesou se ha muito 
estabelecidas, que evolufram com a paisagem. 

Mapas sao uteis somente quando sao 
usados em combinaijao com a observat^o. 
Jamais tente projetaf um sitio somente olhando 
para o mapa, mesmo que este seja 
cuidadosamente detalhado com curvas de 
iiiyel, vegetacao, linhas de erosao e tudo o 
mais. Mapas nunca sao representalivos da 
realidade compfexa da natureza. Oblenha bons 
mapas, se puder, mas preste mais atencao 
ao local, ao comportamento dos organismos, 
piongiras, agua e vento, bem como as 
mudancas de estacao, Lembre-se: "O mapa 
nSo e o terrilbrio" (Korzybski, Semantica 
Geral). 

• Observacao 

A medida em que conversamos sobre 
o sitio com outras pessoas, podemos meihor 
perceber nossas observacoes, Nessa estagio, 
tentamos armazenar a informacSo que 
ganhamos de alguma forma acurada, 
carregando um bloco de anotac<Jes, uma 
carriara. ou um grauador; fazendo pequenos 
desenhos. As anotacoes poderao ser 
Ulilizadas mais tarda, para oriar estrat^gias de 
design. 

Nos nao apenas vemos e ouvimos, 
cheiramos e saborepmos. Tarnbem podemos 
sentir calor e frio. pressao, esfresse de 
esforjos para subir encostas ou plantas 
espinhentas, encontramos locais compati'veis 
e incompati'veis no terreno. Percebemos uma 
vista boa, mirantes, cores e texluras do solo. 
Na verdade, nos usamos fconscieniemente) 



em 
ide 



todos os nossos muilos senlidos e nc 
tomamos cienles de nossos corpos e de su 
reacoes. 

Alam disso, podemos s^ntar por ur 
tempo e perceber partes e processes: comi 
algumas arvores preterem crescer em rochas 
algumas em vales, outras no campo ou ei 
grupos. Podemos ver como a agua flui ont 
incendios deixaram e'reatrizas, wentos te,.. 
dobrado games ou deformado a forma das 
Arvores, como o sol e as sombras se rnovem. 
onde encontramos sinais de animais 
descansando, se movendo Ou se alimentando. 
sitio e cheio de informaeao em cada sujerto 
natural, e devemos aprender a ler tudo 
muito bem. 

Ler a paisagem e procurar p 
indtcadores d$ psisagem. A vegeta^ao, en 
particular, ofefece informacSo sobre 
fertilidade do solo, disponibiridsde de umrdade 
e microclima. Juncos, por exemplc 
solos encnarcados ou vazams ■ 
officinale e Vsccinium sp indies 
acidos: e Rymex sp., solos compactados < 
argiiosos. Arvores grandes crescendo err 
regioes secas indicam alguma fonte Be agua 
subterranea. Uma abundancia de especfes 
herbaceas espinbentas ou de sabor ruim 
{Cnicus benedictus, Oxalis sp.. Solanum sp.) 
indicam uso excessive e falta de manejc da 
pastagem; vossorocas (erosao) a caminhos 
compactados irao confirmar Isso. Uma planta 
ftorescenda e darido frutos antes que outras 
da mesma especie o fagam, indica gm 
microclima favoravel, arvores crescendo com 
a malaria dos gaSbos de um lado indicam a 
dlrecao dos venios fortes predominar 
Esses exemplos s3o especificos para cfimas 
diferentes e. ate mesmo, paisagens drferentes. 
Regras desenvolvidas localmenta advem do 
conhecimento da regiao. 

A freqQencra e a dlrecao Cfc fogo podem, 
tambim. ser vistas por meio das mudancas 
na vegetacao. O togo produz especies secas. 
emaranbadas, cadueifoiias de verao. de 
semente grossa; a fa Ha de fdgo desenvofve 
especies de folha farga. sempre verdes ou 
caducifdJias de invemo, de sernertte pequere 
e uma camaoa g/ossa de coberiura vegeiaJ 
morta sobre o solo. FreqOentemanre, arvores 
e outras plantas indicarao linhas de geada, na 
encosfa da propriedade, pela mudanca do t?» 
de vegetacao. 



4a 



49 



Como podemos observar, "problemas" 
em potencial podem ser percebidos, como 
vegetacao noejve, erosao, solo encharcado, 
areas roehosas ou compactadas e solos 
empobrecidos. Sao areas de raristdfiraoSp 
especial e podem ser seiecionadas para 
piantios especiais, ou deixadas intactas como 
areas de vida selvagam. Alguns problemas, 
com urn poucp de criatividade, pocfem virar 
vanlagens. Solo encharcado e urn indicador 
dos padroes naturais de drenagem da area, 
reflelinda subsolos impermeaveis; estes 
podem ser feitos em uma area de pantano ou 
cavados para tomecer agua. Algumas vezes. 
existe acumulacao de lurfa ou, ate mesmo, 
argil a de uf'-ramica. Se tanques sao feitos no 
itano, a turfa pode ser retirada para o solo 
de plantio em potes ou para rnelhorar areas 
arenosas. 

Existem muitos recursos a serem 
urados. Podemos enccnlrar cursos 
d agua ou fonles em elevacao (para 
suprimento de agua e possivel geracao de 
energia}? Ha florgstas contendo madeira 
valiosa on, ate mesmo, troncos mortos uteis 
para a vida salvage™ ou para lenha? Ha um 
bom locaJ ventoso para a energia eoliea? 

Existem muftas calegorias de recursos- 
recursos da terra; recursos bblogicos {plantas 
animais, insetos}; recursos energeticos do 
uento, agua, madeira, oieo e gas; e os recursos 
sociais, que incluem o potenctal de um sitio 
para o ensirto em seminaries ou atividades 

. . Observarido a paisagem retframn c 

ffi £» ™5- * sobrSc * 

s-ecuidas pelos sistemas naturals p a e 

Mdrd nus. Ubservamos, por ejemrth „„! 
arvores grandes crescern no So'nl 



Ou i/emos que planlas pioneiras estao se 
estao elecendo has linhas da cerca s nos 
moiroes a partir da delecacao dos passaros; 
podemos, entao, fixar dezenas de postes e 
poieiros para encorafar tais plantas, ou 
eoloepmos poleiros perto de arvores trulfferas 
para forneeer fosfato para nossas arvores. 

• Recursos fora do sitio 

Podemos descobrir opcrtumdades na 
area local. Serrarias, lixoes, feiras, estabulos, 
restaurantes e granjas sao recursos em 
potential; produlos desperdicados podem ser 
usados para melhorar o local, enquanto 
nossos prOprios recursos estao sendo 
desenvolvidos. 

Um dos fatores mais negligenciados £ 
o acessoaos recursos fora do sftio, como lojas, 
escoJas e feiras. entre out/OS services! 
Imobilianas reconhecem o valor da localizacaq 
perto de cidades, com os pree.es das terras 
subindo a medida em que se aproximam dos 
services essenciais. A Pe/macultura coloca 
maior enfasa em recursos do si'tio; recursos 
externos sao, rnuitas vezes, c;iticas nao 
somente no estabelecimenlo de urn sistema, 
mas em tempo e no dinheiro que csjstam para 
cnegar a cidade {para o trabalbo ou a escola) 
Morando lorige da rodovia, os pais necessitarao 
vrajar duas vezes ao dia para apanbar 6 deixar 
as cnanifas na escola, 

( ,mn- Tamb ™ ^ fm P0rtante levar seus 
taS*!??™ em co "sideracao. Veja se 
SSifflb Ute e recufS0S finanoeiros sao 

deTmo^ ? om e ode sign que voce gostaria 
podem tT r T taf ^ Suas ha bilidade S e produtos 
SZ tJ£ad0s na *™ <ocal? Existe um 

dow ou auahn^ ac ! u4t,0a s, peixes de agua 
PerWcuS^ CD,Sa ^ Je seu sterna de 

nn& m P' ar| o de negdeios raalista? 



23 



TO]-OGRAHA (Forma d a . erra j 



Topografia ou forma da terra e 
caractansboa imuUwi d@ um sifc em ^ 
p«tu«i.s escavacoes possam alt^l 
ratureza do s,tio, terrap| ara g em erten ^ a \ 
carae, geralmenie, desnecess^a 

A topografia exerca um efeito no 
microchma, n0s padro6S de dre „ * 

agua, na profundidade do solo e no carater 
acesso, e na visja de um sitio. Para 
compreender sua influencia na terra as 
caractenslicas topograficas que devem'ser 
notadas e mapeadas sao: 

. encosias voltadas para o sol ou para a 
sombra; 

» gargantas ou montes de rochas; 

• linhas de drena gem {cursos d'agua); 

• terrenodiffcil; 

■ vistas boas ou ruins; 

• alturas, inclinacoes e acessos das 

eievacoes; 

• areas encharcadas, areas suscetiveis a 
erosao. 

Obviamente, um sitio pequeno sera 
mais facil de mapear, enquanto que uma area 
grande pode ievar alguns dias ou ate 
semanas. 

Um sitio variavef, com rnuitas das 
caracteristrcas acima, e muito ulil em refagao 
a inclinacao, Inclinacoes sao notadas pelo 
aspecto (se voltadas para o none, sul, leste 
ou oestej % pelo gradients (gentil, medio ou 
acentuado), o ultimo, sendo um bom indicador 
para problemas de erosao em pgtencial, se 
arvores tern sido cortadas de um momo com 
gradienteacentuado. O efeito da inclinacSono 
microclima 6 disculido na secao seguinte. 

E importante notar que a Permacultura 
pode ser desenvoMda em qualguer tipo de 
temsno; morras rochosos, alagadigos, regioes 



alpmas, pianidesaiuviais ou desertos Nao •> 
necessario tentar mudar uma paisagem 
eslavel para consegutr algumas condicoes em 
particular, pois loda paisagem ou ecossisiema 
natural i;a ditar a natureza geral da 
Permacultura possfvel; isso e necessario se 
o sistema objetiva estabiiidade a iongo pram 

t.4 CLIMA E MICROCLIMA 

Clima 6 o fator limrtador basico para a 
diversrds ;f j e de plantas e animais de uma area 
Embora qualguer pianejamento de sitio deva 
considers/ a dims geral da regiao (umido- 






quenle, quente-seeo, arh'co, tempe/ado etc 1 



evemos p/estar atencao aos diferenfes 
microcfimas ocasionados pela topografia 
solos, vegelacao s outros fatores. Duas 
propnedades, localizadas a uns poucos 
quilbmetrcs. uma da out/a, podem variar em 
pluvjosidade, vefocidade do vento. temperalura 
e umktade reialiva. Entao. sewrna vital analisar 
o clima do sitio em detalhe, sem depender de 
estalisticas climaticas amplas do distnto. 
Esse passo importante pode significar a 
diferenca entre viver em cercanias agradaveis 
Ou em condicoes miseraveis, em uma 
propriedade que provavelmente ira mudar de 
dono de tempos em tempos. 

Se estudamtas o microclima de nosso 
sr'tio, seremos eapaaes de: 

• posicionar estruturas. plantas e animais 
nos locais mars favor^veis (a casa voltada 
para o sol, am climas temperados, ou no 
lado da sombra de um morro. em dimas 
querrtesj; 

• fbcalizar energias benefieas e dispersal 
energsas hostis que entrem no silio 
(plantar barneiras para o vento, perto da 
casa e da horta. ou plantar arvores, de 
forma a canatizar brisas em direfag a 
casa): 

• estender microcJimas favoraveis. 






SO 



As ptoximas sapoes jrao discutir os 
fatores que mais afetam o micrrxiiroa de um 
sitio e que, por consequencia, deuam ser 
considerados ao escolharmos cs locais para 
a casa e para os plantios em merits. 

. Topografia 

Topogmafia refere-sa as caracterfeticas 
da paisagem da um sitio, ate que panto ela 
seja plana ou ortdulada. Areas planas ferae 
poucas diferenfas. na topografia fa que 
significa pouca ou nennuma diferenfa no 
microcfima], enquanto que areas onduladas 
mostram Lima grande variacao no microclima. 

Aspects 

aspecto refere-se a direcao que a 
inciina^ao do terreno esta orientada, em 
retacao ao sol, e afeta as condicoes do sitio 
dei/ido a quantidade de luz solar direta que 



rpcete Encosras voltadas para o sol (nort e 
no Hemisferio Sat ail. no HemsKirfo N orte j 
reesbem a maior luz; se elas tambem esta 
witadas para ° teste, a temperatura maxin> a 
e afcancada pela man ha; ss for para o oe s t a 
a ateanpada pela tarde, Uma encosta vo]| aaa 
para "o lado $ a sombra" (sul, no hemisferio 
sul) ira (ecelier i»uca radiagao solar direta, 

A influencia do aspecto nas plantas em 
comunidadesvegetais naturals pode set vista 
quando ruma encosta voltada para o sol esia. 
coberta pof ftoresta esclerofila seca, enquanto 
que, no lado mais Wo, mais iimido, voltado para 
a sombra da encosta, podem estar ocupados 
pp; florasta umida (Figura 1.1c), O use do 
aspecto na Permacultura significa aproveitar 
as incfinacoes uoltadas ao sol, uteis para o 
amadurecimento de frutas, o posicionamento 
da casa para maior conforto termico no 
invemo, e para plantar uma vegetacao que seja 
"marginal" em reacao ao clima em particular, 
como. por exempio, uma arvore tropical e uma 
regiao subtropical. 



~ffi -Onvfrrno 




*"" ax*-****— * 



Nan, 



^^onteaurania 



""POnde-s^, 



**. detain Q 




Figura 2,2 Como a irxjinapifl dn Mmsw afeta » quanlidaee de iriadiapio H,tj, loal «„ thtemrt,,^ apneas dl} „,„_ 



P*=** (la Msa B ^ s MrmJnid!K j DS 



Por outro Jado, plantas ou estruturas que 
n ecessitem de sombra ou frieza sao colocadas 
nas encostas voftadas para a sombra, como 
um celeiro frio para o armazenamemo de 
vinhos, Ou amoras de clima frio am elimas 
subtropicais. 

Para um design de uma casa eficiente 
em erwrgia, assim como para acolocacao de 
jardins e pomares, e essencial notar as 
variacoes de estacao no caminho do sol, 
particularmente sua altura absoluta no ceu, 
entre o verao e o invemo (Figura 2.1a), bem 
como a dislancia que passa em seu caminho, 
do teste para o caste (Figure 2,1b). 

O aspecto nao e um fator tao importanle 

em elimas nublados, ou tjuando o sol e 
sombreado por elementos topograficos ainda 
maiores, como uma mor>!anba ou crista oposta 
ao sitio. 

O efeito do aspecto somado a 
ffJCWnapaoverdadeira do terreno 6 marcante- 
Como pode ser visto na FIgura 2.2, uma 
inclinacao suave e mais quente no verao pois 
recebe luz solar incidente em um angufo 



favoravel, Todavia, a msltior inclinafao para c 
invemo e uma acentuada, pois recebe o ! 
de um angulo melhor do que a suave. 

Drenagem de ar frio 

O cafater da inclinar;ao afeta a 
estabilidade do soio e a passagem de agua. 
Em terrrtos de planejamento para o 
microcJima, a drenagem de ar frio e mais 
influenciada. Ar frio e mais pasado que ar 
quente, e lende a ftuir do convexo dos morros 
para o concavo dos vales. Ele sa acumuiara 
nos vales, aumentando as possibiliriades da 
geada. Os topos dos niorros tambem lendem 
a congelar, quando quantidades de ar fno 
permaneeem na crista plana dos topos e 
planaltos, Os sftros Jivres da gesdas es'ao, 
geralmenta, nas partes medio-superiores dos 
vales acima de 20 metres. Porque sao mais 
q uenles, noite a dia, do que o fundo ou o topo 
do vale, taisSreas sao conhacrdas C0rr>0 faixas 
formats (Figura 2.3), usadas ha muito para 
Pocaiizacao de vifas a casas, sendo as areas 
favoritas para o planlio (vinicultura, na Fran9a 
e Aiemanha). 



S2 



53 




Flgura 2.5 Una «n Kflnsr Mfsfrs anna camtdts da « frio da um Inlft, a M** pa^o^rr** ' ideal para a cm. pona^ 




*""" " S"™ " "***' NW aS *"™ i ' QC BVter Ms5es da 9eada P" a "W^^ <*= ^3*!^ D para 



No entanta, essa deleiroibacao simples 
da geada funckma somente em paisagens 
simples. A caisagem real, com suas 
caracteristicas vegetais e topograficas 
compiexas, necessita de mais- observacao e 
planejamento. Porque o ar frio flui como um 
corrimenio, quage como agua move-se 
davagar em wita, sotae, e sob objetos stfdos 
e Woqueado por obstaculos (predios Stvores 
e tornras do tsrreno). Por exemplo, ar irio 
umdo -tiorro abaixp. em direpao ao f uri do do 
vale, pode ser estancado pela fbresta acima- 
nesse caso, o arfrio e efetivamente rapresado 
va'te 7™'^*™ da fbresta, LtZ 
t - * ° ar frl ° rnover-se para bai*n 
aberturas grandes devem ser ^££ ^ 

ouvegetacao imedia.amente^b™o ^ a 

G comum que um otats4ru>n „ 

ao arl^ ^^^ctondodovafe perm™ 
ao ar frfo rapresar-se, e que geadas ££* 



ocorrer em qualquer mes (em cfimas frios ou 
temperados). Casas colocadas acima desse 
ObstaCulo serao sempre frias, enquanto que, 
20 rnetros mais alem, pode existir o perfeilo 
silio para urna casa. Ate mos subtrdpicos vales 
auaixode grandes piatos desmaiados .podem 
prMiaif geadas regulares ou ocasionais, apds 
nwles Claras. 

Ventos 

Badi^^T-^? 1 ^ S! ' ti0 est eia sujerto a 
IZZf ' BStr6,icos < cic ' 01 ^ e furaeoes), 

SS HT n do ? p!ar "i a para ° 

grands S tQ P° araf ia pcde causar um 
«!S£ ™ °? VeWos PWfifet«ile B locals a 

v irdadirS° nai ! P re ^minartes podem ate 
do vale ^ " ^do ^ to™ particular 



Em vales, venlos rfe incHnacao sao 
causados .polo aqwcimento a o resfriamwto 
apKtadatena, emtfiasencrlesclaros. ArS 
(no, sendo mais pesado, flui morro abaixo Em 
um rjramie sistema de vales, pequerids ueil tos 
loca.s hqumi um tv*o diario (morro acima e 
vale acima. durante o dia; morro abaixoe vale 
abaixo, a noite). 

As velccidadas aumemam no lado dn 

vento em cristas- e diminuem do outfo lado 
Para qualquer protejao sigrtificatwa do lado 
reverso ao venlo. todavia, as velocidades do. 
vento necessitam ser <te no minimo 5 metras 
por segundo e a inclinacao de 5 s ou mais A 
veloeidade do vento aumetita na direcao 
ertcosta acima, cfiminji na dire?ao oposta 
(Figuras 2Sa e 2.5b) e aumenta ao passar 
por una constnfao (seja na forma do terrenes 
ou rra vegetacao) o chamado efeito "Venturi" 
(Figura 2.5c). 



Nas proxirnidades de lagos «j 
oeeano. brrsas aao uma parte imponante .. 
microcJirna. Porcaysa da marcarte 
de temperatures entre os grarrdes ec 
agua e a superffcie da terra, correnres de ar 
fixam um ciclo de brisas da costa Durante o 
dia, oarquente sobesobrea terra, permr- 
ao arfrio e pesado do mar errtrar raprdamente. 
A nolle, eomo a terra esfria. o processo = 
revertido (Figura ZA). Wos trbpicos e 
aubfrdpicoSj essas hnsas trazem um aiivio 
bem-vindo quase todo o ano, enquarrto q 
em regioes temperadas, e!as sao mais 
sazonais, geralmente aparecentfo no verao 
As casas, especialrrwnte aquelas srigadas nos 
tf6picos : sao construidas para aprovellar a 
ventilapao natural rjferecida pelas brisas do 
mar. Contrariamenle, em climas frios sao 
usadas sebes para defletir esses vantos. 
casaa do jardim. 




Figurs 2 A Como a uanso sa eemEKHIa Mrs ciiria au para baixo n^s mcrrc& |A a B), A v**x;ii-1aafr on v&mo aumaflia 1>M 
alunilamertos as paisiaom ou da vogaiaa*). 



54 



Poderrros diifir de que dir&c ao o vento 
iram, palo exame das arvores e arbustos no 
sitia. Se esiao dobradas em uma direcao em 
particular, signifiea que estao respondendo a 
Veritas f requentes, No lado do mar, a rvores sao 
quase deitadas em resposta aos centos fortes 
e a pulvenzacao de sal vindas dooceano. Se 
nao ewste vegetacao no srtrQ, esiacas (1,6 - 
1.Sm aflura) com tiras de pano ou plastics 
atadas ao topo podem ser fincadas no solo, 
em vanos locate OiJseiYando a rrequencia e 
a direjao em que essas (iras esvoacam, 
podemos dete rmina r a ctireoao usual do vento. 
Esse metodo. obviamenie, signifiea observer 
o si'tio durante o ano todo; portanto, e 1 melhor 
analrsar a vegetacao da redendesa, se 
poss/veJ. 



A infdrmacao sobre como controlar <& 
ventos com a vegetacao a dada na sa^ 
segumte. 

MtfWfe e, lamoem, um f ator 
microclimatics- importante. As temperaturag 
caem a medlda em que sublines; 100 metres 
de aiiitude sao equrvalentes a 1 ? de latitude 
Assim a 1000 metros no equador, as 
temperaturassao eouwalentes a urn clima efe 
1CP cfe latitude a partir do equador, Isso sign-iSca 
que. em uma regiao rnorrfanhosa subtropical 
ou tropical, diferentes vegetacoeg podem ser 
plamadas. Uma sequeneia tfpicg 
se-guidamente ertcontrada nos trdpicos, da. 
costa maFJtima ale a monlanria, e a tie coos, 
cana-de-acjcai", banana, chat e abacaxi 
(Figura 2.7), com eada planlio sucessivo 
necessitando candicoes mais frias. 




Brrra lerrafttra 



Fkju™ 2,6 Conx, grandes nasai de S BiIfa 5 , (rMm U n> eMo rn ^^ coi | Siro 



• Massas de Agua 

Grandes massas de agua, como o mar 
e os grandes lagos, aquecem e resfriam 
I en tame rite, modrficando a temperatura da 
area a volta. Em climas lemperados, a geada 
raramente e problems pr6ximo ao mar 
enquanto que, 20 km adentro, qeadas podem 
g-urrer na maior parte do rnuerno. 

Agua lambem rnodjfica a temperatura 
por causa da evaporaeao. Durante a 
evaporacao, a energia e relirada do ar em mlta 
enquanto a temperalura cai, a umidade 
aumenta. Ate mesmo pequenos lagos, 
piscinas s tanqoas podem ser moderadores 
ciimaticos eficientes, especialmente em 
regioes arrdas, Por exemplo, fontes sao 
encoritradas em muitos pafses mediterraneos 
para prover evaporacao e resfriamento para o 
patio, 

A Juzcefletida da agua tamb^m e uma 
consideragao quando projatamos um sffio. 

Embora a reflexao difusa das superficies da 
agua seja baixa, a reflexao espelhada 6 
geralmerte alia, principalmente durante p 
invemo (quancto O sol esta baixo no horizonte). 
Wo vale do Main na Alemanha. a tuz reflelida 
do rio 6 usada para amadurecer as uvas nas 
encostas mgremes. Entao, bancos ou 



nbanceiras voltados para o sol s atrds de 
tanques, aijudes. lagos e rtoa podem ser 
corisiderados areas favaraveis para planras 
marginais oecessitando fuz e calor e^tra 
Casas siiuadas flestes bancos ou lombadas 
ganfiam calor extra (Figura 2,8), 

• Eatruturas 

Estruturas como Irelicas. bancos de 
terra, estufas, cercas, muros e coretos podem 
afelar o microclima em pequena escaia, 
modificando a velocidade do vento e a 
temperatura. 

A estvfs e a est rum/a mais uti! para o 
eortrole do microctima em regioes 
temperadas, permitindo o plantio de quase 
qualquer plants, Estufas ligadas a casa sao 
6timas para o aquecimento no invemo, 
economizando combustivel durante o dia. 

ferreos de terra, montes ou ribanceiras 
afetam o microclima de formas variadas 
(Figura 2.3). Eles podem: 

« i3toqoearosolbai)<onoladooeste,aliv«ando 
a casa e o jardim a tardinha; 

* bloquear ou canalizar ventos; 

• dar isolamenlo termico (sofo retem calor 
e perde temperatura, gradualmente); 







Fl 9 ura 17 Elerle da alpiiude na veorturiv * . 




° n,c " l,,as,h **a=.r-r mtonl 



plaritio de oxacids 



56 



«Bui« 2 a AuudK u Darmgens BKIW r*M»«s * »l da in»rn» Station, „ Kwpe^n to* b«JM 4 note e « 



amnhaQBi; 



S7 



Pads em am* &«* 1™*" 

jrfraB dp ta» ou. *rw um 

do cannl a * c*m* wn 



0* ba nto» dtti/Tfl 

noa parade* dftcaiB 
miifkn-irri as 
|flmp»rst(jraB do 

FntsrloF 



dar privacidade 
desagradawjis. 



e bloqusar vistas 




Sanco-s cnam uma 
paifagerr> mai-s complrag; « 
intareasanle wntflrra-ft 
plana h cDra-ml-croclii™^ 
varied pa 




"B"t*ia amwEwtana,^, 



tri m *i» tmirac | ilvBltetaB!iK|iiij 
5S 



^"■rrithida 



. bloquear o barulho do irafego (ate 80%)' 
grander banco* entre super-rodovias a 
suburbios, ( a sao cormms hoje em r j la: 

. proporcioriar urn espaeo mais complex 
para as pJanias. aumentarido o esciaco 
vertical. 

Mums de lado para o sol lambem sao 
importantes no controle rJo mlcroellma. Como 
o (ado da floresta voltado para o sol. muros 
oferecam abrigo conlra os rentes e pedem ser 
usados para refletir o sol de invBmo. Muros de 
pedra escura absorvem calor e irradiam-no 
durante a noite, redgzinrfo o riscode geada, 
Plantas colocadas a frente desses muros irao 
crescer ao mdximo. Paiede-s pintadas de 
branco reflelem calor (e, asstm, reduzem sua 
acurnutatjao); planlas a frente dessas paredes 
irao amadurec.er melhor. Na Alemanha, 
experiencias com tomates a pessegos 
planlados contra parades braneas e negras 
mostraram crescirriento mate rapido naqueles 
contra a pareda negra; no entarno. a producao, 
devido ao amadurecimento melhor, foi maior 
naqueles contra a parade branca. 

Treligas (grades) sao utels como 
prote^ao contra o vento; para dividir o aspaco 
em volta da casa e o jajdim: para fazer um 
microdsma (pelo sombreamento ou 



aqueamanto) e como um abngo tempo 
para pequsnas Srvores. prevanirtdo a quern 
pelo sol. 

P#quenas estaituras a votta de arm. 
ou plantas Individuals sriam um microclin 
mats umido, com menos '/enlo 
acasionalmerve. mais calor. ?i 
uma variedade de quebra-ventas esta sendo 
usada em varias partes do mundc 
lardos de palha, sacos velrtos, tamtores etc. 
(Figura2.10), Nojardim, pequenas eslurss ( 
garratas plasticas invertidas podem s& 
para, Pern cedo, iniciar as plantas 
primavera. 

> Solos 

O solo tern inftuencia no microclin 
devido a quaniidade de calor [jue conduz, i_ 
In? que reflets e por causa de seu conteudb 

variavel de 3gua gar. 

Como o mulch conduz pouco i 
para o solo, e melhor remove-to das areas t 
crascimento na primavera, para que o i 
possa aquecer-se em climas tempen 

Mulch absorve agua dosotor 
e a libera muito lentamenie, sendo umaajL 
importante para a reten^aa da urnidad 
durante os periodos de vento ou calor: 







Flauia J.lo euraigiaB *B KinhtJe ilimBlcu para ttvnrae importanloi. 



PlBIlO 



Vegetaearj 

A vegetaCaO tern urn profunda efeito rK> 
microclwna. E o plamio e o use da vsgetajao 
itloresias, arvoredos, quefcra-ventos, arbustos 
e vinhasl que mats motdam o microclima do 
silio. A vegetaeao code modifcar a temperature 
peia 

• transpiracio; 

• transferencia convectiva de calor; 
» sombreamento; 

■ protecao contra o vento; 

■ isolamento termico; 



Transpiracao 

Plantas convertem a ^gua de stias 
folhas em vapor, o qual passa, eniao, da lolha 
para o ara sua volta. Esse processo eonsonne 
energia, o que faz o ar em volta das plantas 
esfriar (como o sejot em animais). Enquanto a 
temperature cai. a umrdade sumenta. Para a 
transpiracao funcrortar, a agua deve estar 
disponiVel. Muitas culturas de terras aridas 
demandan tecnicas para resfriaf pequenas 
areas, geralmente a volta da casa Mafivos das 
Unas Canarias usam grandes potes de 
ceramics cheios de agua e coberfos com 
linbagem, em pequenos patios cheios de 
plantas, para resfriar a temperature dos 
aposentos a voila (Figura 2.11). 



e^twrtoewnjuta 
ON lifthagsm 



Br „ U M>ie mWn* 1 





ArvDM* E&oin&is friaa- duitfrne o dia 



\ Is 






anCiene en, dims* querlfes e 5^^ 



Trvgrri frfiO [mil qU&flt'W, flmrtlndo calori rnjiEe 

Figure 3.13 Em resaGaoanar a sua volLa. a Noresra e nais 
iris durante a dia mais quurite £ noire 

Transferencia Convectiva de Calor 

Durante o dia, as plantas absorvem a 
energia do sol; em uma floresta ou arvoredg, 
grandes quantidades de energia solar sac 
aosorvidas peia copa de folhas, quando o ar 
que a cerca e aquecido e sobe. Ar mais trio r> 
pintado para dentro da floresta, que permaneoe 
Iria durante o dia. Durante a marts, esse 
process© e revertido, com o ar mais quenW 
fluindo para fora da floresla. A floresta e isolada 
por sua densa copa de folhas, de forma que o 
iluxo ocorre nas bordas. Qealquer urn que 
entre na floresta a noire podera sentir a 
diferenca na lemperatura do at (Figura 2.12). 
Sombra 

A Juz do sol, se bloqueada, tern urn efeito 
praeroso no microclima. Urn pedaco de chad 
w,° ? 0t!e res1riar aW 20% de sua 
inhf nf ^ rifliraJ ' ^PO' 3 c*a chegada da 
tern *. %^ r ?™ da ,olh a3err. acima. Folhas 
Mra = , 6 vezes mais AfBB de superffcis 

da Sh2f B 'T' de Perderdo da densidsd* 
awes ramTt luj "^ 'Sltrada. E rrae, 
«■. oecor clara, reffetem a luz sotar. 




Figiua 2-13 (A) Arvnr« caftjtiftjla cran ef»ft tf e sombra auotwl sobra a caie. (8) Fomras da umbra ae dife^nies ch»s * 
arvDres. 



Projelistas podem usar essas 
informacdes para posieionarem plantas 
apropriadas em posicoes selecionadas. Por 
exemplo: em climas oride o sol da tardinha 6 
iim prrjblerna, uma sePe densa, planrada no 
lado oeste da casa, nao somente da sombra 
como detlele centos do oeste, no irtwerno. Em 
contrasts, uma arvore de folhagem esparsa, 
plantada no lado leste ou no lado do sol da 
casa, permite atguma protecao do sol, no 
verao, e deixa o sol do inverno passar, Arvores 
caducifolias funcionam da mesma maneira, 
pois perdem suas tolhas no inverno. A forma 
de uma arvore madura deve, lambem, ser 
levada em considerafao, seja ela redonda, 
oval, piramidal ou colunar. pois sua sombra 
sera projetada de acordo com sua forma 
(Figura 2.13). 

Para sermos beneficiados peia reflsxao 
do sol nas folhas brilhantes, arvores como 
populus sp. podem ser planfadas em urn arco 
paraboiico a votta do pomar ou da casa. Com 
esse arco vofiado para o sol, a reflexao das 
folhas brilhantes ira concentrar o calor em um 
ponto, (azando essa area mais seca e mais 
quente (Figura 2.14). Tais armadifhas solares 
tambem funcionam em uma encosta, pois a 
vegetacao ira captar o ar quente subindo a 
encosta, permilindo que o ar frio, descenao a 



encosta, flua em volta dela. minimi^ando o 
perigo de geada e, dependendo da dinerpao do 
vento, ajudando a detletir vemos trios & vo 
de predios ou campos. 

Ventos 

Quebra- ventas tern sido usados, por 
muitos anos. para abfigar do vento casas, 
animais & plantaedes, sendo o controle de 
microclima mais efficiente. Os quebra-ventos: 

• reduzem a velacidade do venlo e a erosao 
do solo; 

t protege m plantas sensi'veis ao vento; 

• reduzem as perdas de produgao 
causedas pelo sacudir das sementes: 

• modificam a lemperatura do ar e do soJo; 

• aumentam a umidade disponfvel, graoas 
a formagao do ssereno nas folhas das 
arvores; 

• reduzem o numero de mortes de animais 
durante lempestades frias; 

» reduzem o sstresse animal causado pelo 
caJor do verao; 






W 




w 



Figura S.U Forma* "CaTa SoT para a casa a a& isuouras. 

• reduzenn a necesstdade de forraflem, se 
os animais pLfderem comer algumas das 
suas &n/cne$(Gteditsia. Ceraionia): 

• proveem de madeira e malarias as cercas, 
quando podados (tfspois de 
erwelhecerern); 

• melhorann o habilal rje passaros 
inselivoros: 

• ™ihoram as conduces devkiaeirabaliio 
a volta da casa e da fazenda; 

• fomscem fontes de nectar paia abates e 
melhoram as eondrcoes para a ptilinizacao 
das plantas. 

A torma do qsjebra-verilo (Jepende, em 
grande parte, das condicoes da planlacaa. do 
silio e do clima. A figura 2.15 mcslra uma 
variedadedetipos. 

Queora-ventos densos on permeaveis 
sac usados para direrentes fins. Os densos, 
darao major proiefao-no lado oposto ao vento 
de 2 a 5 vezes a altura das arvores (Figura 
2.15c). Tbdavia, a protecao cai rapitfamerrte 
porquea-pressio negativa se forma, adiante" 
e puxa o vento de votta para tfeixo. A drferenca 
de pressio lamberri seca mais o solo Po, 
outro larjo. urn qunbra-vento permeavsl- 
lF t gurai.16d) permits ofluxo dear, e, embora 







a prots^ao initial nao seja tanta quantrj o de 
um quebra-venlo denso, a protajao continua 
por uma dislancia rnaior (25 a 30 vezes a 
alwra). A figura 1, 1 6, 7-9 mostra outnos quebra- 
venlos efelivos- para o piantio intensive, 
enquanto que a figura 2.16. 1-6 [lustra alguns 
quebra-veritos ineticiertes. 

Considerando que cintos protelores 
pocfem ser usados para autras funooes utete, 
considers as caracteristtcas inerentes das 
an/ores, em particular. Quase todas as arvores 
podern dar protetjao contra o vento (desde que 
nSo sejam, elas mesrnas, sensfveis ao vento), 
privacidadeeabrigo para animars. Oque mais 
pode tazer o quebra-vento? Algumas especies 
(arvores iegurninosas, Alnus sp.) rixam 
nitrogenio no solo; podem ser podadas para a 
obtencao de lentia (chorao, eucaliptos); 
fomecemlolhagemparaa alimenfacSo anima 1 
[Coproma repens, leucena. chorao}; sao 
uteis na producao de mel (eucaliptos. 
Eucrypbia bittanfierii)-, produzem nozes pa'* 
ammaig ou humanos felmo aveias}; agent 
como retardatarios do logo {Coprosma rep* 18 ' 
Acaaa msianoxyion) a sao uteis no controls 
da erosao (arvores com raizes fortes, come » 
ciloraoeapopulus) 




Figura J.1 5 Configurafrjcs para. m«t«a Kfjntos. Nad enlace o nueb>3 vsnlu "MeaT. Catta plantfo, btal. tv mnd<*e* necsealaiii 
(A) tSw^dTCTeosaE ?Bl' pJanlios alios a vinhfts (0) io«» CMlairas (O) lavcuraa [E1( plamns fle tteserto (E3) pomaras 

temparactoB 

L = lerjuminosa F=f<utilera C = rontos ou qun&ra vanRB 



6: 



63 




WraptHdo (mhIde cotlci™. uentM qum « e tME i fa. „*L waa Para se lar uma prafeffto lolal wide -seia 
gsMas a monoE q„e M ou^ ^b, 5, alli ^ i * f" ™na(*> nlo e apropri(«Ja para area* SU(erta5 a 

de T p.,a cnWB^as , i^b, s Buu! ^ „ """^ B '«*>ra£K> pan It™ da ar [rto<9) quetora venlra am forma 

Os aspectos negatives das arvores 
tarnberrs devem ser levados em consideracao 

as tern sistemas de raizes muito 
nue podem cornpeiir com a 

ao ou a pastagem prbximas a elas 
pfsiutijcando-as na absorc&o de aqua e 
nutnenles. N6s podemos aceitar isso em 
irooa oos benefices oferecidos. ou manlrjr urn 
wcto anual de cone prat undo do solo, cwtan ^ 
paraalmeme osistema das raizes e reduzmdo 



wda mais longa). Enquamo essas arvofss 
tgeralmente, madeiras durasj esiac 
crescendo lerrtamenle, outras, de crescimento 
ZZ °' f^eem de nectar as abelnas, de 
«.r^ 9m os animais « de mulch o jardim, 
0^™ ,T ais larde - «rtadas para lenha °u 
St. Ie que arvores usarf as para quaW- 
.to ,# , Pfoduz.fao muita fruia (o vento ^ 
mo*-* 6 na0 ^eriam ser deslira^s a 
Pmoucao comeroal. 






Quebra-vemos sac iniciadrK 
!S£S* us a nd . S e arbustos de 

«" [ ^*> e arvores intercaladas com 
arvores de cr e scimenl ™is lento fnSs^ 



eniaT' 1 
gnics, 



sa 



difieuld^! 3 cos1 «ifas apreser 
passant €S P a Glares. Os ver 

WreLndn ^ f °'?a da tempest^. 
9and0 sal * graos d 9 araia abras^ 



Para nos proteger desses ventos, escoihemos 
a vegeracao com: *.raMJiiiemos 

. casca rugosa. como palmeiras (caches 

desuportafoptodeareia); 
. fortes duras. do tipo agulha, comoos duros 

pinheiros de cosla, as casuarinas (para 

rasistir ao ressecamento), ou Tawrix 

apetalg, 

* *? ma L carnosas, como Wesem- 
bryantbemum sp., Coprcsma reports 
agave, e Euphorbias, (que retem a 
umidade) 

O melhof guia, quando escolhemos 
especies-, e a observacao de especies bem- 
sucedida$ que ja crescam na area local A 
figure 2.17 mostra uma posslwel seqiiericia 
da plantio para a costa, 

Isolamento termico 

Arbustos e vinhas plantados proximos 
a um predio pfoiegem-no do vento e, tambem, 
adicionam uma area de a/ isolante entre o 
predio e a vegetacao, para a conservacao de 
eaior. 

A rieve tambem & urn bom isolante 
termico para os predios, se for amontoada no 
telhado ou conira o lado da sombra da parede, 
reduzindo, assirn, os custos de aquecimento. 
Arbusfos e Arvores ajudam a manler a nave 
em areas preferldas. A neve acumuJada sob 
quebra-ventos isala o solo, garantindo uma 



oNva 



tempefaiura mais equilibrada (agjndo. mais 
menos, como a mu.sbj. Neve asrrese 
leritamerite em dias de sol, garantindo jui 
aquecimanto lento do solo. DepertdendO do 
que for plantado perto do cinto proteior, isso 
:Pode causar um efetto neQativo ou posrlivo. 
Bulbos de pnmavera florescem maia taide do 
que hulbog plantados em ambiemes de 
derrelimenlarapido. 



Eatrategia$ Especiaia 






Planias em forma dewnhas. coberturas 
rasteiras e arbustos sao murlo uleis no cootroJe 
do micraclima. 



M'nfias 6 Twligas 



, 



Em areas muito ventosas, a marona das 
plantas sofre com a latta de abngo contra o 
vento. A sotucaomaisrapida possfvei. nesses 
casos, e constnjir trelicas (grades) emangulos 
quase retos em refacao as parades da easa. 
Tais trelicas tem um efeito mij.lti.plo: elas 
separam os espacos recreatwo, de tardim ou 
areas de servi^o; previnem o Fluir de vantos 
frios junto as paredes (funcionam como 
armadilhas de sol): e em si mesmas, 
apresentam uma estrutura basica para o 
plantio de vinhas. Estruturas de trelicas podem 
curvar-se a partir dos canlos da casa ou, 
simplesmente, quebrar a fachada de predios 
instilucionais [escolas ou pris5es), 
oportunizando varios locais para bancos, 
gramados a jardins. 







Flgura J.17 Eramijkh 0* (aquSnda do planWpara a litoia) 



65 



Frequenremente, grandes precis ^e 
estrgdas convergem para produzir W" 11 
vento. Rochas grandes, arvorps e arbusws. 
as tretieas os iransformam em um ac f^ 
sinuoso eprotegido, bloqueando poerra trio b 
barulho como efeito extra. Isso e real para 
todos os aeessos de automdveis, fuas oe 
service e Iratego manor. 

Alem do polencial para quebra-ventos, 
as vinhas sao de crescimeffio rapido (15 - & 
m/ano em climas quentes e umirfos) e podem 
ser uSadas para se-mbra rapida, enquanto as 
arvores estao crescendo, Seja cuidadoso na 
selecao das especies corretas para a situacao 
e o clima, pois vir.has podem se iornar 
invasoras e diffceiS de erradicar, uma vezque 
estejam estabelecidas. A poda pode ser uma 
altemativa nesses casos. Algurnas vinhas 
crescem no concrete, madeira ou telhas, 
esquadrias, eanos e calhas. Efllao, e melhor 
descobrir as caracten'sticas das vinhas em 
particular, antes de utiiiza-ias no design- 

Vinhas tarn boas propriedades de 
isolamenlo lermico. se colocadas sobre 
lelhados e em paredes. Vinhas grossas potfem 
reduzir o acijmulo de cator em ate 70% e a 
perda de calor em ate 30%. Em regions 
lemperarJas, hera [Hedera helix, H. 
corymbosa) lem side usada por cenlenas de 
anos para o isolamento termico de pr^dios de 
tijoto, no verao s no tnverno. Vinhas 
caducrfolias como a videi ra, Wislena ftoribunda 
e Psrthenodssus qvmquefolia, podem ser 
colocadas para sornbra no lado do sol das 
casas e jardins. em regions temperadas, 
quentes ouaridiis, 

Cobertura rasteira como fnulch 

Solo descoberto e muito mais quente 
on mais frio, dspendendo de variacao sazonai 
do que o solo protegido. IN a primavera fern 
climas temperados), quando novos planHos 
estao a caminho e o solo precisa q e 
aquecimenio. pode-se de«a-lo desoaberto de 
ouira forma, a terra fica melhor coberta com 
mulch e coberturas vivas. Coberturas naiurais 
(capim. plantas rasteiras) e mulch: 



rfl du«m oaumento de calor. eva POra 
nS0 raWdiW calor (como os plasty 

. p, tegemosolodaerosao; 

, „ao reflelem luz: entao, podem ser usad ai 
para reduzir oreflexo; 

. rrsntem o solo quente ou frio, dependent 

do tempo; 
, agem coma barreiras contra as daninh&s 

(embcra uma retirada ocasional possa Mr 

necessaria). 

Coberturas nao-gramineag sao 

plantadas abarxo das arvores (trutiferas jovens 
crescem pouco no capim) como urn "irnjiu, 
vim". Dependendodoclima, essas coberturas 
pod&m ser Dichondra repens, Dolictios, 
Lopinus alba, e plantios volumosos de tagetes. 
Se a cobertura dp solo for lambem uma vinha, 
ela pode ser cortada de tempos em tempos. 
Um legume native* oti ocorrendo localmente e 
muitc- util para a fixacao de nitrogen io, 

Arbustoa 

Arbustos sao um envelope de umidade 
a votta de uma arvore e podem proteger da 

geada em areas margirtais. Miriam e Jim Tyler 
em uma regiao marginal da Nova Zelaridia. 
pJantaram lagasaste a uma distancia de 0,6- 
0,9 metres dos abacates para protegeras 
arvores jovens da geada , Os tagasastes torarr 
POfJados 2 ou 3 vezes para lenna e para muW 
em voita das arvores, durante o verao; 
evenluairnenie foram cortadus 

completamente, 

Arbusfos sao, tambem, bons divisors 
de fardim e sao usados para a protecao de 
vento, especialmente em jardins costeiro 5 - 
tspeeies apropriadas devem ser esc°lri'* s 
Para elimrnar o tempo gastc- em poda e Hd- a 
com as raizes. 

eyi« a A ,' bus{as e ale mesmo "ervas danin^ 
tom^ s ' usatto£ ^w WBfltagfto prote'f 3 / 

Na IT Cmtra a BBBda. vanto e an^ 
Rob^= a norte da N ova zelandia, & 



comerciaimente, dentro de gorse (Ulex) 
cortado, epqiianio que Dick Nicholls 
desenyolveu uma seqii§ncia para a 
estabelecimento de tloresta nativa em territbrio 
invadido por gorse. Ambos estao usando essa 
erva daninha, ja presenle. por suas qualidades 
posit ivas (mulch, melhoramenlo do solo, 
prolecao contra a geadaj, cortando-a erri 
periodos de quatro anos avollade um niicleo 
de plantio das arvores. Gradualmente, as 
arvores sombrearao o gorse, O mesmo pode 
ser feito em areas maiores de amoras. 

23 SOLOS 

Na Permacultura, os solos nao sSo 
consideradias um tator limitante severe A 
ecoiogia dosolo, com tempo e atencso 
adeqjados,. pode se,r modificada on 
melhorada. Os locajs para a casa e a. Zona I 
nao sao selacipna'dos puramente com base 
no solo. Se 'e'xjstirem bons solos em uma area 
em particular, e a maioria dos outros.fatores 
cGnstituirem iima localiiacjio boa. coloque a 
casa e o jardim nesse ponto, para adiantar um 
OU dois anos de trabalho.' 

Poucos solos sao totalmente sem 
valor; sempre existem especies pioneiras, para 
cemecar. Amendoas e azeitonas se dao bern 
em areas rochosas com muito pouco solo; 
Ribes nigrum presce em solos com drenagem 
pobre; Vaccinium sp. em solos muito acidos; 
e Oleilitsia pode ser plantada nos solos mais 
alcalinos. 

Em qualqiJe^r Sitio, uma inspecao basica 
do solo e necessaria para descobrir o pH (para 
pomar e jardim), a. capecidade de drenagem 
eostiposde vegetacaojS crescendo no local. 
A parti r dai, podemos decidir as especies que 
precisarnos plantareotipodemelhoriadosoto 
que preoisamos fazer, dependendo da escala 
no uso da terra. Obviamente, o rnaior esforeo 
sera teito no jardim da casa e no pomar, 
enquanto que area's mais distantes irao receber 
atencao em escala mais ampla. 

Solo jilj e solo daniftaado e ocorre onde 
as pessoas ou animais inlrodundos tenham 
interlerido, negativamenle, no balanr;o 
ecologico natural.Uma vez que o solo tenna 
sido desnudado," ele e facilmente danificado 



pelO sot. vento e agua. Arar, entao. danrhca OS 
processes da vida no solo, e pode, ate, causar 
perrjas mais eytensas, 

Os trSs maiores enfoques da 
Permacultura para a perda minima, os quais 
adicionam nulrientes e arejam o solo, sao: 

» planlar llorestas e arbustos para 
relloresiamento; 

• usar arados que nao revirem c solo 
(condicionamentoj; 

• enctirajar formas de vida, especialmente 
minhocas, para arejar solos compactados 
(mulch e compostagem). 

Os dois primeiros tralam de areas 
grandes; ultimo, de areas pequenas. As 

llorestas e condicionamento do sola 
produzem seu propria mulch, enquanto que 
este pode ser iniroduzido em jardins pequenos. 

Frequentemenle, as plantas invasoras 
das quais reclamamos [Lantana. Ardotheca 
calendula, Verbascum ihapsus, Cnicus 
benediclusj) sao uma indicagao de dano. 
Algurnas delas sao pioneiras e irao, 
eventual mente, mgdrficar osolo de forma que 
outras especies possam crescer. 

A marca de um bom soto e o nivel 
adequado de uriiidade. oxigenio, rutrienie e 
materia org^nica. Eofos sao formados e 
alimentados par um processO ciclico, das 
raiz&s das plantas sugando sgua e riutrientes 
minerals do subsolo : com a queda de tolhas, 
frutas e outros detritos. 

Os passes para a reabililacao do solo induem: 

• prevenir a erosao cobrindo todo o solo 
exposto, refloiestando areas com potential 
de erosio (como encostas ingremes, 
bancos de rrachos, regos e bancos de 
estradas), e controlar o escorrimento 
superficial da agua. usando canais de 
intiltracac, drenos divergentes ojj arado 
"chisei". Sao usadas, ainda, especies de 
plantas locais de crescimento rapido, 
TronCOS tambem podem Ser cotocados 
em nivet para captar todo e agtia, com 
plantas colocadas atras deles; 



fifi 



6T 



escala: planl.os de cobertura. P^WPJ 

esterco verde. Pequena escala: restosoe 
cozinna, uegetacao morta: 

. afolar a t«a compactada e P«™« r ° 
areiamerito do sofo. Grande escala a ra 
do format? e maquinas para o 
reoondiciortamejito do solo. Pequena 
escala: afofando com o roreado; 

. modificar o pH ou plantar especws 
adequadas as areas de pH especificas 
(mais economico do que mudar pnj 
Solos acidos: earvao e cal. gesso, 
magnesita e doiomita, sao usados para, 
lentamente, fazar sutJir pH. SjOIoS 
alcalinos- use fostato acido e unna para 
potassio, Para todos os solos, sangue e 
o&sos, estercos e composto aiudam a 
trazer o pH die vote ao rteutro; 

. conigir deficiencies em nulrienles com 
minerals organises {manganes. fosforo, 
potassio), estercos animais s estercos 
verdes. Semenles pelelizadas e 
pjlverizadores foliares sao formas 
econcmicas de adicionai nutrientes 
organicos as plantas: 

• encarajar a atividade frologica; minhocas 
e outros orrjanismos do Soto indicam um 
solo saudavel. 



Em geral, os solos podem Ser criados 
ou reabilitatfos peios seguintes metodos; 

• rrtaneja de plantas e animate; 

■ condicionamento mecanico (grande 

escala); 

• construfao de solo (escala de jardim). 
Manejo de plantas a animate 

O maneJQ de animais para minimizar a 
compaclacao e c excesso de pastagem e 
pane da construcao e da presetvacao do solo 
Em terras com erosao severa, a exclusao total 
de animais pods ser necessaria. Alguns 
produtores irttroduzem minhocas nas 
paslagens g planlam especies de raizes 
prolundas (rabanete, chic6ria} para quebrar e 
arejar os. solos. Rabanete daiwn {Raphanus 
saiwusf. leguminosas (^rvores ou arbustosl 



b«s e associados as raizes das p1ani as 
"""H?? tr^oTarejam. suprem nutnentes 0u 
^S^oto pela quae* de toihas e p^ 



afao 



das raizes. 



<*. 



Mulch plantiosdecoberturaeplarbtios 
^ stereo verde previnem erosao, adiciona™ 
ITt-L orgamca e nutnenteg ao SD | 
Semdos extremes decalcrefrioe 
gSmaiguaconiraevaporafao. 

Enistem duas categorias de mulch: o 
"morto' que toi seco, decomposto ou esia 
morrendo (palha, folhas secas, vegetacao 
recem-cortada); e o "vivo", que cresce sob as 
arvores e arbustos. Mulch nrarto deve set 
colelado (algumas vezes, de varios loeaisj, 
enquanto que o mulcri vivo necessita rj 9 
marvejo (semeadura, corle e, ocasionalmente, 
rassemeadura). 

Pianiios de coberiura sao aqueies 
piartados para proteger o solo depois que um 

plantio principal terlha Sido colhidc Em climas 
lemperados, sao usualmenle planlados no 
inve'rno e incluem certeio, Vicia sp., trew, 
trigao (Fagopyrum), lupin {Lupinus), cevada, 
aueia etc., que podem ser coihidos og 
reintrodusidos no solo para aumentar a 
materia arganica. 

Estercos verdes sao planlados, 

especificamente, para a melboria do solo, S§0, 
ge ralmente , legu minosas , su p rirdo carbono* 
nitrogenio para o solo (qaupi-l/igia sinensisl 
trevo. ervilhaca, lupins, Vicia, Dotichos). 
Plantios da legumes sao usados para mulcl" 
ou introduzidos r>o solo antes das plants 
■amarjurecerem, para aproveitar a liberacao do 
nitrogenio das raizes a medida em que a p'a* 
morre (sa Ihe for permitido tlorescer e fo-rmai 
semantes, a maior parte do nitrogenio e 
utilizada no processo). 

Recondicionamento do solo em grartd* 
escala 

Hoje em rjia, na Australia, na Europa* 
ncs Esiados Urtidos, sao fabricados V*J 
cnisel (escartficadores ouarado-formao),^ 
arejam e a f f arn grandes &reas de goto. » 
*»J crrcularcorta o solo (que nao pod**f s 

wguido por uma haste de ago e uma «af* 
£ * jb 'B-r a nea iqwabreo ^ oloa l J a^ (la 



superficie para tormar uma bolsa dS ar seffl 
vira-to (Figura 2.18). Ao oontiario, o s^>lo e 
levantado gentilmente. A chuva penetra e e 
absofvida; as temperaluras do soto aumentanr 
faizes crescem, morrem e formam humus- o 
territorio volla a vida noifamente. 

Naobanecessidadedeiralemde IQcm 
de profundidade, no primeiro tralamarrto, a de 
IS a 22cm, nos iratamentos subsequentes 
As raizes das plantas. nutridas pelo calor e 
peloar, irao penetrarate 30cm, m pastagem, 
e mais ainda, nas florestas. 

Sememes podem ser semeadas nos 
estreitos cortes; legumes semeados cfessa 
forma pradozem uma colheita de esterw veide 
ou uma colheita recorde, Nenhum lertilizante 
OU aditivo e necessario, bastam o efeilo 
benafico do ar preso debaixo da terra, a o 
trabafho consecutive da vida no solo e das 
raizes no soio reabarto. Todawia, em solos 
severamentd degradados, uma adicao inioial 
de tosfato on de elementos securvdarios muito 
delicientes poderia ser usada, 

Uma vez que o solo esteja no caminho 
de volta a saude, Arvores de plantioS de campo 
podem ser semeadas. Uma estacao gasta em 
frazer o solo de volta a vida nao e uma estacao 
perdida, pois as arvores respondent mais 
vigorosamente as novas condicoes do solo, 
compensando o tempo perdido: uma oliveira 
Ou uma Ceratonja. lutando para sobrevrver nas 
condicoes originais do solo oompactado, irao 
crescer 90cm a 1,2m. no solo melhorado, a 
poderao, ate, frutilicar em 3 ou 4 anos, ao 
contrario de 1 a 1 5 anos. 

So existe uma regra no padrao desle 
ttpo de "arado": conduzir o irator e o arado- 
"ChlseT ligeiramente morro abaixo, a partir do 
vale em cones transversals a indinacio. em 
direc^o as cristas, fazendo. assim, uma 



"espinha de pejys" na terra. Os cortes. 
centenas deles, se tornam a forma mais facil 
para o movimerrto da agua. Devido ao pequeno 
distUAio eta superficie, as raizes a protegen 
da eros^o mesmo apos a passagem; a &gu 
e absorvida e os processos de vida sac 
acelerados. 



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Os resultados da raabilrtacao sao 
segulrtles; 

• solos vivos: mintiocas adicionam seu 
esterco alcalino e agem como bombas 
vivas, sugandoar e nitrogenio: 

• solos fofos e abertos. atraves dos ojuais t 
agua penetra facilmente com acido 
carbanico 6 hiimico Iracos. liberando os 
elementos do solo para as plantas 
aliviando as mudancas do pH; 

• solo arejado, que pemnanece mais quen 
no invemo e mais frto no verao; 

• solo absorvente, prevenidos o tiuxo 
superficial e a evaporacao rapida para ■; 
ar. O material vegetal suga a umidad 

notuma para use posterior 

> raises morlas como alimentacao para 
plantas a animais, fazendo mais espacos 
de ar e tiineis no solo e fixando nitrogenio 
como parte do ciclo de decomposicao: 

• facil penetracao das raizes das nouas 
mudas, sejam anuais ou :pgrenes; 

• mudanca pa rmanente do solo, se este nao 
for novamente pisoteado, ralado e batido, 
arado ou degradado por qulmicos, da * 
a. um estado sem vida. 

que os condicionadores de 
conseguem, Fukuoka faz com plantas de 
raizes protundas como o rabanete daicon e a 
alfafa, sendo que seu sislema nao toi 
compactado por maquinas pesadas ou 
animais demesticos, Ate masmo raizes Jorles 
nao conseguem quebrar subsolos duros. 



w) 




Flgur»2.1fl Arato >JrmaQ' 

(Aj Euo prince <d& CoridiciLyigtKr VVaugc«j> 

[Of Na pasK, aum: 3 „ 4 5K|u j. nt:la „„, nMunJ™,,- „ „., 

humus , 1 e cn.( M aula Mi V M S . " H " ,B SumenttnaD (Jradaiivarnante cnw solos rioos em 



ConstruJndo urn solo de jardim 

Jardineiros. riormalmenle. constrosm o 
solo com uma combmae ao de trSs process: 
• eameiios elevanbs ou rebaixados fmolda, 
a terra) para ajudar na retencao de aoua 
na drenagtrn ©, em alguns casos J^' 
cuidadosamente os cameiros para urna 
eferjva imgacaodealaoamenia a 



70 



rnisturando composto ou material* 
fjurnicos. m soJo g tamb6rr1i f D rnecen* 

baJan a ' e ' a ° J njtri6rltes P ara alcanna 
1 ^r mu | ch para fed u2ir as perqfas de aguS 
e **il»dosolouda«osfto. 

ffl a c lar s «'<« ern qualquer lujg* 
,ais P a ra composto ou choruma de 



estercos, como Sebes o™ * 

folha maaa (ex.; SSSbSSSJW * 

tre iC as, sombr.te <ou fol has ' de palmyra f 

B** e prngacao de escorrimerrto. para^aS 
o efeito do vento, luz ou oa | 0r , ^ resiJidr 

O mulch deveria ser reconhecido como 
urn dos custos iniciais ™™w 
AmnvDiVjininto de uma Permacuitura 
Embora malenais como algas, vagens de f e „ao 
ou graos. palha e eslercos animals S S 
miito baralos (ou gratis), o transporte a a 
WMq podem custar caro, geralmente em 
mao-de-obra. Isso e devido ao volume 
excessivo desses materials. Porexemplo- 15 
metres cubicos de serragem nao duram muito 
quando usados em mulch de eamadas' 
Maquinas trituradoras podem ser muito uteis 
para o mulch direto, usando a vegetacao de 
capoeira, cortes de galhos e castas da 
limpeza de terras e do code de madeira. 

Consideracoes climaticas especiais 
Solos tropica!? 

Was tropicos. como em qualquer outre 
lugar, o culliva em solo nu nao e sustentavel. 
Terrafos molhados e tanques irao susterrfara 
producao, se formarem em lorno de 15% de 
toda a area; para as areas acima de 1 hectare, 
devemos plantar bordas, sebea e arvoredos e 
intercalar corn legumes lenhosos. Em areas 
tropicals, em tomo de SO a 85% de todos os 
nutrierttes vegetais estao contidos na 
vegetagaor, portanto, planlios nao podem ser 
sustentaveis sem os nulrienles da queda de 
tolhas das arvores e da massa de ratzes. 
Organismos do solo irao aumentar somente 
depois que arbustos e arvores estejam 
estabelecidos, 

Soros destitui'dos da vegeiagao, 
provavelmente, necessitarao de calcic e silica, 
erqtre outros nutrientes que escapam 
facilmente, como o enxofre, poiassio 9 
fillrog^nio. Inicialmente, fosfatos (como 
estercos de p^ssaros ou pb de pedraj podem, 
tambem, ser adicionados. Experimerrte um 
POuoo de po de cimento. use bambu ou vagens 
de graos em jardins, para adicionar calcio 
^ a sffica. Para o niirogenio a potassio, 
Plante arvores legjminosas e adicione suas 



(oihas ao soirj, se necessario, na forma de 
estercos animars. Restrinja plantios 
agnculturais para 20% da cobertura irjtaJ de 
plantas, prefenvelmenie como taixas e 
sistemas florestais; isso Ira criar solos c 
prewenir a perda de nutrrenlas. Ate mesmo 
pastagens necesstam de orandes arvores 
legummosas, com um espacamento em tamo 
de 20 a 30 metres (ou 20 a 40, por hectare) 
para sustentar a producao. Acima de ludo 
manteriha as encostas com IS? ou mats em 
t&rafos ou llorestas, para prevenir a perda de 
solo e evitar uma erosao severa. 

Solos de terras secas 

A major caracteristica dos solos aridos 
e sua alcalinirJade [pH B.0-1Q.5). causadapelo 
calcio, magnesio ou sais alcalinos 
(cartonaios) evaporados da superficie. Assim, 
descobrrremos que minerars secundarios 
(Zinco, cobre, term) quase nao estao 
disponfyeis, de forma que os sintomas de 
deficiencia se mostram em ambos, plantas e 
pessoas. Uma vez que analisamos sola para 
tais deficienciaB. poderemos utili2ar a 
pufverizacao (oliar e, para a terra, composto e 
mulch. 

Em terras secas, o humus do solo pode 
rapidamenre se decompor (solos secos. 
rachados) em nitratos cam calor e agua! 
proporcionando em aiguns casos, um tluxo 
letal de nitrato para as novas mudas. Mulch 
(no fopo do solo) e as raises das arvores 
previnem, ambos, as rachaduras do solo :.: o 
efeito do aumento rapido de temperatura que 
cozinbam 1 as raizes da superficie. 

Em jardins domesticos, os solos podam 
ser tratados em pequena esoala. Onde a areia 
(muita drenagem, sem absorfao da agua) e 
um problema. bentonita (uma argila vtdca/iica 
Nra. que incha e retem agua) pode ser de 
grande ajuda, aJem de cariteiras irrigados por 
afagamenrg, Assim. orrde a argila e problema 
por absorcSo de agua, adieionar gipsum 
permite a agua penetrar mais Fundo nas 
particiifes de argrfa. Onde solos salini^ados ou 
aguas safobras sao um problema, os canteiros 
devem ser alevados de forma a que sal 
possa descer, saindo dos canteiros de 
crescimento para o caminrra. 



os 
de 

^e 

no 
■es 
no 






U AGUA 

A Sisponitulidade de agua influi no trpo 
de PetmacMura para urn detetrt'inado siiiO- 
Ela depends dos seguintes fatores; 

■ dpstiibuifao e regularidade das ctiuvas 
locais; 

• drenagem e retencao de agua do solo; 

» cobertura do sofo (vs^etacao, mulch): 
anrmars [densidades, especies);e 

• plantas (especies, requerimentos). 




F-gur* 2 J9 DrsTbs <fc di«crg6ncia fluent dus pSfre^K 
para atudt°s. ou coletam a wcom'meflao :, , 
pedioai dr.: agua. Mtss sto pnportanles p£ra 
qisaK?«t r &^rsma de tflJata de agija da chuua. 

Embora a pnmeiro later saja Sixo, os 
rMros tres podem ser controlados. 

As prioridades, em qualquer 
propriedade, deuem ser as de identificar as 
lontes de agua e reservar sftios para o 
armajrenamentc [a ? udes, fanques). Onde for 
poss 1 w 9 |, utilizer os benef Jcios da rnclinacao do 
terrene [ou lanques etevados) para 
proporcionar alimentary, porgravidade para 
os pontes de uso. 

Ajusfandq especies para sfflOS 
especificos. reduzimos a neeessidade de 
agua Por exempto, oiiveiras 9 amendoas em 
ancostaa secas „» requefem agua ^ 

chuva). uma vez estatielecrdas. 

Armazenagens de agua parai a 
producao de peixes e piartfas sao, usualmente 
estrutoras desaflhadas diferentemente 
daqueias planejadas so.nsr.te para est0C] ^ 
de agua para a irrigate. Por exempt ^ 



rte multes lanques memres e ma.s adapta^ 
1 oroducao de peixes do que aos grand es 
Ltooues, Fundos war-ados, de 75 cm q 2 
metres de profundidade. servem a muite s 
□eiKes, enquanio que lanqu.es g e 
armaienagem necessitam de 3 a 6 metres 
de profundidade. para serem uteis em 
prop riedades grandes. 

Captacao # distribuicao de agua 

Podemas captar agua da chuva (na 
superfitie on no subsolo), vertentes (fluxode 
agua subierranea) e cursos d'agua 
permanentes ou intermits rites. Para traj e < 
essa agua para as areas de armazenamento, 
usamos canais de divergSncia (imperrneaveis 
ou selados), canos a partir da vertente. 
[elhados ou qualquer outra superffeie seSada 
que ccHete chuva diretamente. 

Canais de divergencia sao drenos 
gentilmente inclinados, utilfzados para dirigira 
agua para lotlge dos vales e riachos, para 
dentro de srsferoas de armazenamento b 
irrigaf ao ou para dentro de camas de areia ou 
canais de infiltracio (Figuras 2.19 e 2.20). 
Eles sao construi'tfos para fluir, depois da 
chuva, e podem ser feitos de forma que 
excesso de urn acudg entre no canal 
alimentador do proximo. 




figura2.?u 



bMiminw,,,, Kion . t tobtia , M „ p,ri 

Mtt»(h, t „, s „ (J 

LTn, piianoo 0u | W]a ^g^^ de um | a *j feBE 
"oraas dos canais Oo & U [ro lado supo' 13 *' 
i»' CorrarUBs, tennam uma Barraeem '«"**' 
wia. (ausancio a oheia ,ja canal f»« i"*^ 

fB0flba M< J aen(J0st 




ng Un 22, ^™™^!™«™ * flW * -™*n . mauimsnt0 da i*,; gnrr, e , ra ,„«„ a m 5ag ^ , nWram 
ciitj ^an.dis. sao pljnladDS Corn araor« mj artiustos no Ude interior. 



A chuva direta pode ser capturada por 
grandes areas de telhario, estradas asfaltadas 
ou, ale mesma, em regioes aridas, por 
encostas seladas direcionadas aos tanques. 

Canais de infiltra5ao (Swales) 

A absorcao da agua no solo e 
conseguida, geralmente, pefo condiciona- 
mento do solo e pelo uso de canais de 
infiltracao (swales). Swales sao escavar^oes 
longas e niveiadas, que irariam muito em 
largura e tralamerito, desde pequenos bancos 
ern jardrns, pedras empilhadas em ni'vel contra 



ottpimouconodo 
pl^ntiopura mulch 




a inc/inacao do terreno ou valas 
deliberadamenle sscavadas, em paisagens 
planas e de pequena inclinagao (Figura 2.21 i. 

Como sistemasde condicionamenlodo 
solo, os swales tern o objetivo de armazenar 
agua nos solos ou sedimentos abaixo. Eles 
funcionam inferceplando lodo fluxo d'agua 
sobre a superffcie da terra, para ™nT£-!o pqr 
algumas horas ou dias, e deixar a agua infiltrar- 
se lentamente, como recarga, dentro dos soios 
e sistemas de rafzes. Arvorss sao 
componentes essenciais em sistemas de 
plantio com swales, especialmente em regioes 
aridas (para reduzir a acumula^ao de sals). 



L-urtura* da foijfios, 

gu pljntas qt» 
rrat;*sfli**iifi 



mulefi 




*'Burs 2 si 1 rli-ttncia entis os caitsis is inWratlo an tflnas aridas a msio. 90 que am cliraM unK»s. Esik canaia praJu- 
"am teglminosaa loriagal'as ft <»«« -esWanlas. O S-WO Snlra ate pedo ™. s.™Ms Mm oapira ou 
cerftftis apoa aa chvwas. 



72 



Swales sao const micros em curvas de 
niire! ou e-m lin.has nJveis da agnmensura, po''S 
nao sao rertos para permrtir a fluKO d'agua. Sua 
tuncao e somente a de manter a agua. Assim, 
sua base e arada, adicionada de cascaiho ou 
areia; eaforadaou adicionada de gesso, para 
permifir a infiJlracao. A terra retirada na 
escavacao e, rvDrmglmente, deixada como um 
banco (ribanoeira) abeam ou (em areas planas) 
espaihada. A agua vem das eslradas. areas 
de tethado, excesses do tanque. s-istemas de 
agua cinza olt eanais de divergent ia. 

A distartcia entre esses swales pocfe ser 
de 3 a 20 vezes a largura media do swale 
(dependendodaplutfiosirjiade). Dada uma base 
para o swale (de 1 a 2 melros). o espaco entre 
eles tfeveria ser de 3 a 18 metres, No case 
an-terior (3 metres), se a chuva exceder 127 
cm. e, no outre, serra de 25 cm ou menos. 
Em areas limidas o espaco e plantado 
compfeiamenle cam espeeies fortes ou 
produloras de mulch, Em areas muito secas, 
pode permanecer mars ou menos desnudo e 
existir somente para levar a agua ate os 
swales, com a maior parte da vegetacao 
planiada nos bancos (Figura 2.22), 

Apds uma sen's rnicial de chuvas que 
penetrem urn metro ou mais. arvores sao 
semesdas ou pJantadas em ambos os lados 
dos swales. Esse processo pode durar duas 
estacoes da chuva. Podera. ate mesmo levar 
em torno de 3 a 10 arras para q ue taixas de 
arvores lacam sombra a base do swale e 



inice-se a acumuiacao de foihas. Na vid a de 
Iswale rtad-piantado a absorcao de a 9Ua 
ante ser tenia, mas a efoencia da absorca 
Sumenia com a idade, decide aos efeitos das 
fates das arvores e do hum us. 

Swales sao usados em terras aiidas 
para coletar lodo, recarregaf a ag La 
suoterrsnea e retardar a erosao. Em todos 
esses casns, eles tambem servem como 
areas rje plantio. 

Tanques e a^udes 

A maior parte da agua uttlizavel e 

arrnazenada em tanques e agudes. Tanques 
sao (eitos (tn tela galvanizada; concrete; ferre- 
cimenio; madeira ou argila (reboco), e podem 
coletar agua do telhado; do fiuxo sobre uma 
superficie selada para im eata-lodo (se 
netessario) ou bombeada de urn acude. 

Os menores problemas associades 
com tanques sao resolvidos facifmente, Para 
mosquitos, Gambusia Ou outro tipo de peixe 
pequeno comedor de larvas sao introduzidos, 
ou o tanque pode sercompletamente telarfoe 
coberlo. A ervtrada e telada para excluir as 
foihas que vem do telhado ou da superficie 
selada (Figura 2.23). Algumas pessoas nao 
gosram que a alga cresca no interior dos lados 
e do fundo do tanque; todavia, essa camada 
veiudosa e composta de oraanismos de vida, 
ffitrarufa a puriticando a agua. O cano de saida 
da agua deveria estar, no mfnimo a 6 cm do 
5* d0 tarK Tue, de forma a nao perturbaf a 




74 



Pequenos acurini: a » 

subterraneos temdoisus^nri^- ■ ta, l? ues 
T or e o de prov^S^ 
selvagens ass,m como rjado, de pon te de 
bebida. O segundo . maior usoTq ?Z 
armazenamento do es(ce£so de ^*™ 
penodos se C0S ( USD dornestieo) ol > nl f 
,mgacao. Eles necessitam P ^ 
cuidadosameme deasnhadqs, com reiacao a 
fatores como segyranca, colela S 
msercao na paisagem total, sistemas d P saida 
e posicionamento relative as areas de uso 
(prelenvelmente, utilizando a gravidade) 




•& ■*$ 



ST it ■ \ h W| 7 t * ^j 

SangfadtfuroB \ 

diriq-icios pan c pr^HfTiO acuds 




Cortrj jd longo d? UFIH lirtha da crista 
iP'Imfirfo 



Figura 2.2S ^fjudos d& pools de crisis s^O contlruidDft 
em ireas pOanss de BF^osles. 




-C-onBlfi tfd infi |if* t ao capiat d 
* m .:t.-rAr imonli. rjo to pa d-c^. ^rr "^ 4 
d«r.9mn-nr, para 34 u d* d*. "m*W Oa 

.. tanaii sio Failon a t :2£<h a MO d» 
IjUHl 




Flguja 2.24 A^udas de wHa slo .jrlcfe para cor-lmia de 
-ago viaa. silveslre t imgaca D pftqwna. ^ a 
tormamai? etta 0-e ar^ude *n uma (Saisageoi 
que fleiHa cscarFlmeflKJ supeflHSSl fnnrfQ 




Corle tranversal A^A 



f Iguri £.26 Acudv de pente cfctva. Se> ulHizaoas an -se- 
ries rtSo en-gem l*Srao, e o excasao e- dife- 
ciomujVi f^na o prrSKinto ntud* «■. ■avan&iHl- 
menle. pera um co-eij.? UtMiz-ado para slste- 



Anmazenamentos tie agua abertos sio 
mais apropriados em Areas umtdds. Exists urn 
perigo, onde armazenamentos semelhanteS, 
criados em areas aridas ou sub-unradas, terao 
efe:toS negatives, pais a evaparacao de 
armazenamentos abertos, inevitavelmenls 
cortcenlrara sais dissolvidos. 

Estes sao os tipos comuns de acudes 
e seus usos em parsagens umidas; 

Sela; acudes de sela sao, gerafmento, 
o armazenamento mais alio posstvel. em selas 
ou baixadas no part* da Imba de crista das 
rncrros, Pod em ser totalmente escavados 
abaixo do solo ou emparedados em um ou 
amboS os lados da sela [Figura 2,24), sendo 
usados para a vida selvagem, gado e 
armazenamento aito 

Ponia de crista ou "fermdura": acudes- 
ferradura sao construidos em subpJatbs ou 
cristas planas. gerarmertle, em uma linfia de 
crista deseenderne e abaixo dos acudes de 
sela, A forma e t.'pioa de umaterradura ou pe 
oe cavalo. Eles podem ser bem abaixo do nivel 
do solo ou emparedados com bancos de terra 
fFigura 2.25), com os mesmos usos dos 
acudes rto sefa, 



tKafeadoB ™ B valss d S s curso . s ?*»* 
.nSiosoj menores. Sao constm.dos no 

*5KrX f»s & f^l do perfil do mono; 

£?cuM descendente ira, entao, marcar 
rate os outros pontos-chave no vale prmc,p a | 
cj ra 2 26) Os USOS sao, primariamente 
s de armazenar agua para irrigajao. Note que 
uma segunda ou terceira serie pode exfsijf 
abaixo dessa serie prfmaria de agudes 
direcionada para acudes dB repress jnaiores, 
e gup o ladrao (escorredouro) do uftimo acude 
em urna serie pode ser direcionado em curva 
de nivel para encontrar wale principal, 
efeiivameflie afimentando o exoesso para os 
cursos d'agua (Figura 2.27), Acudes de 
represa sso perpendiculares a urn cursa 
d'agua permanente ou intermitente e, poressa 
ra*ao, necessitam de ladroes ampios a de 
uma construcafj cuidadosa. 





Figura 2-2B Acudes em -ajrva de nivel s&< via'^is 



em cncestas de g graus ou menrts, cnmo partB da seiie- de ajjudes de 



«*•*««*. ,,.* ti /SMS?** a >"««■ ^e „ , 



Agudes de curva de ,r?^VeJ: As parades 
desses acudes podem ser construfdas em 
cufva de nivel onde a inolinaoao lor 8% ou 
menos, ou sufic-ientemente plana. As curvas 
de n I've I e as paredes do acuds podem ser 
concavas ou convexas, em relacao a linha de 
qoeda da inolinaoao. Os usos sao para 
i rri gacao, aq uicultura ou varzeas de enchente 
em regioes semi-aridas {Figura 2.28). 

□ ivergencia e armazenagem de agua em 
terras secas 

Na materia das areas de tefras secas 
do mundo, as aguas subterraneas e o lengol 
trealic* s§o super consumidos; agriculluras e 
cidades dependent's de tars euentos 
temporaries estao condenadas a falha. Na 
verdade, dizemos que, ao contrario de estarem 
sendo jsadas para o plantto sustentavel rte 
arvores e sistemas llorestais, essaspreciosas 
fontes e lencois sao usadas, em sua maioria, 
na producao de cultures para a exportacao de 
graosou legumes. 

Finas camadas superficrats de agua, 
que geralmente aparecem apds 1 ou £ cm de 
chuva, podem ser direcionadas 
perpendicularmente a inclinacao. para 
armazenamento. Esses drenos ae 
divergencia sao ieitos de terra, pedra, 
concreto, encanados para o armazenamento 
ou terminar em buracos ou varzeas 
escavadas para recebe-los. Como regra gerai, 
tais varzeas de plantio, terraeos ou buracos 
sao construfdos para captarolencoisuperticHat 
de Sgua de uma area em torno de 20 vezes 
sua prbpria f8 a 10 declares de area iao 
direcionados para 0,4 hectare de arvores e 
Plantios sasonais), 



Arvores nativas ou adaptadas sao. a 
melhor opcio para tais silios; em epocas de 
boa chuua, graos, meloes. ou verduras podem 
ser plantados em uma base oportunista. 

Quanda nos conceritramos no ftoxo 
d'agua na superficie, espeeialmente nos 
ambientes frageis de deserto, devemos 
considers? um ladrao ou saida segura para o 
excesso de crtuvas ou arriscamos a criacao 
de vossorocas [regos de erosao). Onde for 
possivel plantar capins, um ladrao cercado e 
coberto de capim ira resistir a erosao; ou 
podemos, cuidadosamenle, construir um 
ladrao pavimentado com pedras em 
inclinacoes ingremes ou em terraces. 

Cada situacao em terras secas, dado 
algum estudo do rriovimento ria agua, 
movimento de areia e alguns dados sobre a 
infiltraoao e o lencol superficial, pode ser 
moldada para fazer um sitio de plantio. Se 
areas regeneradas forem protegidas dos 
animais e da exploracao, arvores Uteis como 
figueiras. Morus sp., pistacios e acacias irao 
persissir e, ate mesmo, espalhar-se. 



2.7 



POSICIONAMKNTO DA INFKA- 
ESTRUTURA IMl'ORTANTE 



Os limites d« propriedade tern sido 
examinados durante a obseruacao e os 
esiagios de pesquisa. e muitos nicttos 
favnraveis e recursos tern sido desoobertos. 
Podemos, agora, lidar com outros fatores 
envolvidos no posicionamento de irrfra- 
estmtura, como acesso, casa e cercas. 



■■■. 



Acesso 

O acesso para o sitio onde esta a casa 
e a volta da propriedade e importante para o 
estabelecimento e a manutencao. Durante os 

primerros artos, materials sao contrnuamenle 
irazidos para construir a inlra-estrutura. 

Dependendo do lipo de transports 
uHfeado (carro, 4X4 : trator. carrinho tte mao). 
estradas. trilhas e caminhos deverao ser 
prajetados, feitos e manlidos. 

O acesso deve ser sitiado de lal forma 
que necessite pouca manulencao, pais una 
estrada mal colocada custara mats, em tempo 
e dinheiro, do que qualquer outra CQisa. 
Embcra projeto do design varie de acordo 
com o clirna, topografia e recursos disponiveis, 
alguns poucos principles sao os saguintes: 




pi ■: am i : 

1 oiiruneti -J* . 
! v*lov.id n d* ' 




Figura 2.23 . «oonim.nn> iupenraai rja eslrada i *,„, 
rJc. b mi raials de *a aae pooe sot rsi," 

(to pcriodkamenre para uMza^o tit. pernio 



-eiradas deveriam correr em curvas <j e 
nival sem incliracoes ingremes e com b^ 
3 enagem, para ™dutf a ««*£ Se pc s . 
= Jel em terrenes ondulados, elas ser ao 
dfiadas no centra de uma linria de crista 
de forma que a a.gua possa ser drenada 
fadlmente. Estradas construidas em va- 
Fes irao requerer maior manutencao, eg- 
pecialmente em areas de grande 
piuviosidade, 

esiradasdeveriam, sempre qje possivet, 
servir para outras funcoes, como parerJes 
de acudes e quebra-fogos. A estrada 
como urn cofelor de agua pode, tambe' m, 
ter o excesso direcionado para swales a 
acudes, cu acumulado e usado oorno cata- 
todo pats material de viveiro oo m ulcti para 
arvores(Figuraa.29). 




^quvdt 



l*9nnilldQ wwrr»r prf 
S fcwuco **>bra vma 

\ ^ g*ond»4rMfrf 



* BOu* das etlrMas fias Bncosias * ^ iri 9 dfl 
Para um cam sob a astrada que a B»a pa™ 
" nals d ° 'nliSracSo par, prouinir a ««•*> 



?S 



3 nas eneostas, uma estrada ait= „ 
acesso para o iratof «1 l' r ° u um 
estabele^da para da? a'^so ?£%„£*! 
todas as areas (e mais fScil move, S r ^ 
ais para baixo). "wien 

4 estradas menores e caminbos sao feitos 
para complementar as estradas dl 
acesso, em um piano mtegrado no 
processo de design. 

A drenagem da agua e o aspeclo mais 
importante da constTucao de uma estrada qua 
devena ser moldada para acomodar drerios s 
outras saidas. Se a agua nao pudej- ser 
drenada no mesmo !ado, com um canal do 
lado de dentro, precisara ser canal izada por 
baixo {Figura 2.30) para um dreno directonado 
a um curso d'agua ou para outra area, onde 
nao ocorra erosao (acudes, canais de 
diverge ncia, swale). 

Sempre termi ne a entrada de automduel 
subindo em direcaoa casa, mesmo quetenha 
que rebaixa-to um pouco, para que fique nessa 
situagao. Existem v^rias razoes para isso: a 
maioria das entradas que descem para a casa 
carregam aqua de volta para a area, 
drfiCuHando a drenagem. Tarnbem, quandoa 
bateria do carro esia descarregada, voce 
podera usar a gravidade para empurra-lo. Em 
climas de neve, e sabio ter uma estrada no 
sol para o derretimento rapido; o mesmo e 
verdade em urn clima molriado-, em particular 
quando as estradas estao embarradas e 
escorregadias. 

Posicionando a casa 

Embora o posicionamenlo da casa varie 
com o clima, existem certas regras a seguir e 
enganos a evitar. 

Ouanlq mais prdxima a uma estrada 
principal, melhor. Longas entradas para a casa 
sao caras, dificeis de manier a dao 
oportunidade para um senlimenio de 
isolamerito. 

Em climas onde o aquecimento da 
casa e necessario, escolba o espaco que 
receba o sol, especialmente no invemo. Em 
areas tropicais on equetoriais, qualquer espaco 
si possivel, sendo a casa orienrada para 
receber as brisas refrescantes, e nao a luz 
solar direta. 

Nao construa em nenhuma encosta 
aeima de 14« ou abaixo do 2" ou d (para 
drenagem adequada). O meio do rarrtnlroda 
uma inclinacao gentil s o methor tocaf para 
evitar a geadl a para receber brisas 
relreseantes. 



Posicione a casa de forma que sua 
fonts de Aqua esteja mais acima. para 
alimentacao por gravidade. Tanobeni assegure- 
se de que rssiduos (esgoto, agua cin^a) n-ao 
sejarn descarregados onde irao puluir os 
curses d'agua ou o lertfol freatico. UtfTue 
arvares ou vegetacao, como tillros ou 
esponjas de nufrientes. 

Construa proximo a fontes de energia, 
sejam elas a fqnte pu Plica de agua, energia 
solar ou eolica. E muito caro canalizar a energia 
da tofite para a casa pois existe uma perda rje 
capacidade na transmissao (para energias 
altemativas) e posies caros e fios (fontes 
publicas}. Para as necessidades de vilas, 
utilise fontes comunitanas de energia para 
eco no mi zar dinheiro. 

Utilize a forma dc terreno ou a 
vegetacao existente para o abrigc de ventos 
danosos, ou localize a casa para aproveitar 
as brisas refrescantes. 

Nao construa a casa nos rrielhores 
solos. Confira, tarnbem, a drenagem ao 
Subsolo (teste-a, escavando um huracodeum 
metro de profundidade, e encha-o de agua; 
dentro de um minuto, o rebaixamento do nivel 
deveraservisiVetJ, 

Considere as necessidadss de 
privaddade aluais a Fuluras; para evitar barulbo 
a poluif ao, as casas deveriam ser construidas 
a distancia de rodovias principals. A 
privaoidade ealcancadapela vegetacao. para 
diminuir o baiulbo de irafego, sao necessafios 
bancos de terra maiores, corsstruidos entre a 
estrada e a casa. 

Enibora a maioria de nos coloque a 
"vista'' como prioridade, isso pode levar a um 
posicionamenlo errado da casa. usualmente, 
no tapo de um mono, onde o acesso e dfffdl e 
os ventos Sao frequentes. Entao, e possivel 
que tenhamos que sacrificar a vista e, ao 
contrario, construir um paqueno retire com 
assentos confortaneis no topo do morro- Voc§ 
pode levar seus fiospedes atravessando as 
Zonas I e II, passarido pela Zona III e cbegarwfo 
aoefeito panoramico, Ou ficarem casa para a 
vista proxima. Voce pode ter arb-ustos que 
airaiam passaros bem proximos a janela, ou 



:<> 



urn grande tanque com peixcs e patos, cam 
uma ilha, ou duas, onde sempre haja aigo s e 
rnovrmentando, fempre aigo para observar. 

Em alguns eases, voce pode construir 
para cima. e ol.'iar para a vrsla de uma cupula 
no lelhado Urn capitao do mar aposenlado 
pode conslruir uma easa com uma ponte de 
proa no alto, de forma qua a visla para a mar 
seja sampie ampla. Ele [eraumteleseoprona 
ponte Quando as lempesiades se aproximam, 
ele sobe para a c^brne de comando e sai para 
a pome. EJe esta la para assegurar-se de que 
nenhuma pedra surja no mere da noile! 

Os angaries maiscorrajns no posrcionamento 
da casa sao: 

■ consliuir no lopo tie um morro ou crista 
expostos. Ventos podem vir de qualquer 
riijepao, e a casa esta em nsoo de incendio 
(a velocrdade do fogo aumenta subindo a 
ericosla). Aagua necessita serbomoeada, 
aumentando os custos energeticos (o 
maior custo energetico sera o de aquecer 
e resfriara casa); 

. posicionar a casa na mats, ciiando uma 
eompeticao eotre a floresta {e seus 
habitantes) e voce, por luz, nulrienls e 
espaco. A vegetacao deve ser limpa para 
a casa, jardim e pomar; 

> eonstair em varzeas de rios Ou regos 
(passfveis de enchentes ■: alagamentos)' 
encosias fngremes, terra insta'vei 
[cteshzamentos. todo, avalanches); aterros 
(rebaiiamenlo); pragma a vulcoes atrvos' 
proxima ao nivef do mar (efeitp estufa 
aumentara o nfvelj; ou, de fato em 
qualquer lugar ameatado por desastres 
inevitavers. 



Cercas 

Cercas e cercados sao essenciais e as 
prioridades deveriam ser decididas cedes, n 0s 
eslagios de pfanejamento. Os hmiles geraig 
podern seresiabelecidos primeiro, para manter 
fora o gado e animals selvagens. O control 
lotal de an-imais (especialmente pequenog 
animais sirvestres, come garnbas e lebres) 
nao e possfvel em grande escala e deveria ser 
conlinado a Zona I- A partirdessa cerca interior 
forte, com tela pequena, outras cercas podem 
ser const ruidas, a medida do necessario. 
possivelmente cercando a Zona II, 
eventualmente (com tela maior ou, mesmo, 
arame rarpado, art>us1os espinhosos ou cerca 
eletrica). As prioridades devem incluir, tamtam, 
galinheiro e pomar. 

No lunar da cerca de arame, especies 
nao comestiveis podem ser. Com o tempo, 
planiadas em linha. Uma cerca viva densa, 
espinhosa, com uma murada de psdra baiKa, 
s virtLralmente impenetravel para a rnaioria dots 
animais e sao usadas por todo o mundo, onde 
o aramrj para ceroas e muito caro ou dificil da 
encontrar. Cercas, fosses, nwos de pedra e 
cercas vivas nac diveriam funcionar somente 
como conffnamento ou protecao. mas ter, 
lambem, outros usos. Cercas servem como 
trel.cas e muroa de pedra como areas 
especeis de amadurecimento. Cercas vivas 
icrnecem prote ? ao, frijtos, no^es, forragem 
animal, terragern pa ra a b S |ha S . habitat para 
passarosfl produtosde madeira (bambu). Em 
ciirnas temperados, uma cerca viva mista de 
(agasastB (crescimento rapido, da sementes 
SS2 gallnhas - 'o^aem oe abelha e abrigo), 
!? » (cresclnwrn, lento, resistant* 

5P nmhos da peqUanos ^^^ e 

Kr!- U *'. ntti(llil **»«™« ,rt 

Zs^ 8668 ^' P^s difereptas, 
prcais e em r^ioeg deserticas. 



. Decidlndo prioridades 

Uma vez que os sitios para o acesso e 
para a casa tenfiam sido escolhidos, a piano 
pode ficar mais complexo e concentrar-se na 
^reaconslrui'da e suas cercanias. E ai que as 
Zonas, Setores e a inclinacao devem ser 
analisados em um sentido ampb (deixando os 
detalbes para mais tarde). Neste ponto, a 
localizacao da casa poderia mudar, como 
resultado dessas investigacoes. 

Setores sao, entao, desenhados como 
areas que definam a direcao do vento, 
aspecto, vistas boas e ruins, areas sujeitas a 
enchente ou fogo, e a direcao do fluxo das 
aguas. Zonas sao desenhadas &m um piano, 
com a Zona zero marcando a casa e as Zonas 
I a V marcando areas de diffcil acesso ou 
aumentandoa distancia, 

Uma vez que tentiamos amplamente 
posicionado.nossos elementos por zonas, 
setores, elevacSo e tuncao, iremoS mais [undo 
dentro do processo de design, considerando 

especies de plantas e animaiS- 

O piano deve ser prcjetado paFa ser 
usado em estagios, dividindo o trabalho em 
partes facilmente atingiveis. Componenles 
imporlanles.sao posicionados nos estagios 
iniciais do desenvdvimerrto e podem incluir: 
ruas de acesso, provisao de agua, cercas ou 
sebes, sistemas de energia. quebra-vemos, 
casa e jardim e viveiro de plantas, Prioridades 
secundarias podem incluir corilrole de 
incSndio, controle de erosao e reabiliiacao do 
Solo. 

Sao necessaries tantas especies e 
numeros de plantas nos primeiros 2 a 6 anos, 
que um pequeno viveiro de plantas de ^veria ser 
estabelecido para fomecer de 4.000 a 10-OW 
plantas, que podem ser postes em , um 
hectare. Enquanto estasfl^o "»«?* "™ 
seus potes e tubos, P ** 11 ™*™^* 
preparer solo, colocar o S'^^ma de ap^ 
entao, olanla-las de ^^fZZ^dO 
longo prazo, cuidadosamente desenhado. 



A provisao para futuros sistemas de 
conservacao de energia deve ser deixada em 
aberto, de forma que toda a propnedade seja 
demarcada para sistemas de aftua, sol, ventos 
Ou mare. Mesmo que estes nao pos-sam ser 
imptementados nos primeiros anas, o espaco 
e reservado com planltos ariuais au usos a 
Curto prazo. 

Quando ocorrar a oponunidade para a 
implementacao, as primeiras estruturas e 
designs deveriam ser aqueles que geram 
energia; em segundo, aqueles que 
economizam energia; e somente no final, 
aqueles que consomem energia. 

Apiicando esse criterio, muitas 
questoes serao resolvidas por si proprias, por 
exemplo: 

Onde devo construir a estufa? 

Considerando somente o uao de energia: 

» primeira, junto as babitacoes, eomo fonte 
de calor e armazenamento e para plantar 
alimentos; 

» segundo. junto a estruturas nao habJtadas, 
como fonte de calon 

* terceiro, como parte da habitacSo animal, 
cam trocas de calor, esterco e gazes; 

. e, finalmente ou taivez nunca, como 
estruturas envklracadas isoladas. 

Como devo iidar com o vento qua prejixlica 

o crescimento no local? 

. Primeiro, plantando qualquer arvore ou 
arbusto, util ou nao (Artemisia absynttUurn, 
pampas, pinho, Copmsma /speosqye seja 
barato ou gf&tis, locatmente. cresr;a 
rapidamente. possa ser planfado em 
estaeas ou divisoes & que sobreviva. 

r Segundo, com a montagem de estrutu ras. 
especialmente trelicas, muros de pedra, 
(ossos, bancos e pequenas sebes por todo 
o jardim. 

, Terceiro. pelo plantio, em grande escala, 
de sementes ou estaeas de especies 
resistenles. 



si 



. E, por ultimo, com sebes iiteis e 
permanenles planradas sob a prOlecSo 

das estrategias acima citadaS. 

Quel serg o meuplantio principal? 

Somenfe pouCSS esp&cies de plarrtaS 
sao validas para a planfio extensive. Ignorando, 
no memento, o valor comereial, existem ires 
considera?6es principals: 

1 planlios que necesSrtem pouca atencSo, 
apos o estabelecimento deles (batatas, 
mifho, abdboras, Irulas resistenies e 
vinhas); 

2 que sejam faceis de cottier, armazenar e 
usan 

3 a tambem, que formem urna base para a 
dieta (batatas, inhame, mandioea, rnilho, 
abctoa. nozes e frutas de alto valor 
energetico). 

Comercialmente, deveriamos 

oansiderar. tambeni, plantios de: 

4 aito valor economico, mesmo que sejarn 
dificeis de collier (cerejas, Crocus sativus 
para acafrao, bagas, ele); 

5 dificeis de manejar (meloes. pesseqos 
mamao), M ' 

6 raras, com grande demanda (ginsenn 
especiarias, chas, corantes. oJeos); 

7 oy aj ustados, paniculamiente para o si! IB 
(piatanos de acucar, goma de cidra 
prstacos, castanha d'agua, oxicoco' 
cactos). 

O projetista devera estar sempre alerta 
para as caracterfeticas locals, nSoStaSE 

esa no lugar, aa crxtfririo de trazer ZUl 

estotwaa ,. a Ss «m, no^as onergias 

2-S DESIGN PARA CATASTROFE 

Todas as regions do munrjo li» 
■polenciar para eventos catastr6ficos ™™ 

V bi coes 0L furac&es . „^%™£S 



ahm £ ordietar o sitto com tais eventos e/n 
menie de forma a diminuiram o dano a 

propriedadeeaperdadevidas. 

Fogo 

£ a calastrofe ma is comym, ocorretKfo 
em periodos secos e ventosos ap6s 
aurnento dos depdsitos secos no piso da 
ftoresta. A intensidade do fogo depende eta 
qtianlitJade, tipo e distrib jffao do combustfvel, 
uelocidade e rfirecao do vento e topogratia geraf 
(o fogo wiaja rapido, subindo encostas; entao, 
linhas de crista tern maiores possibilidades de 
serem queimadas severamente). O maior 
perigo e o eglpr railiante da linha do fogo, que 
mata, rapidamente, planlas e animate. 

fogo, geralmertte, vem de jma 
direcao especifica (que varia de acordo con 
a localizacao s a topografiaj, de forma que 
exists, geralmerwe, somente jm setordefogo 
com o qual se preocupar, No entanto, o fogg 
podevirde qiMlquer drrecao; entao, e melhor 
proteger a maioria dos elementos valiosos do 
sistema prirbcipal {corstrucoes, haftitacoes de 
animais, maquinas e pomares). 

Estrat^gias para lidar com o fogo 
incluem: 

• reduzir o cambustiveJ no setor do fogo 
Pelo (a) manejo do piso da fforesta 
(iimpando detritos, cortando troncos 
mortos para lenha], (t>) aparando ou 
utilizando animais (gansos cangurus) 
para mantero capim curto, e (c) utiiizando 
supemcies nao-combustfveis como 
™™ ^ as ' tanf,U£ " s e acu<tes, mulch em 
carmrjas ou plantio verde, entre o sefor 
co togo B a casa; 

rteL S S Wb ? S de '°9° P ar a r «duzir OS 

S& 0-e podem morrer, 
e,arc "araoo fogo (Rgura 2.31); 
* plantar um i.un,r, 



82 




Setor d-o pisgo 
T-Odda -afivid ad-mp* baiXC- 

t annuls, itwadaa... 




A.ihni> 



Figure ?.31 O cres.ign combinaeto para seguran^a contra, o fogo: barreiras, Qvtbfa npoos miittipfa&, ptarttlS tateftonadBs pela 
rssistCncici ae- t&go e radupao do Mmfcustfvei eatfainrrtfl prawmo ^ ca*«.r 



ATic-rj. ac&ela. prataada 



Opurtla 
pfwJtFnta 




Flgura 2.32 Defesa earrlj-a toS 1 



„ com planBos = sn*T>=i> <«« ^ Mas e resiflGfliias - 



B3 



Como a casa e, geralmente. a parte 
mafe cara e dilicil de substiiuir no sistema, £ 
importante planejar a segurarrca dels, 
providenciando: 

• uma murada de lijolo ou concre'o fate f 
metro) em voita da casa, sem tapeles ou 
capachcs; 

• telas de meral nas jane-las; 

• telhado de zinco ou outro materiaf 
lesistente ao fogo: 

• regadores grandes no telhado e a volta da 
casa; e, no miramo, uma quantidade de 
agua da fonte reiativaa uma hora de uSQ, 
trazida facrlmente para a casa (fogo 
queima manguairas plasticas superficiais 
e bomhas eietricas podem falhar); 

• tolas de [eras para setar as calhas (que 
nodem ser enchidas de aguaj. 

Plantas resistentes para o setor do fogo 
sao aguelas que combinem as seguintes 
caracteristrcas: (a) altoconteudo de agua. (h) 
alio eonteudo de cinza, (c) pouca queda de 
detritos ou mulch, ou de rapkfa decomposifao, 
fd) sempre verttes e (e) carnudas ou leitosas. 

Algumas plantas resistentes ao fogo 
sao: figgs, cboroes, amoras, Coprosma 
Monsters s algumas acacias [Acacia deaibata 
A decurrens, A saligna, A sophorae A 
baileyana. enwe outrasj. 

Algumas coberturas rasteiras 
resistenles ao fogo incluem: rnaracuja heras. 
confra taioba, varias suculenlas, artemfeia' 
Otchondia mpens, especies de aloe e agaves' 
Mesembryanthemvm, batara-doce' 

iradescantia albitlora, Allium triquetrum' 
grrassois e abdboras. 4 

Terremotos, enchentes e furacoes 

™ * Bm * reas £u i ei 'as a terremoios 
construa a casa com materials que dob em 

Durante urn terremoto, fuja para um bambuH <■ 
o bambu tern uma estrulura da rSortS' 
a qual e mu.to dificil de romper, ' 

™- ..^rasnc^entes, canfira as dados de 
periodic.dade g altura, calcule uma ma ° f0e a * 
maior, para segumnfa, e nao pos^ione S 



emvarzeas. Encostas mgremes que tenham 
sSo desmaiadas, sao amncMhu monai, 
durante chuvas seveias, pais desi.zament 0& 
e ierra acalersm rapidamente para baixo. 

Em areas sujeitas a furacoes og 
cicbnes construa com materials flexiveis e 
faca o teibado d"a casa com um anguio agudo 
em lorno de 4S 9 , de forma que a lorca do ventc 
empurre o prsdio para baixo. Plants urn 
quebra-vento de barnbu (incltna-se com o 
vento} e considers um jardim de sobreviv§ncia 
em local protegido. Muffos habitantes das ilhas 
do Pacffico mantem tais jardins com estoqua 
de plantas importantes em uma area 
prolegWa da ilha, de forma que esses jardins 
possam ser repfantados, depois que tudo o 
rnaistenha idoembora. 



BrBLIOGBAFIA E LHTURA 
RECOJVIENDADA 

Geiger, Rudolf, 7?re Climate A/ear frJe Ground, 
Harvard Unrversily Press, New York, 195a 

Chang, Jen-Hu, Climate and Agriculture, 
Aldine Pub. Co., Chicago. 1968. 

Cox. George W. e Michael O. Atkins. 
Agricultural Ecology, W.H. Freeman & Co. 
San Francisco, 1979, 

Oaubenmire, Record F., Plants and 
Environment, Wiley International, 1974. 

Fukuoka, Masanobu, The One-Straw 
Peyton, Rodale Press, Ernmaus, PA. 
bWoteca ,reSSa ° enceiTada " ctisponivel em 

oHif Alb6rt ' An ^cultural Testament, 
uxtord University Press, 1943. 

M °LaLr»" S n Simm & Mar ^ Sender, 
S Ds ^9n That SavBs Energy, 
W'INam Morrow SCO., New York, 1361 

^.™a,f985 DamS '« nka,aPf ^s,Meib., 

^^r^^ 1 ^ ater f° r ^ery Farm/Using 



CAPITUL03 

COMPREENDEKDO PADROES 



3.1 INTROMjgAO 

Desenhos em elevacao e mapas 
topograficos podem ser usados para 
demonsirar warios componentes de uma 
paisagem, e rsao na demqnstracao da 
qualidade viva ou dinamica rJe um sitio. "0 
rnapa nao e territorio" (BatSSon. 1972). 

Em paisagens naturars, cada 
elemento e parte de um todo maior, uma teia 
sofisticada e intrincada de conexoes e fluKos- 
energeticos, Se tentarmos criar paisagens 
utiliz-ando um ponto de vista estritamente 
objetivo, produziremos designs grotescos e 
nao-funcionais, porque todos os sistemas 
vivos sao mais do que apenes a soma de suas 
panes. Nossa cultura tenta, em vao, definit a 
paisagem cierfificamente, coletando dados 
extensos sobre suas partes. 

Esses metodos sao como se um grupa 
de cegos tentasse dascrevst urn elefante. 
conforme a antiga lenda Sufi: 

s Veja bem", disse primeiro cego, 
agarrando uma pema, 'um elefarte 6 como 
uma arvore". 

"Veja bem", disse segundo cego, 
segurando o rabo, "um elefante e como uma 
cobra". 

E outro, tocando a orelha do bicho, 
disise: "um elefante e certemente muito 
parecido com um tapete grosso". 

Sociedades tradicionais tern usado 
padroes para compreender e int eragir com 
suas paisagens de forma efetiva - e^ 
povos nao separam a si -« s tD f c ^° 
ambiente, mas veem os elementos _como 
paremes Assim, todo conhecirnento e 



ciencia iradicicnais foram gravados na forma 
de mareas ou padroes em entalhes, tecidos, 
construcSes de pedra e terra e em tatuagens. 
Cada tema e acompanbado por canr^oes ou 
historias que falam do seu sigmficado; e a 
rnusica, reforcada por dan^as sagradas para 
assegurar uma memoria 'muscular' das 
historias. As gravacoes importantes eram de 
histona, sagas, m'rtos da cnacao, genealogias 
dos ancesfrais, navegacao e fenomenos 
ciclicos como mares, otempo, ciclos eslelares 
e co^heitas silvestres ou plantios co?n as 
estar^oes. Todos, em sociedades tribais. 
tinham acesso a uma boa parte desse 
conhecirnento, imeiuirtdo os nomes e os uses 
de plantas importances. Muitas tribos rsao- 
molestadas ainda mantem esse 
conhecirnento. 

Apos a invencao da escrtta, 
conhecirnarito padronizado fot negligenciado; 
sistemas modemos funcionam inteiramenie 
com alfabetos e numeros, com simbokss, livres 
ou armazenamento eletrontco de darios. 
Grande parte da socfedade h u man a nao pode 
acessar, e nentium individuo pode lembrar 
acuradamente. o conhecirnento armazenado 
dessa forma, Assim, o conhecirnento 
padronizado e ritmico e inesquecivel: 9 
conhecirnento simbolico e imemoravel. 

Por todo este livro, nos enuolvemos 
padroes de planejamento basico, como em 
todo design, e todas as partes de qualquer 
design devem ser adaptadas dentro de um 
gabarito^u padrao de bom sense. Para 
compreender o padrao basico dentro do qual 
cabem todos os sistemas naturals, iremos 
dissecar uma arvore e tentaf Tazer sentrdo £s 
regras de fluxo (mouimento da seiva) e forma, 
de crescimersto e expan-sao. Utilizaremos a 
forma de uma arvore, a qua! a tipica de todos 
os fenomenos naturais (Figura 3.1). 



H4 



as 




Rjuina.l Mintelo (mdrio geial 



3.2 PADROES DA NATL'Rt-ZA 

As linhas essenciais de uma arvore 
podem ser imposts* em uma drvore real e 
tormar uma especie els lamina de maehado 
dupla (Figura 3.2b) Esse 6 o rema de iribos 
europeias mais antigas - o "simdolo da 
rriulher". Se cortamras a swore pela linha A- 
A1 (Figura 3.2b), vamos as pcnlas dos gafhos 
no piano, nao mwlo diterentes de marcas 
sobre uma pedra; cada secao de galho e de 
dia metro aproximadamente igual, Se 
onarmos a arvore peia Jinha B-B1 (Figura 
3.2c). percabemos outra padrao graduadc o 
qual e como Ifque-r* sobre uma pedra os mais 
velrtos ao centra, os menores na pedferia Urn 
corte Iransversal dp Ironco, C-C1 (Figura 
3idj nos da urn padrao classico de alvos que 
e uma gravacao anelar das estacoes de 
c/sscimenio. tamcem encontrados em 
conchas mannhas e esoamas de peixes 
Podenamos conseguir esle padfao am urn 
nmho d E pa leB . Como u , im parg ninh[> 

N»dus. vamos ehamaresse padrao de snidado 
ou an-nhado (um dentro do antra). Na verdade 
a arvwe infeifa a urn an.nhado de arvores mats 
}ovans que cresceram sobre eta ano etui? 




Flgura 3.2 Saojaas de up padra.3 gsral 




Fi *"< 3.3 ■ btofcfa, „,, 



""OflBBaiva 




Figure 3.4 ■ Padr&o doridritico (corns arvorat} tfplcos de Srovoas. enslais, cirCula^o sangul'oea e*c. 



Como sabemos que a arvore espirala 
a partir do solo, a forma gaihada acima 
descreve uma espirrjide ou, mais 
especificamente, o caminho do fluxo de uma 
molecula de seiva espirala (Rgura 3.3a). O 
fluxo de seiva nos estames ocorre no Sado de 
fora (as celulas xilema) e nas raizes, em 
sentido oposto [Figura 3.3b). O fluxo de seiva 
nas raizes ocorre ao longo do centra (celulas 
floema). Se combinarmos as espirais tie 
galhos e raizes (Figura 3.3c), femes duas 
espirais superpostas que encontramos enn 
todas as fc-lhas, flores e p^taias, cabecas de 
girassois, pinbas, abacaxis e, obviartiente, no 
ponto onde a semente germinou, na origem, 
temos um tecido de ceMas mudando de 
iriterno para externa, giro esquerdo para giro 
direito oj de mais para menos, 

A arvore se divide em galhos de 5 a S 
vezes, como o fazem os rios; o numero da 
divisoes saindo de cada galho maior e em 
media de 3, enquanto que cada um b mais ou 
menos 2 vezes mais longo do que o seguinte. 
O angulo enrr@ cada galho esla em torno de 
36 2 a 38= (Figura 3.4). Essa forma etipicaae 
raios, cristais minerals, vasos sangurneos etc. 
que seguem, aproximadamente. as mesmas 
regras Tais padrSes sac chamados 
deridritieos ou "na forma de arvores - 

Os numerals romanos de , I a _V sfio 
chamados da Ordens das p'' is ° e 'J.. 
raramente. excedem o numero cte 7, ao iuuu, 



cada um representa uma contagem para 
tamanhos maiores ou mais longos. Esse 
numero de ordens de lamanho e comum a um 
grande numero de (enomenos, os quais 
podem ser organizados em grupos de 
tamanfios: para asaentamentos, chamamos 
esses grupos de cidades. vilas. vilarejos, 
povoados, Tambem as nuvens, montanhas. 
corpos celestes, dunas, ondas, stc: tcdos tern 
um conjunto limrtado de tamanhos. como os 
galtios das SrvOres. Foderiamos falar de 
cascaias de tamanho, ou quanta, e isso 
significa que a maioria dos tamanhos se 
encaixam em conjuntos especiticos, eque ha 
poucos (se houver algum) tamanhos 
intermediaries. For exemplo, dunas de areia 
se ajustam em 5 ardens, como ilustrado na 
Figura 3.5. 

Asslm, tudo na naiureza (gatos, 
cangurus, correnles de agua. ventos, 
caminhOS etc.) ocorre em uns poucos 
tamanhos, a a velocidade do movimetilo em 
cada tamanho e drierenle. Coisas maiores se 
rnovem lentamente devido a in^reia maior, 
coisas menores sao mais i^pidas, e coisas 
muito pequenas se rnovem devagar devido a 
viscosidade. Ordens sao limifadas em seus 
tamanhos na escaia maior, simplesmente 
devido a propria massa. E, na escaia menor. 
por forcas moleculares. 

Est^ ficando claro que padroes em 
Lima lirtica forma de arvore representam tcdos 
os padroes encontrados na natureza, Ate 
mesmo a casca de muitas arvores apresenta 
corrugados como uma tela de celulas ou uma 
rede de favos afongados. 






96 



87 



A nrwia tfairwBita-** nestae 
forms &: 



i 




OndulnfQt* 
(viajam tm/dia) 



IN 

Cynas Dunai<i31reF* 

»jnm 1 mlano} [yF&Jam WiT50 anofi) 



As grands* dura? flxas (Zhourgsj 

(nunca se rnuvnhtHiUim) 



Fiavri 3,5 Dunes ae araiR ternaro cinco crtans <*3 lamanho, QDmuns a uma gravida vafledada 0"a (endmarDs. 



Para retornar aquela forma geral de 
an/ore como urn todo, vemos qua a iiustracao 
do machado {Figura 3.2a) e a forma simples. 
Urn conjunjo de tais formas cria uma vertebra. 
ou um esqueleto (Figura 3.6a), que se ajusla 
bam, como se fosse pavim&ntado. O Latim 
para azulejo $ Tessera, e podemos chamar 
superficies azulejacfas de Tesselatlas. Uma 
formacao de n uvens contain um torus ou rosea 
(Figura 3.6b), e varios "caminhos unices" 3a 
uma rrrolecula, no mcstelp, demonstram lemas 
tradicionais (Figura 3.6c). 

Um senticto geral deforma emerge, e podemos 
ver muitas dessas formas na natures, 
ganhando, assim, uma compreensao de 
Fun^oes e um eniendimentoclaro, scbre como 
projelar em ordem com a nalureza. Muitas 
formas 'erespas' naturais existem em 
explosoes au fungos de crescimento rapido 
(Figura 3.6d). Sao chamadas tJverbech Jels' 
(Jatos de Overbeck) ocorrem em fluidos e 
freqttentemenle, ern dobras complexes' 
Tambem aparecem como lemas, como nas 
tatuagens Maori , como galnos de samambaias 
estitrzadcs. Voce OS vera quando rios 
penetram no mac. no fluxo de lava e quandg o 
maratacaalerra. H 

h™..^ "P^mas corstruir todas as 
formas fla urais a partir das partes de uma 
*wre, e tea formas sap chamadas "au™ 
wniluwi ; conchas do mar demonstram a 
rnesmaespiral gec-metrica das arvores Foi 
«*id B dessas formas naturais, a de s Zt 
^nmcados, que proporcionou a p'ofdetaa 
om padroes nos povos tribais; um padrao 
atopies, que wntem um conhecirnento vasto 



OM£OA 




B 



®@© 



c 




f»"Fl 3.6 Conx, ^noDras, padtjjea ss ancauam. 

J-3 PAIillOES EM DESIGN 

tod 0s a^°P S f,r °i e,ista s terttam acomodar 
aaradavel f f com <™ e "'^ em uma forma 

,lu *° ■ ordem e compactando o espago. 

^•SSKS?" dese ^ada permits 

Um sterna d /eri! reSfriarSL,a T* 

^frera e ™ a ±t r !r , . dlvFs5es naturais, nan 
^garrafamervtodotfiirsito. 

^^sm e p S |od. a al e |r a s S (Fi 9" ra S -V * ^ 
^ ervas culm^a S '^f° de P adr5es " TodaS 

ascendents, com uma base de 




Ftgura 3.7 Sistama de micrabasias da larras aiidas. damnnalmndo organs. Gaoa uma cam suas car^aeri^ticas ditefenlea em 
cada lalcy 



2 melrois de diametro, subindo a uma altura 
de 1 metfO. Todas as ervas sao acessfveis, 
exislem aspectos variados, boa drenagem, e 
a espirai pode ser regada com somente um 
jato. 

Utilizando nossas observacoes de 
Cons6rcios de piantas, ou assembleias 
harmopiosas, podemos projelar florestas que 
imrtem sistemas naturais a que usem plantas 
alimenticias adaptadas so clima. 

Como o diagrama de um rio de terras 
secas (Figura 3.7} mostra, o lencdl superfFCiai, 
as espScies os sedimentos e o fluxo, todos 
variam de acordo com a ordem em que se 
encontram os cursos d'agua; uma ysz que 
woc^ absorva esse tipo de "n ,orma f °' *°5! 
podera planejar mais fa&ilmenie a eslabi Wade 
e a producao nas paisagens (Rgura j.bj. 

Comoilustra esse rio. todas as formas 
de vida, todos os sddimontos t«lo o 
escorrimento superficial em t^P^' a ^ 
12 mm, ou mais. variam * •f^.^ 
ordem dos cursos d'agua. Se soubermos 



onde esiamos na ordem, saberemos que 
vegelacao encontrar, e o que plantar; quanto 
escorrimento superficial esperar, tambem,_o 
espaQamento dos canais de inJiltracao 
(swaies) ou sistemas do caplacao de agua. A 
maioria das vilas do deserto sao localizadas 
nas ordens III ou IV, onde a escorrimento 
superficial e amplo, ocorrem alguns bans solos 
e minerals e onde a distancia entre OS cursos 
d'agua 4 flrande o bastante para permitir 
plantacoas, e oao tao grandes para causar 
seca. 

Se observarmos as ceraanias dos rios 
nas ordens IV e V f descobriremos que arvores 
grandes e frondosas, frequentemente com a 
casca clara (sicamores), crescem no lado 
inlemo das curvas onde rio deposits areia; e 
que arvores escuras, com casca escura e 
fissurada (Juniper, casuarinas. aiguns 
eucaliptos) crescem no lado de fora das 
curvas. aoima dos barrancos onde o rio corta 
para derilro do terreno. Em cada curva, esses 
grupos de arvores mudam como mudam o 
oarranco ou os sedimentos- Enlao, temos um 
efeito yang-yin-vang-yin. 














IV 


V 




Fator 




1 




Ordens 

II 




sedimento: 


pedras 

angulares 


angulares 


cascalhc 


areias grcssas 


areias 

profurrdas 




vegetafao 


arbusroE 
esouros 


arbustos 
alios 


arvores 
ocasionais 


arvores 
maiores 


arvores, 

frondosas e 

vinhas 




escorrimento 
superficial 

{%) do total 


8S-90% 


55-65% 


40-50% 


30-35% 
{media) 


8-15% 





s com as cjrdan& e faitana?, podofllos absorvar infosmaDMS para o planejamfirMo para 
a e5labllldao> b a prpdyh^idada na.1 paisagara. 



A observacao cuidadosa mostrara que 
os roedores e os repieis habitam, os babulnos 
vivem. e os papagaios procuram frutas nas 
ordens dos rlos e nos galhgs das arvores a 
que pertencern. Peixes, obviamente, sac 
aftamente adaptados a uma ordem da fluxo- 
vetocidade. ou poem os ovos em uma ordem 
e vivem em- outra. 

Projetartdo com a nalureza a nao 
contra ela, podemos char paisagens que 
tuncionam como srstemas naturals saudaveis 
onde a energia s conservada. detriios S ao 
recrclados e recursos criados abundan- 
temenle. 



BIBLIOGRAF1A E LEITIJRA 
RECOMENDADA 

Alexander, Christopher et at, A Pattern 
Language, Oxford University Press 
1977. 

Molfisson. B., Permacultuw - A Designers 1 
Manual. Tagari Publications 1968, 

Murphy, Tim and Kevin Dahl, Patterning: A 
Theory of N 3tufs ) D esign Lan<Ssc ^ 
Ecology, Conference paper 1990, 

19™; c **ndg fl University Press, 



90 



CAPITULO 4 

.edificacoes 



4.1 INTRODUCAO 



design eliciente de casas deve ser 
baseadc nas energias naturais que entram no 

sistema (sol, vento, chuva), na vegetacao a 
volta e nas praticas de consirucao baseadas 
no bom senso, 

Muilas casas ja estao construidas, ou 
estao sendo constiufdas, sent n en hum 

plan'ejafrtdnlo para a futura escassez de 
peirbieo e os crdscentes precos de 
combusifveis-da atualidade, No entanto, com 
urn posicionamento ccrretoe urn design para 
clima, implementos tecnoldgicos simples. 
como aquecedores de agua solares, e talvei 
algum ajuste no comportgmento (para que 
aprendamos a escolher roupas mais quentes 
ou a abrire lechar a ventilacao que liga a 
estufa), poderemos reduzir ou eliminar nossa 
dependencia dd energias baseadas em 
combustiveis fosseis para aquecer ou resfriar 
a casa. 

As regras gerais para posi-cionamento 
da casa a planejamenlo das areas de 
vegetacao a volta deia, para o conlrole do 
microclirna, saodisculidas no Capftulo2, que 
devera ser lido juntamente com este. 

A CASA COMO UM ESPACO DE 
TBABALHO 

Casas !em se tornado os espaeos mais 
ocupados, especialmente corn a tanuencia 
moderna da jtilizacao da casa como aspaco 
de trabalho. E mais barato adapter a casa a 
uma pequena manufatura ™ e ^ rrtorl °*^ 
comprar ou alugar esses W^J 
separadamente (d ainda mais baralo, cusio 
de Iransporte), 



A'lgumas industrias e ocupacoes 
caseiras sao: fatJrica^ao de mobilia; ceramica; 
pequena comparihia de sementes; producao 
de rreli publicagoes (revistas, jomais, livros); 
conservas e compotas; comabifidade, serviijos 
de oamputacao e secretariado; atendimenio 
medico e psicoldgico: publicidade, lotografia 
e services irnob iiarioa. 

As areas de IrabaltioJamenidades 

necessitam de urn planejamento cuidadoso a 
de um novo design. Quartos, por essempto, sao 
converlidos em escritdrios. sala de 
computador ou astudio, com elevafSo da 
cams a utilizacao do espaco inferior: ou 
alevando forro e construtntJo a carna dentro 
de uma alcova, acima do. escritorio, 

0. design para a economia de esparto 
envolve o mesmo hpo de "Brnpilhamento" 

entomrado na naturaza, onde praieleiras. 
camas eievadas e estruturas no telhado 
imiiam os andares de camada tisrbacea, 
primeiro andar de arbustos e a copa das 
arvores. 

INTEGRACAO ENTRE CASA E JARDIM 

Assim comb nao exists razao para 
separar rigidamen'te jardim da fazenda. a 
casa e jardim sao, tambem. muito inlegrados. 
Telhadas de grama, vinhas nas paredes e 
treli^as adicionados a casa ajudam no 
isolamento termieo externa; eslufas e viveiros 
produzem alimentacao e a moditicacao do 
clima. Uma das vistas de verao mais 
agiadaveis e a da cozinha cte Efcabelli Souler 
ein Ballarat {Australia), olliando para um pato' 
jardim refrescante a partir do balcao. Patios 
intemos sao fontes importantes de ar IfBSCO, 
que pode ser conduzido para refrescar a casa 
no verao. 




Fljyra 4.1 Vivsiro liijadD a oozriha o&tti rtfrigcraflo e ponlo de irt*ftr*S5* snquanLG avando prates. 



Projeiando casas noMas ou modtfieando 

tras exislerrtes, podemos oiganiza-las tte 

tema a sairmos da coztnha para o viveiro, ou 

estufa, com urna vista direla a partir da area 

da lavagem (tfgura 4.1 ). 

Ponha mais vida derrtro dessas areas: 
quem sabe. urn pequeno bando de ccdomas' 
As corJomas correm a wolta, a procura de 
insetos; anfibios sobem para o tanque, para 
as folhas a, ate mesmo, agarram-se a jartela 
da cozinha. Se voce precisa parar em algum 
lugai para fazer algum trattaltio eritediante ao 
menosfaca-odeum jeilo rnteressante. Ponha 
algumas tartarugas no tanque Elas 
Trequenternente. desapsreeem no mulcJi" 
eomendo lesmas e minhocas. Em climag 
quemes. as tagartixas sao melhores A 
lagans mfedra e espeeffica para a estufa' 
andam per todo ladrj: de cima para baixo <fa 
baixo para cima e por loda a volta. 

Ochuveiropodeserpartede uma estate 
Ifeada a casa. efirninanda vapor, calore aaua 
para as afe a s de cfftscimsnto (Ffcura 4 2i 
D eP c ia de usada , a agua da «■£■ «Jj 



chuveiroe mantida em um tanque subterraneo 
og encanada sob o pisa da estufa que mantem 
a temperature da terra alta. 

caminho do j arciim para a erttrada 
deve ser projetado para economizar o traoalhrj 
domestieo. Terra ou barro trazidos para dentro 
sao.geralmente, umproblema. Entao. o tempo 
gastp para elevar, drenar ou cobrir {com lajes, 
pedra$. concrete ou terra estabilizada) este 
caminhQ e tempo bem gasto. Um pouco antes 

,nt, e , n rada ' Lrna 9 felha especial pode ser 
mstaiada para raspar o barro das betas (Rgura 

txnmhLf i nt 5 r esss particular para a 
dan^d ro ' )ardine ' ro « a 'nclusao de uma 

E ™ e K t0 de ■*«»•** imediatamente 
«)T* 2 a ' chamada "despensa" (Flgura 
a ™ nha - P°der.do center; 

twIS?. armaj enamento de comida 
SH* 1 ". co^geladore refrigerador; 
P° te ^ e co nservas e « 



M 




&oiih«u , Q c-stik* japonfrs. Ha estufa, uiifcza o 
calar d* ludas as fonfH ; 1 r.r/ir*. Agua -ciniii cli 
l)*nrhMra, dreno, tevaftdwia. e 
Armai'fnai'rte'rrrcijr, de aha masn lef mil sio: 
Agua, (banhnra, tAftqUff. p*T*rie ft gawaTal; 
pedfa* * concrrio (piso. pwcdeaj 
A. Klufd e rrjiKidi • pianr.ada para prrvacidadc- 



EANHEIH (i ES-TILG JflPONES 



A fl ua qucnlc para a bHilK *■ prawtfa par um 
TogaVs » trtnnibuatao. lerrlri SU par parrel* solarrt. 



Fi:-jjir> df. 

triffihusrao Itntav, 
(-xlni aTAdiatia para 
d(Mnr*i da *atuJa. 




*-s? 



axistcnte. ^j a utilto ijjui cirua a cakjr Has win*.. «w^. 

Banhaiw «(il6 *« "^ °" .„ a maS! a Wimat a»: 

9J 



areas para a lavagem e pneparo para 
uso rmediato ou para a preseivacao de pro- 
dutos dojardim e do pomar; um balde para 
compcslo proximo a. pia que recebe folhas. 
cascas, raiies e restos vegetais para se- 
rem devDlvtdos ao solo, 
area escura para cogumelos; 

espaco para pendurar capas, roupas de 
chuva a de jardinagem, boras e outios 
itens importantes na jardinagem (lesouras, 
(acas, cestas!; 




„m halcSo paf a ° * rabaiho simples com 
' madeira e para o armazenamento de 

[E-rriirnetitas; 

dreg seca e fria para ° armazenamento 
de sementes e espaco para calendarios 

de jardinagem. pianos ediarios: 

. armazenamento de lenha com uma 
portinhoia de acesso para o togao a lenha. 

4.2 A CASA TEMPEKADA 

A menos que estejam locaSizadas a 

berra mar (onde as temperaturas sao mais 
arnenas), areas lemperadas sao frias no 
inverno a quenles no verao. Assim, o design 
da casa deve acomodar dois Objetivos 
diferenles. Durante o inferno, o frio deve ser 
manildo do la do de (ora, e o calor deritro. 
Durante o verao, o calor deve ser excluido e, a 
casa. aberta para as brisas noturnas 
retrescantes. Casas- elicientes em energia 
podem acomodar ambos os objetivos, a partir 
de um design cuidadoso. Os elementos 
esssnciais de uma casa temperada bem 
desenhada sao descritos a seguir. 



Figure 4,3 Grada e tapete para remove, & fc;n„:i d35 
HDlas ra evslrada da essa. 



Hgura *A A "Bala 







<M 



! i "_ -> 




posirionatos jurilOS 

PROPORpOES DA CASA E POSICIONA- 
MEHTO DAS JANELAS 

Casas nao rievenn ter mais de duas 
dependencias (10 metros) de P** 1 "* 1 * 
com um eixo teste/oesie 1.5 wt ™6gH? 
em relagao ao eixo nortefcul. eixa fe^fSte 
deve ertar de frente pa.a o sol (nor e no 
hemisferio sul; sul. no outro hg!«^*J 
desenho da casa e planejado de «*■**» 

quartos e outras W^^SS^SE 
sao posidonados no !ado da ^ f f P/ e £ d £ 
enquanto que areas *««^, 
localizadas no lado do sol, paraoaqu 
no invemo (Figura 4.5). 

ou proJundidade das janeias M* 
da forma que o sol de .nrtf um 

diretamente na casa P elaS Jf*'ede interna. 
Piso de concrete ou para uma i r»™ bM) _ 

de tijolo ou de orJtra mas ?°,c iou ra4.6). 
desde que naoentre no verao (F'g" ra 

95 



janelas menores sao localizadas nt 
lado leste, uoltadas para o sol matinal. Existem 
poucas janelas no lado oeste e no lado da 
sombra do predio. Janeias sao dotadas de 
umbrais e cortinas pesadaS. do form ao teta. 
que sao Techadas nas noites de invemo. No 
uenio, as janeias sao deixadas abertas durante 
a rwite para permitir o resfriamento da casa, 
e fechadas pela manna. Cortinas de bambu, 
colocadas no exterior das janeias dos lados 
leste e oeste, previnem conlra a mcid&ncia 
direta do sol, em dias muito qusntes. na casa. 

espa90 da sombra (sul, no 
hemisferic. sui; norte, no outro} acomoda um 
viveiro sombreado com uma janela bem 
isoiada termicamerire, trazendo o arfno para 
dentro em veroes quentes. 




Rgura 4A Os JaeJrab do lelhade a aa janelee aao. celocadae da forme que a &dJ dfl Rwsmc entire na casa, enqijsnta que o sol 
dfe werfo n&o EWft^fe. A terra *bai*o *te> piso 3 isolada e as janelas dg lado frie afto. de Vidro dup*3- 



ISOLAMENTO TERM ICO 

A casa a bem isotada (pisos, forros e, 
ao menos, 1 metro no solo a vofta do perimetry 
da casa. se utilizar piso de concrete). 
isolamento do piso e de espuma rigida da 4 a, 
5 cm de espessura. 

Geralmente, um isolamento mais 
pesado, ou mais espesso, e Colorado- no forro 
para manter o ar quente no interior, durante os 
meses de inverno. 

A ventiiacao e colocada no sotao para 
eontrcJar o dano causado pela condensac-ao 
e permitir, ao excesso de calor, escapar 
durante o verao. Frestas a vofla de portas e 
janelas sao bloqueadas com tiras 
impermeaveis. 



sol que entra pelas janelas no 
invemo encontra mass as termais (um piso de 
concrete, tima pared e de tijolo ou pedra, 
tanques de agua), Isso funciona como um 
banco de calor, que reirradia cafor para a casa, 
durante a noite. Durante o verao, eles 
permanecem frios durante o dia, se ficanem 
expQstosaoarfn'o da noite (janelas abertas a 
note). 

Outras sdificacfjes exteriore-s, desde 
que ligadas a casa no lado da sombra ou da 
v entc, isolam-na desses ventos frios de 
invemo. 



m 



MATERIA1S NATUftAls PAnA 

Exisiem muitos isolantes ,e rmiros 
encontrados no mundo natural. Alguns ia i P m 
Sido utilizados na induslriadaretrigeracSo na 
construcao de casas e no isolamento Sonera 
poucos sao inflamaueis, ou podem ser 
tratados corn Cloreto de Calcic, para reduzirem 
a possibilidada de criama. Alguns sao imunes 
a pragas (ex. serragem das arvores imunesa 
pragas), mas todos podem ser tratados para 
este fim irtilizando produtos nalurais como o 
61 eo de cedro branco e outras substancias 
similares. 

Uma lista <fc isolantes naturals em potential 
segue: 

• Serragem: utilizada por muito tempo em 
camaras frias; uma barreira de vapor e 
necessaria, ou a serragem pode sec 
ensacada e selada. 

■ La: excels nte para retardar o logo e para o 
aquecimento, assim comofeltro e outras 
peles animais. 

• Penas: utiiizadas por seculos em 
cooertores, tambem sao uteis em parades 
e forms; necessitam ser ensacadas. 

. Capim do mar (Zostera, Pos-idonia, 
Ruppia): Secas e parcialmente 
compactadas; um material iradicional para 
isolamento de paredes e telhados e de 



PLANTIO A VOLTA DA CASA 

Arvores cad jcifolias plantadas no lado 
do sol e no lado leste da casa pemiitem que o 
sol penetre durante ooutono/invemo. Ouando 
as foffias retrjrnam, elas sombreiam a casa 
no wrao, impedindo que o sol bate em lodes 
as partes do telbado. Trelicas i de ynhas 

localizadas em lugares estrat«cra; a vol a da 
casa, oferecem alguma sombra erquanto as 
arvores maroreS crescem (Figura *.*)■ 

As paredes voltadas P^g 
para a sombra eslao di^'«f l !S 
aarbiwos sernpre verdes, ««£.f*2gZ 
contra a exposlcao (calor no verao e venios 
frios no invefno). 

O objetivo do *m**£*£fr 
eletrtea ou do uso de gas pafa ° a ^ 



ISOLAMENTO TERMICO 

baixo rtsco dp fogo. 

• Paiha: um born isolante oode o fogo nao 
seja um problema; agora disponivel 
oomercialmente em placas para forros. 

• Cortica: em pedacos, placas, laminas ou 
blocos prensados. 

• Lixo fibroso: da fibra da casca do coco ou 
da raiz do anis. Tambem pode ser 
encontrada em rolos. Imune a pestes na 
malaria dos casas. 

» Papel; picado e enchafcado em uma 
solucao de 1 parte de borax para 10 de 
agua e um bom isolarite. 

• Balsa: a madeira e o algodao da semente 
tern sido utilizados como isolante por muito 
tempo. Como a arvore cresce rapido nos 
trc-picos urnidos, apresenta uma boa 
utilizacao para a terra na producao de 
blocos. 

isolamento temiico a essencial em 
areas de clima temperado ou trio, no entanto, 
devemos tomar cuidado para garantir uma 
ventilacao adequada, especialmente em 
cases onde as casas sao posicionadas 
prdximas a locais de emissao de Radonio (um 
gas emitido do granito, dolerito ea maioria das 
rocbas igneas). 



e o resfriamento internos- O calor do sol e 
regulado e armazenado nas massas termais 
dos pisos, paredes e tanques de agua, com 
35 frestas vedadas. Entao, a pequena 
produgao de calor do corpo humano e do 
cozlmento de alimentos, alem de um pequeno 
togao a lenha. e tudo que necessitamos para 
manteroarquente. 

Em areas de invemos severamenle 
frbs, os problemas especi'ficos da casa sao 
os custos de aquecimento, o peso da neve, a 
eondensacao, os ventos frios e a umidade. us 
tipos de casa encontrados nessas areas 
inciuem multipisos, telriados ingremes, calor 
radiants e isolamento termico, Em zonas 
rurais, as casas sao figadas aos galpues e. 
se possi'vel, com isolamento de lerra de ate 
1 2 metros. Poroes ou celeiros sao cpmuns 
□ ara armazenamento de carvaofleoha. 
fninhocarios, fossos de ©stereo (abaixo do 
galpao) e armazenamento do raizes. 



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P^icdc par* plant ids Ml 




TBripw*r*WB* 



Figyfa 4.? T'e'-^a :X>ti vinhas em erjilicaijifies permitem 
Sdfnt«a no verao. &e 3S vjirhas sao caduO - 
1dNb&, pBnrrlBni ? fU3 sc4ar penalrar a rasa du- 
rante o inu^mo. A coz^nhs s 6 tjanhei-ra partilh&m 
os canoa de agua a deveriarrt ser pasicionadGS 
juntos. 



ESTUFA E VIVEIRO LIGADOS A CASA 

Uma estufa ligada a casa nao precisa 
ser muito gtaride para fomecer calor (Figura 
4.8). Os Cfflerios mais important©? sao o bom 
isolamento da base, espectaimente em volta 
dos alicerces e em quaiquer pare-de exposta, 
e a ventilagao, bem vedada e Isolada no topo 
e par baixo, garantindo uma circular^" 
adequadaftearna&asa. 

Vas,l names de agua de 45 a 1 SO litres 
sao a melhor banco termico, podendo ser 
colocados sob balcoes oj atras rja estufa. 
aarm das praieleiras de propagacao. Earris 

pintados de preio absorverao caior sola' 
rapidamente, ao passo que barfis francos 
teftetem mais \ UI ^ a um creBcimertQ vegetal 
fna'S pareiho. A misf(J| . a ^ d(jis 6 Q jdea j. 



W 




Figura *.B Uma estulfi no lade do aol ajuda cam a- aquacimenlu da casa. parijcularrftfente am dimos Irios. Vertilacaa a e 
piira c- eontrata c%ialim da C3S3. 1anlu no irivewQ quanta novwat). 




mukh no solo 



~iH Sl«>a*> P sla < '' stljl4 ' VinhaS 

enqua r.to BU e v,.ihas pefaW 1 * ES1alJ 



oaducitolias.lwasi es-tao no tado do EtA 



gg 



Paineis de Vidro duplo sgfO os nuns 
duraveis e efrcientes. mantenrlo o calor mais 
tempo do que paints lirlteos. Estrones oe 
madeira sao usadas para pr even if a fuga ao 
calor (metal perde calor rapidamertej- 

Para circular yma brtea refrescante no 
verao (geralmente, a tardinha), um sombrero 
(ou wweinoj ligado ao lado da sombra da casa 
e uma parte rmportante do sfetema de estufa. 
A flgura 4.9 mostra como esse sistema 
funciona, No verao, quando a casa esta muito 
quente, abra a venrjlacao (1 ) no topo da astute; 
o ar escapa, puxando ar trio da ventilaeao i4.i, 
sabre o mulch limida e atravfe do sombreio 
coberto de vinhas e samambaias. onde urn 
fino |ato d'agua. ou um gotejador no mulch, 
mantem a ar trio. Wo inverno. feetie as 
v'entilaeces (1) e (4). abra as ventilacoes (2) e 
(3), oe forma que, durante dia. o ar quente 
da estufa circule nas dependencias isoladas 
termicamente. Feche a noite, mantendo ar 
quente no interior. 



Two Lies de agua podem ser cohertos 

vinhas no sombreia, corno um blow f n ' D 

ST yi™a Ambos. viveiro 9 estufa, produzerr, 

cu stos com oontu*** 

MGDIFICACAODACASA 

Muitas casas ja construidas ctevem ser 
modifiers para tornarem-se aftcfenies n 
uso de energia. problems pnncipal esta no 
arranjo frequentemente perverse das casas 
mais anligas, direcionadas para a rua e nao 
para o sol, bem como na mania de incluir 
fenelas de vidro em todas as paredes externas. 
Nos podemos resurror as formas para fazer 
as casas anligas maps eficientes em energia, 
na ordem de preocupacoes a seguir 




PW*ll« IVCIIA4H 



RBtira 4.10 Eiluto kySila a janela , dsrtbfOB Hon o tsofcrnsflto ttmico 



P'SB'PtWOMtorflartMO.ofe. 



cuidadosa vedacao de todas as portas 
janelas a rachaduras, essencial para pre' 
venir o vazarnento de calor da casa e a 
entradadearftio; 

isolamento das parades e torros 
reduzindo as comas de aquecmnento 9 
refrigeracao em 50%; 

constimjso de uma estufa ligada ao lado 
do sol, se possivel; ate mesmo una 
estufa/'janela e uma clarab6ia, que trarao 
luz do sol e vegetacao (Figura 4,10). q 

vidro duplo e essencial em areas 
temperadas; em regioes irias, a estufa 
necessita ter a parte que [ica encostada a 
casa bem fechada; 

acrescimo do massa termai, como 
concrete, tanques, fijoios ou pedras, dentro 
da estufa ou dependencias isoladas; 

construir um sombrero (vivetro) no I ado da 
sombra, para, em veroes quentes, 
empurrar ar trio para dentro da casa, 
economizando em ar condicionado: 

colocar um aquecedor solar die agua no 
telhado, para reduzir ou eliminar 
aquecedores mouidos a combussivel; 

utilizar vegetacao no controle 
microelimatica, plantatirjo arvores em 
forma de cafassol, ligando trelicas ou 
arbustos no lado da sombra e. no oeste, 
plantando arvores ou virihas caducifohas, 
do lado do sol, e posiciofiando arvores 
quebra-vento, no seior do vento; 



Casas bom desenbadas sao mais 
economicas na manulen^ao do que casas que 
demandem aquetedor e ar condicionado, 
cares e grandes consumioores de energia. 
Com isso, permitem as pessoas vivsr com 
conforto termico, sem recorrer a combustiveis 
frjsseis. Nao e mais necessario, nem de bom 
senso, construir uma casa que nao seja do 
tipo que economize ou gere energia. 

O design para as casas de ciima 
subtropical e afido/f'io 5 siniilai ao design sob 
clima temperado, pois as lemperaturas podem 
baixar ate perto de ^ero em quase todas as 
areas, exceto nas de meias-encosias para 
cima. Todavia, a casa subtropical pode 
tambem apresentar algumas cararterfsticas 
da casa tropical. 

4.3 A CASA TROPICAL 

Os tropicos timidos sao, geralmente, 
mais sujertos as catastrofes periodicas do que 
as terras temperadas (com excecao do fogo); 
assim. os Onicos locals seguros para as 
casas, a longo prazo, sao: 

• acima do alcance de maremotos 
(tsunami); 

• abrigados das trilhas de ciclones e 
furacoes; 

• acima do fundo dos vales sujsrtos a 
deslizamentos e f luxo de cirtia vulcanica; 




101 



100 



. em linhas de Crista ou plarsltos fora do 
caminho de deslizamentos de rocha e 
terra causados pelo desmatamento, 
chuva torrencial ou terremolo; 

• no interior, longe de praias arenosas 
que sofram facil erosao. 

O objetivo principal, em regises 
quentes e umidas, 4 a de evitar que d sol 
incida diretamente na casa. dissipando a 
aoimulacao de calor (de rtumafios, aparslhos 
dornesticos cozimento) na casa. Assim, o 
SOnttreameritO da casa e a orientajao para 
eaptar as brisas frias sao consideracoes 
primaries (Figura 4.11 j. Enconlre sittos onde 
soprem ventoa moderados, nnrte florestas ou 
vales prttfundos ajudem a sombrear e resfriar 
a casa, ou em areas de venlos lortes, onde a 
estrutura e prolegida dc*s ventos severos por 
fla r esias, e bancos de terra ou, naturalmcrnte, 
6 abrigada em vales estreilos perpendiculares 
ao vento 

A forma da casa 6 aiongada ou 
irregular, para aum&ntar a area. Nao ha 
parectes stjlidaa e isoladas que acurnulem 
calor, e as casas sao na sua maioria, de estilo 
aberto para a circulacao do ar. Se parades. 
iniernas forem usadas, serao feitas de 



ate ,iais lewes (tecidos. venezianas, 
tTanS ■ mais baixas do que o torro, para 

penSirventilaeaolivre. 

A vsntilapao 6 essencial, pode ser 
nhlida oela colocacac das janelas (com 
Zezianas verticals captando o vento) e p 6 | a 
^Mlacfe no telhado- Um sombre.o pode ser 
adciopado no lado da sombra de uma casa, 
ventilando para urn form aberto ou chamine 
solar (Figura 4.12). 

Existem beirais amplos (varandas) em 
lodos os iados da casa, freqiientemenie 
apoiando uma vinba, Nos subtropicos, a 
uaranda e parcialmente omilida no lado do sot,, 
para permitir a entrada do sol de inverno. 

A vegetacao sombreia a casa; 
particularmerite uteis sao arvores altas com 
ironoos lisos (serrv muilOS galhqs.), COmo 
pglmerras que crescem passando a varanda 
e dao sombra ao telhado. Deve-s© tomar 
cuidado, todavia, para nao cercar a casa 
completamentecom plantas, pois a vegetacao 
deosa Moqueia as brisas e aumenta a umidade 
a volta. Areas gramadas sao preferfveis ao 
pa^imenlo, evitando a refle.sao do calor para 
as paredesou beirais. 

Fontes de calor. coma fogdes e 
sislemas de agua quente, sao desligadOS da 
estrutura principal; muitas casas tradicionais, 
nos frcpicos, tem cozinhas externas para uso 

nouerHo. 




piifiSt 



Flgurj * 15 reftuAB „v-,i, i^ oi pwmttft B „ q^,, ^^^ s u , na ^ ^^ 



lS*m,, aaOaHrJ00n|rar 



Iffl 




Figura 4,13 Ba&MlQ na? wsas fl prp^* to 1uf6e5 *is cosla& Hfwr^^a? Plains de bamfau &m urti* barre:ra Ben'vel c&rnia a 
v^'ita As casas sac senpre r^icrpadas e anccradas em sua aslailurn. 



Existem tetas para insetos em todas 
as portas e janelas, nas ansas com grandes 
concentra^oes de mosquitos e outros insetos 
nocivos. 

O telhado e pintado de trance ou e 
refletor, mandardo o calor de volta para a 
atmosfera. Os angulos do telhado sao 
ingremes para suporiar cbuva pesada e ventos 
fortes Em areas de turacoes, amarraeao 
cruzada muiio forte (iriangulacao), anooras 
profundas e madeiras amarradas sao 
necessarias- 

Grandes bambuzais pasicionados rro 
lado do vento dobram mas nao quejram com 
ele, protege ndo a casa (Figura *.13J. 



Um celeiro para furacao ou um centra 
de pedra e concrete (en.: banheiro) podem ser 
conslruidasdentrocu fora, paraemergencias 
Deveria haver urn telhado de concreto. 
Alternativamente. uma gruta ou caverna 
subterranea. de preference com teto s6lsdo, 
pode s«r leita do lado de fora. Todas as janelas 
e portas sao dotadas com veriezianas a 
trancas solidas de madfi-ira. 

4,4 A CASA DE TERRAS SECAS 

Existem viirios desenhos para casas 
de terra seca, dependendo das temperaturas 
sazonats. Algumas areas de terra seca lern 




irwemoa fries e vefSes qyentes, enquanto que 
outras (mais prdxfTTias ao equador) ten 
invemos amends. 

Na forma e na orienta?ao, a casa 
basica de area temperada se adapsa as zonas 
quentes e aridas com invemos fries. Toflavia, 
ha uma enfase maior em supn-la com fontes 
de ar Frio: 

Patios internets 

PreferiYetmente cobertos com trelicss 
ou sombreados per arvores (Figura 4.14). sac 

ainda mais etetivos quando tern dois OU rrsais 
andares e estao sombreados flaturalmente 
peio prdprio predio. mesmo que pequenos 
palios com sombrite possam, iarrtbe'm, set 
adicionados a casas de urn piSO. 

Varios sonibreias fechados com viphss 

Com pisos de mulch e irrigados pOJ 
gctejamemo (Figura 3.7),. estas sarvem para 
habitacoes de piso unico. Precisam ter em 
tome de 30% da area total da casa, para 
fameoar ar frio: plarttas em cestas penduradas 
ajudam no resfriamento, como. tambem, 
tanques de agua. 



Yields terra 



Uma vala de 20 matros de 
romnrimenra 1 metro de profundidJade Corn 
Sndinacao para Hum em dtre^oacasa 
Potes qrwi'des de ceramica cheios de ag^, 
carvao molhado ou cortmas de tramado de 
fibra de vidro grosso podem ser alimentados 
com gatejamento deniro do tunel para suprir 
refriqeracao evaporativa. O ar, frio e umi-Jo, 
desce ronlinuamente por esses tune is ate as 
dependencias da casa {Rgura 4.15). 

Ventilafao cwzada induzida 

E conseguida mais facilmente pefa 
coltrcacao de uma chamine soiar feita de folha 
metaiica pfntada de preto, com saidas no topo 
do ielbado. A mecfida em que aquecem , pu xam 
o at para denlro da casa, vindo das fontes de 
ar frio mencionadas anteriormente, eriando 
um fluxo de ar trio. (Figure 4.12). 

Para o contrale de arnbos (frio e calor), 
parades grossas, pisos isolados nas 
extra midades, vedacao de portas e janelas, 
forms isolados e ventilagao cruzada eficiente, 
sac fqrmas importantes de moderar m 
extremos de temperatures diarias e sazonais 
tfpicos de muitas areas deserticas. 



Lavandem 




Figura 4.15 Tunel en, Puin 0* ar Frio b umloo em Hraas no deswlo. llrt 

unta Mma de ,«ha umida 6 urn pile de aous, „a aid,, tonpn^ j'r/™ ' I '""'" t( ™ "«* en,rada H**"**' 



l«4 










viiill 



ft' >i ?»«■»;/ 

Frutaa e VEF-dunt? deiidrlladSs 




quinlaJ. MUIUB iuns^s do qulntil fxriem ssr emo^ass no K*aac. 



Paredes sjtteriores brancas ajudam a refletif 
o calnr exoesssvo, s arvores bem 
posicionadas, paimeiras, treligas com vmhas 
e tanques OK fortes no patio, colaborarr no 
alivio dosses extremos. 

Como em ciimas tropicais. uma 
caracteristica do design que ewnomiza 
energia e a localizacao de uma cozmha as 
verao externa, com tolas para insetos a 
parcialmente oobeda por uma W-,^?! 
oeupantas possam passar lora a maior parte 
do ola- 



Em muitas areas de terra seca os 
telfiados sao pianos e contem muitas das 
caraderisticas geraimenfe encontradas em 
volta das casas temperadas ou tropicars_ 
Essas incluem tanques de agua para f a 2 
semanas de suprimento; tavanderia e varal; 
pombais para ovos, came, estercoi P*anM 
para secagem de graos e vegetais; areas de 
lazerncturno eplantasem potes(F[gura4.16). 

Em areas de deserto, _ e 
partictJiarmenle importante conservar a agua 
de uso domestfoo. O uso madesto de agua a 
facilmente alcancado, se urn chuveiro eficiente 
for usado para o banhO', e se ambos. chuveiro 





Figura i.ir Furmas .par* desviar a 



ijusiapta** 3 * 6 



(ar , B da fewnWa pa-a „ » r«5 «sc« sa«Jflrira: 



e pia ou a ayua da lawtndeiia, passaftm, antes 
do descarte, pela causa de descarga (se exrsnr 
ssgoto central), ou direto para o (ardim. Para 
levar a agna do cbuveiro ate a descarga do 
sanitano, o local de banho 9 a pia podem ser 
elevados uns poucos degraus acima do nival 
do piso, utilizando-se uma rjsixa Cse descarga 
• Figura 4.17). Todas as areas com 
telhado deveriam coletar agus para tanques 
de armazenagem localizatJos no lado da 
Sombra da casa, sob Irelicas, para supri-Ia de 
agua fria para beber. 

• Casas Sutrterraneas 

Nos tempos antigos e rnodernos, 
cavern as e casas subrerraneas sempre foram 
as habitagoes preferidas nos desertos, 
particularmente naqueles com invernos 
amenoS- Sua praticalidade depende da 
localizacao sobre rocha macia ou estrato 
macio abaixo de um leio de 'calcreto' ou 
"lerrocreto" Casas em cavernas podem ser 
lotalmente sublerrSneas, com cfarabc-ias; e. 
mais freqijentemente, ccnstruidas com uma 
parede aberta pafa o lado do sol de um morro. 
Salas solares podem ser oonslr uirjas a frente 
das salas subterraneas, ou salas de frente 
conslrui'das como fachada. 



facbadas daeorativas podem ser 
c t n ,frtss a entrada e sombreadas por uma 
^"coruvas-ondsseesperachuva 
nrasional partes da mchnacao do mcr ro 
»rfma da Mwema podem ser seladas m 
roncreto com um telhedo para a captacao de 
Sua direcionado as cacimbas; isso tambem 
tortifica o esirato acima das salas 9 previne a 
mfiltracao de agua para dentro da caverna. 

Uma casa fria para desertos, dupfcandrj 
as condicoes da caverna, e a habitacao com 
francos de terra apoiados ate os beirais (se 
necessaric, cobnndo o teto), como visto na 
Figura4.18. 

As condicoes Mas das cavernas, 
tangoes de tijolo, refiigios de incendio e 
cefeiros. de raizes dao uma graride vantagem 
no armazenamersto e na preservacao de uma 
grande variedade de coisas. Cavernas frias 
prolongam muilo a vida dos citricos, 
tuberculos, raizes e folhas, quando 
armazenados, e sao fonles de ar trip no verao. 

Uma caverna proxima a casa !amb<5m 
lam valor como retogio familiar contra os 
ventos, fogos, guerra ou ondas de calor, 




Faun S.1B Caie (Mlagida for banffiB da re™ para | inlM u^ , 
as (si>odB5 no laSe io sol ■»■«» 



106 



' '™ rt±L ***' a Iws®. W*k podem anbrt.r 



Trtli?"^ iobn i. qjnacg, Apir« ns» Mf ,, 
UrwlM. "™" 



POUt torn wimcj i»e 
IrtSCSri. 








Tals estruturas podem ser escavadas para 
dentro. com bancos de terra, Tambem sao 
possiveis os celeiros abaixo do piso, com 
acesso por alcapoes ou porlas extemas; ou 
estruturas acima do solo, reforcadascom aco 
ou canos de ferro cobertas com terra para 
protegao. A radiacSo do f°9° * evl1ada wn " 
uma forma de T a entrada do abngo, 

4,5 CASAS BE PLAN'fAS 

Exisiem varies grausdeintegracao da 
casa com as plantas: desde a casa tola men e 
plantada ate estruturas crmvencionais 
cobertas por vinhas ou grama, 

Rudolf Doarnacn, na Afamanh^ 
projetoo uma casa com ««*«*g^ 
8 madeira, coberta com trepade^ P^es 
da folha cerosa (varias eE'P 6 ' .„ „„ c=a 



cerosa ^arids «y- h ncssa 
gsranios, etrepadeiras n^^fi* 
descrlcao). Someote as^portas e ^ i^^ 



necessitam ser nritejf 1 ^ sup0 riar 
como a estrotura e projetai" a K opredio 
Irepadeiras, o corte e desriec " S „ S , ccessidado 
e corno um ifllu, na forma, uma nee 

nos invernos trios. 



No principle desse Seculo, ospioneiros 
das regioes aridas do oeste da Australia 
conslru I ram uma estrutu ra sob re seus pred ios 
de *inco na qual direoionavam trepad*iras 
oara eveiitualmente- cobrirem todo o predio 
(Figura 4.1 9) e moderar os extremos de calar 
efrio. 

Essatecnica oode, tambem, ser usada 
em quakiuer zona climatica, com especiss de 
vinhas apropriada*. Em zonas temperadas 
amenas- ou mornas, os exemplos de *has 
sao: 

caducifolias de crescimento rdpido: 

Ljrtibftm. mn*»W lata, Parthenomsus 
quinquetofe, uvas. Wisteria fhnbunda; 

trepadeiras com frutas comestiveis: 
qlllV i, matacuja (P^ssrftora motgssima suporta 
geada level, uvas; 

trepadeiras auto-adercntea a trjolos 
e oedras: Bignonia capfeolata, Dexanttta 

vartegada.^asdra^^t^cfrr^^. 



mi 



• Telhado* d» grama 

Os lelhados de grama sar 
sislemas de cas.if. planlas e podem ser 
c©nstru>dos novos ou desenrolados sobre 
estrufuras lodes jd existenkM. uttearido u™ 
camada de piasiica grampeado abaoo deuma 
barrerra contra a umidade Um roto da metal 
carrtqa a agua para a 

ao descarladas (Figure 4 i 
anguto metahco ou viga imdispensavd em 
tattwdos <ngr»mes) sagura a larva para nio 
desazaf 

Provaveimeme o mefior cumnho para 
aperfeiooar a tecmca a as aspaoei eorretas 
a construir lelriados experiments para 
habcacao animal ou galpoes. os apoios devem 
set calculados cuxtadosamanie. pots o peso 
dotetirto. quando molhado. e n 



Hio e bnncfld»f a. quando a sugerido 

mi( j e iK>s os gramsdos para o • 

Mnados g.amados sao otimQS is lam es 

quAtque* telhado lorta ( ou 

to i podena suportar a grama, eon*, 

,,/sef.mlarJa em areas umirjas. 

suculeotas como Mesembryanthemum $ p 

ym areas secas, ou margandas. bul&osas e 

ervas em outtas areas 

Evapolranspirar;ao. alem da irriga^o 
mantem o caior do verao lora No 
invemo. o ar e a falnagem rnantem o (no 
alastado Telhados gramados agem, na 
verdade. com o Irepadeiras nas paredes 
Tambem dimmuem o nsco da (ogo na case 

Pars lelhados pre-exisienles traces, 
espectalmerrte aquales da zinco ou alummm. 
here ou wines leves sabre o lelo servem oamo 
isolamento leva, oesde que as calhas sejam 
adapiadas para te-lhadcra de grama. 



8 





n****M *«»,.>, 



(Ait^ntxiainoia rw* 



««"*> wi»nto».< 



> •«» da twrnu (xmo pnv 



I0J 




V.f!l c»™An**°* <">*<» "*"" 



llW 



J.t, RF.CTRSOS IXXS RETK1TOS 1>A 
CASA 

Os "detritos" de uma casa sao. muito 
frequentemente, wistQS coma problemas de 
descarle, e nao como recursos. Esses 
reeursos/Iixos sao a agua usada nos 
Ghuveiros, pias e lavanderia (agua einza); 
esgcto: reslds de comida; papal. Vidro, metal 
e piastieo. 

Vidros e metais podem ser recictados, 
enqi.anto que plasticos podem ser 
consumidos ao miriimo, se voce levar sua 
propria sacola a *@ira- Jornais e papeis de 
escritotio sao usarfos como mulch em 
camadas [em jardins e pomares). ou 
enSopados e servidos as mi n hoc as (em 
quantidades limitadas}. 

Os produlos mats importantes sao a 
agua cinza e o esgoto, tratados de tormas 
dfferentes. de acOrdo com o clima e as 
preferences. Em terras secas ou estacoes 
secas.onde ouquandoaaguatemum grande 
v.ilrr. a agua da pia e dochuveiro e desuiada 
para uma caixa de gordura [graxeira} a, de la, 
utilizada nos canteiros da jardim. A agua da 
pis tamoem pode ser usada para encher a 
caixa de descarga do sanitario, dupiicando, 
assim, sua fungao, Toda a agua do teihado e 
cuidadosamente dirigida para os tanques de 
armazenagem. 



Nos iropicos. onde as torrentes de 
= f an sao frequentas e os tanques de 
«fr z enagem sao facil merits cheios. 
SS agua do telhado daveria S6r 
Snado para tonga da casa e do jardim. 
Tan , dentro de vafas com cascalho e ca nais 
rie infiltrate (swales) plantadospara prevenj, 
fSna entrada dp autonwel, jardim , 
redondezas- Durante a estacao seca, quando 
a chuva a irregular, as calhas do teihado 
dirigem essa agua para o armazenamenio. 

esgoto da safiitarios com descarga 
code ser dtrecionado, por meio de fossa ou 
biodigestor, para sistemas de plantas 
(pomares) como mostrado na Figura 4,22, 
composto de sanitarios secos e enterrado 
embaixo das arvores; em caso de sanitarios 
(lairinas) moveis, uma arvore e plantada em 
cima do ultimo fosso fechado. 

Rastos de comida sao oferecidos aos 
animais (incluindo minhocas) e somadcs a 
seus aslercos usadQS no jardim. 
Altemalivamente, rastos sao compostados ou, 
ate mesmo, enterrados diretamente nos 
canteiros, embora estes esquentern sob o solo 
a medida em que se decompoem. Seja 
CuidadOso para nao plantar na area 
imediatamente. Assim. os produtos do lixo 
caseiro sao usados no sistema para produzir 
comida e nutrientes para plantas B animais. 



PlrirHTO cm pneu5,nt^|rh 




^ r- Hi.. d» 
plislko DU 
mtlal 



MrfS«. !,!>«,„«, ,&,,„„, ..^a,,. n^.. 




4.1 



FSTRATEG1AS TECNOl/jfjICAS 

Casas ocidentais modernas utilizam 
^m v,m0 de 5 ^'toatts de energia-, mas 
u^ando uma combinagao de estfategias f 

p^pecialmenta com um bom projelo da casa, 
Tqv& quente solar, isolamento termico a 
-Jrnportamenio responsavel e de bom senso, 
iss0 poderia ser reduzido para 1 quilowatt ou 
rnenos. perrnitindo que sistemas de energia 
muito rnenores sejam instalados. Para 
sonservacao de enercia na casa utilize: 

Controls do clima — aquecimento e 
refrigeracao do espaco: 

. fogoes a lentia de queima rapida- 

aquecedores radiantes de rnassa ou de 

quelrna lenta; togdes de ferro fundido 

eficientes; 

• estufa conectada para aqueeimenlo no 

invemo; 
. uiveiro conectado para refrigeracao no 

verao; 
. sistemas de trelicas para oeflexao do sol; 

refrigeragao; 
. caior conduzido; '^MM^^ 
grandes sob o pisO, ****&£»£ 
lagua ou fios etetncos con^ctados para 
produzir caior: 



in 




FlSura 4 23 Csba do M*W ISDIaL ^ 
lento ftaflurrw.a"" 1 * 



Fogoes de coiinha e coiimento 

• Fogoes de cozinha a lenha (melhor, em 
climas temperados) suprem caior a 
medida em que oozlnhafn, 

• Fogoes a gas (propano) serve m melhor a 
climas umidos e quentes; ym sistema de 
gasdeixaabertaapossibilidarJe deacessar 
o metano de biodigestores, gtilizando 
eagoto e outros detrilos. 

• Unidades de cozimento solar sao divididas 
em dois tipos: arcos parabolrcos 
rellexivos, que focalizam em umsoponto, 
e fomos solares [teitos em casa), noa 
quais u ma lampa de vidro cobre uma caixa 
termicamante isolada, forrada com 
aluminio relietor. Ambos OS lipoJ devem 
ser movtdos a nnao, para seguir o sol; a 
nao ser que sejam adaptacios a urn 
mecanismo de acompanriamento solar. 

» Panelas isoladas compoem um metodo 
eficiente para a apresentacaode aiimentos 
que necesaitam longo tempo de 
cozimento. Assim, uma panela e levada, a 
fervura com cs alimentos (ensopado 
teiiao sopa etc.) em tamo de 1 a id 
m'rmitos. Em seguida, e colocada na c^xa 
isolada, onde continua acozrnhar com seo 
propria caior (Figura 4.23). 

Suprimento de agua quente 

. Fogoes a lonha com um lubo de cobre ou 
aoo inoxidavel corvadc por dartre da 
fornaina (atras ou em um dos lados) irao 
supfir de agua quente um tanque de 
srmazenamervto isolado. 

. Coletores solares de teihado PCdem ser 
comprados comercialmente ou te tc *a 
mao e incluom coletores de lamina <catxa 
depaofoucilindricos). 

Eletricidade e iluminacao 

. Celulas totovoltajcas solares , baterias de 

aparelbos, 
. Eletricidade eolica (do vantP) ou 
nidroeletrica de pequena escala, em 



loealidades apropriadas. sup rein todas as 

necessirtades de ilumirtac&o e dos 

eletrodomestscos. 

Laimpadas conservadoras de energia e de 

longa duracaa, cotno as da sodro de naixa 

pressao, sao recomendadas para 

dependences de uso quase constante 

(cozinhas). 

Lampioes a gas e queiosene sao uteis 

para interiores que nao necessitem de 

muita tuz ou ande nao haja condiyoes de 

se comprar sisternas mass cares. 



Lavar e secar as roupas 

■ Na Australia e na Europa, peguenas 
lavadoras (Jordashe, Bra mix, Presawash) 
sao operactas a rrtio pcla pressSQ da agua 
em unria mangLieira: elas tgm urna 
capacidade pequena s sao indicadas para 
indivi'duos ou ensais. 

■ Para familtas maiores e oomunidades, urna 
rflaquina de lavar industrial, operada corn 
moedas, economizadinheiro. 

■ Roupas podem ser secas em vara), 
estufa, area similar corjerta e arejada ou, 
para kens menores. em urn arrnario 
isalado circundando urn cilindro de agua 
quente nao-isolado. Em regioes Cimidas 
Serriperadas, gm vara I sobre o fogao a 
lenha e usado tradicionalmenle para a 
secagem de roupas e. no outono, de ervas, 
frutos ou flores (Figura 4,24). 



Refrfgera^ao e secagem de alimentos 

« Refrigeradores a gas e querosene Sao 
geralmenic, peguanos e eficientes Os 
si;>femas fotovoftaicos grandes. eoiico ou 
ItirJroelelrico. podem. facilmente, servir a 
Urnrefrigerarior. 



Qualquer arms- to arejado com le| as s 
aberto em um lado para o sombreio, e m 
areas tempsradas, pode ser usado para 
armazenar frwias e verdures, qv OS e 
qualquer outra coisa que nao necessity de 
refrigeracao intensa. 
. Para a secagem de frulas e verduras, u m 
secador solar ou urna estufa semivazia, 
no verao, cumprirao a tarefa. 

Canservaeao de agua 

• Tanojues de agua nos telhados da ga ragem 
ou do galpao, localizarjas 
preferenciaimente na ShOOSta acima da 
casa, para [luxo com a gravidade. 

• A agua da pia e utilizada para a desearga 
no sanitario; as aguas da pia e chuverro 
sao desviadas para o jardim ou a estufa. 

• Chuveiros com baixo uso da agua sao 
comercialmenle disponiveis, 

• Sanitarios com do is modos 0"e desearga 
(11 litres para solidos; 5,5 lilrus para 
liquidos} sao hoje usados na maioria das 
casas novas da Australia. 

' Sanitarips compostaveis, ou latrinas, nao 
usam agua o fornecern composto para uso 
a volta de arvores e arb jstos. 

Ervormes economies de petroieo 
nacional e internaciprial, carvao e gas sao 
possrveis, se os lares e as cornunidades farefil 
projetados e equipados para a conservacao 
deenergia. sistemas casoiros de energia. 
acirria atados, sao benefioos e nao-poluentes. 
Uada a emtssao radioativa e a chyva acida de 
reatores, esiacoea termelritrioas e 
auiomoveis, nosso unico fururo possiVel e o 
desenvolvimanto d e anerg.a limpa e a ledUEao 
*S iSt ° *' a mai0r economia que 
? " ;r lmente [ «^m 0S qlje fazer e a da 



US 




Figuia AM Sistama tie raHan^s pais sacaaKT, <te nwpas 



B1BLIOGRAFIA 1 LE'ITOJIA 
RECOMJENDA0A 

Corbett, Michael, and Judy CortaWl, A Better 
Place do Life, Rodale Press, 1981- 
Farallones Institute, TnBintegmW<banH^, 
Sierra Club Books, San Francisco, 1M«»- 

Leckie, Jim, et. Al., More OWj*EftS? 
Savage; designs tot******** wm ' 
Sierra Club Books, 1981- 



Technical Assistance Group, Low cost County 

Home Building, Dept. of Architecture, Univ, 
Of Sydney, Hale & Iremonger, 193a 

Vale, Brendaand Robert, The Autonomous 
House: design end planning for self- 
sufficiency, Thames S Hudson, 197s. 

Vasella, Alessandro, Permacuinm or 0>e En(J 

of the Myth of the Plough. Pamphlet. 



113 



Z- 





Si INTRODl^AO 

A Zona I e aquela area mais prbxima da 
casa, imediatamente a sat'da da porta da 
cOzinha, mckrindo o jardim anual. pequenas 
perenes miportantes. arvores frutiferas 
miniaturas ou espaideiras, canteiros de mudas 
e viveiro. alem de pequenos animais, como 
coelhos e pernios, E a zona que vititamos, 
confrolarnos e na qual plantamos 
inlensamente. 

O tamanho e a forma da Zona ! 
dependem principal mente do tamanho dosflio, 
acesso, objeiivos e do tempo disponfvel. Se 
h^ visitas diarias ao galpao ou galinheiro para 
coletar ovos, a Zona I pode ir da casa ao 
galpao. Aqueles com tempo para dedicar-se 
a terra e a uma familia granite, podem ter uina 
grands Zona I, enquanlo que aqueles que 
trabalham tora podem Jimilar sua Zona I a 4 ou 
e metres quadrados a frente da porta de sua 
cozinha. 

As estruluras associadas a Zona I sao 
as esturas. e viveiros (diseutioos no capitulo 
3); o galpao de jardinagem; as prateleiras de 
propaijacaa; a area de compostagenr ovaral- 
a churrasqueira e a area de armazenagem' 
no jardim. Outras estruluras podem incluir urn 
pomba!, no telhado ou fora da casa, para 
coletar eslerco ou ovos; pequenos eercados 
para coelhos ou porces da indig e uma 
pequena oFicioa. 

Ao iniciar a Zona I , precisamos atenlar 
para. 

• Clima e aspecto 

De que direcao vem o vento? Qual e o 
lado do sol? E o das areas de sombra? Onde 
oeorre a geada? 

■ Estruluras 

Onde podem ser raloeadas, para nue 
cumpram, simultaneamerrte, duas ou mais 
furies? Podem elas ser usadas como 
caletores de agua, suportes para trelicas 
quebra-ventos e areas de produgaa i de 
alimento? v B 



, Acesso 

Como devera ser organizado? 
Estradas? Entradas? Varal? Area de 
brinquedo? Pilna de lenha? Churrasqueira? 
Caminhos? Pilhas de mulch? 

, Fonte de agua 

Quats sao as fontes de rigua para o 
jardim (tanques, mangueiras, agua cinza da 
casa)? Como a agua sera, distribuida 
(regadcres, irrirjacao por gotejamento)? 

• Animals 

Quaisos animais pequenos e rjteis que 
estarao na Zona I? Que srstemas demandarac 
{alimentasao, abrigo. agua}? Como impedira 
entrada de animais maiores (com sebes ou 
cercas)? 

Tudo deve ser considerado (Je forma 
integrada e sistemica, para que os produtos 
da cada elemenlo supram as oecessidades 
do oulra, 

Se voce precisa decidir par onde 
eomecar, escolha a saida da porta, pois a casa 
oferece um foco central e uma borda a partir 
da qual pode-se inicfar o Irabalho. Se 
necessitar, Eaca primeiro o mapa com a casa, 
arvores, cercas, caminhos e outras estruturas 
ou caracteristicas existentes. Entao decida a 
que voce quer mais proximo a casa 
teaiteacoes do jardim, canteiros, pequenos 
anmiais, tanques etc) e posicione cada ilem 

mr,™™ -° 5° m as re 9 ras basicas de 
conservacaodeenergia. 

53 PROJETO DO JARDIM 

SIftSnS*' e ricos em humus. As 
^ Sffir ™^reciclarjas;brotos 
^erdes in,^;, ^ ES| de scartadas; eslercos 
«3RSf^2S" no M° Para suprir de 

Predador(»!- tnm 7 a,rair marimrjondos 
Pilha * S n m f fiS e P fi P'^S volurvtarios da 
cerca mp0E '° *» PJantados ao longo da 



Mao ha necessirjade rJe arrumar o 

]0 rdim em f ileiras; o jardim e um congbmerado 
\}e arbustos, vmhas, canteiros, fibres ervas 
poucas arvores menores (Smao, bergamoiai 
e , ale mesmo, um tanque pequeno, Os 
c^rninhos deverao sar sinuosos e os canteiros 
redondos, em. forma de techadura, elewados^ 
es piralados ou rebaixados. 

Nao importa que metodos voce usou 
para tazer seu jardim, se escolheu a dupla 
escavacao dos canteiros ou, simplesmente, 
usou mulch em camadas com jornal a paiha' 
E uma questao do que e melhor para voce, 
Se sou preguicoso, mulch por compieto me 
serve, Se sou vigoroso, escolho escavacao 
dupla. mais ainda se sou jovem. Mas, aos 
poucos, voce gostara de usar mulch. A lecniea 
nao e uma coisa fixa [nem o e a Permacullura, 
em geral); e somente algo apropriado a 
ocasiao, idade, inclinacoes econviccoes. 

Entao, mais importante e projetar a 
jardim com base na freqtiencia devisiias e no 
tamanho do plarltio, permitindo umavariedade 
de plantas para maior controls de insetos. Ate 
mesmo projetando areas pequenas, como um 
jardim, podemos seguir o prinefpio geral da 
Permaouliura, o de pbsicionaros canteiros da 
acordo com o numero de vezes que eles sao 
visitados. 




IM 



Igura 5 .1 r- spiral de erras own f™^,^ para lm- 
ageiSo. Um osperwr a sw 



■ ERVAS CULINARIAS PAHA A POFTTA DA 
COZINHA 

Imagine um plantio de salsa a S metros 
do jardim principal. VcceS esta terminando a 
sopa e precisa tempe ra- la antes da seruir. Esta 
chovendo 1^ fora e voce esta de meias, sem 
sapatos. Voce, nao pode correr para a rua e 
apanhar aquela salsa! Esta e muitas outras 
ervas do jardim ream sem ser coihidas porque 
estlo muito longe. Mas se tivermos um 
canteiro oe ervas do lado de tora da porta da 
cozinha, apanhar ervas Irescas nao sera 
problema. 

A espiral de ervas (Figura 5.1 ) acomoda 
lodas as ervas culinarias bdsicas am um 
pequeno monte de terra, com uma base de 
1 ,6 metros de diametro e uma altura antre 1 e 
1,3 metro, Essa espiral oterec* varios 
aspectos e drenagens, com sitios ensolarados 
e secos para ervas ricas em dleo, como 
tomiHio, salvia e alecrim, e sitios umidos ou 
sombreados para ervas de lolhagem uerde. 
como hortela, salsa, cebclinha e coentro. 
Abaixo, ftca um pequeno tarvque forr.ado com 
plastico, no qual agriao ou castanhas d'Sgua 
podem crescer. A espiral de ervas e 
convenienlemenie aguada por um aspersor 
colocado notopo. 

. CANTEIHOS DE CORTE PARA 
SALADAS 

Esses canteiros, locallzados nao muito 
longe da espiral de ervas, sao estreitos e 
proximos a casa. Neles. planta-se mais ervas 
(aquelas que nao couberam na espiral, ou que 
voce queira plantar em quantidade) e 
pequenas ervas de salada verde, como 
cebolinha.temperoverrje. mostardas, ruculas, 
que podem ser cortadas com tesoura. Elas 
sao de cresrjimento muito rapjdo, por loda a 
primavera e no verao, produzindo uma gfande 
quantidade de verdes, Sao visrtadas 
segiitdamente, aguadas. colhidas e cobertas 
com mulch para restaurar a supertitie de 
humus. (Figura 5.2a), 



arj' 



IIS 






sw$ 



N=*to5 dtiTitr'nuMa nB mill* 



Fiuura 5-2 Cantairea da Ifcrtas IM an«fmc es1rej , D5 
para loihajem d e carta, IB) ngMab a bsira 
3a passausm iospapK iao naenOwkx 
WW arm Ktojihtoi salsa etc,) (C) Ftolaran 
'3<i ffaftflos. 



VER DURAS DE ARRANQUE AO 
LADODOCAMINHO 

Sao as verdurss iiteis, de produce 
lonae para saladaS ou cozimento, c jjas fahas 
nod&mos collar on arranear, durante os 
meses de producao. A ma ' oria $ "ransplaniada 
do canteiro de mudas e engloba vegetans 
como Couve-de-Bruxelas, aipo, couve, 
cebolas. brdcolis, mostarda, espinafrs, funcho 
etc. Pimentoes e abobririhas sao, lambem, 
vegetais que podem ser colhidos 
frequenternente. 

Esses vegetais sao plantados an longo 
das caminhos e removidas constantemente. 
transp-lantados e replantados. Seguidamentel 
uma folha nu estame e colhido para saladas 
oufritadas; raramente a plants a inteiramente 
colhida. Aigumas sao deixadas para ae auto- 
semearam no jardim (Figura 5.2b). 

■ PLANTAS DE CANTEIROS 

ESTHEITOS 

Agora chegarnos aos canteiros do 
jardim, propriamenle ditOS, os que sac- 
divididos em canteiros estreitos e largos, 
Ambosconiem plantas que necessiiam de urn 
iongo psriodo de colheita (durante a verao e 
no ouiono, usualmente). Os canteiros estreitos 
contem plantas que necessitam de acesso 
maior e mais frequents, podendo incJciir feijoes, 
tomates, abobririhas. cenouras. ervilhas, 
benngelas, feijao fava e ervas como erva doce. 
cpmintio, camomila e chervil (Anthriscus 
cerefoliufn), coma venios na Figura 5.2c. 

lomateiros necessitam canteiros 

=„» if para qlje se l' am alcancados e 

aparthados facilrnente, a medida em que 
amadu r6 c em . Como nao gostam de rento. 
E5" P^ntadoa em urn "oariteiro- 

SS2S inKS? por alcach0,ras de 




Figura S3 Cafitetfa buraon fje fecri&dura, denEa.7ien1e 
pjgrelado, cam giraasoK csamo qu*bra vanto. 
Tais canteiros sao ctinca para tomaia^ se 
apoiades em tfellcas, 



• CAOTEIBOS LARGOS 

Aqui, fHarrtamos espedes que requerern 
urn longo tempo para amaduracer, ou que 
sejam coltiidas todas de uma vez, para 
armazenamento ou piocessamento. Incluem- 
se o TnHho (arrtbos, c milho verde e as 
vaiiedades de rnilho dura), meloes abobaras, 
cebolas, batatas, aitio-porro, beterrabas e 
nabos entre cutras. Sao plantadas prbximas, 
com mulch autopro-duiido, sem caminhos 
en ire eies, e em blocos. Alguns desses 
earsleiros podem, tambem, fazer parte da Zona 
I! , como ptantio principal. 

SEBES DE BARREIRAS 

A volta do jardim, e possivelrnente 
dividirtdo-o em secoes mane]aveis, estao o£ 
plantios de bordas. Sebes sao utilizadas como 
plantas-barreiras contra o uento : invasores e 




animals, tambem poderxk) ser usadas conw 
fortes cfe mulch, forrageiraS, fixadoras rje 
nilrogenio e plantio comestivel- 

Seja a partir da cerca do vrzinho ou de 
bcrdas nao controladas do seu cultivo, a area 
coberta de mulch da Zona I esia sempre sob 
o constarte aiaque de invasores: capws 
quicuiu e couch, entre outros., invadem para 
cobri r as anuais delicadas . A nao se r que voce 
tenha condieoes de manter lima fossa de 
concrete sob a cerca, (era que procurer 
solucoes na natureza, 

Apds utHlzar camadas de mulch no 
jardim (discutido, mais tarde, neste capftuk)), 
plante una baneira viva a volia da area 
protegida e cubra-o com mulch de papelao e 
serragem. ou palha (Rgura 5.4). Use plantas 
vigorosas com raizes entrelacadas imunes aos 
eapins invasores (bambus nao- invasores, 
confrei). urai inspecio rra sua area local 
revelara mais espacies que nao perrnitem a 
entradade invasores. 

Alcaehofras de Jerusalem {Helianthus 
lubeiosas). piantadas em uma faixa de 
aproximadamente 1 ,.2 melras de largura. agem 
quaseque imediatamente como quebra-vento 
para suplementar as sebes de cre-scimento 
lento. arbusto da erviiha Siberians {Cgragana 
aborsseens) fixa nitrogenio, forma uma borda 
grossa. pode ser plantado em. climas frios e 



« as semertes sao usadas para alimentar a s 

nali'nhas. Taupatas (Coprosma reper, sji 

ocasionalmente, formatn uma barreira en>, e 
as Zonas I e II. Suas bagas sao adoraetas p# as . 
oalinhas e suasfolhas sao uma fonts excelente 
de ootassio. Entao. podem ser utilizadas 
orodutiuamente em ambas as Zonas, coma 
plantio forrageiro a como mulch para as 
plantas do jardim. Cannaedulis, plantadacom 
capim cidreira [Cymbopogon citratus) e 
confrei (Symphytum officinale), forma uma 
barreira impenetraval para o capim qyicuiu, em 
areas subtropicais. Outras plantas de 
barreiras bem-sucedidas sao a Artemisia 
absydthium e o Eleagnus umbellata. Sebes 
jntemas ao jardim sao menores, usualmente 
feitas de alecrim. outras ervas perenes e 
arbustos. Existem plantas de barreiras 
exceientes para lodas as dondicoes 
climaticas. 

Em areas muito ventosas, como na 
costa, voce pode estabelecer barreiras de 
jardim com urn jogo de 3 a 5 pneus empilhados 
em urn arco contra o verito (Figura 5.S), 
Primeiro, cofoque jornaS e mulch na base dos 
pneus como defesa contra as daninfias; 
eniao, enctia com terra, composto, restos, 
palha etc. e plante especies que resists m ao 
vento. O arco de pneus nao somenta bloqueia 
o venlo forte, cqmo age tal qual um banco de 
calor, prol&gendo contra a geada a 
equiNbrando as ^ariacoes de temperatura. 



Tfllhado 




Venlas 



FiQurs 5.S B«ca..qiL!*-a ™i!o uin, ian do pnsui urJhoi 




Inclna?*" 



M,aumia ' dim " rD "^™ta sfe ,,, fc5farles 



II8 



emsacn 




Figura S.S Pergola com virJias sobra os ranlelros para prolsgS-ks 



. PLANTIO □ E VINH AS E TBELI^AS 

Usar trelicas para suportar plantas 
anuais e perenes e o mecanismo 
economizador de espaco mais imporiante 
para jardins uirbanos e rurais. 

Trt3licas sao colocadas contra parades, 
cercas garagem, galpao, viveiro e patio, 
podem ser espeeialmente construidas como 
um arco auto-sustentado (Figura 5.6) on, aie 
mesmo, ser estabelecidas sobre canais, como 
sombra para os peixes, em climas quentes. 
Trelicas tern uma grande vanedade dB usos, 
incluirido; 
. bordas de barreiras permanentes a vol-la 

do jardim (perenes, como maracuja, lupus 

e baunilha); 
' sombrascaducif6lias,nacasa, contra o 

sol do verao tuvas, Wisiena), 

• sombra permanente pnixima ^ aiac|BS 

<tooeste(hera,rosastrepadeirasf. 

■ casasdebrinquedo.r.overao.earaasde 

lazer. 



A figura 5,7 mostra alguns sistemas de 
trelicas. 

Trelicas firmes devem ser usadas para 
todas as piartas trepadeiras, com cuidado, 
para nao permitir que invasoras fiquem fora 
de controls, espeeialmente em cagioes 
tropioais e subtropicais. Plantas de vjfihas 
perenes e comestiveis incluem o quivi, 
maracuja. uvas a HumUlus lupus. Esistem 
mtiitas outras perenes e trepadeiras uteis 
((lores, vegetacaofolhosa) servindode mulch 
e sombra. 

Vinhas anuais rnduem o pepino, o melao 
e a famflia das aboboras, bem como os 
legumes-trepadeiras (teijdes, e™ 1 . 1 ^)- 
Tomales (sspecialmente OS do tipo miniaturaj 
devem ser iratados como vinha, e podem ser 
estacados ou ligados a tela ou cordao. Trelicas 
no jardim sao visadas para trepadeiras 
oequenas. enquanto que os meloes sSo 
treinados a subir na. cerca, nos arcos ou no 

eTadc, em areas urbarias. Monte uma 
estrutura de trelicas consistent* com o 
me caHsmo da pterrta. A ttgura S.8 mostra os 
™oTjfeTentos de trelicas wrflo apo^f»« 

- . „^>r da ^ nhas diferenr.es. 
Sistemas oe Ylll,l " a 



119 



I 









Cerrj-txiriii 






Em ague "J* 


' IfcV 




conlrt-M.TrtKM. 






e ni*S^rt*.S( 


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Trtf)fjTppi2 

Posit tentrai com srffi^/l^V 

¥aras para fcij$£S OU 

afdvn? para lupus 



TreHr» tupus- ainwt CM , 



ngura 5,7 Slslewias de rreli^as ria lavrjuea 



«- «« herbs aumenBIn ^ Q ^^^ p)W(| ^ 



I JO 



VinUss devem sesr plantadas em intervales 
freqOentes, garanlindc urn cfaecimento 
vertical. 

, TANQUE DO JARDIM 

Urn pequeno tanque dejardim, utifizado 
para manter ptantas aqualicas e easlanhas 
d'agua, e urn paraiso para anlTbios oomedcres 
de insetos. Embora tais tanques estejam a 
venda coniercialirisnte, eles podem serfeilos 
com bacias velhas, bantietras ou qualquer 
material que nao vaze. Tanque de pneu: Um 
pneu welho(sem cinto de ago) de caminhao ou 
trator e facilrnente transtormado em urn 
lanque, cortando-se urn dos lados com uma 
faca afiada. Escave urn buraco no solo, com 
largura sufrciente para acomodai" o pneu 
(Figufa S.9). Forre o bjraco com plastico 
grosso. assente o pneu e coloque um pouco 
de terra no fundo. Pedras sao eolocadas a volta 
do pneu, para cobri-lo, bem como uma 
pequena for perene, pfantada para rJecoracao. 
Ptante as especies aquaticas no fundo do 
tanque. 

CANTEIHOS DE MUDAS E VIVEfRO 

Os canteiros de mudas devem ester 
parte, no ]afdim, e com acessc facil aos 
caminhos A terra dos canteiros de mudas e 



^empre retirada 8 med'da em que os vegetais 
sao Iransplantadas, devendo ssr reposla de 
tempos em tempos. Eleve as mudas em 
bandejas ou petes, contendo um substrate 
de manipulacao facil enlreoviveiro. aestufae 
o jardlm em candicoes ciimatiras apropriadas 




FlguraS.S Tanque da pnflu para 3 riorta, «*n linoe, 





A rame para uvas 



fntedes p*™ pl^nias ™nt Suportc rflutoj** 



lit 



viveirc e urn importarite elemenlo em 
quaiquer Permacullura inicral, ficando 
posicianado onde ira receber mufta atencao e 
agua, Uma estufa ou viveira completes podem 
ser necessaries em operacoes de grande 
ascala, ainda que, geralmenle, uma estrutura 
com sombrite a una pequena cupula 39 
plaslico sejam tudo o que e necessano. 
Dependendo da escaia das operacoes. a 
viveiro esters' Situado na Zona I ou Zona II. 
considerando-se o acesso de vefculos (para 
materials e. possivelmente. vendas), agua, 
aspecto, quebra-vemos, area de descarga etc. 

A tigura S.10 mostra uma Zona I 
idealizada para um jardfm temperado. 

■ ANUAIS MANTJDAS PERENES 

Em climas lemperadcs amenos, varias 
tecnicas t&m sido desem/Clvidas por 
jardineiros para manter as anuais "perenes". 
Se para uns poucos alhos-porrds sao 
permitfdas floracao e semente, e enrao 
arrancados, muitos pequertos bulbos podem 
ser enconrrados a volta da t>ase das hastes. 
Estes sao plantados da mesma forma que 
grupos de gebola. Alhas-porros, cortados no 
nivel do solo (com a raiz deixada no local), irao 
brotar novamente em outra colheita, menor. 



No qfupo das csbolas/aihos, muitas 
-so de quaver forma, perenes. Proximo a 
Srt "a cozlnha, podemos plantar d Uas 
varie'dades de cebolinba (de folha rugosa ou 
de tolha tina), asialica ou de varies oulros tipos. 
Mais adiante, como uma borda. plantamos 
uma variedade de cebolas em torra de 6 a 
10 caboias para cada uma plantada), cebolas 
qaulesas e plantamos os alhos no canteiro 
dos morangos, no outono, ou em qua[q uer 
espaco deixado em canteiros elevados, Alhos, 
se Ihes forpermilidose multipiicarem pordois 
anos, darao uma colheita constante. 

Se as vagens grandes do feijao-fara 
forem deixadas no solo para secar, cobertas 
com mulch no firn do verao. irao brotar 
ncvamente no outono; as plantas podadas 
apos a colheila brotarao novamente, Batatas 
deixadas sob o mutcb brotarao na primavera, 
e a alface Jlorada espalhara mudas a volta da 
base, para transplant©- Salsa e mitiias 
especies de semente afilada rebrotam 
livremenie em mulch, e suas mudas podem 
se/transpiantadas. Naverdade. uma pequena 
pioporcao (em torno de 4 a 6%) de todos os 
plantios poderao amadurecer ate a formacao 
de semente se espalhar sob o rnulcb, ao 
contrario de comprar anualmente as 
semenles. 




RgUMS.10 Um plana Oesaiiiidn de am tola para , ^nhs <,„„. 

, ™" a *"* 3 °™ fihea * «*mas#m tfe km "wwii^S^t P™"""* 1 nut ™*° BmdtaB. =°"t°<*> 

llmns.ro) 9 espiral ,fe anas , 

122 



varias frutas s vegeiais (tomates 
m el6es, abobora), quardo co| Qca dos mteiros 
gob o mulch na hora da colheita, irao lermentar 
e apodrecer. espalhando mudas para novos 
piantios. Os topos das cenouras, manlidos no 
GSCLiro ou em lugar inn, irao brotar novamente 
e poderao ser plantados em solo macio 
(Figura 5.11a). Repoihos sao corladps 
rasteiros, com a haste cortada em forma de 
cruz, com uma faca. Pequenos repdhos irao 
brotar, serao colhidos ou divididos e 
replantados (Figura S.11b). 

Em climas mornos, os brofos axilarej 
dos tomates e de especies relativas podem 
ser retirados e plantados como plantas 
menores, por todo o verao (Figura 5.11c), 
ultimo lote pode ser plantado em potes e 
trazido para dentro, no invemo. Pimenloes e 
pimenlas, tratados dessa forma, poderao ser 
podados no invemo e, entao, colocados para 
fora na primavera. 

Todos esses metodos minimizam o 
replantio ou a necessidade de canteiros de 
mudas, rnantendo o jardim produtivo, 
constantemente. 

5,3 O JAKDIM 1NSTANT.4M;0 

Mulch em camadas para jardins e uma 
tecnica que tem sido descrita por murtas 
pessoas com muifas variacoes. Esta, por 
exemplo, Ihe da um ini'cio imediato, sem o 
trabalbo extenuante de escavar o solo para 
canteiros. Voce pode comecar em quase 
qualquer tipo de solo, exceto naqueles 
empobrecidos, duros como pedra, que se 
parecem mais com concreto. Com esses. 
voce constroi cai)cas_elevadas e ttaz terra e 
composto para enche-las, 

Mulch em camadas iapnrte^ 
daninhas: hera, quicu.ue capimbufato. ,B^ 
sp„ r arasc(Jm , Oxafe mum e ate .mesma 
amoras. O importante e preencher "g^ ™ 
Plantas, da acordo com um &£**%& 
Plantio que voce tenha feito n °P^''„ mece 
a area com mulch. Por essa razao, com** 
com jma area em torno oe q 

quadrados, aumentando a ^«» •£, M Elia 
tempo e os maleriais fcW^JJSio da 
primeira tentativa devera se» W£» um 
casa. preferivelmente, conrtjan™,^, de 
camlntio ou fundacao os q" 8 /!,' „™do de 
uaninhas. Assim, voce estar^ prbteg 



topo^ lie ceftWTK*™ pa^TnoftwdD no. 
pfjlOL Trjn&plarde quando I npx v&H&m 
cw * in. 





BcoiBniofflMenjQia 
t«Nlsp«lesc 
des^nivotvef soartTC* 
Bj5j(o(t«naf-s* 
fratrllio 



ngura 4.11 Fa™™* 1 anus,E K'™"™-^ ***"**■ 



m 



uma .invasao de danlnhss por Ms. A Figura 
5. J 2 demonsira a seqOSnda para o mulch em 

camadas. 

Primeiro, plante as aivores grandeS, on 
arbustos. E mais ffiol planta-las agora, do que 
eseavar atraves do mulch, mais tarce. Em 
seguida, espalbe peia area urn balde de 
dolomita (com gesso, se solo for 
particularfnenie argiloso), eslerco de galinha 
ou farintia de sangue e osso (para adicionar 
nitrogenio, comecando o processode reducao 
do carbono nas camadas seguinles}, Urn 
balde ou dois de resios de composto podem, 
lambem. ser distributees as minhocas. Se 
voce lem uma fonts de palha (ou malaria! 
similar), coloque-a. lambem. scbre a area. 

Nao se preocupe em escavSK niveiar OU 
capillar. Agora, prossiga com a eoberttira da 
area com as camadas de materials. Estes 
poderao ser papelao, jornal. tarpetes velhos 
(nac-sinteticos), feltro on qualquer ouira coisa 
que se decomponha eventual menle e fomeca 
nulnentes para as plantas. Cubra a area 
completamenie, nao deixando espaca para 
ervas daninhas aparecerem. 

Se voce tem uma an/ore rara ou 
arbusto valioso no caminho, rasgue o papel 
um pouoo e circunde o tronco. Fapa o mesmo 
pelo oulro lado. SomenLe as arvores ou 
arbustos valiosos ficarao a visia. 

Regue bem essa camada dando im'cio 
ao processo. Erstao, aplique uma camada de 
7,5 cm de palha de estabulos de cavalos, 
esteroo de galinha na serragam, folhas. algas 
ou capins marinhps (um deles ou varies, 
m>slurados}. 

Todos esses materials con tern 
elemenlas essenoiais e seguram bem a agua. 
A seguu, adicione ts cm de material seco livre 
de sememes, como agulhas de pinho, casca 
de arraz, cascas de nozes, casca decacau, 
lolhas secas, gapim cortado, palha e 
serragem, antra outros. 

Regue ate Hear bem molhado. Agora 
pegue sementes grandes (feijoes, erviihasl' 
lubeiculos (balata, alcachofra de Jerusalem} 



nlantas medias (ervas, tomate, a.po, a(f ace 

Ccm a mao, abra um pequeno buraeo 
a* a base do mulch solid. Finque um bbraco 
no papel, carpete ate. com uma faea ou 
laffl^a Coloquedois punhadosde terra n&ssa 
buraco empurre a semente, ou tuberculo, e 
olanle a muda. Para sementes ou tuberculo^ 
cubra de mulch. Para mudas, segure 
qenlilmente as lolhas com a mao e traga o 
mulch de vote, ate a base da planta. 

Se voce necessitar usar sementes 
pequenas, faca assim: abra uma canaleta no 
mulch, coioque uma tinha de areia ou solo 
peneirado e semaie as pequsnas sementes 
de cenoura, rabanete etc. Regue e cubra com 
um carlao estreito por algurss dias, ale que as 
sementes lenham brotado (ou. prtmeiro, faca 
com goe brotem em papel mclrtado). Entao, 
remova o cartao e uaga o mulcb de volta, a 
mecfida em que as plantas crescem. 

P laniios de raizes nao pradLzem murto 
no primeiro ano, pois o solo abaixo ainda esta 
compactado, poderdo haver esterco demais. 
Plante rabanete daicon (Fl'aphatnis sativus), o 
qual tern uma raiz de 30 a 60 cm que comecara 
a guebrar osolo compactado. Pknfa a maioria 
das culturas de raizes no segundo ano (cu 
escave um canteiro em separarJo), quando so 
seffl necessario espalhar mulch para revelar 
um solo rico eescuro. 

Ao torno do final CfO primeiro ariO. o sota 
estara Iransformado e contera cerltenas da 
minhocas e bade rias, Adicione um pouco de 
mulch para manter osniveis, geralmenle uma 
mistura de serragem. cascas, lolhas e palha. 
Espalhe algum cal ou farinha de osso/sangue. 
Planlas anuais necessitarn de mulcri fresco 
ocasional, apos a coiheHa; suas folhas mais 
externas sao escondidas sob o mulch, como 
o sao 03 restos da cozinha. a s minhocas sao 
sao ativas que as lothas e as cascas 
aesaparecem durante a noite. Botas de couro 
™ ma | s ,j m pouco. RoLpas de brim, 
aprw.madamerne uma semana. Patos 
moitos, uns poocos dias. 

lreQuentl rJii r iT eirD ? no - Voca precisara regaf 

etfartSrS^- POis as «™das de fungos 

P'anlas, na bass do mulch, sao lentes no 



124 




Rgura B.I 2 CB passos psia um canleira de mulch am, eammlas. 



d&senvolvimento. Como em jardinagem 
normal, todas as mudas recem-plantadas 

necessitarn de agua. 

Nao ha necessidade de tar a ™^° 
das plantas, ou de descansaro solo. Batatas 
sao, simplesmente, colocadas no topo do 
mulch velho e recobertas de mulch. Nfc >^ 
necessidade de deixar espago para capma ou 
^avag&o, pois as plantas P^ B "Mf 

colocadas muho n^PjJSSto 

preterivelmerte em canteiros mistos 6 jamais 

em filet ras restrilas. 

Com um replantio trM*^ « 
randomico, o jardim comegaja a ° _, _ ern 

herbacea mista. Essa diversideds 



age como hospedelra para urrra vanedade de 
insetos, sapos e passaros, sendo fator 
essencial no controls de pragas. 

Algumas daninhas podam forcar 
atraves da camada. Empurre-as para baixo do 
mulch novamente, ponha papel molhadopor 
Cima, cubra com serragsm. Se 10% do qu.cuiu 
reaparecer, cubra com papei a- (""tch- 
novamenle. Eventualmente. lodas irao rnorrer 
c'm esse tratamento. dei.ando a toBW* 
de daninhas; soman le as suas plantas e 
permitido ter a cabeca no ar, 

Jamais anterrs serragem ou detritos de 
madeira' coloque-os por cima. onde o 
3w5n?o atmosferico decompoe a made^a. 



1 25 



MWrocas adicioflam esterco surieiente para 
suprir a base. Mantenha o mulch Mo. nao 
permrta que? forme um caipele a. para issc. 
misture cortes de grama OU serragam com 
material dure, e seco, come pinhas, detnlos, 
etc 



5.4 



(I IAR11IV1 PKRMAC1 I.TOKAL 
I RBANO E SUBURBANO 



O design urbano e o suburbans usam 
ds mesmos principles da Permaculiura, 
aphcados em escala menor. Geralmente. so 
exisle espaco para plantas, animais e 
eslruiuras de Zona I. alem de urtS poucos de 
Zona II. O importante a que. quanto menor o 
espaco disponivel, maior cuidado deve-se tar 
na ir>tensificacio da produfao de alimentos e 
na minimizatpao do espaco desperdicado, 
usartdo sistemas de espirais, fechaduras, 
rrslicas, mini mo caminho e planlio em andares 
b consorcios 

PEOUENOS ESPAgOS URBANOS 

Essa situaeao requer o maximo de 
pianejamemo. mas e surpreendente quanta 
corrrirja pode ser produzida nos beirais de 
janelas. telhados, varandas, caminhos 
eslrertos b patios. Plantas podem, ate mesmo. 
Crescer cienlro de casa em potes, .aesde que 
sejam levadas (sobie rodas) para um local 
ensolarado: a maioria da$ plantas necessita, 
no Tninims, de 6 horas de Iu2 solar por dia, 
duianie a estasao de creseimento. 



Poles P«iem ser leitos de qjase (udo; 
nlasltcos babes, caslasvelhas. sacos, caixas 
£ f hlpuedo etc Fure o fundo, para qu e a 
f™ a eS. e corrfira se o peso deles na 
&'S para o suporte. Uma mi S , Ura 
2 sdo leva pode serfeita especialmente para 
Sto em saoadas ou baicoes e leihados. 
podendo necessitar de uma rega mais 
frequents. 

Pates mais (undos sao ideais para 
tuberculos. Batatas sao plantadas em uma 
pequerta area usartdo uma caixa ferta de lonel, 
caixa de madeira, dormentes de madeira (do 
lado defprajou, mesmo, pneusde automovel. 
As batatas sao cokjeadas sobre urn apoio de 
mulch dentco da caixa. corn mulch per cima. 
A medkla em que as batatas brotann e 
crescein, mais mulch e emptlhado por cima, 
ate que os topos verdes estejam actma <a, 
beira da caixa. Dessa lorma, as batatas 
surgem da haste cobarta e sao apanhadas 
mais facilmente do que quarido plantadas em 
solo dura (Figura 5.13), 

Escolha as plantas que voce come, 
que Ihe sejam particularrnente nutritivas e que 
possarn ser colhidas uma oj duas vezes per 
sernan-a, tais como pimentoes. tomates, 
salsa, cebolinha verde e altace. Se o espacc 
a limiiacto, plants some rite as ervas que sao 
frequememenfe usadas (tomilbo, manjericao, 
mangerona). 




^s^n; am. «ta qarmtU , .m SM!4 „ « n a d as ™^*!l *-<° > i»d,d B qu4 as planlBS 



O espago no beiral das jartelas a 
m elhor utili*ado se pendurarmos potes ou s ~ 
2 ou 3 praieleiras 1orem adicicmadas (Figura 
5 14). Ainda melhor, seria uma estufade jan&la 
presa S parede no lado do sol, eorno ilustrado 
noCapitu' 4 (Figura 4.10) 

Em varandas e patios pequenos, as 

plantas serao colocadas de forma que as mais 
altas iiquem atras, para nao sornbrearem as 
menores. Duas ou tres prateleiras de potes 
ou caixas longas podem ser ennpilhadas, 
diagonalmente (Figura 5.15a). 

Outras formas bem conhecidas de 
plantar alimentos em pequenos espa^os 
iricluem brotos de alfafa, girassol e leijoes, 
bem como plantar um ou dois sacos de 
eogumelos em: urn local trio e eacuro, 

Ftestos de cozinna sao compostados 
em um sistema de dois baldes sob a pia. 
adicionando-se podas do jardim. Alguns restas, 
como cascas de laranja e casoas de ovos 
inteiras, levam muito tempo para se 
decomporem, mas issoefacilmente resolvido, 
se voce coila-los ou esmaga-los. 

Para moradores de aparlamenlos, 
trelicas sao colocadas a voita da varanda/ 
sacada on contra as paredes, do lado de fora 
da jartela (Figofa 5.15a e c). 

. LOTES SUBURBANOS 

A maioria das gessoas tem ou aluga 
uma casa com um quintal pequeno ou meaio. 
na trente e alras. Muitas dessas casas 
poderiam acomodar uma pequena wMaou 
weiro, sislemas de trelicas. arvorBSfratiferas. 
uma policultura de plantas anua^s e per ene&s 
alguns pequenos e quietos a™, como 
patos, cidornas, abelhas e gaW-f ga« 
Veja a Figura 5-16 para ^^f^^bano 
depois', idealizada para um lot© suou 
tipco. 

Treligastomamolugard^esd 
sombra, que sao grander detnas i pa» ■» 
suburbans, Seja cuidadoso no dB |^ f 
sistemas de trelicas, de to"™*™ men0 res. 
sombra para os canteiros ou plan™ « oom 
a nao ser que estas plantas se benevae 
a sombra. 




Hggra S.I » Vegalois para salads jxxtsm sa pnjfiaiiii 

em uascft pendemns e ws swilnraK das |ane 
tas para quofll niara e*n *$iananwiP!Cii. 

Afvores Fratfferas - Frutiferas em 
miniatura, plantadas no solo ou em potes 
grandes. sao compacts (geratonente, em 
tomo de 2 metres de altura, quando aduHas) e 
daofrutcsde tamanho normaijdentrodepoucos 
anos. Suas desvantagens sao o custo Hcial, 
maior cuidada necessario e um tempo de vida 
mais curto. 

Arvores enxertadas tamb^m sao muiio 
valiosas em um Jardim pequenO- Galhos de 
uma variedade de macas, por exempla, podem 
ser enxertados em outras warredadas para 
qarantir pdinizafaocruzada ou para que Was 
amadureuam em epocas diferantes. Melhor 
ainda- e possivel enxertar ires ou mats tipos 
de frutas em uma so arvore. Um pessegueiro. 
por exempio, P Ode daramendoas wCWin- . 
abrieds e dois tipos de **?%J*&t. 
oereras e peras nao crescerao em 
pe segueiros, mas quatqutr uma delas pod, 
H fe^ertada para suportar vanedfes 
ditereniesdaquela espece, em particular 



12? 



Considers a aitirra e a Jargura da copa 
■.ores, pois elaS pocterao, rnais tarde. 
sombrear o jardim. Ouase lodas as arvores 
Irutfreras podem ser podadas e coloeadas 
contra jma parade ou cerca (espaldeira). 
Embora isso requeira poda 6 amarracao 
cuidacteas, as vanlagena sao eolheila faeil, 
rede de protecao contra pdssaros e economia 
de sspaco. 

Canteiros - Qualquer lipo de canteiro 
pode ser usado: elevados, rebaixados, 
fechaduras, ci'rculos, ate caixas cheias de 
composfa e terra. Uma lecnica para os solos 
duros e a de cons.truir canteirgs circulates 
chesos de composfo. As maiores vantagens 
desses canleiros gircufares sao: 

. a economia de ag.ua, Ja que umcircufo & 
regado, com um jato de atjua, mais 
eficientemente do que uma fileira de 
vegelais; 

• a concemraeao de nutrientes, pois o ci'rculo 
e uma "area de despejo" para tocfos os 
restos de cozinha, cortes de verdures, 
estercos e ojtros organicos, formando 
uma area rica de composto e hijmus; 



. a facilidade dos jardins circulars poder^ 
Jer construidos em elimas djf,' cei g 
(particuiarmente. em regroesandas) eerr, 
locals onde o solo nao e propno p ara 
niando (comotampoesdeargifa, cascade 
e ate>a) pois sao piantados mteiram enls 
no solo que tenha Sick) coletado naarea 
ou eompostado no local. 

Para construir um canteiro circular elevado 
(Figure 5.17a), proceda assim: 

1 se possivei. escave um buraco circular no 
solo, um pouco maior do que a 
circunferencia desejada. diametrrj 
devera ser a distancia que voce porje 
alcancarcom os bracos a partir do centre 
para fora. digamos, 1 ,2 metras no total, A 
profundidade e uma lamina da pa, com a 
terra posla de (ado (em Lima lona ou 
plastico). O funtto * buraco e viradc e 
atofado; 

2 ooloque um ci'rculo de tela de 60 cm de 
altura em volta do buraco. Jogue terra a 
volta da tela, para manta-la no lugar. Para 
evitarque a terra e osoutros materials fines 




FJguu S.1S (A) cm. (fa uma wanda planlMa „ m ^ , B ™^ T™^^^ 1 ™™"™^ 

128 




ft*,, alta p-odc^o. (Adaprsdo de in. tfe**+° * 

derramem para tort da tela, use a paJha 
como uma barreira, junto a tela. A merfida 
em que o materia* « co oca* dertro * 
cfrculo, a tela vai sendo fofcada a ficando 
mais firme: 

3 comece encherdo o buraco pastes 

em amadas com a ^P£ta de os 

nutrientes: esterco de va ? a . um 

galinha. alguma f*"™ * a de osso / 
[iouco de cinzas, cal, ra" [ " 

sangue, algas etc.; 

4 empilheateotopodatslaB^cor, 

uma camada fina de *em. 



ANT** dtl manutensio, ta«a rm*^. PH^J® Ma ™n>^ 
pcfim pranciS-} 

erescimento acontece nesse 

pequeno espaco, so que as plantas utilizam 
urm area maior, porque se espaham para 
alem do cfroulo. Pepinos e abobrmnas 
es palham-se em varias directs, enquanto 
que lomates »= apoiadOS de fora do circuto. 

Dentro dQ cfrcuto. qualquer 
ccmbinacao de bom senso .pode sar segu.da: 
^rticularmepte, plantando uma cultura de 
SaSido juntamente com uma lenti 
™as cebotlnhas e rabant.es; broco se 
S°) mis um e removido erK|L»anto o outro 
SSSffiSen*. Deve-se lomar cu.dads 
notrdim de in«w«, para nao sombrear 
^qSplantas corn species ma.saHas. 



i a? 




I 4B«bwa 



prtttpMo* 



RguTH S.17J Canteiro atnasj rom pfcrtoc&j plasslca. 

Isso nao e urn probtema no jartJim de verao, 
quando o sol esta sobre a cabe^a. 

Enquanto algumas ptantas sao 
colhidas, outras sao coiocadas em sens 
lugares, se houver lu; suticiente. Com agua a 
nuhiantes sufidentes, a unica limitagao e a I uz. 
Tres canteiros podem manter tres pessoas 
com saiadas e outros vegetais o ano torto; a 
uma vez feitos, necessilam de pou'ca" 
manulen^ao, 

A irrigate § facil, pois urn jato de agua 
i colocado no topo da uma estaca no meio do 
circulo, ou urn sistema de tubo de irrijacac- 
com emissarss de gotejamento, 4 amarrado 
as estacas. Para o plarrtio precoce de vegetais 



ds primavera, cubra o circulo com uma folha 
de plasties apoiada em estacas, deixandc uma 
abertura pequena a volta da base, para 
cirwjlacao (Rg ara 5 .i 7b) 

Adicionadoaosjardinsde circulo eaos 
sistemas de trelicas, um telhado semi-plaWJ 
r^l n S9r 1 Sado P ara a P°iar aboboras b 

SE^SL* V00§ tem uma cerea P***" 8 * 

ca&a ecnstrua uma eoljna de p i astic0 pre© 

?'*»' para ™° queimaras rafzes) 
tela m ™ ^ (Fi9Ura 5 - 17 0. Prega^d" a 
*S En *a a coiuna com terra rica 

em n nptl S V lan,e rentes. A medi* 
^ L*^ * ^ crescendo, retire 

•vwnwif ' ° nd9 pDder » espaibar -*> 



i JO 




Figum MTU Calulta its Mia *e galinhara psra croUDfia 
do jegstals no telhado- 



E importante lemhrar de regar 
frequentemenle, pois a coluna seca 
rapidamente; e meStor ter um sjateim de 
gote]amanto operando no automata, se Tor 
possivei, 

GRAMADO SUBURBANO 

O gramado americano ullltei mels 
recursos que quaiquer ou.ra "« «&* 
mur,do. Utiliza mais fosfatos do que a » 
mais venenos do que qualqueroutra k™ 
aoricul.ura. gramado a« n ° ^ar a 
alimentar continents se as pesw *» n ge 
mais responsabilidade : ** g ^^ 
eolocassemos a mesma P" arrt ™^2 env 
da-obra, combustiveis e «w « eslar 

rsflorestamento, po deriarT, 'l; dois carros, 
continerile inleiro. Uma caa™ jza mais 
um cacborro e um Q'^°°^ ila de 2000 
reqursos e energia do (»» ^ a vlla 
africanos. 



Stndaplistlci 




dfc it jcmHo torn 
talorwfrio 



Figure 5.1 7e Oa7ilei«oHtui^=wf> nlM| i* P fc,ica - 



Usual mente, voce v* uma casa, em 
um lote residential, cercada da J«ese 
aramado, taJve? alguns arbustos. Atras da 
Sasa la no fundo e escortdido por uma trtlica 
discrete, estara uma pequena horta. Voce 
PSCWhece esse padrao. Eb> 6 tao unwereaJ 
que plantar um repolbo nesse gramado sena 
urna causa de preocupaoao geral, na 
vizinhanfa. 

Uma historia interessarrte $ aquela de 
am honiem na Tasmania que fre*ou-sea 
ptantar repoibos na sua lata nafcirf - aqu* 
S saqrada e formal de gramado, ejvtre o 
nfe a rua Tendo, assim, demonslfadP sua 

So por S eu erro quartdo a 1"**"™^) 
maidou homens a caminhoes para mto ■<* 
Ceaetais [os quais eram meramante uteis a, 

Sc um Plantio da arvora, fnjtaems m* 

passeios pLiWiCOS. 



Mesmo assim, par que devena ser 
indecenle plantar algo util na metade da ffenie 
de &ua propriedade ou 6 volta da casa onde 
as pessoes pudessem vet? Por que o fata as 
tornar uma area produtiva e relacionado a um 
baixo status? A condicao 6 peculiar a etica da 
paisagismo britanica. O que realmente 
observamos alh foi a miniatura de uma 
propriedade da reaieza britanica, projetada 
para pessoas que tinham escravos. A tradiciio 
foi para as cidades, ate os lofes suburbanos. 
Tornou-se si'rnbolo cultural de status, 
apreseniar una fachada nao-produtiva. 
gramado e seus arbustos sem funcao 
representam a natureza a Q lerreno sendo 
forcados a saudar a rtqueia e o poder. sem 
quaiqueroutra funcao ou objetivo. 

A unica ccisa que lais projelos 
demonstram e que o poder pode forgar 
hamens 9 mulheres a despeidiparem suas 
anergias em irabalho controiado, sem 
significaoo e sem resullado lilil. O jardineiro 
de gramados e servil a. ao mesmo lampo, 
senhor feudal, com seu cortador de grama a 
passando os aparadores de bordas, 
contorcendo rasas em formas e*6ticas sem 
signfficado. 

Se voce herdou urn grgnde gfamado, 
nao tema: a ajuda esta a caminho! Ele a 
facilmente transformado em urn espaco 
produtivo. em umas poucas -haras, com mulch 
em camadas de jornal 9 palha (dep-endendb 
das neeessidades familiares, urn pequeno 
espaco pode ser marlido como area de 
brinquedo para as eriancas). podendo Ser 
projetado para ser, ao mesne tempo. 
esteticamenle agradavel e piodutivo E so 
plantar 

arbustos: Ribes grossularra. Vacdnium 
sp.. Ribes nigrum, ft aureum. Ft. wbrum. 
Rheum rhaponticum; 

• teres para saiadas: borragern (Borago 
officinalis), Tmpaetotvmmajus, Calendula 
officinalis, Hemerocattis tulva (para 
uma Hsta de floras oomestiveis. 
vejaapendice); 

» ervas: tomilho. iavanda, alecrim, ore-gano 
mangerona; 

• vegefais coloridos; couve variegada 
pimenla malagueta, pimentoes (vernie!ho' 
verde. amarelo). be.ingela (alongada 



creta amarela). pepmos, rnelancj as 
aboboras, fefjoW (bonitas Bores), tomato 
miniatura, aspargos.aboboras. 

. plantas rasteiras: camomila, mwangos 
alpinos; 

, arvores: citrieos, caquis (fnutas cor ^ 
larafija penduram-se em arvores sern 
foi has, no outono), amendoas e abricfe 
(flores brancas e rosas, na primavera). 

Assim, urn gramado antes improdutivo 
e consumidorde energia e transfomnado agora 
em uma grands area de prod Lnjao alime nt (cia, 
contendo 10Q a 200 espfcies de plantas, em 
rnenos de seis meses. Se todos OS gramados 
suburbanos fossem assim, as necessidades 
de alimentafao urbanas poderiam se( 
reduzidas, no minimo, em 20%. 



5JS 



DESIGN PARA JAKD1NS EM 
REfilOEN FR1AS 



Os fatores a considerar no design para 
regioes frias sao: a curta extensao da estacao 
de crescimento, com a utilizacao de piastico 
ou video; a protepao das plantas contra a 
ceada; a irtilizacao de arbustos e arvores 
localmerrte adapiados para quebra-ventos; 
mulch 9 forragem. Devemos plantar 
variadades de vegetais que sejarn 
especialmente deserivoividas para a curta 
eslacao de crescimento e planejar 
arma?enamento de frutas e vefduras no 
outono, para uso no inverno. 

Hortas devem ser sitiadas perto da 
casa, com acesso facil, para que as plantas 
possam ser protegidas rapidamente em noites 
gsladas. Se a hortatorem umtenreno inclinaoto, 
garanta que ar fno possa drenar para baixo 
do mono, B que nao haja barreiras, tais como 
uma borda dervsa u parede, que possam agif 
como r^presa do ar frio. Tente criar uma 
passagem pw esta barreira para permitir que 
ar tno desca peioterreno. Em areas de geada 
n^t n = a "i :ar,1e ' ras e| evados podem salvar as 
Plantas aegeadasaonivel do solo. 

caqa/r^'^^ 3 mais importante para a 

SSST te da terra fria d ° lado de fora- 
ssas 1e rmats podem ser topeis cbeios 



132 



d , 6gua , ou ate mesmo tanques pla s t !C o S 
serV indo para peixes. Uma eslrategia bem 
sucedirfa. utitrzada pelo New Alchemy institute 
efn Massathussetts, e "b^oabr^go , (Figure 
5.19) 

As ^.reas abaijo dos balc6es de 
plantas. se usadas para ooelhos, preas ou 
passaros, irao suprir calor rJe inverna 
cansiderAvel (veja tambem Caphuto 6 para 
um design de estufa aquecida por gatinhas). 
CaiKas isoladas, de composlo ativo 
("cozinhando"), locaiizadas dentro ou 
prdxtmos a estufa, irao suprir calor, como 
tambem canOS de Agua quente e 
armaienamentos cheios ligados a cotetores 
solares. Ate mesmo canos d'agua conectados 
ao ralo do chuveiro podem ser usados sob 
canteiros, apos passar por um flltro. 

Outro estito cte estufa. particufarmente 

aprapriado para habitantes da cidade, foi 
projetado pela Dra. Sonja Wallman para a 
produoao intensiwa de alimentos ern uma area 
de populacao densa de Berlim. Sends uma 
entusiastica jardkieira, Dra. Wallman tem 
desenvolvido estufas simi lares em areas de 
clima trio de New Hampshire, rros Estados 
Unidos. 

Esta estufa difere de outros modelos 
em que, ate mesmo em climas frios 
contirehtais oomo Berlim, nao neeessita 
aquecimento adicional. 

Isto e conseguido pelo uso dos 
seguintes principles de desigrt- 

* aestufaeligadaaumacasaeKistente; 

. orientada para o setor do ^(n«*^ 
para noroeste), segumdo os anguios 
exatOS do sol no verao e mverno, 

. a parade da casa e vidros duplos 
proporcionam iBOlamento de^cal^ 
esttensivo. Assim, a estuta p 
m eS ™consarvaran e rgaP«J^ ; 
um catassol a uftia zona on =4 

• tambem age como um °™»£^ 

melhorando a d"a |idada ™ f dBra cao em 

M sa, yma importante con^eraca 

areas com poldicao do trateHu- 



No inverno, o sol aquece a parede da 

casa, que serve como armazenagem de calor. 
calor coietado durante o dia irradia para a 
casa durante a noite e, assim. ajuda a 
economizar energia, durante 250 dias por ano, 
em media, quando a lemperatura. da casa 
requer aquecimento. 

No verao a parte solida do telriado 
inclinado protege a parede dos raios diretos 
do sol. Venezianas ds ventilacao na estufa e 
na parede da casa dingem o fluxo de ar. 

Sobrepondo especies e tamanhos 

variados de plantas, assim como metodos de 
colheita, (cortando as folhas extemas-da aKace 
e nao arrancando a plarrta toda), a possivel 
produzir. dentro da estuta de 20 metres 
quadrados (Figura S.15a). aprojeimadamente 
70% das necessidades de fruias e saiadas 
para uma faifiiiia de tr&s a quatro pessoas. 

Residues organicos da cozinha, da 
casa e da estuta sao transformados pelo 
minhocaria em camposto de alto valor. Junto 
com o mulch, o solo e regenerado 
continuamente. Ao longo da parede da casa 
sao plantadas ervas, ervquanto que ao lotigo 
do lado de tora do vidrd, tipos dtfereotes oe 
repolhos e alfaces. auando a temperatuta do 
soto atinge 23 s C. plantio de verao com anuais 
pode ser irnciado. As plantas de inverno serao 
repostas, uma a uma. por tomates (em 
ueSicas), pepinos, feijoes, capuchmha, 
manjericao etc As plantas resislentes ou 
perenes permanecem em seus lugares. 

Canteiros elevados isofados sao 
constiuidos de tijolo, A uma altura de 80 cm 
permitem o trabalho e a colheita sem dor nas 
costas. 

O trabalho necessario estimado e de 
um fim de semana para os P^« *«?^ 
um dara os de inverno, respedivamente, as 

SftS a 20 minutes por dia, No antm. este 
?,Laihn 6 mais do que compensado pela 

fruias e verduras dianamente. 



13J 




Fiflui* 5.1ft EstuSa para paixes e produ^ao de almantg am. cllni&S ta>s. DB&tgn do New Afcheffiy Institute: Bluahelter, 




"BuraS.tia Piano «» euuto sroduiinao 70% d«a n. 



Veja a tabela para uma lista de ptanlas 
gpropriatlas para uma estufa urbana 

Outras "pequenas-astufas" e 
meeanismos que ten sido usados pqr 
[aidineiros de areas Irias sac jarros tie vidrc 
nverlidos e estr uturas moveis de p]Sslico de 
v^rias formas (Figura 5.19). 

Parades de pedra an lath) de arvores 
f&fletoras, como Betvla sp., prcpiciam um sitio 
momo para o plantio precoce de vegetais. 
Parades de pedra em arco formam sftios de 
crescimento precoce, coma f&zem os 
samicirculos de pneus voltados para o sol 
baixo. Estas baias podem sar cobertas de 
plastico ou vidro para assist ir na retencao do 
calor, ou pilhas de pneus podem sec cobertas 



com vidro, como colunas de crescimento, 
esoBCialinente se os pneus sao cheios de terra 
para reter o calor do dia, Os ehineses usam 
bambu dobrado e palha para conseguir estes 
sitios de crescimento preooce da vegetais, e 
para extender a estagao de crescimento, O 
lado da sombra de lei; abrigos acumula neve 
para isolamento. 

Vegetais que suporlam a maioria das 
geadas sao cenouras. alfio-porro e nabos; 
estes devem ser cotMrtos com fardos de palha 
para evitar o congelamento do solo. £ meltiof 
agrupar tais plantios, embora o jardim inteiro 
venha a beneficiaf-se de uma carnada groesa 
de palha no inverno. A couve tamberri Suporta 
ofrio. 



134 



Vegetais anuais, Ervas & Floras 
Comestiweis 

Especies «te Repolho Oriental 
(resistenites, crescimento rapido) 
Hon tsai Tai (haste vermelho purpura com 
folhas verde escuras} 

Verde Delicad© (folhas verde escuro. sabor 
medio, similar ao espinafre) 
Couve Chirtesa (folhas verdes comestfveis, 
flores com perfume de rosas} 
Brocoli chines (como brocoli, Ilores, hasles 
e fothas comestfveis) 

Kayona Mijuna (mostarda japonesa branai, 
com sabor medio, produz sob temperaluras 
variadas extremas) 

Nabos, Brocoli, Quiabo, Repolho, n 

"Lamb's Lettuce", " So rrei. Endive, 
Alface/'Corn salad", Swiss chard . 

Ervas Anuais ,._ rta . 

Gwryro (importable no cicfo de v,da das 

iCnSo escuro (um tipo de m»gg 
com folhas purpura escuro mais resistentes 
que o manjericao comum) ^-mantes 

Peplno tfemea do peprw ^ * 3mm 
treinada sobre treligas em estuias i 
Anis.Camomila. "Chervil'. TWIwup ■ Salsa °' 
"Caraway", S alsa i<a |iana - 

Flores comestiveis 

capuchinha 
crave- ae aetLinto 



Frutas, Ervas e Flores Resistentes e 
Comeetlveis 

Frutas 
Morangos Alpinos 
Quivi [ou kiwi; uma planla tipo vinha, cordao 
trepador com fruta does: necessario plantar 
masculinas e femininas para garantir 
frutificaoao) 

Citricos [Limao Meyer. LimaO Persa, & 
Laranja Calamondm sao variedades 
aaropriadas para estufa; estes «pos produzem 
flores de aroma does e frutas comestiveis por 
todo oano.) 

Toittates (Variedade miniatura 100. cresce 
bem e frutffica por anos am uma estuta se a 
lemperatura nao baixar de o*C) 

FnrftS 

Hortela, Merita. "Bergamof. Salvia", "Sorrel', 
•MugworT,' Cetolinha", Woodruff, TorrHino, 
Eslragao, Alecrim, 



Flores 

Jasmin (cha) 

PlantSsEspeCiaisparalnsetOS 
Pelargoniiirri (hospedeiro do rnanmbondo 
£r,csrzia fermesa -parasite da mosca branca) 
"Sun Dew" [Dmsem - planta comedora de 
insetosqus «p«iha pequerras moscas. 
atraliva. cresce bem) 
Plantas Aromaticas de Flores Mao 

nevrAlgieas) 
Jasmim, Hibisco. 



Muitos vegetais podem ser eolhidos no 
oulocio e man&duS limpos e secos em celeiros; 
estes sao frequentemente postos errt 
camadas com areia (cenouras) oti enrolados 
individuafmente am jornal (tomates). 
Tomateiros podem tamtam ser arrancados 
inteiros do solo e pendurados de catena para 
baixo no ceJeiro, assim os tomates irao 
amadurecer lentamenle, 

Uma olhada pela regiao ira revelar 
especies para uma borda iitil, quebra-ventos. 
mutehe forrageiri animal apropriadas ao clima. 
Existem muitas variedades de Jrutas para 
areas frias como macas, quinces, Vacctnium, 
uwas. caquis. s ate masmo quMs resistentes 
{Actinia arguta). Nozes irwluem a noz eomum 
e a castanha americana, Forragens animais 
sao Gledilsia, carvalhos, eEteagnus umbeltata. 
O Seed Savers Exchanges, nos Estados 
UnidOS e Australia, tem uma vanedade 
fascinania do sememes iradicionais de 
poimizacao aberia, inciuindo muitas 
especialroenie adapladas a dimas trios. 



S.S JABDfNS TROPICUS 

Como em jardins temperados, o jardirn 
tropical neeessita de uma variedade d e 
oerenes, anuais, vinhas e sebes de protecao. 
Alem disso, ele contera mamao a arvoras de 
folhaqem fina fixadorasda nilrogemo, com uma 
oopa acima do jardirn fomecendo sombra. 

Solos tropfcais sao rasos 8 
empobfecidos devido as chuvas posadas; 
entao. 3 essencial um piantio intercalado com 
leguniinosas (perenes e anuais) dentro do 
jardim, com um sistema de GOrta-e-mulch. 
Mulch pode ser cortado, durante todo o anc, 
da uma variadade de plantas foaixas a 
leguminosas. como Nicotiana, gengibre 
silvestre, capim cidreira, oambu (fofhas), 
capim veliver e detrrtos de outros plantios de 
milho. Sesbania, leguminosas macias on 
confrei fomecem mulch constants, de forma 
que o corte de arvores leguminosas seja 
reduzido. Todos os resi'duos do jardim sao 
devolvidos aos canteiros, e estes sao 
rep&ntados a medida em que sao colhidos, 
Uma cobertura de muicb de palha. casca, 
eslerco seco ou gravetos e adicionada 
anualmente, ou quandofor neoessario. 




Fl0"l S.M Van* Mto * «,,*», „„ E6mM , Jra ^.^ 



CANTEIROS 

Canteiros devem ser elevados, para 

aUB possam drenar a agua, particularrnenle 
r,3 estacao das chuvas; de outra forma, eies 
se tornariam empocados e as plantas 
apodreceriam. 

Existem vartos formates possfveis para 
os canteiros (Figura S.20), dependendo do 
clima. Resumindo; canteiros elevados sao 
melhores para tropicos umidos; e canteiros 
rebaixados, melhores para tropicos secos. 

Bancos de 0,5 m X 1 m auffientam a 
producao de maitdioca, batata-doce, batata & 
cara. Mulch e piantio verde podem ser 
produzidos entre os bancos. Abacaxi e 
qengibre tambem preferem bancos em areas 
umidas. Para mulch, o piantio intercaiado de 
leucena e leito em montes, enquanto o milho 
e o mulch verde (feijoes) ccupam os espacos, 
Bancos possibilitam mulch protundo para 
plantios baiKos como abacaxi, com. o mulch 
sendo aplicado entre os banccis. 

Bacias rasas e escavadas sao boas 
para a taioba do seco e a banana, bem corrvo 
para as areas de castanba d'agua cninesa i O 
solo se saiura mais fadlmentt e o mulcb 
profundoevitaque ale seque. 




•■w*^^lfc 



Caixa.s feitas de troncos de palmeiraS 
sao manlenedores de mulch ideais para cara, 
banana, orquldeas de baunilha, vinhas em 
geral e para as laterals dos canteiros, em 
jardins dorrtesttcos. 

Troncos de palmeiras cortados s§o, 
tambem, liteis para segurar a terra nos 
terraces construidos em inclinacoes m^dlas. 

CIRCULO DE BAN AN WMAMAO 

Um cfrculo umido com mult* cercado 
de bananas, mamao e batata-doce e uma area 
ulil para a compostagern, para acomodar o 
excesso de chuva ou para center um chuveiro 
de quintal (f igura 5,21). 

Os passos no processo sac: 

1 inscreverumcirculode2metrasdediametro 

e escavar o solo (ou subscto) em forma 
de prate, com os barvcos (ribancaras) do 
lado externo, em torno de u.B a 1 metro de 
profundidade, Uma pequena entrada no 
nivel do solo pode ser escavada, para 
receber o excesso de obuva; 

2 cubra o cfrculo com papel molhado ou 
papetao. folhas de bananeira ou quaSquer 
oulro material de mutch com galfws, palha, 
cascas de arroz etc. Adicione esterws, 




13* 




Flsurj.S.20 Banco.. »l«B=.' :al,,8lhSW 

Iropitafi. 






^...^i^p- »««-«* «*»""*"" 



cinzfl, cal e dotomita oti qualquer oulfo 
adubo. Lei/amando ludo em camadas de 

15 a 20 em, aneha q circulo ate que passe 
da altuna dos baneos e forme um morste 
(logo, ira rebaixar-se). Caso haja pedras 
disponfveis, coloque-as do lado de fora do 

cfrculo; 

3 plante os baneos com 4 ou 5 mamoes 
(uma variedade alta), 4 bananas (tipos 
baixos) e 8 a 12 batatas-doces. Caras ou 

taioba/mhame poctem set piantados no lado 
ds dentro dos baneos, ou uma plataforma 
de madeira pods ser colocada paraa base 
de urn chuveiro esrtemo. 



SUPRIMENTO DE MULCH E BAfrFfEIHAS 
CONTRA DANINHA5 

Devido ao crescirnento prolifico nos 
trbpicos, ervas daninbas podem ser urn 
probiema, A i/olta dos jardins anuais com 
mulch, uma faixa de plantas de protecio 
contra capim previne a reinvasao. 

Esta combinacao, geralmente 
funciona: 

* plantas de raiz profunda (conf rer) ; 

■ capim de loueeira que nio produza 
sememes ou nao seja comido (vetiver, 
cidretra); 

■ uma planta-carpete, como a batata-doce; 

• urn bulbo, como o Canna edutis. 

Was bordas do jardim, legumes 
tenhososcomoa moringa, sesbania, fceucena, 
Callrandra s Crotalaria fomeoem mulch para 
os canieiros e forragem para os animals. Atras 
destes, um renque de mandioca, banana, 
mamao, feijao guandu e leucena formam uma' 
sebe, ouqgebra-vento. 




Ffgurt S.21 Cira*) rfa banana* e FpsmSes com mufcn. 
Chuveifo sulamo. 



Para afastar animais, sebes espinhen- 
tas ou nao-comestiveis sao plantadas a volta 
do jardim. Plantas que fazem boas cercas- 
vivassao: mandioca, cactos, hibiscos, bambus 
e abacaxis espinbentos em carreira dupla. 

POLICULTURA TROPICAL 

Como de costume, a diversidade de 
espscies de jardim funciona melhor. 

Estes sao alguns arranjos de plantios 
R S^mere) 0rm Gar(tens Handbook ' 

' i£S^ ^ ft ' Qres em andares - andar 
e abarSl coqueirog; mais abaixo, jacas 
ma^toTr'r^T an< ^ r *> bananas. 
£* s carneatfve-is trepando nos 

* fc S JfSf iras - mo longo. lima e 
'eucenaoupedacodsbarrbu; 



\Mi 



plarlios em c irculos - bananas crescendo 
no centre, cercadas por mandioca e 
tomate; teija\o junto a banana, batata doce 
como eobertura; cogumelos crescendo no 
lado interior dos monies com bananas; 

, canal de ag ua a partir da cozinhaJchu^eiro, 
irrigando bananas, cana-de-acucar, kang 
Kong (Ipomoeaaquatica) etaiobas; 

, treligas sobre o canal de irrigagao-nlelao 
amafgo, aboboras, legumes irapadeiias, 

Ao se plantar arvotes no jardim, 
□rowmas umas as outras, e impodante saber 
suas caracten'sticas, como a altura quando 
niaduras; habitos de frutillcacao [plante uma 
^n/ore que frutifique do lado de fora dos galhos 
proxima a jma que frutifique no interior, para 
dimlnuir a competicao pela luz); resistenctaa 
secaeaforma. Geralmente, pequertasarvores 
com folhagem aljerta sSo preferencialmente 
plantadas prdximas ao jardim anuai; arvores 
maiores sao plantadas a medida em que se 
afssta para a borda da Zona I, em direcao a 
Zonall. 

Enquanto uma policullura oomplexa de 
centenas de espedes e um paraiso para os 
naturalistas e para as pessoas da casa se 
torna dificil controlar uma policultura ca 
KHnrtw e coletarseus produtos. P° I|C » 
muito complexas funcionam melhor em escaia 
menor, com atencao proxima das pBSSoas. 

PROBLEMAS DE JARDINS TROPICAIS 

Existem muitos pmblemas ernj jardins 
tropicais, especialmente "•"» l^S" 
porcos selvagens, lesmas e, ^% v ^ 
macacos e animate maiores. Entao & 
necessarias cercas espinhosas 
Euphorbias, Butia yaW e bamcu. 

Comoplantiodeumsis^^ 
andares, os problenias ds ' nse erloS 
red uzidoss anf ibios, ^"^'/Zcegas 
passaros insetivoros, to$w* a °^ laz6m 
ajudam a controlar as pestss. co. ^ ^ 
Patos, galinhas e um P ^;.^,,, sa o um 
frutas caidas. Se w") 8 »JL', Tastes 
problema, plante Crotalaria I"™' a um@ 

em todos os canteiras, urn " 



distancia da poucos metros. Organismos 
associados as raizes da Crotalaria apanham 
nemat6ides, enquanto as excretes das 
rafzes das Tagefes cprimem danintias e 
tunrjos nocivos, nematoides e capins. 

5,7 JARDINS DE TERRA SECA 

jardim do desertoe passii/elde sofrer 
saluraoao de luz e esccesso de evaporacSo. A 
saluracao reduz a fotossintese e, por 
consequencia, o volume de tolfias; a 
©vaporacao em excesso causa reducao do 
cresdmenlo e entraquectmewo. Para superar 
os problemas de pH alto, estresse por caior e 
iuz, riscos de salinizacao dos solos, ventos 
secos e suprimento deficiente de agua, 
necessitamos criar um ambiente especial a 
volta da casa e do jardim, no deserto. 

DEFICIEMC1A OE NUTRIEMTES E SOLOS 
ALCAUNOS 

As piafitas necessitam de ties 
principals nutrientes para crescerem bem: 

1 NHrogenio (N), encontrado naturalrrente em 

urina, raizes e folhas de especies de 
Acacia, casuarinas, legumes, cabelos, la, 
roupas de la veitias ou cobertores; 

2 Fdsforo (P), encontrado em esteroos de 
" passaros e animais; faciimeme coletado 

sob poleiros e em galmharos; 

3 Pota-ssio (K), encontrado em folhas de 
conlrei. einza e em algumas cirizas 
vulcanicas. 

As plantas lambem necessitam de 
Biementc-s secundarios; embora estes 
™ ^Itfr em soles de *r« ««, e*ao 

™?almenie nao-disponiveis quimicamante 
™ a as Pontes, devido a alcalinidade do^ola 
Kh e^posto sao essenciate = narO 
humus um ambiente no qual l ' s . eleme ""f 
^indarios podem ficar dispon.veis. Alem 
^clnetodeveriamsertratad^c^um 

Sco de enxofre para baixar o pH •*» «• 
5TL as plantas aparen^m ser tetaentes 

^rSSS^S^B" 88 quantktadesao 
^S5?&trSS«ndo« dir,«amente 

no solo. 



139 



. 




figure 5.22 Cano pE-rturado dislrifcui g agua tfa pa para as planlas. Plantl&s de ftH3 den^ftda tie \tfig*$£b rjevariajn ssr krcafizadce 
mats prdiirtios tfa cssa- 



PRCITECAO CONTRA VENTO E O SOL AGUA 



Os jardins d event ser cuidado- 
samente posicionaoos 6 protegidos da arjao 
do vento com o uso exiensivo de quebra- 
verrtosgrandes epequenos, que deveriam ser 
constfuidos a volta da casa e da jardim. 
Cercas de madeira, pneus empilhadcs enire 
3 a 6, bordas e estruturas de treiicas, com 
vinhas grossas. servant para deflelir os venlos 
seccs, 

Arvores leguminosas (acacias 
mesquila, afbizia etc.) partem ser plamadas 
nas bordas do jardim, como quebra-ventos. 

Para proteger piariias jovens do sol do 
deserto, construe urn viveiro mavel com 
estacas e sombrite, on plants proximo a 
arbustos que ja d§em sombra. 

Crie sombras no deserto usance 
treiicas com vinhas sob re a catreca, ou plante 
palmeiras de copa aberta e especies de 
acacias ou mesquitss de copa aberta ou 
podadas. O sistema tie treiicas deveria ser 
mtegrado com a casa. 



140 



A agua e o fator limi'trofe em jardins de 
terra seca. Cam um design cuidacioso, 3 
possivel ler muita agua disponi'vel. 
Conservaoao e reutih'zacao de agua sao 
essentials para planting no jardirn, com a agua 
da pia e do chuveiro dirigida a canos 
perfurarjrjs ac- longo de cariteiros estreilos, 
rarrados com piastieo (Figures 5.22 e 5.23). 

^ Canlejros sao irrigados por goteio, de 
preference sob 13 centimetres de mulch ou 

io cm aba»ra da superficie do solo. Onde a 
ITnl f ™ Saloora (na maioria das raglBes 
™L rto nec63Sari0 aP»Mr a a^a na 
nao prr" > m ° ntes 0LJ barlCDS achatados, e 

eLacoL't M acunnijla sem dano nos 
W no J™ 2? m ° n!es e ba ™0S, enquantO 

1^ «**£? demon3 '^ algumas formas 

a0snosci to. garrafas invartidas, 




Cflrr* (rjnivt™* 1 rit rW* 



Rgurs S-23 torn [cow Uml alba*) per meia da flylon) diufcui direlsmanta pari, um carttara de lijndo rte plasfe 



canos cheios de cascalho, eslaem amplo use 
por todo o mundo. Sob a copa das arvores 
(citricos, por exemplo), pequenos aspersores 
sao utilizados na area sombreada para irrigar 
70% ou mais das raises, aspersores, em 
escala maior, sao, todavia, nao sememe um 
desperdfcio como, tambem. danosos para a 
folhagem, pela evafrora9ao de sal. causando 
a formacao de crostas. 

E preferival irrigar a tardinha, durante a 
noire ou peio amanhecer. para ev.tar a 
evaporacao durante o dia. 

Geisde solo podsm ser adrci^adesa 
uma razaode 1:100 no jardirn. como, lambern, 
certas argilas paraajudar na retencaoce agua. 

MULCH 

Mulch e a estrai^a-^ve ^ra 3 

retencao de um.dade a o •«** '^ nSi 
Materials de mulch sao pape^ ' P" „ ' ve , has 
telhas, aigas. ©stereo curtido, k^p*" 



de algodao ou (a, lolhasde plastico, gravetos 
e carpete ou feltro welha. As tantes de mulch, 
em terras arioas. podem parecerraras, so que, 
na verdade, eniste uma giande quantidade de 
material que pode ser plantado no jardim 
(centre!, legumes'), coletado apds a colheita 
[vinhas e oulros materials i/erdss) ou 
recolhidos da area, Arvores como casuannas, 
pinhos e algumas acacias pruduzemtolhagem 
abundante. Estercos de gado esistem em 
abundancia rvps galpoes etazenrJaS'. proximos 
as linhas de cheia. em cursos d agua 
depositam-se folbas e gravetos. Este mufeb e 
recoihido dos cursos d'agua apos as chuvas, 
esoecialmente se os ifoncos forem colocados 
em um arrgulo para apanhar dttritM- *>** 
sao [requentemente ancontradas em terra 
seca. e sao aeis, especialmente, a volia das 
arvores. 

Quase todas as plantas se dao bem 
nn iardiin do deserto, desde que sejam 
"lLd9 adequadamente, o que, usualmenle, 
I » nossivel na Zona I 9. possiveimente, na 
fJmS^ "feacao por gotejo. Cucurbilas, 
feSsalg"nsg.aos,.ornates, pimento 



sac planlas de deserto bem-sucedidas na 
horta. oomo a s-ao, lamtiem, as arvores 
adapladas, como as tamareiras, iujuoas, 
amoras, figos, romls, azeitonas, pfissogos a 
damascos. Com uma boa selecao de local, 
algum lluxo d'agua, par canal de inMlraeao ou 
superficial, e o cuidado no estabeiecimento, 



J[eS Irac produzir na ma.oria das 
estates, por longoa perwdos. Assjm, 6 
essential Lima esirategia da longo ^ 
selecwnantto planlas adapladas A pouca agu^ 
ecru raizes proiundas e tolerantes ao calor. 




Fl„ur> «4 [ft) Mt |« oo,, ,„ ulch ^ inKlr(K ^^ 

«5»s dB mulch para plant™ em nu*B (B cai«™^L * * u ™ b «l» own n»4* <n, ,u - ,m 



BIBLIOGRAF1A E LEITURA 
RECOMENDADA 

conacnsr, J., Pests, Predators 3 Pesticides 
(algdfnas alternatives para pesiicidas 
sinteficos). Organic Growers Association 
W.A, 19&0- 

rjean, Ester, Ester Deart Gardening Book 
(plantando sern escavar), Harper &. Row, 
1977. 

French, Jackie. Organic Control of Common 
Weeds, Aird Books, 1989, 

French, Jackie, The Organic Garden Doctor, 
Angus & Robertson, 1966. 



Johns, Leslie & Violet Stevenson, Fruit for the 
Home and Garden. Angus & Robertson. 
1979. (fora de linha, tenie a biblioteca). 

Francis, Pobyn, Mandate Gardens Booklet 
(com video), 1990, Mandate Gardens, PO 
Sox 1 95, Lismore Heights. NSW 2490- 

Kourik, Robert, Cessna and IWafntainj'rig 
Your Edible Landscape Naturally, 
Metamoiphic Press, 19B6, (PO Box 1841. 
Santa Rosa, CA 95402, USA). 



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143 



_.,,,o£«^™-^ 



AZona II se estende a parrirda Zona I s 
e planejada e mantida intensivamente com 
mulch, em pontes ou pornares prdxrmos, 
canleiros de plantio principal e animars 
domesticos torrageiros, os quais tern abriijo 
ou galpoes, que podem fa?Rf parte da Zona I 

Aqui, podemos plantar pornares 
caseiros, graos, ou plantios principals cfe 
verduras. Pornares comerciasS e piantt05 
principals irao. provavelnrtente, estar aqui e Be 
eslender ate a Zona ill, utilizando a Zona II para 
uso basico da casa. Lembre-se de que zcras 
nao sao fixas e, na verdade, nao sao 
astritarriente deimeadas. Podemos colocar os 
elementos importantes de uin sislema onde 
nos for mats acessi'wel. 

ri.l POMAKES 

A melrlDr forma de iniciar um pomar e 
com a plantio de legummosas [tixactoras de 
nitrogenio). pequenas especies corrto o trevo 
brai-iw, o feijao lab-lab {Lab lab purpureas) e 
a alfafa. Especies maiores, como a acacia, a 
afbizia e a Robinia ps&udoacacia, alem de 
uma variedade de arbusios (tagasaste). 
lambem poderao sef plantadas. 

Prepare o sifio do pomar a partir do 
condicionamenio do solo, se necessario, e 
f-ntroduza as especies leguminosas. Intercale 
com arvores frulifcras selecionadas, Em 
pornares domesticos. as arvores nao 
precisam estar em linfia; no enlanto, se 
planejar um pequena pomar comercial, fileiras 
sao mats faceig para a maquinaria de colherla 
e a manutencaa. Se pSantar em uma encosta, 
que seja so longo das curvas de nivfel ou erri 
bancos ferlos sobre eJas (Figura 6.1). 



PLANEJANOO AS ESPECIES A 
II^TEBCALAfl 

Cada elemento, espeeie e variedatfe 
serao escolhidas para compfernentaro design, 
pornares serao feitos com plantios principals 
de arvores resistentes a doencas (frutas e 
nozes); possivelmente, um quebra-vento 
(especies que nao rrao competir por agua, luz 
e nutriente} e arvores alternatives (para o 
controle de pastes e como atrativas de 
abelhas). Alem disso, voce tera que decidir 
sobre o aridar mais oaixo do pomar, que podera 
ser utilizado no plantio de esterco verde ou nos 
tnevos para a fixacao de nitrog&nio; para suprir 
de forfagem os animais (gansos, galinhas, 
ovelhas): para plantar uma variedade de 
especies repelent.es de insetos e capins; ou 
para o plenfto de verduras (ate que a area seja 
sombreada). 

Tentativas com groselhas pretas e 
vermelhas, alfafa, feijao, tagasaste, trevo, 
Narcissus sp., dalias perenes, alcachofra 
comum e Jerusalem, entre outros, fevelararn 
um prirneiroandar bem sucedido de especies 
para o local. Qualquer £rvore caducifolia, 
depois de remouida por doenga, pode ser 
substiiuida por uma perenifoffa (feijao, citriws, 
nespera, oliveira) e uma variedade mista de 
especies no intercalado de castanha, nozes, 
amendoas e ameixas. 

Se voce liver a pouca sorte de herdar 
um pomar monpcultural, adicione 3 ou 4 
paimhas. um porco e 4 a 6 arvores 
eguminosas por 1000 m2, com muitas 

^gummosas monores, Para decoragao * 

Sf H a Sp - para os Panares inselivoros; 
S" ' • treVD franco para as abelhas, 

plaSlf °' U '- Senl P re t^nte otimizar & 
ye manmbondoa predadores. 




Oman*-*: wnptk^ r*t**a^ "1* P* 



Cuih/14- P*«»»- «#*— ' J 






Car?"* - *•*•* ? 



* ■ * „ «,ha S Li^r** ™ pm»s^ ^^ ■*■ Snhas da ,rU " ,Bras ' ' KwMnaSl 

Fljura S.1 Arvores fnJtfferaS am eurv* rib nMmf . dWa ponar arTt idurac C . 



Para um pomar comarcial, o moto 
niimero de arvores (rutiferas pode ser 
tfantado, com a area aumentada de mo* s 
inctuir as especies fntef^wJ^ *™^ 

randa total. Variedade P^^J*. 8 ^" 
Uma boa mosfra ras tendas da *2J«S 
o marketing direto de pradutos v; art ^ 
flores a frutas e sementes. nozes, eive-sere 

Quaudodadecis^^^f ^ 
de pomar mais ^ l ff p ,J one frutas 
empreendimento comerciai, sw 
D «J castanbas que: 
• frutificiuem faoilrmente no c 
microclima; 



amadurecam de uma vex. tacilttan* a 

colrieita; 
, amadurecam emparalhadas; 
. tenham mais tempo de prateieira e um 

bom valor de mercado. 

QuandO decidir sobre as arvores que 
cTescem mallwr juntas, e importapte conheow 
alquns detalhes. 

A -strutura da arvore madura; em forms ids 
Juarda chuva, (mangas e nozes), oa abertas 
(goiaba s amendoas)? 

Garalmente, arvores em forrna da 
„ llarda Xva produzem uma sombra densa^ 
9 h f^n ! MS outras plantas de crescerem 
S d^S A^refab'ertas ou com folnas 
" 9 .™tem1uzsufic,en,e para outros 

plantios no solo- 



145 



Arvores que toleram condffoes de sombra 

- Cafe, mamao, Crataegus oxycaMtjus. a 
malaria das cftricas e as arncras pretas 
crescem sob an/ores maiores e podem nao 
necessitar de sol aberto para produarem 
Irutos. 

Altura das arvores na matuiidade - Essa 
intormacao e utM para decidir a locafiracao e 
as necessidades de espaco. Arvores 
pequenas, plantadas abaixo de maiores, serao 
evenlualmente sombreadas, desde que seja 
ferta uma poda severa, como em pequenos 
jardins domesticas do sul da Wla, onde fioos, 
oliveiras. nespera e, at$ mesmo, pinheiros s3o 
podadcs para permitir que a luz do sol atinja 
as uvas nas tretigas e as verduras na horta 
(planlada entre as uvas). 

Necessidades de umldade - Posicione 

arvores resistenteS a seca (Ceratonia. 
■ >as, goiaba) e arvores que precisam 
i aade* <mamao, banariajem grupos 
separados, para faoililara imgatao.- 

Alelopalia - Confirms se as arvores 

selecionadas crescerao juntas. Nozes, por 
exemplo, excretam Lima substantia de suas 
raizes que causa urn crescimento pobre em 
rmuitas outras arvores f ruJiferas. 

Deveriamos, tambem, considerar a 
necessidade de polinizacao cruzada, 
posicionando especies mascuiinas e 
lemininas proxrmas da mesma arvore. 

AMMAIS NO POMAR 

Uma vez que as arvores jovens do 
pomar e seus cofis6rcios de especies 
associados estejam estabelecidos, pequenos 
animals podem ser introduzidos. No principle, 
pequenos passaros (frarigos) podem entrar, 
esporadicamenfe. para consumir as frutas 
caidas e podres (e as larvas das pestes}; 
ajudar no controls da vsgetacao daninha; 
pfover de estercos o pomar e calar sememes 
e verdes. Galinrias (1 20 a 140 ha) nao afeiam 
mtiito a densidade de coberturas de arbustos. 
Quando as arvores do pomar eslivererri com 
3a 7 anos de idade, porcos forrageiros podem 
ser introduzidos, a medida em que as frutas 
amadurecam, para retirar aquelas demjbadas 



,„ ue nto que reproduzem pestes, E m 
E&M "eomuns, P° dados com 7 a 20 aros 

aadofonlrolado, podem ser perm.ttdos Cuid e 
£aaue as ovelhas e as vacas nao danifiquem 
frtsca das arvores; se isso aconfecer, os 
^hrTais deverr. ser rsmovWos ou as arvores, 
proiegidas. 

CONSORCIO DE PLANTAS TEMPE- 
RADAS PARA POMAR 

grande iriimigrj dos pomares de 
caducifdlias e o capim, Assim, o plantto de 
cobertuias nao-flramifieas abarao das copas 
e o ideal (Figura 6.2). Uma mistura dos 
seguintes grupos d© plantas pode serfeita, 

Bulbos de primavera [Narcissus sp.) - Eles 
florescenn e morrem no inicio do verao, como 
acofitece com a maioria das especies de 
ceboia (Allium}, e criam uma area livre de 
capins ab-aixo das arvores em processo de 
trutificacao, atem da producao de bulbos, flores 
e me!. Rores com raizes tuberosas tambem 
ajudam no controls tie capins. 

Raizes profunda s [confrei, Tarascvm sp, 

alcachofra) cobrem o solo e murnplicam 
minhooas, produzindo mulch e colbeita. O solo 
abaixo da tolhagem e rnacio, frio, com boa 
drenagem e aberto para a alimentagao da 

raizes proximas a syperf icie, 

Plantas insetivoras e pequenas plantas com 

flores: tunch.0. anis, Daucus cafQta, 
Tanacefum vulgare, cenonra, & fiores ds 
Pastinaca sativum <umbeliferas)- 
marinnbondOT predadores, joaninhas e abeihas 
polinizanles sao atraidos para as plantas do 
pomar. Na camarJa herbacea, Nepstea catena, 
luncho, anis. pequenas variedades de 
^argaridas (qj qualquer uma da fami'lia 
Cemposilae), coberturas de solo com flores 
geralmente atraem marimrjondos, abeihas a 
Pdssaros inselivoros. 

Plantio para nitrogenio e nutriente -trevos 
jntercalados de tagasaste ou acacias 
Tornecem nitrogenio, ao nivel das raizes. 
[fSsles sp. plantadas a volta das arvores 
'umegam o solo, como o fazem as Cro&ariBS 
sp. aos nematrjides 



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147 



Tais consorcsos de plansas sac 
necessities, especialmente, nos pnmeu'os 
anos de estabelecimento do pomar. Arvores 
de 10 ou mais anos de idade sao bem menos 
suscetivets a oompeticati (Jos capins e. por 
consequence, os plantros de cobadura sao 
menos necessanos- 

Em geral. objetivamos eliminar OU 
reduzir o capim, plsntando tantas pfantas 
floraiS quantas for possi'vel. para atrair uma 
variedade de pohnizadores. predadores e 
passaros inseiivoros Igeralmente, especies de 
Kniphaphia. Fuchsias, Ecfrium fastuosutn. 
Salvia) e para supnr de cobeitura o solo. Pilhas 
de pedras, francos, valas e buracos, atrairao 
sapos a tagartixas. Pequenos fanques, por 
(odd o pomar, reproduzirao anfibios pafa o 
corlmle de rnsetos nas folhas. 

Coberturas macias, como 
Trapaeolum sp. previnem a seCagem do solo 
e produzem mulch, como o fazem as arvores 
dos quebra-ventcs e dos intercalados, bem 
como a camaria herbacea em geral. 

Resunvindo: as especies da pestes, no 
pomar, podem ser reduzidas por uma 
combiriafao deslas estralegias: 

• selecao de variedades resistenles as 
doenjas, paraoplantio principal; 

• planrto de liorais e r&fugios para predadores, 

to passaros, sapos, lagartlxas, 
manmbondos e oulros insetos; 



, intercalado de arvores legorninosas e 
peauenas arvores, al<5m do planlio 
principal: 
reducao do estresse do pomar pe i a 

' famocao do capim e pela protecao corn 
quebra-veritos e mulch; 

. forrageiros no solo, como galinhas, p 0r - 
cos a, gansos, pafa limpar trulag 
derrubadas pelo vento e depesitar estercos; 
ou. erstao, a c0leta cuidadesa dessas frutas 
caidas, visando o processamento ou o 
descarte. 

POMARES TROPICAIS 

Uma mistura de- an/ores legurninosas, 

frulas, bananas, mamao, Carina edulis, 
mandioca, batata-docs e confrei pode ser 
plantada em solos fofos e em canais de 
irrigacao (svvaies) com mulch. Deveria 
haver especies granctes plantadas a cada 
intervalo de 8 a 10 metros (martgas, 
abacates, jacas) com especies pequenas 
[citricos. Cyphomandra betacea, goiaba), 
intercalados com coqueiros durante o 
periodo de estabelecimento. Arbustos g 
piantas menores sao plantadas para 
preencher as lacunas (Figura 6.3). 




Figu-a 6.3 tfennhG as flOrtsffl de aftn»ntM tfamfefai siode ser smli™-*, ■ * "■'■'■■'■-■ WV^. 

[48 



A area de plarrtb em vdta das arv ore3 
pB quenas poda tambem ser se m ea da com 
rtapaeolwn sp., faijao lab | ab , i rew Ha ^' n 
(eijaoiava, Fa^cp/rumsp., funcho, anis lunirt 
er v*as, ervtltiaca ou com qualquaf t^Z.' 
nao^ramfnea disponivel e apropriadaaoclima 
|e rreno e agua do local, o objetivo e o de 
acarpetar e sombrear o solo completan>ente 
pos prirneiros 1 8 a 20 mases de crescimento! 

Da preferencia, planiios densos desse 
tipo deveriam ser^com mulcti em camadas 
erjfn jornais'papelao e cobertos com capins 
cortados disponi'veis; mais larde, viriam a 
folbagem de Carina edulis, o confr&j, a banana, 
a acacia e o plantio verde. 

Ainda maistarde, viriam especies que 
go-stem de sombra, como o cafe e o inhame, 
que podem ser colocadas em qualquer local 
aberto. Turmerico. taioba, gerigibre, baiata- 
doce e mandioca sao plantados abaixo dos 
sistemas de arvores. 

E mu-itc melhor ocupar um quarto de 
hedare, completamente, do que espalhar 

arvores e ervas por uma grande area, Muito 
da vegetagao menor e usado para m-ulcfi s 
nulriente, e deveria ser aplicado em massa 
para suprimir capim, 



Quando plajinadas em encostas. as 
arvores deverao estar ern curva de nfwel, com 
plamjos em laixas de Carina sp, vetiver, ema 
cidreira ou capim elefanle, colocados para 
formar uma borda cruzando a encosla. 
Planladas nas paredesdeacudes, dispersam 
a Sgua e criam armadilbas para o lodo. Por 
Ifas dessas parsdes sustentitveis, o soio e 
mais profundi; e as arvoras podem ser 
plantadas. 

Coloniiando em pastagens ou 
expandindo os sistemas, utilizamos espacos 
mi dos, pequenos acudes e canais as 
infiltracSo {swales) para segurar a agua da 
estacio chuvosa (Figura 6.4). Em volta, 
plantamos legumes resistentes como leueena. 
inga. Acacia mearnsii e outras acacias, 
gtiriefdias, Calrmndra, Cassia, Gmelina, Albt'zia, 
Bauhmia, tamarindo etc. Todos eies suportam 
capins apos o segundo ano. 

Especies invasoras. como a lantena e 
o Pennisetum sp. dao uma eoberlura preeoce 
excelente e sao, mais tarda, cartadas pilhas 
de mulch de 3 a 6 metros de dtametro. nas 
quais as vinhas, as palmeiras e os legumes 
uteis sao bem mais facilmente estabelecidos. 
Tamtam use especies de vinhas invasoras e 
vigorosas (chuchu, cara, maracuja) para 
espalhar e cobriras daninhas de arbusto, que 
serao, maistarde. cOrladas como mulch para 
as arvores. 



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H9 



PEQUENA LISTA DE ESPECIES PARA I 

Organizar urn eonsorcio para pomar 
signilica que. em pnmeiro lugar, tan ^l 
swales, esrradas de acesso, tnlhas, W* 
circulars de mulch e areas de sub-consOrcjos 
ou aberluras naturals sao desenvolvidase 
oonectadss para inriltraragua e supnr urna _ooa 
drenagem na estacao dnuvosa (mpntes para 
abacates e citricos. bancos e pequenos 
mantes para cara e abaeaxi). Tubos e tomeiras 
sao postos para os dois ou tres primeiros anos 
essenciais de irrigate das arvores jovens 
durante a estacao seca, E muito mars tacn 
colocar estes elementos permanenles no 
principiD do que irabalhar em volia das plantas 
mals tarde. 

As areas de sub-consrjrcios sao 
melhor mantldas pequenas (300 a 400 m2) e 
"bordejadas* com espedes perenes baixas 
como capim cidreira a eonfrei (cortado 
sazonalmante para mulch) ou com swales. 
Plantas maiores (pioneiras, an/ores grandes, 
legumes quebra Veritas} podem ser plantados 
por tydo. bem espacadas e mais tarda, cada 

rvgrttadacompletamenteeadidonadc 
mulch, urn pequeno bloco de cada ve2. 

Quebra ventos principals: Grevitlea robusta, 
casuarinas. Pongamiapinnata, Sesbartiaesp., 
Prosopis esp., bambu de touceira. fazem urn 
quebra uento denso quando plantados e 
"tados uma linha ou arco de mulch. 

Quebra ventos interna: Gliricidia, Tipuana 
tipu, s acacia plantados como arvares 
individuals as quais poderaa ser 
eueniualmente cortadas e ulilizadas como 
mulch. 

Plantas pioneiras: Usualmente jaexistentes 
: . . - sombra. mulch e 
meihoramenlo do solo, ex. lanlana, tabaco 
selvagem. macaranga. acacias. 

Legumes: Albizia e$p. E Acacia esp, {A. 
timbnata. A auriculifcrmis, A longifotia), 
leuoena, lugs' , Crotalaria, Cassia multijuga esp, 

Arvores grandes: Macattamia. manga, jaca, 
noz pecan, abacate. lichia. 

Arvores madias: sapotis branco e preto, 

gravida, oliveira. figos, rambutao, nesperai 
carambola, amora, caqui. 



r, „.,onaaarvores: Tamarilo teyphomandra), 

Si, 'pequenas goutaeiru, ro Se i a 
jSa sabdarifla). maca rosa, pitanga. 

Paimeiras: Damasco. coqueiro, butia, 

palmeiras alias adaptadas em geral. 

VJnhas em trelicas; Estas podem ser 
colocadas entre Zona I e II , centra e a volta do 
oomar nos primeiros anos. Mwacuia preto e 
amarelo (5 ou 6 vanedades boas), chuchu, 
uvas (existem especies adaptadas aos 
trbpicosl nozdeostra (umacucurbita viqorosa 
produzindo uma castanha, produzida 
e>rtensivamenle no sul da Africa}, quivi, luta, 
uma variedade de feijao a cabagas. 

TuberGulos e coberturas de solo: batata 
doce (cobertura viva psrmanente, pode ser 
colhida a cada 3 anos se rtecessario), 
turmerico (Curcuma domestica), gengibre, 

cardamao (Elletaria tarda mom um), Canna 
edufe , Cbilecaiote (uma trepadeira perene, 
deve ser retirada das arvores ocasionafnrtente), 
ervilhaca {Cajanus cajan), abacaxi, confrei, 

capim ddreira. 

Areas alaqadi^as: Castanha d'agua chinesa, 
inhame, Sagittana, lotus, Ifrios, Melaleuca. 

Bananas se dao melbor em saidas de agua 
cinza 

Mos trdpicos e subtrdpicos, ds 
nulrientes sao reciclados pela vegelacao, nao 
pelo solo, por isto a enfas« em plantios densos 
e empilhamento da vegetagao em andares. Se 
os plantios se lornam densos demais [a 
medida que arvores maiores amadurecanl), 
Bimplssmente corte e use como mulcri. on 
Iranstirg para outro local. O pomar, 
especialmenie nos primeiros cinco anos, ^ u" 1 
componeme dinamico do sistema, e em 
constants mudanca. Os elementos dos 
andares mais balxos podem ser divididos err 
oulbos, esiacas, divisoes e asslm por diants. 

As demandas de agua sao maiores 
nos primeiros anos; todavla quase todas ss 
especies mencionadas acima estac 
dormentes ou am crescimento lento no 
mvemo, aestacao seca. dos trdpicos. Irriga^ 
Snil 6 i er " B Cessifi a nos poucos mescs 
antecedentes as chuvas da verao embora um 
pomar completo com mulch e sombreado n^o 
^cessrtara tanta agua ooVno um de solo nu. 



Depoisde2 0lJ , r B Sanosd 
de arvores legummosas, havera uma S 
Winona nos solos; 3 a 7 anos, urria ?«££' 

l^ U m,nosas finas ou leguminosas 
caducifolias de estacao umida (ax art** 
albida) ira permitir uma assembleia wmplexa 
de vinhas, arbustos, arvores em faixas, 

Ervilhaca, cau pi (Vigna sinensis) 
, a qanete daicon, trevo e attata podem ser 
aspalhados em areas de solo perturbado a 
voita de mudas de Arvores, para aforar e criar 
solos hiimicos (organicos), 

Especies que crescam em estacas 
(algumas amoras a especies locais) podem 
ser colocadas na borda dos plantios de 
consdrcio, para serem rapidamente 

prapagadas, depois de atguns anos, pelo corte. 

POMARES DE TERRAS SECA5 

Qualqiter area de terra seca poderS 
suportar arvores Irutfferas e nozes, se existir 

urn suprimento adequado de agua. Arvores 
normaSmente- utifizadas em: terra seca inciuem 
palmeira damasco, jujuba {Ziziptius Mubs), 
earvalho cortica, pistacio, ameixa, cedro 
branco, tamarisco {Tamarix apetala), 
castanha, Glectilsia so., Ceratonia sp.. 
Tagasaste sp., Mesquita sp., e Paulownia sp, 
com estacas de uvas, figos e amoras. 



Oulras plantas que suportam as condiooes 
secas sao: abricd, amendoa. rorna, oliveira e 
cactos (Opuntfa sp.). Estes, representam uma 
waritjdadrj de frutas, nozes, legumes fixadores 
de nitrogen io s outras especfes titeis IFIgura 

Q.5), 

Devido a falia de agua na terra seca, 
as plantas nio estaotao pr6*tirr«s quanto nos 
trfipicos umidos e, r\a verdade, cs pomares 
imitam normalmente as estruturas 
encontradas em terras secas naturais, onde 
as plantas estao espacadas de forma a nao 
compelirem pela Agua e pelos nutrisntes. 
Todas as arvores imporfantes deveriam ter 
mulch e irrigacao por gotejo, 

Em desertos pedregosos ou encostas 
secas, onde pedras estao disponiveis na 
superficie, estas (arao um mulch permanent 
a volta das arvores. Nas llhas Canarias. rocnas 
vulcanicas sao usadas liwemente nos 
pomares como mulch de pedra. Pedras 
beneficiam as plantas: 

• protegendo as raizes do calor intense: 

• liberando para o solo, a noite. o calor 
acumulado durante o dia; 

• evitando que animais danifiqusm as rafzes; 

• evitando que o vento exponha as raizes; 

• servindo de abrigo para minhocas e 
pequenos organismos do solo; 

• causando a condensa^aa de agua nas 
suas superficies, em notes muito frias. 




R * w " 6.S PrtMBiw p^am ser u^das = mD 



omM9 ta«*«"** iWS " <M, * n * t 



131 




H Bantu 
J. Cirei K InlpfiD F br BaXJ* 
LP»:« '■ wWptrWrwuich 

M- htan^e ff* *p« W.ln*tr*!B «■ 
UiKAitt fqaibn nMV, namiirii, 
Mulch, lunbOll CcnCrah flt 
bitfM 



Rgura G.6 fcSTASELECIMCNTQ ub ARVORES ND5 0E5EH1O5: ;aj O plariua -peflarto" e rercada. sombreado. com muecft. * 
com srrigaj-ao r»r gotejo para umsdatar urn mBl*e dp EH^undidado TO wto <B1 Bactas torradas com bafroMCi 
uaada& ~3 Epllv para arvores valiDEas , preva*ioido o corpse da ars^a. 

A eslraieg-ia melhor de plantro de 
arvores em Isrras secas e a de plantar as 
bordas dos swales. A agua dotelhado da casa 
e do fluxo superficial acumula-se nos swaies, 
as quais a (illram lantamente para a terra. O 
excesso das eslradas e de cursos d'agua 
pode ser Sevado ate swales plantados com 
arvores para grande beneficio. 



A seguit, uma lista para o plantio de 
arvores valiosas em terras secas: 

• seiecione especies adaptadas a area; se 

lorem nativas, de preferencia as 
sementes iocais; 

• plants mudas avanoadas e garanta 
meihores taxas de sobrevlvencia; 

• plantena epoca daschuvas parggaran- 
lir^guasuliciente paraaSrvore; 



• plarrte arvores e arbustos juntos, em urn 
consorcio, rtaotao perto, de forma que nao 
passem a competir; 

• instale irrigacao poi gotep para cada 
arvore; 

■ irrigue o solo profunda e lentamente, 
encofajando as raizes a enterrarem-ss 
mais hjndo, ale encontrarem sua propria 
agua; 

■ mantenha a agua a volta da arvore fa-zen* 

uma pequena baoia, forrando com jornai 
e cotocando palha e pedras em cima. P am 
a penetracao iema da umidade; 

• suprima todos os capins a volta das awf* 

com mulch, para que plantas adequ^ 
possam crescer no mulch; 



, protejaaarvoredaquBimadurado sqi 
da agao do vento e dos animals, criando 
espacos de sombra, com o plantio de 
quebra-ventos ou protecao com cercas 
(Figura 6.6). 

pontandra em metres 

padrao de plantio "rede e bada" da 
Figura 6.7 e urn cortrole de erosao efieiente 
e m areas com excesso de pastagem, erasao, 
minas ou terraplanagem. 

So pneus estiverem dispcniveis, as 
"bactas" podem ser feitas com eles, desde que 
chains de mulch e com as drenos drvergentes 
direcionados acima do ni'vel. Se troncos 
estiverem disponfveis, serao estaqueados 
■cruzando a encosta, em urn grau minimo para 
baixo e de forma que a agua Hua em 
ziguezague pela lace da erosao e seja 
absorvida pelo solo. Ale mesmo pequenos 
troncos e gal bos, presos contra os carais de 
ercsao, irao faze; uma camada de lodo e 
detritos, ao lado dos quais tagasaste, acacia 
e qualquer outra com rafzes fibtosas e 
resistentes poderao ser plantados. Agirac, 
eniao, como urn cc-letor de lodo permanenie. 
Mulch, atras de troncos e barreiras, 
rapidamente esfabiliza a area pam o plantio, 

Em encostas muito inclinadas, 
existem poucos recursos alem de plantar 
bambu e pioneiras e fazer plantios de 
castanba, acacia, Ceratonia sp, oliveira ou 
outras especies grandes, que irao propagar 
sugs sementes para baixo, com o tempo. 

Plantio em coiredores 

Embora pomares caseins ^evarr, 
estar perto da casa e de uma forte de agu* 
oulro metodo para estabelecer sistemas ;ob 
Srvores em terras secas e o de ahandw^J 
(tesign restrito de zorras e e««^J™J3 
"ate IV. e adotar uma estrat^iama-s «« 

* desewolvimento de corredotes t» 
^guem os vales ou eurMS ^ 
^tarmitenles para aprovettarenwe™ ^ 

* ^aua e da acum.lacao • «g*S3» 
Wtirda Zona II e parafara, P*f""°S e mm 
^ores ao longo de corredores 3 . 

Wa 'itando arvores resistentes ao »ngo 



twrdas b das bases da riachos, bem como na 
sombra dos vales. Palmeiras e damascos, em 
particular, gostam dos bancos arenosos 
dessas bases. 

Observando a forma com a qual as 
planlas ja crescem na natureza, podemos 
posicionar novas planlas com muito mais 
sucesso, que lerrtando trazer a agua ate elas, 
em terras secas. Areas de rocha nua agem 
como superficies de coteta para concentrar 
agua nos solos. Enoontrando esses sttios, que 
sao, naluralrtiente, umidos ou ricos em 
nutrientes, podemos plantar amendoas, 
oliveiras, citricos, castanhas, bambu, amoras, 
figos e damascos em areas proprias. Isso nos 
da menos trabalho do que plantar uma 
"floresta" em urn sitro piano, pgis as arvores 
crescem mais onde Ja estSo adaptadas, 

E.xistem vanos metodos de grande 
sscala para o estabelecimento de arvores em 
terras secas. Mudas de arvores de urn viveiro 
sao levadas para fora, durante a estacao da 
cbuva, com minimo prepare e manutene&a 
(exceto o mulch de pedras), para ver quais as 
especies que irao crescer. mesmo 
neglirjenciadas, em regioes aridas. Essa 
estrategia funcionara melbor se a area for 
cercacfa para matter, tora de seus limiteS, os 
animais com patas de casco e outros 
torrageiros. 

Outro metodo e o de peletizar as 
sementes com lama, usando um moedor de 
carrie velho, sem as laminas, e uma mistura 
umida de barro, fosfalo de pedra, ureia a 
sementes- A mistura e passada no moediu. 
sacudida em forma, peletizada, e as sementes 
sao entao cuidadosamente enterradas. a 
espera da chuva. O barro evita que os 
passaros e as formigas comam a semente- 

E^istem muitas formas de colocar 
arvores am areas secas e com chance de 
crescer. Em vales rochosos, a volta de cupulas 
do rocba, em canals arenosos entre as 
peri as, em encostas secas e ^hgsas^nos 
bancos dos riachos e bases de che.a, as 
S podem ser ptantadas com sucesso. 



153 




,« *. -—fa- talhss afitoiUs ou eslrwlas para Balos las™) b» : 

ngurae.7 PUNODE PWNTIO P*W 6NCQ5TAS AP.IDAS: <^fj^ 6 „ ^a «.: H** B*ta*» romSs, 

casuarina pintles, olwra. acacia. (B) Atvdtcs c0 ^™™Pf*^ . mOicta da eltrinas. Figc*. yislacHios. (D) so- 
acaeas [C) No mate cto BRoala, ™ K*» ma 11 proM*E. P«m»»= ™" "V» 
Ids ma« pralundM cum aljim hdmus pBrniileaiaifl'S'Bs a almas. 



O otjelivodo design em grands escala 
para um semi-aridc sustentavel e atingir os 
segutntes fins: 

1 excluir, do planlio ou pomar, animais tor- 
rageiros de grande ports, plantando se&es 
espinhenlas e nao-comestlveis; 

£ divefsificar as bordas com madeiras 
lilais, arvores torrageiras e arbusios 
baixos. uteis para abrigar passaros a 
inselos predadores e garantir um local para 
cucurbitas e oulras vinhas produtivas. 
(sijdes e frutas; 

3 estclmr ventos dessecantes: (a) quebra- 
ventos principals (5 a 8 arvores de largura 
a cada 50 a 1O0 metres); (b) um quebra- 
vento interne- da Isguminosas (a cada 30' 
rrteSros, aproximadamente]; (c) Lima 
lerceio laixa da plantio mais alto, 
iniercaEada &s duas anteriores {a cada 1 a 
TO metros), ou faixas mais largas (a cada 
5 a 10 mat roe]. 

Mc-idar p terreno para coiner todc c fluxo 
superficial das chuvas e absorver a agua no 
solo. Esses sistemas necessitam ter urna 
capacidade oe center 10 a 30 cm de chuva 
contlnua, e de absorver essa quanlidade entre 

2 a 40 boras. Isso pode set ferto com swales, 
perturando o solo, campos, trajelos de cheia 
murades e terraces em encostas. 



62 FLORESTAS GSTRUTURAIS 

Em decadas recentes, os produtores 
iniciaram o desenvolvimenlo de sistemas 
florestais em faiendas, os quais tem sofrido 
uma mudanca de plantio anual para uma 
cuilura mista de capins anuais (ou Favouras) b 
arvores. As principals razoes dessa mudanca 
estao: 

• na conclusao de que arvores garantem 
fcrTagem para o gado e a vida silveslreem 
lemposdificeis, e a deque elasequilibram 
as condigoes extremas de calor e frio; 

» napreocupacaocomaerc-saodosoloem 
encostas. ingremes 8 rtos bancos dos 
cursos d'agua. Arvores tambem nebaixam 
o lenjol treatico a, assim, previnem a 
salinizacao dos solus; 

■ na necessidade de d ive rsificar os produtos 
da fazenda e enfrernar as mudancas ds 
preco. A diversificaqao precoce pode 
owner com a producao ds me I e pole", 
com diversificagao posterior para uma 
variedade de produtos vegetais e animais 
(frutas. nozes evinhas); 

* [>a necessidade de ter uma fonte local * 
lenria e materials de construcao; 

■ na preocupacao c&m as areas de refug' 
para a vida silvestre, sspeciaimentB com 
os passaros, importantes no conirole de 
Pastes. 




- Mjmnva nunl^^O d& arvora^'araa Trancos atlcs. Oiima 
rflftdeiTa, paL*?a fruta. 



154 




"BWS.B EStrrwtGWSDEMAN6JOPW*^ oidad8 ia 
'•^ata aberta: numtro mMimO tf« i"<" ™ P" ^ pad- 
J!» c^sal aviso, <«bb algum pB"™ 5 '*' d0 , iffI 4. »-Bna- 
wls fiaixa qualldada da made** C- ^^1^ As i"®* 3 
aa * pars crta, abanutas: corts ^""J^Lai jfcarlo par- 
"Jmiesconiea crodwiam boa nwdalra. ^ : riic . i]lplo auWa 
^•Obnlios matabawea. Mf.Jimai.iea* 9 *'*^ 



Os projetos de agroflorestas podem 
variai, dipendendo do maquina.rio ou da maa- 
de-nbra disponivel; caraderisticas do terrene 
e prioridades ou objeUvos dataienda. Aiguns 
sistemas serao enunciados, aseguir. 

PLANTIO OE MADEIRA EM PASTAGEM 

Arvores selecionadas de alto valo r sSo 
espacadas amplamente, em linhas, para 
peimitir um bom desenvolvimento da 
pa stage menlra elas. 

PreEerivelmente, as linhas das arvores 
serao em curves de nivel. Animais sd serao 
permitldos no local quando as arvores 
esliverem resistentes (a epoca depende 1 
geralmente, das especies ptantadas); antes 
disso, o pasta £ colriido para armazenamenio. 
Cullviras podenn ser introduzidas, ou a area 
ear coberta com plantio continuo, para 
aumentarafertilidade. 

Aiguns sistemas bem-sucedidos de 
pastagem-madeira incluem Juglans nigra. 
pinhos {Pifius pinaster, P canbaea, P, elliom. 
Populus sp, Pautowma, Brevities robusta. 
CeHtlris co/umeffaris. Aiguns dastes poderao 
demandar algum manejo (code dos galhos 
mais baixos] para produzir madeira de vaiar. 

PRODUCAO DE LENHA 

A lenha 6 produiida em nos de pinhos. 

galhos caidos, code, manejo da floresta ou 
arvores pioneiras, cortadas no final de sua vida 
(Ml A medida em qua a floresta amadurece. 
no entanto, esses tipos de madeira se tornam 
mais escassos, quando, entao, o sistema 
devera ser expandido pels plantio frequente, 
visando uma producao permanente. 

Arvoredos sao, Ireqiientemente, 
olanlados em faiendas para garantir uma 
producao eontinua de leflha. Eles term 
geralrnente, uma rotacao de 2 a 7 anflMwm 
o code anual da » a 1/7 ). Dep endendoda 
ar^ore. a lenha pode ser ^«™£* 
ou corte final, em troncos de 4 a 1C i w i de 
riiflmelro Na maioria dos cases, especies 
oa.a7e ha sao escolhidas peta haWlidade de 
rebfotal a parti, do tronco a pelo 0om va^or 
combustivel. Aiguns eucaliptos e aoaaas tem 
essa habilidade. 



155 



POSTES 

Posies (moiroes) sao imporlantes 
como cercas e para a oanslrucSo da easa e 
tfa mobilia. Madeiras duraveis para o uso 
emrno sao: castanha, acacia framboe^a 
(Acacia acuminate). Madura pomiteta, 
Glediisia so ou Robinm sp, cerjros em geral e 
os eureltptos, conhecidos peia resistencia ao 
apodrecmnento, Posies menos duraveis sao 
usados iniernamenie na mobflia e como 
andaimes ou formas de canstrucao. 

MADEIRAS FINAS DE LOMGO PRAZO 

Uma area; da fazenda code ser 
reservada para o crescimento tfe madeiras de 
longo prazo. como Juglans nigra. Pterocarpus 
indtcv$, Tectona grandis, C&drus sp., Acacia 
melanaxj/lon, carvalho. Sequoia sempiwens 
s qualquer madeira valiosa local. Embora 
possam ser plarttadas em terras menos uteis 
para o faiandeiro, eias precisam ser 
manejadas para poderem manter as troncos 
ereTos. A Flgura 6.8 mostra exemplos 
diferentes de florestas em relate a dif erentes 
espafa/nentos. especies e rrranejo. 

Aigumas arvores muilo valiosas, como 

a Juglans nigra, produzem aruoies jovens para 

■ podem »;er venttidas como esloque 

para enxertc e, na maturidade, permitem ao 

produlor Lrma fonts allernativa de renda. 

Madeiras podem ser intercaladas com 
especies de crescimento rapido a uso multiple, 
Robinla pseudoacaria, por exempto, 4 uma 
arvore pioneiia e uma construtora de solo. A 
madeira duravel crescera a uma altura de 
posie entre 6 e 1 anos, podendo ser podada 
para lenha Por ultimo, garante fgrragem para 
as oalinhas. 

O bambu a outra madeira que tern 
Inumeros usoa domesticos. Embora tie 
crescimento lento, louceiras grandes podem 
serquebradas e propagadas para a producao 
rapida. Especjes de bambg crescern desde 
as regioes temperadas ale os tropicos, com 
especies tropicus e subtropicais de tamanho 
Suliciente para serem uhlizadas como 



riaimes mobilia. c-alhas i refor CQ e 
an „ ! Rrclos de bambu sao, tamberr, 
SSto'« S paquenas (olhas utiliz a £ s 
fZtJm no |ardim. Deve-se to mar 

■H=rtfl Ttodavia. com as situates onda 

S naM importante, particularmetfe 
Z iongo de eursos d'agua. £ melhor uhli^ 
um bambu cte touceira, de preference a m 
corf edits. 

BORDAS 

Cinturoes de protecao. bordas e 
tjarreiras animais sao sistemas de florestas 
que tem formas especials. como quebra- 
ventos a. voita da casa oo do si'tio e abrigos 
contra o calor e o frio. para os animais. 
Especies de bordas e quebra-ve-mos sao 
escolhidas pela producao de frutas e rwzes, 
forragem, mel, alimenta^ao silvestre, mulch e 
lanha [ao mesmo tempo) . 

Diferentes de outros tipos de florestas, 
as bordas e os quebra-venlOS podem confer 
inumeras especies. pois SL3S arvores nao sao 
cortadas para a producao: sao os frutos e as 
nozes que slo selecionados e colhidc-s. 
Bordas dq protecao feitas de plaritas 
espinhenlas, nao-comestiveis ou 
impenetraveis. mantqm a maioria dOS animais 
fora dos jardins e plantios. Veja, no capitulo 2, 
urn cdmentario completo sobr© quebta- 
ventos e bordas. 

Para construir uma ftoresta mrsta, os 
precursores essenciais slo as especies 
piofieiras, Estas sao de cfescinnento rapido. 
arvores leguminosas que constroem solo e 
gararnem mulch e abrigo para as arvores de 
crescimenlo rnais lento. Deperidendo das 
especies selecionadas, elas tambern 
garantem nectar para as abelbas e semenles 
para as g-alinhas, com sbus galhos sendo 
cortados para lenha. 

Arvores sao estabelecidas em gropos 
^aiimentadas por uarios pontes de gotep, « e 
necessario), pois isso Ihes psrmite sa abriga' 
« i sspalhar sementas. Plantios individual 
lendema Rear ignorados e, frequentemenia 
snfn h secand «. podados pelo vento e 
sufa^dos por capins em competicao. 



136 



Arbdstos mas baixos sao uma parte 

1fflP ort9nta do sis a ma de fl 0restas ? ™ 
Sudani a e S tabele Cef C0(ld? ^ 

^icroclimahcas e na supressao de Ca p ins 
^[tusios legummosos enriquecem o setae sao 
ns cessarios em um sistema de cortq Todo 
sistema da florestas devera sei projetacto 
porno um sistema de uarios andares- e as 
pianms, escolhidas para produzirem 'varies 
produtos. Os prod utos das florestas, alem da 
madeira, sao mulch, cogurnelos (shiitake), 
mel, remedios de ervas ft dleos. 

FLORESTA NATURAL 

Em qualquer floresta, devemos 
reservar uma area que nao sera manejada, 
deixada em seu estado natural para habitat e 
lorragem da vida silvestre, bem como para a 
protecao de encostas frageis contra a erosao. 
Essas areas protegidas serao muito boniias, 
lugares TranqCitas e de valor imn'nseco, onde 
poderemos coniemplar a naiureza e aprender 
scire nos mesmos, no mundo natural. 

Aqueles de voces que ja licaram a sos 
na floresta por um longo periodo de tempo - 
mats de cinco semanas -, sabenn que 
podemos perder totalmente nossa identidade 
como ser tiumano. Voce nao se distingue das 
arvores, dos animais ou de qualquer outro ser 
vivo, no meio da floresta. Todos os povos 
aborigines, os povos Iribais, necessitam 
passar per um periodo assirn, em seu propno 
ambienle, aprjs o qual eles jamais se 
perceberao separados da natureza (eu aqut, 
a arvore la) Voce se torna uma parte de toda 
a VirJa. Florestas tropicais sao de graride 
diversidade e de grande importanoa na saum 
e na manutencao da atmosfera global, urn 
grave erro e se assentar permanentemenie 
em lais florestas e desmatar parte detas 
(como acontece hoje em dia na Sumatra e no 
Brasii). Muito melnor e tazer areas jb 
assentadas tornarem,-se mais produhvas, e 
Cf JnlTolar o aumonlo da populacao. 
f| A protecao e o crescimenwde 
"Vestas remanescentes ^ . 

P r eo Cllpac5 o global e individual. Florets s 



os maiores recursos da Terra; valorize-as por 
seus muitos remedios, agua limpa, ar 
respiravel e materials para o nosso ftrturrj; seu 
mel, diversidade da especies, borracha, frufos 
e nozes que podem ser coletados somente 
da drvores vivas. 



SJ 



SISTEMAS DE PLANTIO DE 
GRAOS t; LEGUMES 



As secoes a seguir contem exemplos 
de um sistema temperado e de um tropical C 
planiio de graos. Estes podem ser tao 
paquenos ou tao grandes quarrto desejan 
ecolocadosnasZonasll ou 111, deacordocom 
o tamanho e o acesso. 

PLANTIO DE GRAOS PARA REGIOES 
TEMPERADAS ESTILO FUKUOKA 

At6 momento em que li a livro de 
Masanobu Fukuofca, 7ft e One Sfraiv 
Revolution, acreditava nao haver uma base 
satisfatbria para a inclusao de graos e 
legumes como plantio principal na 
Permacuitura. Depois de le-lo. verifiquti que o 
eslilo Fukuoka resolveu os problemas da 
cultura de graos sem escavar. 

O estilo Fukuoka combina a ratacao 

usual de legumesrgraos/raizJ plantio/ 
pastagem/descansoy'legume am um unico 
plantio misto, de grao/legume. A ideia e a de 
semear o prosrimo plantio dentro da cuttuta que 
esia amadurecendo. sistema utiliia o 
principio de mulch continuo (com trevo), atem 
do plantio duplo, ulilizando graos de invemo e 
primavera semeados. Isso torna possfvelo uso 
de pequenas areas (400 m2 on menas) para 
suprir as necessidades de graos de uma 
tarn ilia, 

Se o arroz e para ser piantado, a Srea 
deveraestarniveladaou em terraces, com um 
oequeno banco (retentpr de aoua) conslruirjo 
fim volta do local, de forma qoe 5 cm de aqua 
possam permanent no solo, durante o verao. 

Apds o nivelamento, cal {ou dolomita) 
e espalhado. o local a nrigacio e preoarado para 
o plantio de ootono [Figure 6.9). 



157 







™>***^^ 




1 Out™. ,<***> W wado «on«o* n«*h (B.Ct. Adic«™* «W°. 



pfeKados aM canseio a 1««> D<s>«0- 




? liwEjno - tern tact) mm cenipo, atraz MIS anmHlle na easca. 




Fipura 0.9 EsquemH de um3 praducfiti da graas e teflumgs BQm arado. 



No ouiono, a sememe e espalhada 
desta lorma: 

Sftio 1 : Arroz, trevo branco, centeio 
'Sftio 2: Arroz, trevo branco, cevada 
Sftio 3: Arroz, trevo branco, Pennisetum 
Sftio 4: Arroz. trevo branco, trigo/inverno 
Stlio 5: Arroz, trevo branco. aveia 

O arroz permanece ate a primavera; 
outras cultures germinam logo apos a 
semeadura. 

Cede outono - Uma camada lira de esterco 
de galinha e espalhada sobre a area. Use trevo 
a 1 kg / ha, centeio e outros graos a 7 ■ 1 6 kg / 
ha,earroza6-11 kg/ha. Utilize trevo ingculado, 



se tor o primeiro plantio. A seme rite pode ser 

espalhada primeiro e, entao, coberta para se 
proteger dos passaros. Como alternative, as 
sementes de grao pode m ser misturadas com 
barro, passadas por uma tela melalica, 
formatadas em pequenas bolaS^ ou 
urnedecidas e sacudidas em uma bandeja ae 
po de argila, num processo de peietizacao. No 
segu-ndo ana, centeio e trevo sao semeados 
dentro do arroz maduro a epoca. 

Meio outono - o arroz do ano passado e 

colhido, a coiherta e seca em prateteiraspo^ 
a 3 semanas e, entao, o arroz descascaoo- 
wda a palha do arroz a todas as cascas sao 
ttevolvidas ao campo. Arroz com easea e. 
agora, ressemeado dentro de um mes o<> 
Wlheita e logo antes da pal ha devolvida- 



, nV erno - Um pastoreto (eve das cruras de 

in „ e rno com patos ajjda no a j Uste ^ «™ 
B adiriora esterco. Confira e sem&ie qu T^ 
srea "rale", assim que possivel. Quanta I 
HjHyra atingir mais ou rnanos 1Ecm. em tomo 
de 100 patos (marrecos) por hectare irao 
fe duzir as pestes e adicionar esterco. Campos 
(para o arroz) sao mantidos drenados durante 
jsseperfodo, 

prifliavera ■ Confira se o arroz esta crescendo 
a semeie os locals oride se fizer necessario. 

Primavera tardia - Centeio, cevada etc. sac 
colhidos e secos por 7 a 10 dias. arroj e 
pisado, se recupera, Quando outros graos sao 
descascados, a palha e as cascas sao 
devolvidas aos campos, movendo cada tipo 
de palha para sitios diferentes; 
Sftio- 1 : Aveta Sitio 2 ; Centeio 



SiKo 3; Cevada 
Silio 5: Trigo 



Sitio 4: Pennisetum 



Cedo verao - So o arroz permanece. Ervas 
daninhas de verao podem brolar e serao 
entraqLecidas pelo alagamenlo por 7a 10 dias, 
aie que o trevo esteja amarelo, e nao mortp, 
arroz cresce ate a colheita, 

Verao - O campo e mantido a SO - 90% de 
saiuraHjao sob o arroz, enquanto as sementes 
dos outros graos sao preparadas para a 
semeadura cedo no outono, O ciclo, eniao, 
continua como antes, utilisendo agora a palha 
do plantio como mulch. 

Cada pessoa deve e-voluir em spas 
proprias tecnicas e misturas de , es P eC ™f' 
sacendo que, uma vez que um aclo eswd 
aperfefcoado, nao havera nnais eullivo. e que 
o mulch de pafha e o wiico controle « 
daninhas, A area dos bancos e_ mW "f ri !!g 
Plantgda com Coprosma, confrei. j citric^ 
^oms, C idreira, tagasasta e &%"*■?*& 
°utras plantas de abrigo conlroladoras ue 



daninhas. Coloca-se mulch com serragetn 
dentro dessas bordas, para prevenir a irraasSo 
de daninhas dos bancos dos sflios vizinhos. 

Otide um campo alagado nao for 
possivel, arroz de terra seca ou outras 
especies de graos podem set ti jados, com a 
irrigacao por jatos substituindo o alagamento 
d& verao, 

Em areas de moncao, a chuva de 
verao deve ser suficiante, Onde o arroz nao 
possa ser planiado (areas muito fiias), outros 
fjraos poderio ser desertvolvidos (trigo 
primavera Ou milho semeado cedo na 
primavera, por exemplo, com aveia, cevada 
ou trigo como plantio de invemo). Outros 
legumes podem, tambem, ser 
experimentados, 

Outros sistemas iitets e dados sao 

mencionados em No-rtlfage Farming de 
Phillips e Young, Reiman Associates, 
Wisconsin, 19?3 (infelizmente, um livro 
orientado para o uso de maquinas pesadas e 
borrifo quirrtico), Centeio 6 trigo sao 
espalhados em favouras de soja quando as 
foihas desta ultima comecam a calf - as tolrias 
caidas escondem a semente dos passaros. 
Sementes de SOja [ou de outros iegumssj sao 
espalhadas em restolhos de aveia, cevada, 
trigo ou centeio, como tambem Lesped$za sp.. 
que e coihida no outono, Ervilhaca e plantada 
apos o milho 9 as ervilhas sao seguklas pelo 
milho, Outros plantios apropriados ao "no- 
tillage" (sem arado) sao peprnos, melancias, 
tomates, algodao, tahaco. beterraba. 
pimerrtao, girassol e Wtia sp, 

O livro de Fukuoka nos da muito mais 
dados sobre a jerdinsgem sem arado para 
verdurasefrutas. Paraastresculturaseteusoo 
12 acacias (acacia prateada, porexemplo) por 
hectare, no lugar de trevo. Este ciclo tarn sido 
mantido por ete por 35 anos, e seus solos em 
enriquecido sem a ajuda de fertilizantes atem 
dos estercos de galinha« e patos. nenhum 
borrifo nem h#rbicidas. 



ISR 



15*> 





^f^m^^W^^^^^ 




F3jpnf.il 



F'LAWTtO EM ALEIftS (1 ) Sao plantar* a larours 5 as arvores ao me&nw terroo, <?t Os gaJhus S5Q podados 

e ulilizados rjorfio mulch na Igwjura: men*) .1 Ovoura * CDlh'da as azures podem wr cortadas a aliura do pent) pari 
fcnha. fjj ccJo- a wprtttnro scores podsm Hjmbrrjiic a l^vaura, o que em algura casos. <j desejaval. 



TECNICAS PARA PLANTIO EM AVENIDAS 
EM TROPICOS DE MONCAO 

Plantio em avenidas e a cuiiura entre 
faixas de arvores legumi noses trequenlemente 
podadas, como a leucena. S as giiricidias, 
utilizando-se os galhos e folhas destas como 
fertilizante e mulch para as culturas. A medida 
em que as camadas de mulch se 
decampoem, elas contnbuem com nulrientes 
vatiosos para o solo s como alimentacac para 
as minhocas. 

Urna area de plantio principal de arroz, 
semente de mostarda, inhame, irjgo, milho. 
batatas elc. pode ser plantada em faixas de 2 
a 4 matros entre as faixas de legumes, as quais 
sao repeCdamante cortadas ale 0,3 metros, 
para brotar rravamenle. Plantios de invema 
(frio seen) sao: mostarda, trigo. mutch de 
trevos. p&wisetum sp. Plantios de estate 
chuvosa sao: milho. arroz, inhame, feijoes. 
Plantios semicomerciais sao: gengibre, 
turmerice. abacaxi. meloes e cabajas 



(porongos). Para reduzir os riscoS (Je doencas 
rio solo, planeje a rotac-So de canteiros de 
rorma que o mesmo plantio nao se repiEa em 
delenninado focal porum periodo de 5 anus. 

O solo e preparado escavaodo a 
constrgindo bancos em curvas die nival- As 
defcincias sao corrigidas neste momenta, 
com farinha de osso e sangue adicionada, a a 
area I coberta com mulch. Ambos os plan* 5 
sao introduzidQS como mostrado na Flgufa 
610. 

No Institute International de Aohcultura 
Tropical (IITA) na Nigeria, estudos moslram que 
Leucaena leucocephala e Gliricidia sepiw 1 ' 
pedem ser cortadas cinco vezes por and P Dr 
sets anos antes que tanham que se' 
substiiuidas, Dependendo das necessidades. 
a essas bordas pode ser perniitido ureses' 
(deiKando descansar a area de plantio, ° u 
plantando especies tolerantes da sornb' 3 ' 



160 



o abacaxi) para produzlr fcrragem 
aurante a estacao seca. plantio dessas 
bDr das com capins corno Panici/m maximum 
8 pgnniselum purpureutn permits o 
5 uplemento da alimentaeao da ovelhas & 
cabras. Algumas fileiras podem crescer a« 
um omanho de uso como Sanha, util em 
paises onde a lenba e necassaiia para a 
c&zJnha. 

A ideia de plantio por avenirJas (aleias) 
rao deveria ser limitada aos tropicos (embora 
seja mats adequada para aquele clima, devlcto 
a umidade e ao calor que produzem vigor 
acentuado). Sistemas de corte-e-mulcli ou 
corte-e-alirrier«o tern sido desenvolviote para 
climas temperados e incluem tagasasie, 
Populus 6 Salix. 

SISTEMAS TRADICIOMAIS DE 

IMTERCALAQAO PARA AREAS SEC AS DE 
HONQAO 

Deccan 6 uma regiao arida no sul da 
India onde muitos pequen'os produtofes 
pianejam plantios de campo com metodos 
(radtcionais, utilizando sementes nao hrprtdas. 
Os peqjenos campOS tradicionais do Deccan 
formam um consorcio com as arvcres e as 
sebes as quais suprem mel, nitrogemo 
(legumes), frotas e nozes, e ■ consistem dos 
seguintes grupos crescendo juntos: 

Plantio principal: geraimente um cereal, 
leguminosa, tuberculo ou raiz corm sorgo, 
Pennisetum, milho, arroz, trigo, avea, eevada, 
centeio, baiata, m and I oca,, batata-do ce, 
acafrao. gengibre, grao-de-bico ervilhaca, 
feijao. 

Legumes: arvores. Bibustoe. ou ■ ^J^ 
proveem de pyogenic e humus « sotos. 
'arnecem micronutnentes u# dB 

mel e refugio para P™* dt » s ^™a. Cassia, 
Prosopis aap., Acacm, Sesbs :ma. 
Gliricidia, Pongamia. Wl^f^jSwrw 
Noes, cajpi, ervilhaca, vtcia-i't- ^ pgt 
Permanenles. plantadas entre . « 
hectare, permaneeem nos campos 
ano, 



Flores: Geialmente ervas umheliferas (anis, 
funcho, coentro etc.) e Composftae (girassol, 
Cartamus tlnctoiius, tagetes), Sao tambem 
liteis muilos dos plantios de sementes parai 
dleos como gergeiim e mostarda, 

Fumegantes e nematicidas para o solo: 

Tagetes, mulch s raizes de gergelirn, 
Trapaetolum ma/us, muitas esp^cies de 
Cmtatar®, plantas de feiiao castor, rafzes de 
tamarindo e gravida etc. 

Tais cons6rcios sao raramente 
atacados por insetos. O plantio que seja 
ocasionalmente alacado pesadamente pode 
ser deixado para atrair e permitir a reproducao 
dos predadores; no entanto, a perda de um 
plantio representa pouca pente no total da 
producao. Todos os produtores sabem desta 
perda ocasional devido a efeitos sazonais. e 
tambem sabem das estacoes especiais com 
uma producao pesada. 

Bordas, juntamente com areas 
pioneiras, beirasdsestrada, lanques. espacos 
cbeios de rochas. piltias de madeira veiha, 
buracos cheios de mulch e troncos caidos 
abrigam muitas especiesde predadores como 
anfibios, passaros, lagariixas, cigarras etc. os 
quais ajudam na erradicacaa de pestes. 

Intercalafoes comuns em Deccan 

Um padrao comum de plantio de 
arvores i Q de sorgo, cau pi a ervilhaca, 

ptantado em avenidas distantes 2 metros. U 
sorao e colhido primeiro, e as hastes secas 
sao armazenadas para torragam. A emthaca 
e colbida em outubro e novembro e pode ser 
podada, se for perene; os topos sao 
adicionados as avenidas, com palha de sorgo 
= vinhas de caupi. Girassol e plantado nas 
bordas do campo. E possivel sameai ' aveia 
0U trigo como um plantio de ra^^g 
avenWaS de ervilhaca, cnando, assim, uma 
S de 4 ptantios, a qual podena ser tm 
s90 milho substituisseo sorgo. 

Um espaihamento randomico de 
p i anl io ™n.em P coentro. celosia. Cart^mu.e 
Trigonella foenurngraeasm. 

, S^Stura^^^ 
^SSoSo^menU^tuncho 



161 




Bgura 6.11 Lavcyrg Corp irjprpft IfigurrHnosaS, tanaiE dB inWra^ao. wreas 



wuas ft guebra venloS 



sao adicionados. Um plantio assim (ica cheio 
de llores e insetos no meio <J& nqvembro. 
Celosia e mais uma daninha, colhida para 
forragem de bulalo, e a erva dominartle em 
campos abandonados neste periodo, Feijao 
mungo pode tambem sef colhido no final de 
outubro e inicio de novembro. 

Outra mistura de plantio e a cana de 
a^ucar com a Sesaania dominants, rj um 
primeiro andar de acafrao. Aqui, a cana e o 
plantio principal ircigado. Em otilubro a cana e 
amarrada para permitir mais lur para o 
acalrac, ou a cada 3 anos ela e COrtada, e a 
Sesbanra e deixada no campo ou cortsda para 
posies ou forragens, Uma variacao ocorre 
onde o acafrao e o plantio principal, e a 
Sesbanta 6 espalhada corn plamas de 6Jeo de 
rfcino {Ricinus communis] por lodo o campo, 
de forma que pa reca uma savanabaixa. 

Mosatcos fronteiricos de girassol 
rfcino, faixas de milbo ou Sesbania bispinosa 
podem abrigar pequenos plantios. Bordas de 
30 a 50 metras fornecern muita producap e 
ajudam o plantio principal. As Figuras S.11 e 
6.1 3 ilustram oa campos com bordas, quebra- 
ventos, plantios em avenidas e "swales*. 

Geometria doa plantios em areas de 
moncao 

As formas nas quais os solos sao 
moldados em bancos para evitar o 
escarrimento da agua e a erosao subsequente 



sao importantes em sistemas agriculturais 
tropica is e subtropicais. Muitos produtores nas 
encostas utilizam terraces, "swales", canais 
e bancos, enquanto que produtores de terras 
planas (menos que 3% de inclinacao} podem 
adotar plantios simples de sementes mistas. 
Alguns dos principals metodos geometricus 
de plantio de campos policulturais sao dados 
na FiguraG.12. 

Os solos sao frequentemente 
elevados em bancos (ale 20 cm de altura nas 
paredes), em padroes de losangos chamados 
campos de "ferro de wafle", nos qjais cada 
losanjo mede em torno de 2x3 a 3x4 metres, 
de forma que, em perfodos decnuva, nenhum 
escorrimento cconra. Ate mesmo uma cbuva 
fora de esragao ou chuva de invemo pode 
proporcionar a praducao rJe verduras e 
Penrisettmi com a utilizacao deste metodo de 
configuracao do terrene. 

Obviamenle, todos estes sistemas 
porJem ser comcinados. Linho e gira&sol, em 
Faixas, podem estar em re avenidas de 
erwtiaca com espacos de 2 a 3 metres, e 
n estes podem ser plantadas algumas arvores 
wguminosas grandes, ou outras arvcres, em 
fltenW f Qr hectare - Algumas faixas sao 
Plantadas de forma aleatoria, com ^ 5 
^pecies ou mais. e "daninhas encorajadas 1 
como Ctenopmum e Amamntbus. Faixas 
°e graos ficam entre as avenidas de 
erwthaca. 



iw 




!r ct o ^> ^J 




ti.4 combustJveis no sjtio 

Combustiveis. tals como o meteW 

podem ser derivados nito wrtw** ^ « 
artmais, como tambem das folhas W 
depositados sob a flomsta «^«- ™,, 
gaihos moidos sao processados i em u 
biodigestor para prod^ir me anc _ para a 

tampons. Todos os dflintos ^Jl ms ^ 
noentaoto, devariam serretomatw 
rorno rtutrientes para o crescirrenio. 

1*6 sistemas bio energetic os_ > (veja 
Kind of Garden por Ida a *»" Pain 
b bliografia no final deste capit"' '- 

trios esp^5' es 

Para combustfveis>q u » ' rsSo e m 
Prwlutoras de agucares para <" fnjl iferas) 
S| cool (palmeiras, Ceratoma, arwres 



sao plantadas. A propria arvwe nao e cortada, 
mas a seiua (paimeiras) ou as frutas sao 
coletadas. cereais e plantios de rai2es 
tarintierrtas on wakens ds Geratonia, ricas em 
acticares, ameixas, cana da aciicar e 
beterrabas podem ser fermentados para a 
produgao de combustivel de alcool. Acos a 
fermentacao. produtos descartados sao 
retornados ao sitio em forma de mulch. 
forragem e aditivas para o solo, Nenhum 
material crftico 6 desperdicado, pelo contrario, 
todos OS produtos nao utilizados direlamente 
para a praducao de combustivel sao recHados 
uia forragem animal (porcos, minhocas, 
pebies)' ou para nutrients vegetal, fecbando 
assim o ciclo de nutrientes no Sftio. 

Emtomo de 5 a 10% daarea. dedieada 
a producao de combustiuei, dara uma auto 
suffciencia com algum excesso. Uma an 
ainda menor sefia necessaria se, plantios ( 
arvores com vagens de ai;ucares forem 
deseniratvidos, 

A tecnologia 4 bem conhecida, mas a 
desculpa e que precisamos mais "pesquisa" 
para desemoiver isto na Australia. Mentira! 
Sessenta por cento dos vetau los no Brasii sao 
movidos a alcool, e nnilhares de produtores 
nos Estados Unidos utilizam destilanas 
domesticas. Estas sao especialmente 
importantes, a medida que os custas com 
energia continuam subindo. Taivez o melnw 
arqumento para aicool se { a a eliminar^o da 
p^niciosa poluicao com chumbo das 
desca rqas de autom6veis, assim reduzindoos 
problemas de saude nas cidades. A wW" 
a tango P^zo 6 quo as mudancas oHmaticas 
fesultatitesda queima de combust.vas low 
Tda derrubada de florestas podena ser 
reduzida ou evriada. 

propriedades rurais e centros de 
roriclaoem urbanos sSo as fontes poterwiais 
Sde energia para combusts 

Lssenciais. Com melhores Iwwaj* ^ 
Snas e transporte farroviano. por canae 

essenciais. 

O problema e a cantralizacfioda 
• ™ oranrjes usinas. Enormes somas 

e " S 'Z*tes °" Tadvedir as pesaoas para 
eShS^rbiB^nquantoo^amesma 



363 



Pdntte pp«* i4fnh(» 




punlldi U' *«P J 





Figura 6.13 PoteuMu'3 nigeriana piua o& lopio. mtiqa: irelul BuTncts 
em cwrwa da ptfvel. sem mOTinrrBnl.ii a aqua 



ou cjDras a DlanMu da torraaairas. Puintos am iajsas 5*> 



quamia para usinas comunitarias. ds; 
destilaijacj da baixo cusfo "nao esla disponiVel' 
para torrsar as comuoidades auto suficientes. 
A intencao 6 bbvia: somas pressionados a 
conlmuar dependents de petrolec, gas 
chumbo e poluifao, al^ que as campanulas 
rfe petroleo ganhem confrole da produgao de 
alcool. Ocesionalmante alguem pode se'r 
perdoado per perisar que somos todos loucos, 
ou estupidos. ou que exisie uma conspira^ac 
gjganiesca para maoter as pessoas pobres. 
Eu estcu ioclirsado a perssar que ambos os 
fatores eslao operando. 



<■ - s SfSTtMAS COMERCIAIS 

Para panares comerciais, planiios da 

cereais e sementes, vegetais e sistemas de 
pequenos animais tpassaros, porcos), 
pequenas areas de 2 hectares ou menos 
'uncionan] melhorque grandes prapriedactes 
inwSt^f 3 Uma ou ««"" culturas E 

b\™L marter uma Grande vanedada de 
muhmL a,1,ma ' s F> ara '^C6ds e product 

Siste™ ' hlto ro nive l das Zonas I ou II)- 
simplK «»«»»«*. portamo. tandem a 



Tcdav.a, este tator pode 
u l H apassadocom urn mode-ic de trabalhoem 
c omum" {comrno-nworfc), onde familias ou 
nfupos concoroem em dividir o trabalho s a 
produeao, de torma que urn seja respqnsavel 
dbIO P0 [llar enquanta que outros produzam 
vegetais ou mantenham galinhas. Algum oub-o 
poderra Lrazer abelbas durante a ftaragao para 
3 pdinizagao (e produeao da rnel), a manajar 
a produgao de lenha intercalada com as fmtas 
e nozes. 

Pequenos sistemas sao geralmente 
manejados facilmente por uma fainflia rural 
com ajudantes sazonais, & tern produces 
aitas devido a mistyra de plantios ao rmanejo 
jntensivo. 

Algumas regras para plantios 
comerciais sao como segue; 

. Escolha uma cullura de baixo volume 
[nozes, bagas, olen, mel) que cortard 
rips custos com transpone, 

. Eseolha uma cultura adaptada ao 
processamento em pequena escala, a 
qual reduz o tamanho do pioduto e 
prolonga a vida na piateleira, e retoma um 
lucro melhor (por exemplq, venda de 
geleia de amora em preference a venda 
de amorasl 

• Comercialize seus produtos primaries err 
(1] terras organicas. ou (2) mercados de 
produlos especiais co mo lo|as e 
restaurantes (para trufas, ervas e 
cogumelos). 

• Produza nao pereciveis (graos, nozes, 
mel, lenba) para vendastotfuoano. 

produlos recinlados, colhendodetodasas 
arvores n§o qtilizadas no distflm 
■ Produza em quan.idades «*f^ 

comercializaveis; ^'^Sstar a 
produlos pouco conheci^P^ ™ ^ 
aoeita ? ao local (Cyphoma" dra ' me 
pepino, feijoas). 



, As estrategias de verida h*^"^* 
d| reta local em feiras ou na be™ co|ha g 
tooperativas de mercado; vb 



pagus; calalogos pelc correto e por assinatura 
(cooperativas de produtones e consumtdores 
onde pjodutor pianla cchti um eanlrato com 
a comunida.de da eonsumidores). Esta 
estraiegia iniciou no Jap&o s hoje esta 
ganhando popularidada nos Estados Unidos 
Onde familias pagam S2D pOT s^mana 
adiantado para frutas e verdufas da astacao; 
os produlores entregam uma vanedade d& ale 
50 produtos a cada semana em casa. 



Alguns produtos 
sugeridas Ssguern; 



e oeupagoes 



Vlveiro de plantas aquaticas: induindo 
torrageiras para peixes, eSpicies atrafivas de 
insetos, pererves de pantano para lofragem de 
abelhas, forragsm de patos e marrecos e 
retugios para a vida silvestre. Tambem para a 
venda de planlas aquaticas omamentais e 
comestfweis, fix. castsnha d'agua e linos. 

Viveifos de bagas e vinhas: especialmente 

em regioestemperadas, com plantas a venda. 
seruit;o de colha e pague e projelos ds 
paisagismo. 

Viveiros especiais: com plantas uleis, 
oomestiveis, raras e permaculturais 
(tagasaste, Gteditsia, feijoa, Cyphcmandm, 
Cynara canJurtculus. Eleagnus umbeliata, 
confrei, feijao . elc.) Tambem forragem para 
abelhas, passaios e borbolelas; 9 plantas 
atralivas para insetos a insetivoras, 

Companhla de sementes: coletando, 
plantando e vendendo sememes uteis e 
incomuns; pode ssr combinado com viveircs 
acima. 

Animals uteis e incomuns: ex.: galinhas 
minialura, sedosas, para jardins. gansos 
^Pineiros, bicho da seda e minhc^valcs 
de iracao, cabras de lerte ou vacas. cabras ou 
ove has pafa las finas, codomas para estufa^ 
Tamb4m pode maoler aluguel de Mn*os * 
Inbrafe ( ratores de galinhas ou porcos para 
S S 'e grama * ovalhas ou 
gans^'acabrascomedomsdeamora,). 



165 



Vlveiro pare borijas e quebra ventos: 
espeeifica para a regiao local; mclui a'rvores 
para regeneracao de flar&Slas, quebra ventOS. 
forrageiras, pianeiras, bambus e especies 
selecionadas pelo alto valor. 

Producae generalizes de fazenda: com 
frulas organicas, nozes, vegelais, ovos, leile, 
peles de ovelhas lenha, carries, produtos de 
aquicultura, flores. 

Suprimentos para artesanalo: de podas de 
: virne, taboa (Typha esp.) e bambu. 
Tambem corantes naturais de cascas, f lores 
e frutas. 

Freparados inseticidas: ramo lolhas de 
cedro branco moidas e bagas: tambem venda 
de planias inseticidas (63!. altio, Tanacelum 
vulgars, AchiH&a miltefolitim, Pyrelrtrum esp., 
lageles. Crolal^ria). 

Preparados de ervas: como xampu natural, 
sabao, produtos de bale^a, confrei e outras 
pomadas naturais. Ch6s de ervas (camomila, 
tolha de framboesa, capim cidreira, hibiseo, 
htirtetj) 

Acomotfacao: hotel fazenda, pousada de 
saude, campp da verao, local para curses e 

encontros. 

Ensino; e consultoria em sistemas de 
permacultiira, urtia carreira que comeca 
localmente e pode leva-lo peto mundol 

Exislem muitas formas de ganhar a 
vida que podem ser criadas pelo uso intensc^ 
e eficiente de at# mesmo pequenos pedacos 
de terra Tudc que e n6.cessa.rk: e um 
planejamento imcial, algum capital e 
imaginecao. 



MBLIOCKAFIA i: LEJTtRA 
KFtOMKNIJAOA 

Brsckwoldt, Roland, Wildlife in the Home 
Padock: nature conservation tor Australian 
farmers, Angus & Robertson, 1933, 

BepL of National Development, The use of 
Trees and Shrubs in the Dry Country of 
Australia, Forest S Timber Bureau, 1972, (Uso 
de an/ores na conservacao do Solo, fioreslas 
forragens, producaode mel). 



Douglas, JS, and Robert A de Hart. Fo fesl 
Fawmg, Wams, London, 197B. 

Fukuoka, Masanobd, The One Straw 
Revolution, Rodaie Press, Emmaus, 1976. 

Fukuoka, Masanobu. The Natural Way or 
Farming. (No Brasil: Agncultura Natural), Japan 
Publications Inc.. Tokyo & New York. 19B5. 

King, F.H., Farmers of Forty Centuries: 

permanent agriculture in China, Korea, and 
Japan, 1911, Rodaie Press, Emmaus, 

Logsden, Gene, Small-scale Grain Growing, 

Rrxtate Press, Emmaus, 1977. 

NSW Forestry Commission. Trees and Shrubs 
for Eastern Australia, NSW University Press, 

1990. 

Pain, Ida and Jean, Another Kind of Garden, 

self-published in France, 19B2. Disponi'velde: 
Biothermal Energy Center, PO Box 3112, 
Portland, ME 04101, USA. 

Reid, Rowan, and Geoff Wilson, Agroforestry 
m Australia and New Zealand, Qoddard & 
Dobson, Box Hill, Victoria 3128, 1985. 

Smith, J. Russell, Tree Crops: a permanent 
agriculture, Devirte-adair, Old Greenwich, 1950. 

Snook, Laurence C, Tagasaste (Tree Lucern) 
Htgn Production Fodder Crop, Night Owl 
Publishers, Shepparton, VIC 3530, 19B6, 

Turner, Newman. Fertility Pastures and Cover 
Crops. 1974. Disponfvel em: Rateaver, Paulina 
Valley, California 92061 

(Urn guia valioso para agricultura biologica e 
producoes temperadas). 



CAPlTULfl 7 

SISTEMAS ffOMt AGHROS AN im * i s E AQUICUmiRA 



1M 



■'Voce nao tern um problema com lesmas- 
voce tem uma falta de patos!" 

BillMollison 

7.1 INTRODU^IO 

Cqnsiderando a Permacultura como 
um ecossistama completo, os animais sao 
essencials no controle de pestes e da 
vegetacao, bem como para completar o ciolo 
de nutrientes da sftio. Apesar de sua 
ineliciencia na conversao de proteinas, seus 
Ctiversos produtos os fazem muito valiosos. A 
Figura 7,1 mostra as necessidades, os 
produtos e as funcoes dos animais no sisiema. 

Em resume, animals podem ser 
utilizados como: 

• provedores de estercos de alia qualidade; 

■ polinizadores e forrageiros, coletando 
rnatefiais dispersos; 

» fontes de calor irradiante (do corpo) para 
uso em sistemas fechados, como estufas 
e galpoes; 

■ prcriutores degas {dioxide- decarbenoe 
metano), novamente para uso em sistemas 
iechados como eslulas e biodigestores: 

■ Iratores", por escavarem o sole- Galmhas 
e poicos sao eficientes como arados. 
capineiros e "maquinas" de estetcar 
espacos cercados; 

» animais de tracao operando bombas e 
veiculos; 

• pioneiros para Impm a <?«"««*»* 
areas dlf iceis, antes do planM <«.: oab«« 
em areas invadidas por amoras), 

devorando larvas e ovos f ^ eri 
frutas caidas ov em aiwres e arbustos, 

. conoentradores de nutria -«> ^^1 
como nitroganlo e tosfatos (ex.. moscas 
marirnbondos); 



filtros limpadores 

(ex.: mariscos)-, 



de agua 



• cortadores da grama, aiudando no con- 
trole de incendio. 

Comunidades vegetarianas tambem 
podem utilizar animais (de um sb sexo ou 
esierilizados) como provedores de fibtas, ovos 
a leile; como cortadores de grama (para 
controle de incendio} e como provedores de 
esterco para jardins e pomares. 

Em sistemas Permaculturais, uma 
variedade de comida natural (frutas, lolhaQem, 
vagens, nozes, sementes e luberculos) 6 
plantada para que os animals se atimentem. 
retirando a maloria de Suas necassidaoes do 
mundo natural e, ao mesmo tempo, 
fertilizando, conUolando as pestes e a 
vegetacao e convettendo ptantas em protafna. 
Animais, em um sistema (orrageiro livre, 
engordarao mais lentamente do qua quando 
alimentados com racoes concentradas, so 
que com uma acumulacao de gorduras menor 
e com as gorduras macias e nao-saruradas. 
A diversidade e a regularidade de uma dieta 
livre e basica para a saiide animal. 

Para projelar forragens importantes. 
devemos estudar as necessidades e as 
caracteristicas de cada animal, planejando 
nosso sisiema de plantio de aocrdo com essas 
observances (ex.: galinhas ciscam, gansos 
pastam e porcos fucam). As secoes a saguir 
darao uma breve nocao de varies animais 
importanles, fncluindo suas necessrciacles, 
caraderisticas e produtos. 

7,2 ANIMAIS »E ZONA I 

Os seguintes animais podem ser 
induidos em qualquer zona aproprieda de 
acordo com suas populates: coelhos, 
nombos e codornas estao. geralmenta, 
prdximos (Zones I e Ilk enquanto que outnos 
passarcs podem lazer parte das Zonas II a IV. 



161 





racaoecna controle de doencas 

L 



controls da 
vegatafflo 



— r* 

manejQ 



. decomposicao 

, melrioria da pastagem 



^controls da pragas ^— contrde de fogo 
-forca para transports 
■ fertilizacao 



oteos, 
gorduras 



leite, queijo 



^f" 6 mel e cera 



sabao 



COELHOS 

Coelhos produzem esterco para o 
jardim e came para a mesa, Etes paslam e 
passeiam, ccmerao capim, vegelacao macia 
egaflws. restosde-coanha seiecionados. Eles 
taiem locas no subsoto e causario darto ao 



K:^' Cosl hos prody«m pele 

vend?™ * fr'f d0 twtodfcaniBnto P^ 
^ "so dom^siico), came e ©stereo. 



iss 



Ouando em gaiolas sobie minhaearas 
suas fezes sao transtoimadas em compesto 
r ico (Figura 7,1). Gaiolas de coelhos sao 
Ijoadas a cercadrjs plarrtados com fisrraaem 
de slfafa, tagasaste e treuo, Coelhos podem 
tamtam, set oolocados no jardim para comer 
a grama em gaiolas rnoueis. entre as fileiras. 

POM0OS E CODORMAS 

Pornbos sao criados em todo o mundo 
e valonzados pelo esterco rico emfostaio, Eles 
sao confinados acima do solo e sen esterco 
i/arrido de baixo, ou casas de pornbos sao 
constfuidas e as pilhas de esterco coletadas 
periodJcamente (Figure 7.3). Pornbos coniem 
sememes e graos, os quais podem ser 
piantados e colhrdos no jardim (miltio, 
sementes de girassol, ervilrias, trigo). 
Produzem ovos e came. 

Codomas, no Japao, sao parte integral 
de pequenas propriedades. fomeemda ovos 
e came e necessitando de^ pouca atencao. 
Como sao eomedoras de insetos. nao 
oanificam os vegetais do jardim e podem ser 
colocadas na estufa <desde que possam sair 
durante os meses quentes do verao). 







Flgura 1.2 



O «i«co de ufltSftas cai pcS& lela Mra o* 
minhoeaiKE ataiio. Paras n* |ula * as=*r- 
sorts marten w pa*oa na rniteefBtuFH ade 




^^&^^- :; -,. :,-' 



Flfluf* 7,3 Petals ppdem ss f 



H , nstro r*»* dS ' e,W5 



„„,,..: («»-«. W ■***"'« •* 



t«f 



PORCOS DA INDIA (PBEAS) 

Porcos da India ou preas sao 
importantes fontes da protsfna, em alguns 
paises da America do Sul- Sao cnados muito 
proximos a casa (ou podem, ate, vivar nela) e 
alrmenlados com restos do jardim e 
sementes, por uma gaiota de tela ou, at£ 
mesrra, sozinhos (eles necessitam de uma 
pequena casa, du abngo, como pretecao 
contra os gavioes). 

PATOS 

Palos sao animais excalemes para a 
PermacuJtura e ifim muitas vantagens Podem 
ser criados sem aorigo eiaboiado e se dao 
murro bem com atimentacao nalural. Lirnpam 
cutsos d'agua de algas verdes, invasoras 
aquaricas e tuber-cute, ao mesmo tempo em 
que fertfeam aagua a que ajuda na producao 
oe peixES e mucuns. Patos comem inseros, 
lesmas e caracois em pomares e jardins. 
Poitjue nao ciscam, nam eomem a vegelacao, 
podem ser colpcados dentro da hona, em 
periodps apropriados, para consumir inselos-. 
Atencao: eles destrwao pequenas mudas, 
com seus pes: e algumas especies de patos 
(Moscovitasf comem a vegetacao, embora 
prefiram os capins. 



Porque patos nao ciscam, eles podem 

ser deixados livres em jardins e pomares com 
mulch Posm 93% de seyS ovos ames das 10 
da manhfi; antao, podam ser hbertados cam® 
eles se adaptam a rotmas e voltam para casa 
a noite (mas devem ser treinados nisso com 
punhadosdegraos). 

Existem algumas poucas 
desvantagens. Eles nao comerao rnuitos dos 
restos da eozinha, que as galinhas podem 
comer, e transformarao o cercado em urn 
lamacal. a nao ser que soto seja arenosc. 
facilmente drertado, ou coberto com 1 a 1 5 
cm de cascalho firio e localizado acima, na 
Sncosta, 
Comidas de pato induenv 

■ came - crustaeeos d'agua, tesmas, 
caracois, vermes e larvas; 

• verdes - confrei murctlo, trevos, altafa, 
Tarascum officinale, capins suculentos: 

» plantas aquaticas - AzoHa, Lemna; 
Triglochin, Glyceda e Zizania aquatica; 

• Arvores - carvalftos. Hex. Amelanchier, 
a moras: 

« Graos - milho, aveia, Irigo (preferivelmen- 

te moido ou efisopado por alguns dias ate 
ficar macio e pardalmente brotado). 




^mwA 






170 



(2) «« som cepu„ umipas, bsrnbu. 1**n«s 



A Rgura 7.4 ilustra as formas petas 

auais os patos podem pfir ovos sem medo de 
raposas, iguanas ou cobras 

GANSOS 

Gansos sao baratos de alimentar' 
Yivem de capins, trevos, alfala e vanas 
danirhas, como Ambrosia sp. Eles nao 
opstam de muitas planlas de folhas latgas e, 
por isso. tem sido usados como controle de 
capins em plarttios comerciais, curses d'agua 
e gramados. Eles ir§o retirar as daninhas de 
morargos, tabaeo, algod§o, hortela, aspargos, 
milho, cana-de-agucar. beterraba, flares, uvas, 
pomares e viveiros de arvores. Gansos 
fertilizam o campo e os pomares sem arrastar 
mulch. Eles trabalham sete dias por semana, 
sem pagamento, ferias ou greves. Quern 
poderia pedir mais? 

Gansos podem. lambem, ser usados 
como goardas, pois fazem urn alarme 
barulhento quando estrarhos se aproximam. 
Eles tem, at6, sido treinados para pasloreio 
de ovelhas. Outras vantagens sao os ovos, a 
came e as penas 

Gansos necessitam de um manejo 
cuidadoso, se forem ser utilissados como 
capineiros em plantios e pomares, pois se us 
pes destruirao pequenas plantas a eles 
comerao frulas maduras. Excelentes 
aparadores de grama, ainda asstm preferem 
pasto curto e sjculerto: entao, as areas 
podem necessitate corle ra pnmavsra uma 
ou duas vezes durante crascimentc rapido. 

ABEUHAS 

Ab^lhassaomuitouteisnoiardimeno 

pomar. come ^i^f.SS 
sao o mel, o rwfen. a cera ^ a f ^ e P ^ nS tante 
necessidades sao agua e ^J^SSe „o 
de nectar (floras). Para l^'SSS * 

forragem deve ser P^ejado psra » rfetar 
Todavia, a floracao e a P^^^dendo 
variam rnuito de ano para wu ' a )gumas 
das condicoes do tempo- d C0(T1 

ocasioes, as abelhas sao alimentar 



Sgua e acucar, ou as colmeias s3& mudadas 
para outro lugar, proximo a uma forrte de 
nectar. 

Forragens ds abelhas a considerar sao 
as vegetagSes nativas e asp^cies de 
pastagem como trevos e aifafa: arvores de 
pomar (meci, cereja, am^ndoa, p&ssego, 
ameixa); arbustos de bagas; e ervas (lavanda, 
menla, borragem, confrei). Tais combinapaes 
irSo assegurar um suprimento quase 
constante de nectar, exceto em areas com 
irwemos severas (neve). 



7.3 



SIST1MAS FORRAGE1ROS DE 
PASSAROS DOMtSTlCOS 



Sempre que possivel, a Zona II devera 
incluir cercado de alguns animais 
esterqueiros, como galinrtas, e estas deverao 
morar no limite entre as Zona I e II, ou murio 
proximas a ele. Aqui, poderemos explorar um 
sistema maior (Zona II), pelo uso de um 
conversor animal, 

Gallnhas, alem de tomecerem ovos, 
carne, penas e eslerco, tambem comem 
insetos, verdes e frutas caidas. Bas 
esgravatarri e limpam uma area psquena, se 
toiem oonfmadas, a podem set urilizadas para 
patnjlhar uma area cercada (ex. : errtre a horta 
e pomar), pafa manter tora as especies 
invasoras. Essa caracterfsfica, a de eiscar, e 
espedalmente util para o controle de incendios 
no setor do fogo. 

Embora os passaros domesticos 
necessitem de culdado e de manejo, o sistema 
Permacuttufal e prx^etado para que as galinhas 
alimentem-se e cuidem-se sozinhas. Asam, 
fazemos o planejamento de um sistema 
forrageiro que acomode suas necessidades 
uliUze sews produtos. 

Area (Ja palha (Terrelro) 

A area da palha ■ um P^^^f 



171 



AgMifeniwi 




Bguw 7.5 Cercadoa roiaKra ^ g^^ j^ 0e 1ra | 0<ei! - 

A propria area, e acrescenfado mulch 
contmuamenre. corn paiha, serraqem hastes 
de miiho. podas de tordas, gravetos moidos 
Qlhas. cascaj de scores etc. Com essa aroa 
ngada a horia. verdes e podas podern ser 
jogados por ama da cer M . t)ara a3 gating 

A area da nalha (on t«-, ejroJ te m 
abertura para vario* cercados do galinhe™ que 
tenham Sido plantados am sucessao com 



com forragans 



sl^ 9ra J DS -'^ercobs e frutas. Asgalinrias 
U ^ II, M ra os sistemas forrageiros das Zonas 



1 72 



g s p^cie» de plantas 

Especies ClteiS da plantas deverao ser 

gscolhidas de acofdo com o clirna s com a 

aua ntidade de agua dispomVe!, induinrJo 

ptantas que oferecam: 

. arbustos espinhosos e protegidos, para a 

prote?ao dos pintos contra os p redactors 

(geralmente, gavioes). Ex.. Prosopis 

julittora, Acacia armata. Lycium 

jerrocissimum ou qualquer plants 

espintiosa local; 

, frutos que possarn ser comidos a medida 
em que amacJurefam e &aiam das 
arvores. Est.: amoras, lycium 
ferrocissirnum, Taupala, Sambucus sp., 
maracuja; 



• graos alimentary. Ex,: milho, Irigo, aveia. 
(Bijosseervilhas.erviltiaca, Taupata, 
Permiselum, Fagopywm 

Muitos aiimentos em graos e sementes 
podem ser coletados e arrnazenados para os 
ffleses de inverno, quafido o alimento natural 
£ escasso. incluindo castanhas, sementes de 
girassol, mllho e vagens da C&ratonia: 

■ alimentos em sementes, como lagasas- 
te, girassol, amaranto, acacias, Robinia 
pseutiQacacia, Gleditsia e Alripl$x sp.," 

• Verdes - galinhas gostam de gualquer muda 
verde jovem, incluindo as da horta, 
pouco de contrei, Lespedeza sp., alt: 
Fagopyrum, Galium sparine, capim nov 
salsa etc.; 







^uri 7j& DaBennode 



Lrniladas ^ a tiacw- 

17? 



**«i ss^^SKSm- **» 95lin ^ s ^ ff 



. Outros - restos de eozinha exclumtto as 
cascas de eirricos. cafe, cha a pele da 
cebota. Minerals: cascalho, cascas de 
ovos moidas, farinha de osso, cinzas, 
conchas mofdas. Etvas msdicisiais: 
alho, artemisia, urtigas cortadas. 

Alem disto, as galinhas necessitarri de 
preteina na forma de insetos. Urn pegs- 
cup im pode ser construida colocanda troncos 
velhos na 6rea de palha e uirando 
ocasionalnriente. para que as galinhas comam, 
Jamais enrolados e colocados nas arvores e 
nos arbuslos a tardinha, sao sacudidos na 
manha seguinte. denirc da area de palha, para 
as galinhas. 

Galinhas, se colocadas na horta em 
condifjoes corrfroladas, ifabalham.' a area e 
a deixam completamente fertilizada (trator 
vivo). Estruluras portaleis ou permanentes 
(cercadas por tela) sac desenhadas para se 
ajustarem aos canteiros a as areas do jartim, 
com as galinhas colocadas ap6s a colherla e 
antes do replante. Isso. geralmente, funciona 
somente em canteiros largos, onde una 
cultura e colhida toda da uma vez. e menus 
em canteiros laterals proximos a casa. 




Galinhas gamises sao pequenas e comam, 
orlncipalmente, inseios, mmhocas e lesmas 
Saixaridooswgetaisempaz, 

As Figuras 7.6 e 7-7 dao sugestoe s 

para a montagem de ftorestas forraoeiras dg 

galinhas, centradas na casa rural e no quintal 
suburbano, 

A Figura 7.8 explica uma estufa auto- 
reguladora aquecrda per galinhas. No inverno, 

aesturaaqueceo gaiinhsiro (por venezianasj 
e o calor dos corpos das galinhas mantem a 
lempefatura morna, enquanto.que, no verao, 
as venezianas sao fechadas e as galinhas 
passarn a maior parte do tempo do iado q e 
fora. Os dois lados sac separados urn do oulro 
por telas, com uma porta ou outro meio de 
aceasD para a coleta de ovos dos ninhos e 
para alimentar as galinhas com os verdes da 
estura. As galinhas fornecem didxido de 
carbono e po de penas para a estufa, 
juntamente com o estarco e os detritos que 
sao, eventualmenle, compostados. 

SISTEMA TROPICAL DE TRATOR DE 
GAUNHAS 

A seguir, temos um example do 
sistema desenvolvido por Dano-Gorsich, de 
Molokai - Havai. O sistema, em si, nao & 



Daaign adaptBdo da u(n fn*«|o de "Robin Fransfe". 
Oalinhas na ParmaaulHna. Jardkn supra flBmema para 6 a 
a galinhas e Irutas para a fimjia. 

Vinhas pkntadae rla cerea: 

- marasu|a - chuchu - rfriaa uvk, . Inambnesa ■ p«pir»s 

- abiburas - arvilhas e feijoaa 

■ canteiTO para c(re ai S| trifl(1 car))sio ^ tato ira6 . 

«*. al'ata. irevn 



„ orT1 ente para os tr6picos; com aiguma 
mD dificaga°i pode ser adaptado a regioes 
, e rnperadas e, ate mesmo, terra seca sa 
^istir uma fonts abundanta de agua'As 
oiantas nao crescem tao rapidamente nesses 
climas quanta nos tropicos; entao, ajustes 
(jeyem ser feitos. 

Para preparar uma area de rj,2 
n ectares. divida-a em 5 cercados de 
aproKimadamente 10X6 melros. Introduza em 
torno de 50 galinhas (poedeiras) em um 
c ercado, ate que todos os capins e ervas 
lenham sido removidos. Os cercados podem 
ser organizados como na Figura 7.S, de forma 
qua somente urn galinneiro seja necessario. 
Adicione um po jco da cal, mowa as galinhas 
oara o proximo cercado, passe o ancinho no 
primeiro cercado e plante uma cultura vegetal 
(rreioes,. couve chinesa, tomates etc.), Plante, 
lambem, leucena ou outros legumes do Iado 
de iora do cercado, juntamente com 1 5 mudas 
de mamao ou banana, 

Cada cercado tern um pequeno poleiro 
e um ninho, que podem ser movidos entre os 
cercados, com agua ecomidasendosupridos. 



Depois da a$ galinhas tarem limpado 
segundo cercado (de 6 a 10 semanas), o 
primeiro cercado a cothido e replantado com 
culturas de raizes. O segundo cercado e 
plantado como primeiro. £m alguns 
cercados, frutas tropicais importantes B§o 
plantadas. 

Depois de as galinhas lerem limpado 
terceiro cercado, segundo a coitiido (10 
semanas), primeiro e escavado para 05 
tuberculos, o terceiro e plantado com uma 
cuHura verde (ervilhas, feijSes. br^ssicas) e 
assim por diante, para resto ctos cereados. 

As galinhas voltam para primeiro 
cercado, apos a cultura de raizes ter side 
colhida 8 as a\rvores frutiferas estarem pern 
crescidas Ou adequadamente protegidas. 
Esse cercado foi semeado com Fagopyrum, 
girassol, ervilhaca, arroz ou cevada de 10 a 
12 semanas. antes que as galinhas 
retomassem, Graos e favos de sementss sao 
armazenados e pendurados sob uma 
cobertura e sao ofereddos as galinhas na 
rnedida do necessario, juctamente corn 
mamao e banana. As sementes de leucena 
caem dentro do cercado. A Figura 7.9 
demonstra a sequencia da rotacao de um 
cercado. 



Ft»Mr» t.T HBETiacunur,, der 



,-«««*«, . m . Km ^ e „ OTWe ^ mmtrtw ^ ^ 




174 



im a« ilo lips msdtenanao. 



Rau 



EalLtla aiito '« ulBtel 7. (,ios o a noils 

vsffam flurante ns iw» 9 ]?5 



1 



gatinhas no 
capim e 
daninhas 



calcanoe 
semeado com 
hortalicas 



eolheita, plantio 
de tuberculos 
e arvores 
fruiiferas 



colfieilade raizes 
plantio da graos 



eolheita dos 
cereals. 

an/ores pfotegidas 
galinhasvoltam 



F>si>™ 7,9 E*$U«M d» 1ra!or » gamnas nana ds Ifoploos Pods ser 



ApAs i>m ano, as galinhas podem se 
aulo-alimantar com graos, restos de pianHo e 

mamao. Ems podem. tambem, sair do cercado 
uma vez pot dia, para catar comida Se arvores 
frutiteras forem plantadas densamente e 
derem sombra aos cercados, osislema pods 
sar expandido em novas a>aas (prdscimas aos 
cercados anteriores), as quais sao, entao. 
ratidas para plantros de vegetais, tuberculos, 
grSos e frutas. Depois de dois anos. uma a>ea 
de H hectare esta em plena producao. Vemos 
aqui um sistema combinado, ulilizando 
galinKas com unidades de trabalfio e 
produtores. Porcos podenain ser faGilmente 
uliliz&rjcis, tambem 



7.4 



SlSTfirVf AS FORRAGEIROS 
PARA SUINOS 



Porcos sao forrageiros ds llorestas e 
banhados, goslam de passear e fu^ar 
(escavar tuberculos e raizes). Eles comem 
to-dos os capins, ervas e vinhas rasteicas; 
procuram frutas caidas e noses (amoras, 
eaquls, figos, mangas, abacates ate.}; e 
escavam caras, batatas, trambu e alcachofra 
Jerusalem. 

Porcos liures sao mais saudaveis, 
mais economicos de aiimerrtar e 1am menos 
gorduras saturadas do que porcos confinados. 
Nem sempre sao pro-pries para toucinho e 
podem necessiiar de uma alimentacao de 
graos por 2 a 4 semanas. para endurecer 
(satu rar) as gordu ras . Abngo de irvemo pode 
ser necessario em climas trios; e urn abrigo 
exclusive e necessario para a leitoa e as crias. 



mcaificacB para «u!n)s climas 

Porcos sao criados mais 
economicamenle onde existam resios de 
algum pornar ou producao de rafsas, teite ou 
came, b se dao bam com restos dornSsficos 
a de restau rentes Uma boa pastagem e a de 
legumes (trevos, atfafa), eonfrai, chicoria s 
capins jovens. Porcos cornerao 11kg desse 
material, por dia, pofs tern apetife maior do que 
de porcos confinados. Eles tamberri 
precisam de semerstes, frutos ou graos. 

Para preparer um plantio forrageiro, o 
solo devera ser eortado (nao arado), 
adieianando-se cal e, entao, semeadto com 
uma boa mistura de legume a capim, com 
confrei, alcachofra Jerusalem e estacas de 
Car™ eduSs entre as linhas de corte, Arvores 
podem ser plantadas do lado de fora do 
cercado e nos cantos, protegidas por cereas 
eletricas. Qualquer arvora Irutlfera e util, a os 
porcos sao benefices em pomares maduros, 

Em um sistema bem maior, 20 porcos 
por 40QO melros quadrados (aprox. ft ha) irao 
"arar essa area (fucando) para o plantio oe 
confrei, alcachofra. alfafa, chicoria e trevo. Em 
seguida, a area necessilara de dascanso. 
Porcos removerao Ulex europaaus, amoras e 
aruustos manores. aeguindo-se um planfto de 
pastagem. a colocarjao do gado e, na 
sequertcia. os porcos, novamante. 

Sao necessarios de 3 a 5 anos para 
desenvoiver um complement de alimefitos 
ccunpieto para porcos livres; mesmo asslm, 
aiguns alimentos deverao ser jogados sobra 



176 



^j-y-^^\ 







ity* talrtiA allminta 



Rgura 7.10 Oorte tr^naver^al i±? um sEtama 



Ittntportp da ■•rtiKB 



nhftqanrttsndi 



de SMfnoS com posaarifctofla de ojisa do eat«co 







Nura t.ii Vista de um ateiefna ni 



^topt* 



sui**.^ ****** 



MWW d U pa»i» rfla,rt,B,c 



177 



CMquth*. ffti psslfie 
Einhil ictnaMtn i» 

JiTHt ** IHt'iM IMMIrfMftl 
r sen fll* ill HfKNfe 



TifNjun ■ btbidouros: 
iqm «!■■(■ it blind* 

pin a tanquf . itirmi rud* 
pin ai bibrdauioi. hifiiin 
5jjj£, pin Hn p ta Pfrd* nttuntr 
imEi igui im tpCrni dt 




FwifffrfiM. 

Ptantadnj d« ltd* di fan m 
ciftH duplia ptn pnugir ■* 
liters i ■ cs«s A miia ri* ill 5 
Mm, wgini. ■ f*lba& a) r« 

i»C**ni. fallnhia pgd(tn sir 
pirnitflitoi no-s fnnrltolit p*™ 
lltnpia. (wji flgura Ml) 

Fiflun 7.V2 TfStol rotfM de suinos. G* Mresitas Ettfern wr pfentoiM mm ™| ri , ^^ fc ^ 

nat (VopKgfi. A torragwi flevs ser .vranftwaife para aonom^ar a 'JJj c * ft ™s-. caat&nhaa. murtiMiros ft bans 



J* in*; 

pan Nit ra i tB ! i* 
dstitare*. Pn 

mtufi B pfttf f I 

pin Hun into 
.updirniBr 



„ c9(q a, para « 1es - CD ™ & o caso da banana 
* d0 mamao, ou os porcos destruirao as 
jrvores (ovens. 

As Figures 7.10 ale 7.12 mostram 
exe ,-nplos de sistemas para porcos. 



7.5 



CABRAS 



Alem do seu valor napfioducao<te leits 
e came, as cabras sao uteis r\a limpeza de 
novas areas. Em pastas abandonadas com 
invasao de amoras e gorse, cabras podem ser 
utilizadas paratomar o controls da area para 
um plantio futuro, temporariamerrte cercadas 
( U m certo numero) ou amarradas 
individual mente, movidas em poucosdias. Se 
cabras de leite lorem usadas para esse 
processo, o alimento concentrado tambem 
sera necessario, para uma boa producao de 
leite. 

Para um pequeno nurnero de cabras 
(1 a 3), podemos fazer um oercado com tela 
de 2 metros, tendo, a veto, arvores e arbustos. 
Para mais bordas, inclua duas carreiras de 
tagasaste dentro do cercado, como ilustrado 



na Flgura 7.13. Algumas ^fvores que 
suportam forragem limrtada da cabtias sao os 
choroes, as amoras, algumas aficia*, 

leucana, tagasaste, e Samtuccus sp. Cabras 
gostam de vagens de Ceratonia e casts: ■ 
Gfertrfsia e Piosopis esp. 

Cabras sao muito destrutivas com 
plantas cultivadas; elas descascam as 
arvorss. Com um controle rigido e a utilizacao 
de umaprotecao, pode-se pefmidra presenca 
de cabras nas paries mais delicadas do 
sistema por petiodos curtos_, A cnacao de 
caprinos em granda escala nao e compativel 
com a Permaculiura. 

7.6 P1.ANTIOS DE PA^TACEM E 

SISTEMAS DE FOHHAGEM ANI- 
MAL EM GRANDE ESCALA 

Paslagens e sistemas fonagaifos para 
o gado e as oveihas sao, geralmente. bem 
mais extensos (9 ou mais hectares podeffi 
suportar gado suticiente para a sobreviveneia 
modesta de uma iamil ia, dependendo do dima 
e d« terreno apropriado), Embora muito da 
area seja semaado com capins e legumes, 
como o irevo. eniste uma enfase nas awores 
dentro do sistema. servindo as seguintes 
funcoes: 



its. 




R »un 7,1a Carcado para produiao ™ 



^e teiie « lonagem. 



M^^daumOBanhods^H^on. 



179 



Kjfl- 




FisufiaT.14 Gnjtito do cwsrimEnttj do 
refao. 



■ forragem para epocas de seca ou quando 
o pasto ficar escasso; 

• prptecao do gado contra ventos fortes, neve, 

chuva e sol (quebra-ventos e arvores de 

somftra): 

• resSaucagao da fertilidade em solos 
empobrecidos, com legumes fixadores de 
mtrogenio b folhaS caidas; 

• protecao do si sterna de captafio de 

agua acima de a^udes e nas enooslas 
fngremes (o gado deve ser mantido fora 

Oessas areas); 

• prevencao contra a erosao nas enooslas 

e vales. 

PLANEJANDO A DISTRIBUIQAO 
EQUIUBRADA DE FORRAGEM 

Aniniais de pastagem necessilam de 
uma forrte de agua, de abrigo. do tempo, de 
urn tambedor de sal e cte comtda, a q ual pode 
ser classificada em (a) capins e legumes 
anuais e perenes, (b) vagens doees como o 
Ceratonfe e Gleditsia (verao), (c) carboidratos 
em graosbrotadosearmazenagem (inverno), 
e (d) tolriagem verde para producao equilihrada 
de forragem, durante todo o ano, 



ephs fe,™ dfc,,* ismpanWast mwlran*, <*»» pertodM <* Elicit: i™me- a no dm *> 



O problems antigc de forragem 
sazonat ou escassez e ilustrado na Figufa 
7.14. Em climas temperados, orxte a cfiuva 
de inverno dwnina, anuais e perenes na 
pastagem alcancam o cume da produtividade 
na primavera, com uma producao menor no 
outono, se houver chuvas precoces. 



ehn*fl HWHrti ttbieptirt 




l=9ura7.1S Taoasasta M talJpffll ^^^^ A fafe 
trasta stravaj da cam, a a comirta. A icia 
poda tamtam esbflr o topo desIH Inlxa. 



Embora a venda de gado jovem ou a 
diminuicao dos rebanhos apos a raproducao 
re duza as necessidades de forragem no 
verao, e obvio que exists uma escassez no 
meio do verao e no meio do inverno; a primeira 
devido a estiagem; a segunda, devido ao frio e 
4 diminuicao do crascimento das plantas, 

Plantios de arvores deverio ser 
ptanejados para preencher essas lacunas, que 
a pastagem sozinha deixa. Por exemplo: 
alguma forragem de meio de verao e suprida 
pelas vagens de Ceraionia e Gleditsia, e pela 
folhagem da Taupata, capim pampas e 
tagasaste; a alimentaoao de outono/inverno 
vira pela folhagem dessas mesmas plantas, 
mais a grande variedade de carvalhos 
(eastanhas), Castanea sp. e Jugians nigra, 
Arnbos os tipos da alimento sao ooncentFados 
de alta eneryia, permitindo urn uso mais 
eficiente da pastagem seca. 

Tradioionaimente, a folhagem de 

Brachychiton populndum, ctiorao e Populus 
tern sido cortada e fomecida ao rebanrto 
durante a seca. Para sistemas de auto- 
almentacao sob floresta forrageira. plante 
fawas de forragem baixaondeorebanho possa 
ser levado pot pequenos periodos. 



Bordas enredadas de tagasaste tern sido 
usadas com grande benaficio fia Nova 
Zeianctia; gado e ovelhas nao conseguem 
(iestruir a planta, mas cornem as folhas 
suculantas que crescem para fora da rede, se 
levados a area a oada mes, durante o periodo 
de erescimento da planta (Figura 7,15). 

Lima substituifao gradual (4 a 1 anos) 
para o balance, ewretode especies de arvores 
eliminaria a necessidade de eolheitadeiras 
caras, armaieriamento dos graos e 
processamento, bem coino o feWo tie fardos. 
que 6 uma atrvidade 6ssencial ern paragons 
isoladas, Isso tambem mebhoraria o contono 
e □ bem-estardos animats, as guais poderiam 
abrigar-se nas florestas. quando as 
temperaturas fossem extreraas, e ocupar as 
pastagens nos periodos tolergveis de 
primaveTa e outono. 

Como efeito secundSrio, entao, o 
rebanho sofreria menos eslresse com o -salor 
e o frio, necessitando de berri menos energia 
do produtor % dele propria, durante o ano. 
Estima-se umapefdade 15% napraducaoda 




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EStrutura; FaixitLanUfllcofr a»voffl*fli4i0fp* 

Planet -i fif;5;*en:ea aa Icoja das- cercas 
Pfimtefl dalrcarjat TO JOra mleriof protegHja 

fcspa^o carcado pt>d« war 1mrar Lima -area- de hstorLai pa?a vide sJva&ire ^^ Cflava. 

p^T **" * fiM " BOmb,Md ° * P ™ eSkto ' P " MiMndQ ° '*"*' '"" ^ B "*™ Pl=m« Ott» imj-dl- 
E£1a iaixa pod? supiu uma prwHi^Sa piira animalE mrtmree pnSsslrnoe a <*a 
C&icbb podem pormii.T a pagsagsm <jg ospectas metres (gafcnh&ri 
A laws pod* se' o p«w>cipi° ds urn sistema be VermscuflUTi rQlxnta- 

189 



came, somente com a falta de abrigo, Richard 
st earbe-Baker provou que, onde 22% das 
lerras $ao plantadas com arvores produtivas 
a producao e dobrada rcos restates 78% da 
sgperfta'e. d© forma que rienhuma producao 
seja perdida pela mtrpdjucao da tloresta. 

Para criar bordas que cerquem a area 
sameie artata, confrei, phicoria e Tarascm 
officinale, com um plaritio imermediario de 
lagasaste, ervilha siberiana, Taupata, caplm 
pampas, e um andar alto de chordes, Popuius 
(variedades selecionadas pelo valor 
forrageiro). carvalho branco, castanhas, 
Gledttsia e espfees conhecidas e desejaveis 
{Crataegus oxycanthus & Rosa sp.) Tais 
bordas poderiam ser prajeladas para ocupar 
10% da area por ana, ate o 4* ano, quando 
40% da area total seria de bordas largas 
complexas em curvas de nivel, de arbustos 
de rafzes profundas com arvores aftas e, aid 
me-smo, madeira de alto valor (Figura 7.16). 
Apbs os anos 4 a 5, ovelhas e gado jovem 
poderao ser colocados, sob observacao a 
controls, para alimentarem-s© na £rea, A partir 
de 6 a 8 anos. os periodos de entrada serao 
mais Longos; em emergencias, espGcles 
como o chorSo e a Popuius poderao ser 
cortadas e oferecidas 80S animais, como 
racao de seca. 

Um sistema de cercas duplas 6 CM no 
estabelecimento de uma borda Pemnacultural 
ou de um quebra-verto, em propriedattes 
pastorais com gado e outrosaramais de grande 
porte livres no terrqrto (Frgura7.t7). 

As linhas das cercas sao locals obvios 

Para a local izafao do an/ores quehra- 

venio: ras areas internas, pilhas de rocnas ao 
longo das cercas e o plantio de bordas podem, 
eventLalmente. substituir algumas cercas, 
Uma borda mista e densa, de arbusws 
espinhosos com um muro baixo de pedra. e 
wrtuarmente impenetravel aos animais. 

Bordas plantadas adieionam itiuto fi 

"°*s, madeiras (m. tambi^ Jw»B«nP^ 
9ad e abelhas, habitat para P**^ 
Pimento. Tambem agem como quebra-ventos 
e catassol. 



Ahmentos concenlrados lem o seu 
lugar no sistema, para a alim&ntaclo durarte 
os penodos de forragem escassa, para a 
engorda e para a marmtencaO' da produ^ao de 
leite a ovos. A tendencia de produzir somertte 
alimsntos concentrados pafa um aLmento 
rapido de peso deveria ser evrtada, Alimentos 
natu raiments concenlrados deueriam fazer 
parte do sistema fvagens de Gleditsia e 
Ceraforaia, castanfias, grans). 

Embora aiguns animais possam sef 
alimentados com esses corcentrados nao- 
processados, pode ser necassario um 
processo de quebra ou molho s brota, 
especialmerrte porque o broto aurrenta muito 
a qualidade de algumas vrtaminas. Qraos que 
broiam em temperaturas moderadas sao 
muto recorriendadbs-. trigo, Fagopvrum, arfala, 
aveia, Cevada, arroz, soja, feijao mungo, 
lentilhas, ervithas. grao-de-bico. aDoboras. 
girassois, feno Grego {Trigonelta 
foenuiugraecum), gergelim e centeio 
(obviamente, lodos eles podem ser brotados 
para alimento humano)- Palha e 
armazenamento de forragens mais valiosas 
parao sftio, como a atlata podem ser uisliiadas 
como alimentacao, nos meses tfe inverno. 

Os objetivos de tais sistemas 
forrageiros de pastagemMrvores s5o a 
constante reciclagem de nutrientes, das 
plantas pa/a os animais e de volla ao soto, por 
meio de estercos e leguminosas fixadoras de 
niirogenio, bem como a diversificacao da 
produfao da fazenda. Produtos de arvores 
como CeratOftia e caslantias podem ser mais 
prontamente com/ertidos em acucareS, 
combustiveis, aditivos alimenlares, farinhas 
etc Isso e da grande valor quando os 
mercados para la, couro e came ssfao em 
flows, e permite ao fazendeira de florestas uma 
rjrande vanlagem sobre o produtor da 
■pastagens, somente". que esta arreiado a urn 
unico mercado ou produto. 

Em um mundo no qual a ecooomiaj 

oovemada pelo custo da eneegia, P'^f 

Ktom eslar cc-nscientes do P^^ 

ppliculture. Um sistema de uma «**££* 
SbaremumfatorCor^aPenma^ra^ 

a zoneada, assim o sso cs. fji« 



183 




dancs. ™ *™m aar ds goao derate*)! para ortar d pss!° P=» W»*>- 



zoneados do marcado e dos centres de 
abastecimento, Aumentaradistancia significa 
aumentar os custos e gerar maiqrdependencia 
na producao easeira de materials vitais, 
especialmente combustiVeis e estercos.Deve- 
se prestar atencac, assim, as especies de 
arvores a animais selecionados, com relagao 
as necsssidades locais e a distancia do 
mereado. 



PERMACULTURA ROLANTE PARA 
GRANDES PROPRIEDADES 

Permacultura rolante e urn metodo 
para a evolugao lenta da uma pastagem 
isolada para um sistema mais diverse a 
produtivo. Quase todas as propriedades 
grandes, ds aprowmadamente 20 hectares ou 
mais, cantern areas que podem ser cercadas 
e isoladas com pouca perda na produtividade. 
Isso e particularmente verdadeiro em solos 
probternaticos, terrenos ingremes, pedregosos 
ou sofrendo erosao, cantos dsffoe-Ls e wales 
frios s batidos pelo ven!0- Podamos plantar 



arvores que, primeiramente, oferecerao abfigo 
(como sebes) e. mais tarda, se tomargQ um 
recurso divarso de forragem e produgao 
arbbrea (Flgura 7.1 S), Os primeiros plantios, 
nucleates ou estreitos, contem tantas 
especies uteis quantas forem viaveis em uma 
organizac-ao quase randbmica, plantada 
densamente, de forma que alguns codes 
possam ser feitos para madeira rolica. 

Os passos a seguir, para uma 
Permacuttura rolante, sao; 

1 delimitar esfweos para anirnais com cercas, 

geralmente eletricas, em carga soLaf. 
Prepare a area com reabilltacao do sO |Q 
(aradoformao) e calcario, se necessario; 

2 plantar um nucleo da arvores aprQp n ~ 
adas para quebra-venio e forragem 
Fertilize as arvores com uma solueao de 
algas marinhas e ponna mulch, terinha de 
sangue e osso ou esterco de galinba 
curfido. Uma sstrategia exceiente e a rJfi 
introciuzir o mulch em pneus a volta das 



1B4 



arvores. tsso as protegera do vento 
coelbos e seca, inicialmente. Mulch 
espinbento, em pneus, desencoraja 
pequenrjs anirnais; 

g introduzir aves ou anirnais lavas, 
gradualments, dentro da area, cuidando 
para Que nao haja dano; 

4 mudarou ad icionar cercas, amedida em 

que o sistema exija. continuando a rolar 
peto terrene; 

5 cortar as especies de pouco 
desenvoMmento para madeira rolica, 
deixanda arvores e arbustos selecionados 
por boa producao ou resistencia para o 

crescimento continuado. 

ASSOC1A0AO E INTERASAO ANIMAL 

Camo no resto do sistema, anirnais 
sao capazes de irrteracoes beneficas e 
simbidticas, bem como associacoes 
competitivas ou negativas, design, que lira 
vantagem desses relacionamentos, vira com 
a expariencia e a observgcao; alguns 
exemplos podem ser considerados, como os 
aseguirerunciados. 

Aves sao revolvedoras e irao rscuperar 
o alimento que e desperdicado por outros 

anirnais. Por ootro lado, galinhas podem 



transmitir tuberculosa ao gado e, 

con S equentamente, aos humanos. Suinos 
sio, tambenn, facilmenle infactados por 
galinhas, de forma que ambos nao se 
rnisturam, 

Esterco de gado foresee nutrientes 
para suinos, qua podem seguir o gado na 
pastagem. Quatro bezerros novos, em uma 
pastagem de grSos. poderao sustentar um 
parco, apenas com seu esisrco, Patos 
tambim revolvem a seguirao OS porcos, 
freqiientemente recuperando migaltias onoe 
eles tentiam fucado. 

Gatos sao totaimente destrutivos para 
pequenos anirnais [passaros, lagartixas, 
pererecas etc) a sao, definitivamente, uma 
desvantagem. As pastes e os inseios dos 
Sub-Cirbios seriam reduados por pererecas e 
lagartinas, se os gatos fossem removidos, 

A sucessao de especies de pastagem, 
bam como sua mistura, deve ser regulada em 
consideracao a transmissiQ de doencas entre 

as especies e as condifoes especificas da 
pastagem. 

7.7 AQfJlClXTURA E ALAG^DOS 

Um tanque ou lagO pode agir como um 
espelho, uma armazenagem de calor, um 
fimpador de poluentes, um sistema de 




rt Vln 7,19 1lha d» pneus V*** <*™ UB ^ ^^ 



transports, uma barreira contra fogo. um 
recurso de lazer, urn banco da energy, ™ 
pane de um sistema de inigagao. Alam da tudo 
Isso. 6 naturalmeffle produtivo. 

Sistemas de tanques, ou aquiculturas, 
sao murta mais produBvos b eflcientas do que 
sistemas baseados em terra, devido ao 
constants suprimento de agua e nutnentes. em 
uma forma lacilmehle assimilavet, e de uma 
variedade de plantas a animals que podern 
servlc de alimeniacao ou serem vendidos Uma 
mistura do peixes, lagoslins, moluseos. 
passaros aquaticos. planlas aquatinas, plantas 
de margem e ate animais de terra, cercados, 
leva vantagem sobre os diferentes nichos de 
alimentos do sistema. 

A maioria dos livros trata a aquicuttura 
como piscieultura, mas existem tantas plantas 
utels para serem plantadas na agua quanta 
exislem peixes; murtas algas, moluseos e, ate 
mesmo. insetos comestiveis e ras podem ser 
considerados. Nds podemos prajetar 
sistama para Gonsidararmos em nossa 
prod-ueao principal qualquer um dos seguintes 
Mens: peixes, castanhas d'agua. arroz 
silvestre, mei do lupelo de panlano, peixe para 
iscas. mariseos e lesmas die agua doce. 
peixes de aquario, floras aquaticas, camaraes, 
ovas de peixe, junoos ou ehoroes para 
anasanato, lungos desenvolvendo em paus 
podres etc. Todos ales sao 'aqCiicuituras', E 
meihor suprir um mercado esp-ecialista manor 
e contiavel - plantar alga vermelha para 
caroteno, por example , do que penetrac em um 
mercado enorme de truias alimeniadas com 
racao ou outras iniciativaa aitamenta 
capitalizadas 

Este capitulo so pode dar alcumas 
ideias para o produtor em pequena escala ou 
para a producao caseira, E importante 
reconhecer que, quanta mais Inlensivo o 
sistema, mais necessitara. de pesquisa, 
ctanejamento cuidadoso e manejo adequado. 

CONSTBUfJAO DE AQUDES 

Antes da construcao de acudes ou 
tanques para aquicuttura, dave-se planejar a 
incorporacao de iltias e relugios para passaros 
aquaticos, margens rasas no interior para 
plantas fonageiras e um refiigio profunda para 
peixes, em areas onde as temperaturas de 



„ 5 . , eiarn aitas. Aiem disso. refugi 0s 
£^» ocos protegem as especies 
mncfM dos P &ix9S B & ssai0S PnWa^rBB. 

A estabilizacao dos bancos dos 
acudes efeila com troncos, pneus ou degraus 
™rtados e plantados, ulteando bambu, capim 
pampas ou outras especies de ral^s 
suoerficiais. Embora arbuslos possam ser 
niantados, a estruftjra de raizes de grandas 
especies de arvores podera damlicar os 
bancos, eventual menie. 

Ouando da construfjao. de um novo 
acude ou lanque para aqutcuNura da perxe, nao 
introduia os peixes imediatamente, Novos 
acudes nao tam a habilidade da acudes bern 
estabelecidos para prover uma variedade de 
alimentos naturais. Depois de o acud© ter sido 
cheio pela primeira vez, cotoque de 5 a 10 cm 
de patha a volta da linba d'agua e caminhe por 
cima, para inlroduzl-la no solo molhado. Isso 
minimizara a erosao do solo, ofarecendo 
cobertura e yma fonte de alimentos pa ra os 
pequenos insetos aquaticos. Plantas 
aquaticas como o iirio, a taboa, a castanha 
d'agya a. ate mesmo, um pequerto numero de 
ervas aquaticas, tambem ajudam nesse 
processo. 

Novos acudes sao, algumas vezes, 
barrentos e podem necessitar de uma 
aplicacao de calcario (adicionado a uma razao 
de 560 kg/ha] . Rettuaa a quantidade de lod° 
penetrando no acude a partir da entrada, 
cobrindo com capins o dreno ou encosta 
imediatamejite superior ao a^ude. O manejo 
cuidadoso da area de captacao (plantando 
vegetacao, dirigindo o fluxo d'agua} a cfftieo 
para evitar o assoreamento complete do 
acude. 

Uma ilha e cortstnjlda dentro do novo 
acude, simplesmenle. empurrando terra a" 1 
um grande monte a cobrindo com solo: 
alternativamenle, pneus sao arrafijados em 
uma piiha a cneios de terra (Figura 7,1 9) 

Animais devem ser cercados fora dos 
agudes de aquicultura; eles tornam a agua 
barranta, destroem a vegetacao e po derTI 
causar serios probfemaa de erosao. 



is* 



PROFUNDIOADE E FORMA DO AQUOE 

O numarq de peixes qua pode ser 
jntroduzido em um acude e relatiuo a area de 
superftde. nao a sua profundidade ou ao 
volume. A Sraa de supedicie controla a 
ouanlidade de alimento dentro a a volta da 
agua. Todavla, a profundidade tambem e 
importante, para que os peixes possam 
escapar para ofundo, restriarem-sa am tempo 
quente e evitarem passaros e outros 
predadcres. Um numero comum e de 2 a 2,5 
metros de pfolundidade. As configuracfies 
seguinies sao utilizadas regularmente, em todo 
omundo. 

Acudes em serie - Peixes de idadas 
difefentes podem ser sequenciados no curso, 
em um ostiio linha da montagem {Figure 
7,20a). Dessa forma, o alimento e fomecido 
ao peixe em uma "escada trdfica" de tanques 
rasos pr6ximos epantanos. aqualoferece um 
excesSO contlnuo de aiimento vivo para OS 
acudes principals, ainda qua estejam isolados 
ssguramente dos predadores, para que os 
organismos de reprodug&o rapida possam 
habitar livremente. Como a alimemacao e 
responsavel por 70 a 90% dos custos, torna- 
se bem mais barato produzi-lado que compra- 
la. 

Tal arranjo tern a desvantagem de que 
qualquer parasita, doenca ou poiuente ira ftulr 
para todos os agudas; embora isso nao seja 
comum em operagoes pequenas, e um risco 
que deve ser corisiderado. 

Acudes am paralelo - Cada acuda 
pode ser isotado de doencas e, tambem aqui, 
um acude com espedes para aliments pode 
ser instalado acima de cada acude de 
producao (Figura 7.ZM.]- Note que aspecies 
alimento" podem, alas mesmas ser 
escolnidas para ser diraiamenie comesl veis 
ou para uso como iscas. Em Q^f^l 
am paralelo sao controlados. d trades a 
matiejados mais facilmente do que agudes em 
serie. 

especificlmente, pr6prios pampas q^ 
depandam da alimentac^o n» ™ a » aS) _ 
(carpa-capim, tilapial ou da terra iw 



Alaumas das piseiculluras mais produtivas 
conhaadas sao aoualas de canals de fiuxo 
wnto com estoque alimentar amplo ao Jongo 
dasles (algumas fazendas de trutas, na Suioa 
sao, virlualmeniB, canals am curvas de nival 
em oncost as argilosas ingremes). E 
geralmenta mais Tacil apanhar peixes em 
canais do que am agudas grandes, de formas 
variadas (Figura 7.20c). 

A localizacao ideal e a forma do acude 
podem ser de canais cortstruidos alraves de 
um pantano onde especies de alimento ss 
multipliquem, de forma qua os canais sejam 
20 - 30% do total da area de pantano. Os 
canais sao estocados com peixes predadores, 
que exploram o pantano a pracura de 
crustaceos e pequenos peixes. A retlrada dos 
peixes ocorre quando a area de pantano 
adjacente esla baixa, digamos, na estacao de 
verSo seco. 



TAHANHO DO A?UOE 
Nao neeessitamos pensar que culturas de 
acudes sao prdprias somente para acudes- 
padroes, de 'A de hectare. Aqui esiao alguns 
praduios uteis para pequenos cu grandeS 
acudes: 

■ 1-2 metros quaoTados - agriao. inhame, 
castanha d'agua Chinese a algumas ras 
para o controls de pragas no jaitiirn; um 
Ifrio raro, uma pequena pcpulafao de 
peixes raros ou plantas da aquarto; 
• 5-50 m2 ■ uma grands variedade de plantas 
afimentfeias 9, em tamanhos malores, 
peixes selecionados cuidsdosamenla, 
suficientes para uma famfHa; 
. 50-200 m2 - cuftura comercjal 
especializada, estoque da reproduce, 
plantas de alto valor e suprimento complete 
de proteina para uma famita, oomportsndo 
urn bando de paws; 
. £00 - 2000 m2 e matores - comarcal para 
peixes de alto valor e ^CTfl^ 
tamanhos maioras perm-iem uso 
focreativo. 

Wiifdos) 



187 



J 





fiygn 7.20 ConBaura?o« P«ra IBnques. 



POUCULTURA 
CONSORCIO 



6ENEFICA 



□ U 



Embora urn sistema de aqQiculfura 

cteva ser proptado com uma propcsta principal 
(um peixe em particular, crustSceo ou plants 
aquatica), 6 importante combinar uma 
variedade de especies aquaticas beneficas, 
para preencher OS nichos disporuveis ou para 
subsidiar c produto primario, As classes 
amplas de orsjanismos aquaticos sao as 
seguintes: 

> plarrtas. desde os artMJstos de margem ate 
a vegetagao submersa e o fitoplancton; 

• invertebrados, microrganismos a 
crustaeaos; 

• peixes, desde os forrageiras e ate as 
plarrtas. moluscos e especies predatdrias; 
ale seis especies de peixes 
cuidadossmente selecionadas podem 
ocupar um acude de torrna tucraiiva e 
aumentar a produgao; 

• aves aquaticas, especialmente os patos, 
os gansos e, ate, os pombos, com casas 
sobre o acude. 



Plantas associadas com acudes sac: 

. especies de raiz comestivel, como o 
inhame, o lirio d'agua, o lotus e acastanha 
d'agua, plantados submerses nos bancos 
ou no (undo, possivelmente cercados por 
um pneu vemo, para marcar a tocalizagao; 

. aquaticas flutuantes como kang kong, 
agriao e aquaticas carpet© como Azolte e 
lentilna d'agua (LernnaJpOderao oobrirtodo 
o acude, ainda que possam ser arrastadas 
e comidas pelos animais (patos adbiam) 
ou utiiizadas como mutch em jardins ou 
cercando as piaritas de margsns: 

» plantas de margern rasa alagada, de hast 6 
longa, Typfia (tataa) ou arroz silvestre, 
como retugios para rSs e passaros; 

* plantas de rrtargem umida como o bamb-u, 
mamao, banana, eonfrei, Sambuecus ssp- 
a uma cobertura verde curta de eapim ou 
DesmexJium (uma espede im/asora); essa 
cobertura mantem os bancos estaveis e 
verdes, sendo uma forte de forragem para 
pales e gansDs. 



lis 



Para animais aquaticos, uma variedade 
de allmanlos de nfveis diterentes e muito util, 
comedores de fundo d© acude alimentam-ss 
je detritos filtranles ou alimentadores e do 
jooplancton, enquanto que comedores de 
superficie sao herbivoras, comendo algas e 
capios. Vagando peto sistema esiao os pre- 
dadores de nfvei intermediary. 

Comedores de detritos sao mariscos 
e mexilhoes de agua doce, que vivem no !odo, 
no fundo do acude. Eles podem filtiar ate 905 
litros de agua poluida por dia, pormeio de seus 
sistemas, e ejetar solucoes concentradas 
(geralmente, losforo) no lodo, as quais podem 
ger utiiizadas como fertilizante em pomares 
ou lavouras, quando os acudes sao drenados. 

Outros comedores de fundo (planctorv) 
jaocrustaceos, caranguejos e lagostins. 

Peixes herbivoros sao aqueles que 
como a earpa-capim, podem limpar a 
vegetacao de margem de um acude. Sao 
peixes de cfescimento rapido e alcancam um 
tamanho para me-rcado em 3 meses, com um 
suprimento adequado de aiimento. No Hauai, 
acudes sao estocados com camaroes de agua 
doce como producao principal, com uma 
produgao secundaria de carpas-capim 
comendo o capirn quicuiu das margens. Patos 
fornecem nutrieotes para os acudes (patos e 
peixes sao uma combinacao excelente. da atta 
produgao}. 

Peixes predadores (ex.: truia) sao 
aqueles que se alimentam de oulros peixese, 
em uma policultuea complexa, sao conimados 
do resto das especies no agude. Pequenos 
peixes e crustaceos eiitram na area cercada 
e sao devorados. 

Tais areas cercadas podem ser 

usadas para: 

. alimentagao 6 aeragao de B^gjnda; 
isso e usado para muguns, por e^emp^ 
econcmizando energia naquelas ; poucas 
noites de verao em que a aeragao do 
agude inteiro se tornaria ^ra r 

• que, nos agudes menor«. P^" 
predadores de alto wal* P^f de 
mantidos para eliminBiem <* P®* 3 > 



tdmanho insuficiente dos acudes mawes 
por meic ds uma separagao de tela que 
™ a 3 « e Sses peixes narii ^ s 

■ que as sagoas de acudes menores 
possam raproduzir camaroes ou mlnou 
para peixes rriaiores. no agurJe principal 
Ue accrdo com Swinae (veja reterencias 
no iinai do capftuloi, 30% de qualquer 
acude poderia ser cercadu para peixes 
forrageiros e camaroes; nutriemes sao 
adicioflados a essa parte do acude. oooe 
os camaroes fapidamenle se multiplicam. 

QUALIDADE DA AGUA E FEflTlLiZACAO 
DO Af;UDE 

Quando montar um consdfcio de 
especies para um agude, as cansideragdes 
primarias serlo quanfo acs astercos 
(tertilizantes) para o sistema; aiimento paraos 
outros organismos; a modaragac doclfmado 
acude (vegetagao de bordas) e a melhoria da 
qualcdade da agua, especialmente am nelacao 
a utiiizacao dos detritos e ao use compteio dos 
alimentos. 

Agua de boa qualidade, com um pH de 
7 a 8, e a melbor. Se a Sgua for rnuito acida, 
os nutrientes no solo serao ligados e nio 
poderao ser liberados para dentro dela. E 
comum. o fundo dos acudes se acictfficarem 
eventualmente: embora possa-se adicionar 
calcario na superficie. o agude pode ser 
drenadoem intervales de poucosanos. Murtos 
produtores do sudeste da Asia realizam 
culluras no (undo de acudes (ertiiizados por 
patos e enrao, encham-nos novamente para 
outro ciclo de produgao de peixes, apfjs a 
adicao de calcario. Ciclos da culluras secas 
podem ser produzidos nos agudes a caoa 
perirjcrotte2a4 anos, para aproweiiarosnivws 
^ralmente altos de nutrientes no todo do 
Igude, para um pianto de alto vato W« 
meloes ou graos de "luxo", como o ant* 
silvestre, 

AJertilizagaodoafu^^fatcr- 

jooplancton se muffipl-ca, °W e - ^^ aema ' 



189 




Figun Til UtiiHtf* Bnptonanto n. fata. i««™ ""''^^J^'SXsH * f°™ ^ <> <**e<™ «* ™ t »* 



aumerua a disponibilidade de alimento. 
Passaros aqualicos no acude. peix.es 
hertiivoros alimentandO'se nas margens a 
animate terrestreS habitando arima da agua 
ou ao iongo de urn canal direcionado ao acude 
contribuem com astercos valiosos para a agua 
(Figure 7.21). Camaroes, em particular, 
ulilizam, rapidamente. estercos de outras 
especies; camaffies alimentados com o 
esterco da Garpa-capim grescerao tao bem 
quanta os alimentados com eslerco de gaflnha, 
pois comem algas e^ou diatomos produzidos 
na superficie do esterco. 

Plantas aquaticas tiutuantes 
(confinadas em aneis) a canlairos aqualicos 
nas bordas ajudam a remover ou a recicSar os 
nutrientes do acude para plantios de terra, pela 
utilizacao dessas plantas como mulch ou 
composto. Depois de os peis.es terem sido 
pescados, a agua, rica em nutrients, do acude. 
podera ser utilizada para irrigate por 
gotejamanto em um plantio terreslre, 
resultando na producao, em dobro. de (Olhas 
ou Irutos 

Em acudes eslocados densamente, 
ou ricos em nutnentes, a agua deve ser arejada 
durante os dias quentes, ou os peixes 
morrerao. Bombas de pas sao normalmente 
utilizadas para o arejamanto em acudes 
comerciaJs. os quais sao cuidadosamente 
monitorados durante os perlodos crfiicos. 
Todavia, em acudes de tazenda a meltior 
selecionar as especies que iraO estocar o 
acude, de forma que o arejamento mecanico 



nao seja necessario. A altura e a forma das 
arvores prdximas poderao prove r sombra am 
tempo quente. Bordas de chorees e 
caducitdlias poderao economizer o custo do 
arejamento e prover lotrias para minhocarios. 

A quatidade da agua e a remocao dos 
detrilos (fezes de peixes e outras) e rnelhcr 
ateancada pela inclusao de decompositores, 
em particular, mariscos de agua doce e 
comedores de algas suparficiais ( Wvipara sp. }, 
como, tambem, carpa, bagre e camaroes. 

ALIMENTANDO OS PEIXES 

Acudes daveriam ser projetados come 
sistemas autoforrageiros, para mifiSmizar o 
irabalrto. Alimentos podem ser obtidos, 
indiretamenie, com esterco de patos, 
plantando uegetacao de bordas nas quais os 
inseios se alimentary por exemplo, a larva do 
bicho-da- seda alimentando-se das folhas da 
amoreira pode ser sacudida ocasio-nalrnente 
paradarvtro do acude; armadilhas para tnsetos 
podem ser colocadas na superficie da agua. 
O plantio de especies atrativas para cascudos 
e marimbondos e as coberturas "corredicas'. 
como Tradescamia, alfafa e centre], entre 
oulras plantas nutritlvas, tambern ajudam na 
alrmentacao dos peixes. 

Metodosde alimerrta^ao direta incluem 
as cuHuras de mntiocas e insetos (larvas) de 
alto valor proteicrj em canteiros especiais, ou 
armadiihas de insetos no pomar ou na riorta, 



190 



para prover allmento aos pefxes. Podemos 
^apturaf ou enar gafanbotos, larvas de rnoscas 
oll , mesmo. iscas de peixes, girinos ou 
ca maroes em tanques menofes. Boias ou 
arieis de rede no proprio acude podem ser 
adicionados para uma cuitura especial de 
alimerito pa'a peixes - minhocas reproduKem- 
je lao bem em boias quanto em terra. 

Alem da aiimentacao com insetos, 
graos de alto teor de carboidratos [ex,: sorao| 
restos de arroz, cascas etc.} sao 
suplementares para o alimerito protetco e 
produzidos no local, utilizando a agua rica em 
fiutrientes do acude. 

ESTOQUES 

Animais livres de doencas davem ser 
adicionados aos acudes desde o principio; 
entao, compre-os, se possfvel, de uma forrte 
de boa reputacao. 

Somente a medida em que os peixes 
torem crescendo ate urn peso ideal, sao 
utilizadas, completamente. as fonies de 
all men to; assim, iscas e camaroes da 
crescimento rapido podem utilizar estes 
afimentos e armazeni-los em seus corpos 
(em forma ds crescimento), para use posterior 
pelqs predadores. 

A medida em que aumentamos o 
numero de peixes por unidade de area, 
tamanho paraacoletadiminui. Poucos peixes 
de tamanho grande, ou muitos peixes 
pequenos, demonstram acudes 
subestocados ou superestocados. 
lespectivamerrte, sendo a subestocagem o 
erro mais comum. O objetivo nio e. somente. 
o de otimizar a producao, como, tamb&m. o 
deter peixes e plantas de lamanho utilPewes 
e plantas muito amadurecidos consomem e 
"bo crescem na eficiencia maxima. 



MARINOCULTURA 

sccl Q g B mis , a de passaros ^"g 6 ^^ 
Peixes, moluscos a algas so wja m ay 
do mar ou a agua polu.'da. come « ,to** P^ 
a agua does. A grande vantage^ 



wariacao da mares de i a 9 metros. w 
ancomrada na maiorta das regjoes costeir^.. 

Essa variagao permits a limpeza a uma 
drenagem facil de acudes a tanques; o 
enchimento de annazenagens mass attas, com 
a liberacao. rnais 1arde". para outras mais 
baixas; e urn tluxo de especies da mar aberto, 
iscas e formas de aigas como aKmento. 

A ma'toria dos Irutos do mar e das 
especies da cosla, inclumdo as ostras, as 
lagostas, os mucuns, os polvos, as algas, os 
capins do mar, os camaroes e os peixes de 
escarna, podem ser produztdos ou manejaoos 
em culturas confinadas, boias e areas 
cercadas ao alcance das mares. Muitas 
civil izacoes antigas, particula/mente os 
habitames das ilhas dos mares do sui, se 
beneficiaram de uma cuitura sotrsticaoa e 
extensiva de armadiihas para paixes e. ate 
lioje, a cuttura de ostras, mexilhoes e lagostas 
sobrevive como uma industria mjhimilioriena. 

Estruluras tte corais marinrios podem 
ser desenvolvidas com pneus. ceramica 
quebrada OU deteituosae pedras. para prover 
um Substrata e urn abrigo para formas 
maiores de peixes, polvos e lagoslas, Unhas 
de rochas ou cercado tramado (utilizada. por 
muito tempo, no oeste da Irlanda) sao 
posicionados em agua rasa para "apanhar" 
algas e tanques marinhos. 

A adicao de estarcos estimula o 
crescimento dos capins marinbos; o guano 
dos passaros marinhos, apanhado como 
ascorrirnento liquido de boias sotidas ou ilhas 
rocnosas, prove o fosfato local e fertilizanle 
nitrogenado, essenciais para os planSos 09 
terra adjacentes, Ate mesmo plataformas 
artificials de bom tamanho tern provado sua 
viabilidade comercial no sudoeste da Afnca, 
onde os pelicanos e os cormaroes uttom 
essas "ilhas" para o descanso. *P°f ta ™« 
tonaiadas de guano como fertilizawe. Em 
climas mais umidos. a chuva transtomia o 
guano em solucao, de ^<£^!i* 
armazanagem, ou buracos m^'JPJ" • 
evaporaclo, necessitem ser cons«uldos. 

Sap^ns marinhos, <^.°J£?™X 
ciclo terra-mar da nutnenlw e to =« 

crescimento de culluras P^*^. 0061 " 
marinhas uma afivkfadf muito lucrahva. 



191 



Algumas estruturas para planless todosss e 
areias enlre mares sao: 

• mures de coral de pneus. eanos ou rochas; 
. csrcas de arrasto para apanhar capins 

marinhos e dtredonar OS peixes; 
. toias para a suspensao de moluscos a 
algas; b6ias circulars para a producao da 
peixes no caminho das mares (como na 
Wanda, onde o salmao e produzido dessa 
forma); 

• tanques de RISK) controlado pelas mares 
para permitir a exposicao correta na 
producao de ostras; 

• tanques de evaporate, para a producao 
de camaroes e sal; 

» ilhas para o refugio de passaros marinhoe 
e a cdeta de fosfato; 



muros sob a superlicie (permeaveis), para 
' S ofluxo das mares em estuaries. 

Amwdllhaedemar^a 

Onde a mare baixa 1 ,2 matros ou mais 
em cosias rochosas. as armadilhasde mares 
Sio leitas com pedras bam empilhadas, de 
forma que criemplanicies confinadas por uma 
Lb* de 90 cm (Figura 7.22). Na mare alta, 
os eardumss de pequenos peixes passam prjr 
eima da parede, permanecem para se 
alimentar das algas na area careada e sao 
mantidos presos. a medida em que a mare 
for baixando. Entaa podem ser captjrados e 
utilizados como alimento ou estoque para 
acudes manejados. Uma entrada na parade 
permite que todoo sistema perrnaneca aberfo, 
quando nao esta em use. 




figura T.22 Plane a MKtg paia 1anQi*w Ob marft 

MBLIOGRAFIA E LE1TUHA 
RfX'OMENDADA 

Beianger, Jerome D., The Homesteaders 
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Rodale Press, Emmaus, 1974. 

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Corps/VITA Publications N e 36E. 

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Dams, Fish in Farm Dams, Fish Farming: 
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CAPiTULQ 8 

BSTRATEG1AS COM1J WTA WAS E URBASAS 



Antes de 1900, todas as cidades 
continham fazendas a pomares dentro delas. 
Embora ainda existam aiguns pontos de 
prodiitividade nos paises em desenvolvimentrj. 

a necessidade modems de mais editicacoes 
oomorciais e industrial, afem da espago para 
habitacao, lam empurrado a producao de 
alimento para fora da cidsde, alem dos 
subjrbios e para a zona rural distante. As 
cidades se tomaram lotalmenle incapazes de 
suportarern-se a si mesmas, em termos de 
atimentQ e energia, e agora consomam muito 
alem daqjilo que podem produzir. 

A Permacultura objeliva Irazer a 
producao de alimento de vdlta para as areas 

urbanas, reprojeiandp ou retroajusiando 
edificatjoes para economizar e gerar sua 
propria energia, a partir de estrategias 
etaenles, bem conhecidas, e de teenicas de 
projeto solar apropriadas a prolegao do clima, 
ajuste climatico, energia eaiica, treiicas, 
isolamento lermico, transporte de baixocusto 
e garacao de energia cooperativa. A unica 
coisa que nos impede de agir efetivamente e 
a nossa dependencia passiva das auloridades 
da cidade. Este caprtulo mostra algumas das 
formas pelas quais a auto-suficiencia urbana 
e comunitaria poda seratingida. 

8.1 PRODUZINBO ALIMENTO NA 
CIDADE 

Todas as cidades tern terras nao- 
utilizadas 1 terrenos baldios, parques, areas 
industrials, cantairos de estradas, esquinas, 
gramados. areas A frente 9 atras das casas, 
varandas. teihados de concrelo. baicoss^ 
paredes de vidro no lado do sol e janelas. Muito 
^ vegetacao yrbana exfsterte e de ca ater 
eslelico, na.o foncional. e as Prefeituras 
manlem pequenos exeroitos de P^° a | 
cuidBiido ria plantios urbanos ?rr>amenta.s. t 
somente um caso de persuasao puW«» B ™ 
decisao responsavei rBd.'«'"""nf™ 
^ssas atividades para as »p«« *£ ^ 
^ma Permacultura multid»mens«onai 

murtifacetada. 



Os parques. hoje grandes area* 
gramadas, podem ser acarpetades com 

especies decorativas e comestiveis como 
confrei, bagas, alfazerna, morangos etc. 
Especies uteis de pinhos podem substrtuir 
ciprestes e pinbeiros estereis. bem como 
nastantias substimirem eucaliptos. Frutas 
podem ocupar paredes e cercas, 

Arvoredos urbanos, plamados a volta de 
zonas industnais. em cinturoes verdes ou em 
terras urtjanas nrio-desenvoividas, nio sao 
somente agradaveis esfeticamente, como. 
tamfiem, filtram poiuentes do ar. produzsm 
oxigenio. fomecem combustivel e atuam como 
habitat para passaros e animais silvestres. 
Algu mas cidades da Aiemanha Oodenta) lem, 
hoje, sistemas de florestas urbanas dentro e 
fora dos seus limites. Tais sistemas fomecem 
lenha para uenda aos resictentes. material para 
a compostagem e urn sistema de crescimerrtg 
rapido de arvores, para postes, e de 
crescimenlo lento, para madeiras nobres. Com 
a adicao de uma rnistura de especies 
produtOFas de alimento faciimente apanhado. 
como laranjas, macas, amendoas, azeitonas. 
romas. nozes, tSmaras etc. (escolhkSas de 
acordo com o climal. prefeituras poderiam 
reduzir sua dependencia na coleta de 
[mpostos. ou utilizar esse dinheiro para eusiear 
Operagoes de reciclagem da detrilos. 

Fothas e material organico de uma 
Permacultura urbana s3o ideais para a 
compostagem; e o mulcn. para plantios anuais 
produzidos em canteiros atevados, nos 
quintars ou. ate mesmo. em patios ae 
concrete e terraces (veja capitulo 4 - 
Estrategias de jardinagem uroana), 

Plantas sao isolantes sermicos a 
sonoros, prolegendo do yentoe P^ndo 
sombra no verao. V.nhas sao ^jador^o 
calor. no verao, a uma eu««« P* 1 ^ J»? 
cidades mais q^ntes: W^'^'^ 
quivi. Chuchu t maracuias sao apenas 
algumas das vinhas qua P^emsar Jt.lcadas 
dG'Ssa forma. 






193 



Janelas e eslufas fomecem calor para 
a secagem de produtos de armazenamento 
longo. como ameixas, damascos, peras, 
maeas e feijoes, Papel prateado ou espelhos 
irao refletir a \uz para cantos escuros. As 
paredes podem ser pintadas de preto ou 
franco, para agirem como radiadores ou; 
refletores di ealoi. 

As conseqAencias para a conservacao 
de energia sao obvias. O uso direto da 
producao caseira signifies me nos uso de 
transports caro. embalagens e perdas por 
envelhecimento. A maior variettade na dieta e 
alimsntos livres de quimicos e um bonus 
adtcional- Os mats velhos e os mais jovens 
podem e*ecutar trabalho util em sistemas 
Permaeutturais urbanos, com os 
desempregados encontrando atividades uteis 
na expansao do sistema, Muito do que hc-je e 
"lixo" pode ser dewlvido ao solo, aumentando 
a quantidade (j e nutrientes e diminuindo a 
producao de detritos na cidade. 



&J 



AREAS SUBURBAN AS 
PLANEJADAS (VILLAGE HOMES 



Novas loteamentos suou rbanos podem 
ser pla/iejados para a producao de alimento e 
autc-su?iciencia energetica. Village Homes, em 
Davis, Calilomia, e um exemplo desse lipo de 
loteamento com as seguintes caracieristicas: 

■ orientacao solar -cadacasaestavoltada 

para o sol. fncluindo espacos solares 
ativos e passivos, e projetos de 
aquecirnento solar da agua; 

• drenagem da agua - lodo o escorrimento 
superficial e direcionado a canais de 
intiltracao, que oferecem urn sistema de 
drenagem natural para rapof o suprimento 
subterraneo. Arvores e arbustos sao 
plarrtados ao lado desses canais, para 
apraveitarem a umidade das solos; 

■ cinturoes verdes e areas comuns - o 
espaco economizado pelo uso de 
pequenos jardins a frente das casas 
(cercados para privacidade) e russ 
estreitas e Iransformado em cinturoes 
verdes, que pertencem a comunidade 
{pomares, pequenos parques, ciclovias) e 



i*as comunitams. Casas sao agrupadas 
S^Sunto* de oiw. os quais tern a 
S^S a*« * "tilizegSo das areas 
comuns; eles deeidem sabre a uso e 
Mdem plantar nortas, cffar uma area para 
aTcrtanfas. corwerte-las em pomares 

etc; . r 

. recursos partilhados e producao de 
alimento - as terras da comunidade 

cont§m nao somente urn ponto ds 
encontro tomunitario, eampos de esporte 
e piscinas, como, lambem, areas 
extensivas para jardins comunitarios. 
produ?ao de uvas e ptantos em faixas fa 
amendoas, bergamotas, peras. rnacas, 
caquis, ameixas e damascos, Ouatro 
hectares foiam coiocados de lado, para a 
producao agricola em pequena escala nao- 
comeraal; 50% da area total do loteamento 
estara, um dia, na produgaode aismentos. 
Em 1 9S9. 60% das nece&sidades totals de 
alimerrtosdos residentes foTam produzidos 
dentrode Village Homes. 

A cidade de Davis euma cidade que 
economiza agua e enefgia, com todas as 
novas casas voltadas para, o uso de energla 
solar b com os niveis especfficos de 
isolamento termico necessaries a oonstm^io 
de parades e tetos, Plantios, ras ruas, de 
arvores caducifdlias (sombra no i/erao, sol no 
inverno} sao uMlizados no lugar de 
permanenies. Plantas que suportam a seca 
sao obrigatorias nos locais publicos © 
comerciais e o ptantio das mesmas 
encorajado em terras privadas. Arvores para 
sombra sao requeridas por lei, nos 
estacionamentos. Ciclovias e 

estacionamentos de bicicletas sao 
especialmente pianejados e, hoje, 25% das 
viagens neeessarias em Davis sao fefi3S em 
biciclatas. 

*3 KEC1CI.ACEMNACOMUNIDABE 

Um exemplo benvsucedido de 
reciclagem dos detritos solidos existe na regiao 
de Deranporl (Auckland, Nova Zelandia). Esse 
sistema inovador, de recidagem urbana, esta 
em uso desde 1977, quando o lixao local, que 
estava transbotdando, toi leehado. 



194 



Existem varias caracterlsticas-chave 
que tazem esse sistema luncionar: 

1 Separata dos detritos na lonte - Os 
residentes separam o lino em materials 
compostaweis, vidro, papel, metaisetc, o que 
signilica menos tempo gasto nssse Irabalho 
no dep6sito, e que materials lacilmen-te 
disponiveis podem ser vendidos para as 
companhias de reciclagem locais, A prefeitura 
pro move o sistema entre os residentes e 
oferta caleno"arlos com os periodos de coleta 
e as datas, em cada mes. 

Exists incentivo finance.iro para a 
reciclagom: o lixo e apanhado sem custos, 
sendo que o material nar>separado e coletado 
somente se coiocado em sacos especiais, 
comprados na prefertura (a um cuslo de $7 a 
peoal). 



No pr6prio dep6srto, exislem toneis 
separados para os segumtes materials- aco 
velho, plasties duros, latas da aluminio, 
garrafas, oleo automotivo, papel e panes 
wetftos, Lenha e artigos reutifizaveis fcomo 
mobilia) sao postos de lado, para a uso das 
residentes. 

2 Lixo organito A preleitura prorroveo aso 
de compos tag em domestics para manejar 
pequena$ uniiiades de lixo domestico. Ela 
prepare matenajs publicitarios, iqneis de 
composiagem domesticos a vende quatro 
tipos desses toneis (a pre^o de custo) para 
os residentes. Isso signifies que jardins 
individuals recebem os benefictos, aoconirario 
de concentrar o composto no deposito central. 



i^atMOinssBauBtmiaamxiim-i 



orsowiiJWLoiffcij 




l^uaii'm^a 
P.'Wilts nahliUKG 



'Kwb B.1 RECICLAGEM- Ai esoolhas 






1*5 



Para games e outros materials 
composiaveis maiorss, uma operacao de 
compostagem de gra nda ports toi roontaoa no 
deposito. O materia! e trilurado e a ele e 
adicionado estereo animal, para ativar a 
composlagam; eentae emprlhadoem grandes 
►eiras por um pequeno trator; quande 
terrtiinado. e vendido aos resktertieS totals. 

Exisie. tambem. uma grande horta TO 
local do dep6sito ulilizando esse composto, a 
quaJ produz wegetais para venda, Arvores e 
arbitstos foram plarttados ao longo do deposito : 
assim, ele tern uma aparencia agradavel, visto 
darua 

3 Materia! recuperavel - Issc- inclui metal 
velbo latas. garrafas e jomas. Um funoonano 
contratado recothe esse material ao mesmo 
tempo da cetera de lino. A regiao de Auckland 
lem uma vanedade grande de jndustrias de 
reprocessamemo de forma que Dsvonport 
pode vender a maiona dasse material, 

Tal example demonstra que as 
prefeituras nao iem desculpas para nao 
reciclar; o lixo nao semente custa dinheirO aos 
pagadores de impostos, como causa, 
lambem, um prablema enomie de descarte. 
E d* responsaoilidade dos pagadores de 
impostos eieger oficiais que irao deterrranar a 
recielagem dos esgolos e dos linos solldos, 
bem como eliminar al.-aves do volo os polrticos 
que pramovam o lixo as custas do planeta. 

A Figura a.1 mostra uma comparacao 
emre as escothas da reciclagem e da nao- 
agem. 



8.4 



AL'fcSSO A TERRA PARA A 
COMUN1SADE 



A populacao urbana que nao 1em 
acesso a terra pode trabalbar com culms 
sistemas. para produzir alimento. Existem 
rouitos exemplos desse tipo de cooperacao, 
por iodo O mundo. Alguns dos mais bem- 
sucedittos serao, a seguir, apresentados: 

JARDINS COMUNITARlOS 

A producao comunilaria e bem 
connecida em areas orbanas e suburbanas, 
Os residenles limpam os detritos, inlroduzem 
tomeiras d'agua , conslroem canteiros e fazem 

o que for recessafio para criar um espaco de 



„„*= Partiiham o uso da agua, geralmenie 
u^amsuasprop^sferramentas e tern sa us 
ul /il^de canteiros. Para imciar t 3! 
So ^fess e dac*m ur dadepreci sasei 
ffiado eass.naturas CO etadas, para uma 
™ k"k> a prefeitura local, que, ass.m, 6 
It suad-da a cedar algum We «£>■ denlro 
doX.es da cdade. Urn cantata da uso jw 
tango tempo e essencial, encorajando os 
eJdentes a apoiaTem s a utilizarem os jatdms, 
sent medo de rrajdaricas abf jptas, com uma 
evenlual mudan^a partidarta no executiwo 
municipal. 

COOPEBAWA PRODUTOR-CONSyMIDOH 

Isso e apropriado para habitagoes de 
aluguel ou arraotia-ceus em uma area 

puramente urbana. s foi primeiro desenvolifldo 
no Japao. De 20 a 50 temflias se unem a uma 
fazenda proxima na zona rural, usualmente 
com um produtor Ja estabelecido. Reunioes 
trimestrais sao teitas entre ambos os lados, 
para esiabelecer uma variedade de produtos, 
desde ovos ate verduras e carries, com os 
consumidores concordando em aceitar toda 
a producao e diswbui-la entre eles. Precos 
mais baixos reiletem esse mercado mais 
esiavel, sem cuslos de embalagens para o 
produtor. 

A medida em que este "elo" crescer, 

sistema podera tamb^m incluir ferias na 
fazenda, cursos e mao-de-obra da cidade em 
perfodos de muito trapalho (plantio e colheita) , 

CLUBE0EFA2ENDA 

Clubes de hola. on fazendas se ajuslam 
a familias com algum capital para irwestir, como 
acdes, com uma anuidade. Uma fazenda e 
comprada pelo clube proxima a cidade (a 1 ou 
duas Moras de distaneia), A propriedade a 
projetada para servir aos imeresses dos 
memtmre, seja para horta, plantio principal, 
lenha, pesca, rgcreacao, camping, producaa 
comerciat ou todos estes. As pessoas podem 
alugar pequenas aieas ol empregar um 
gerente, dependence dos objetivos do gruP 
e suas finances. Um comite de adminisiracjo 
pianeja a area inteira (acesso, agua. cercas, 
taxas etc.}. embora projetos individuaiajardinsi/ 
chales, possam proliferar. 



196 



CIDADES-FAZENDAS 

Existem wdrias formas de utilLzat 
cidades como fazendas. Um grupo 
comunrtario, ou um individuo, pode coletar o 
excesso de citricos ou casianhas dasarvores 
a volta da cidade e ao mesmo tempo distribuir 
mais arvores para os jardlneiros, com 
conttatos para a producao dessas aruores. 
mais tarde. Grupos sem fins lucralivosooletam 
a producao excessiva dos pomares e a 
distiibui para a populacao carente ou a 
vendem, com um pequeno ganho, para 
ntanter bai^o os custos de manutencao. Isso 
e contiectdo corno um sistema de "gleaning"; 
milriares de toneladas de alimsntos flao- 
utilizadcs sao, a5Sim, redistribufdos nos 
Estados Unidos. Produtores e tabficantes 
recebefT! uma deduoao de impostos com as 
doa0es para fundacoes de "gleaning" 
[quatquer igreja ol fundacaoj. 

Algumas prefeituras (Atemanha) 
mantem uma floresta urbana atwa ao longo 
das estradas e em reservas. De SO a 80% da 
recelta da cidade e derivada de produtos 
dessas florestas. 



FAZEN DAS URB ANAS 

Um grupo local de 100 ou mais tamflias 
forma uma associacao de fazendas urbanas 
e persuade as autoridadss locals ou es aduais 
a doarem de 1 a 80 hectares (pretertvelmente 
com uma edificacao) para uma fazenda 
urbana. Movamente, um termo de ut izacao 
longa com protecao legal e essence! Gada 
faienda urbana tern um pequeno grupo da 
admimstracao a numerosos wlufrtBrloa. 
Poderia haver, ate mesmo. «nyepdwpagw 
(para garantir a oonhmidade do projeto^ 
tessa terra, as seguintes rtjtete* 
mantidas (quasa todas produiindo recerta). 
. lotes de jardins comunitarios (se o espaco 

perrnrlir) a jardins demonstratives; 
. animals demasticos (coslhos pombos. 

aves, ovelhas, cabras gado, porcov 

cuidado com os animals; 



■ centra de reciclagem para equipamento e 
materials de construcao jsados, como 
Bjotos, lajotas, |an«ia5 e pcrtas. aluir - 
vidros; 

i operacpesde "gleaning" para a producao 
de alimentos exesdente dos quimais e ^^ 
ruas. Tudo e coletado, sepaiado e wenefdo, 
inclusive as ervas e outros excedentesdos 
jardins derrsonslralivos; 

■ viveiro da mudas de piantas 
multiluncionais; vegetais cobsrturas de 
solo, arbustos, aivores... 

• atividades para CfiSflCaS e adultss' 
seminarios, demonslraQSes, progtamas 
de educacao para dasenvolvimento das 
habilioades da comunidadt. 

• vendas de semenles. Iivros. planias e 
tenamentas; 

• equipes tecnicas prnmovendo a 

snvestigacao da energia domestica e 
auxiliando no reajuste das cases; 

• centres de informacao sobre o prepaio de 
alirnernos, o controte de iraeios, nutncao, 
energia etc. 

essencial para uma tazenda urtiana 
bem-sucedida e que tenha um grande mimera 
de membros locals, que ofereoa uma 
variedade de services socials para o bairro e 
que sua loealizacao se]a em uma area qua 
tenrta uma necessidade real (wnnteng 
pobre). Mutes fazendas urbanas se tomam 
totalmeme auto-sustentaveis com a w** 
produtos a services, alam das taxas 
Sadas de participate, i™^^ 
dos govamos sao, as vezes, neces^nos ros 
primeiros anos de orgamzacac, 

8,5 ECONOM1A COM0N1TABI4 

Drnhe™ exists em ^*«tgg* m 

sociaiS, eomo ^^^ 
paisagem-rloa^ntsdetranspirte.^ ^ g 

Tmove as trocas. Como a afl"^ 

quWtk^W-^7*^* usos 
cornunidade que co* -^ k0 ^ „ r 

ou tarefas pw*.* 1 ^? t numero da **» 
, ra nsfarkto; ass^ ^ ,„*,«*«« 
dessa Litilnacao fl q"s^ d6i Es t a mds 

(■nanceiraattma^mu jda(tee _. 

falandodoselosenirea 



197 



mos 
suas 



^tt^ 




finances, seus recursos de base e suas 
estruluras legais Se voci introduzir um banco 
comefcisl em uma corrmnidede que (rata 
somente de retirar e mandar para fora os seus 
recursos basicos, entao voce tem uma bomba 
que retira oganha-pao da cornunidade e leva- 
o para outra lugar. 

Os seguintes metodos, que tern sido 
criados e aplicados frequenfemefite pelos 
grupos pobres, deprimidos e *sem poder\ 
podem ser uteis a sua cornunidade. 

. SISTEMA LETS 

Nos centres LETS (Sislema Local de 
Trocas de Trabalho) em comunidades, eada 
membfo participants deve estar disposto a 
considers as trocas em uma moeda "verde" 
local. Moedas parties sao "adquiridas" corn a 
oferta de produtos ou servicos a outros, e sao 
"gas-fas'" pela utilizac-ao de produtos au 
services. Nao como um sistema de troca direla 
(entre duas ou mais pessoas que fazerm uma 
Lroca entre si); um membro que tenha credito 
pods interagir com quatquer dos membros do 
sistema LETS e pode gastar utilizandotoda a 
variedade de services ou produtos oferacidos. 

Moedas verdes sao, usualmenle, 
cobradas por trabalho. enquanto que a moeda 
oorrente nacional e cobrada pelo preco de 
custo dos produtos ou servicos (ex, ; mat eri ai s. 
combustivel para e do trabalho etc.), preco 
e disculida pelos individuos envolvidos e a 
transacao e relatada ao Centra LETS pelo 
consumidor. Qualquer um que queira trabalhar 
pode oferecer sens servicos: nao ha 
necessidade de esperar par ^emprego', Gomo 
somente os membros podem comercializar 
urts com os outros, o balanco da corita na 
cornunidade esta sempre em equilibrio. Um 
membro ideal tern muitas trensacoes e 
acumula debitos e creditos modestos, 

A moeda, embora seja equivalents a 
corrente, nao a impressa e nao pode ser 
Irocada por dinheiro; mantida somente como 
um registro de debitos e creditos. Qualquef 
membro pode conbecer o bate nco de qua lq uer 
outre, e todos os membros recebem extratos 
periddicos de suas contas correntes. 
Quaisquer impostos cabiveis sao de 
responsabilidade dos membros. 



Qualquer um pode m.crar urn mm, 

, r TS em sua pr** cor™n<dade. Veja a 

t, ^ leiwra recomendada, ao final desie 

c^uloc'menderecosraAustrahaen^ 

EUA. 

. FUNDOS DE 6MPRESTIMO ROTA- 
TIVOS 

Sao economias da cornunidade e das 
associates financeiras de Credito 
apropriadas para reduz.r os custos 
domesticos e comunitanos e hberarem mais 
capital dentro da cornunidade E tacil 
oesquisar 9 descobrir a que esta faHando na 
conuinidada {ex:, a pao e feito localmente? 
logurte, embulidos. sapatos, roupas e 
panelas 7 } Existe uma variecfade de servicos 
desde code de cabelo ate aconselhamenlo 
legal? Se nao. d emprego existe e os furidos 
necessarios para financia-lo podam estar 
disponiueis. 

□ois exemplos bem-siicedidos sao os 
sistaffias SHARE e CELT de empr^stimos 
comunitarios baseados em grupos e 

empresas locais. 

SHARE signilica Associafao para uma 
Economia Regional de Auto AJuda. E uma 
corporacao local sem fins lucralivos, formada 
para encorajar pequenos negocios a 
produzirem os servicos e produtos 
necessaries & regiao (nesie caso, a regiaode 
Berkshire, em Massachuseiis, EUA). que 
trabalha em conjunio com um banco local. Os 
membros do SHARE abrem uma conta 
conjunta no banco. Eles recebem somente 
uma pequena quantidade de juros (o que 
signilica que pequenos empresiimos podern 
ser feiios a juros baixos). A pessoa para 
recebar emprestimo deve, em primeiro lugar, 
colelar referencias.de outras pessoas que a 
conhecem como pessoa respons^vel e 
conscienciosa. Ela deve, tambem. demonstrar 
que o negocio propa'So ira atrair consumidores 
locais ou, ate mesmo, de fora da a^ea. 
Fazendo esse trabalh-o preliminar, o tuturo 
empresario passa a conheoer muitas 
pessoas, e a cornunidade tern grande 
inleresso em ajudar o seu negocio a prosperar. 



19* 



CELT signifies Fundacao Inicialiva de 
Empresiimos Comunit^rios. E uma fundacao 
que existe em toda a Nova Zelandia. sem. fins 
lucrativos, para prornover e apoiar pequenos 
neg6cios_e COOperativas. O CELT oferece 
,n1orma?ao, capacitacao e emprestimos. E 
financtado por assinaturas do publico, doacoes 
e programas especiais do govemo, A 
educacao 9 outras trabaltios sao linanciados 
pelos juros dos deposilos e dos empresiimos. 
criterio para amprestimo e de que o 
emp resaiio deva estar disposto a trabalhar em 
parceria com CELT durante o tempo de 
dura?ao do emprestimo, de forma que o 
negocio tenha grande chance de sucesso. Jill 
Jordan, da Uniao de Credito de Maleny - 
Queensland - Australia, relata que 85% dos 
pequenos negocios falham duranle os 
primeiros dois anos de operacao. Em Maleny, 
todavia, os negocios fingnciados pela Uniio- 
de Credito e apoiados pela cornunidade tern 
uma laxa de falha menor do qua 20%. 

fi.i INVKSTIMENTO EllCO 

Nos titlimos anos, temacontecido um 
novo movimento em ditecao a sistemas 
financeiros inovadores a eticamente 
consciemes. O aumentode uma variedadede 
servigos populates e eficientes. que utiliiam 
dinheiro publico para fins beneficos, e uma 
reacao ao atuai mau use de dinheiro pelos 
govemos rjrandes organiza^Ses de ajuda, 
instituicoes bancartas e grandes investidores, 
pata os quais linieo objetivo e lucro ou 
poder. 

NSa podemos emprestar ncsso dinheiro 
ou trabalho para armamentOS, biocidas ou 
para qualquer coisa que nos destrua ou ao 
nosso ambiente. Ao contrano de mvestir em 
nossa propria destruicao, P»cw»™Jf 
direcionar fiosso dinheiro excedento para 
pfojetos posit ivos, que melhorem a vida. 

A grande quanfidade de '*m*Zf*> 
redirecionada para flrfflW «»" ' * 

agenciamento, nos Edados Un^ ^ e na 
Australia, * apenas a porrta *j»f|3S 
envolve milhares de pessoas comuns Estas 
sao membros dscirculosgaranlidos^nioes 

comunitario, agendas de fundos comuns para 



biorreqioes, ou Sistemas intormais de trocas 
de trabalho 9 produtos, sistemas de mercado 
direto ou sistemas de moeda "verde" sem 
juros. 

Alem disso, os bancos existentes, as 
financiadoras, as cooperativas e as empresas 
eslao discutindo a reiorma de suas direlraes, 
para incluir os valores de cgidado com aTerra. 
de cuidado com as pessoas a da producao 
da produtos uteis socialmenle (ou 
amfaienralmente corretos). 

Nos primeiros anos, uma enfase 
negaliva (nao comprar) envclve a retiradados 
investimentos das companhias qua poluem 
Planeta e causarn a mode, tabricando 
venenos, biocidas, arrnamenlos a outros 
materials pengosos. A medida em que c 
inveslimento etico amadurece. esse entoque 
negative evolui para a busca posrtivs S a 
vonlade de apoiar a investirem empresas que: 

• ajudam a conservar e a riduair □■ uso de 
energia e detritos; 

. produzem alimentos limpos, livres ( 
biocidas e de nivetsatlosde carvtaminacao; 

• estao envolvidos em raflofestamento 
comunitario; 

. constioemcasase vilas conservadorasc 
enargia; 

. produzem sistemas de transport 
energia limpos: 

. tinanciam cooperativas. inicrati«as c ' 
emprego autonomo ou sislemas da divss 
de lucres; 

. produzem artigos duraveis, soJidos, 
e necessaries. 

Assim, os fundos locais poden 
estabetecer pequenas ou 0*nd»mPM« 

que sejam necessarias a »"■££; 
dinheiro arrecadadfl P*'*f 
Agencias ou fundafces P°* ,r *J*S^ 
e^cesso da i-^-^SS" 

3TW£Kg *,— 

empraeridimentos, cowa 
projeladaS- 






iw 



K7 A fOMl'NIDABE 
pfeftMACUtTURAL 

A comunidade da aides global tern side 
desenvolvida durante a ultima decada, E a 
revolucao mais marcante em pensamento. 
valores a tecnologia que ja aconteceu. Este 
liwo tern a inlencao de acelerar menos o arado 
a murlo mais a filosofia de um enfoque novo e 
diverse em relaeao a Terra e a vida, fazendo, 
assim. o arado cbsoletO- 

Para muitos, nao existe oulra solucao 
(politlca, economical para as problemas da 
especie humana que nao a formacao de 
pequenas e responsaveis comunidades que 
envolvam a Permacultura e uma tecnologia 
apropriada. Os dias de poder centralizado 
estio contados e a retribalizacSo da sOCiedade 
e inevitavel, mesmo sendo. as vezes, um 
processo dolorosa. 

Mesmo nao querendo agir como alguns, 
devemos encontrar formas de aeao em prol 
da nossa propria sobrevivencia. Nem todos 
nos somes, ou precisamos ser, jardmeiros a 
fazendeiros. Todavia, todos nos temos 
fiabilidades e talentos para ofereeer, bem 
como para fomw partidos ecoldgicos ou 
grupos de acao local para modificar a politica 
do& govemos locais e estaduais, para exigir a 
utiliza^ao de. terras piiblicas em noma das 
pessoas sem terra b para nos unirmos 
imemacionalmente para modifcar o uso de- 
recuTsos. a criacao de lixo e a destruicao am 
conservacao e construcao. 

Devemos mLdar nossa filosofia, antes 
que qualquer outta coisa mude, Mudar a 
filosofia da competicao (a qual. hoje, penetra 
nosso sjstema educacional) para a filosofia da 
cooperagao. em assoeiaeoes livres, Mudar 
nossa inseguranca material para uma 
humanidade segura; trocar o individUO pela 
hi bo, petroiec pot calorias e dinrieiro por 
produtos- 

A grande mudanea que necessitamos 
fazer e a de consume para producao, mesmo 
que em pequena escala, em nosso proprlos 
qulntais. Se 10% de nos tizessem isso, haveria 
O guficiente para todos. Assim, vG-se a 
futilidade dos revolucionarios que nao tern 



„ ^onandem do propnO si ste ma qua 
jardins, <^ *£££„, patoras e bafas a nao 

al,me fianhado S todw nos. na Terra, am 
umaconsp^a e sparan9a. E, 

SdarasTres.idade, de cub» pastas. 
Juntos oodemos sobfaviver. N6s mesmm 
P^emos curar a tome, tod™ '^stiga e toda 
Hslupidez do mundo. Podemos faze-lo 

compreenderdo a torma com qua uncionam 
It sistemas raturais, pelo refloreslamento_ B 
a jardifiagem cuidadosos. pefa contempla^ao 
e pelo cuidado com a Terra. 

As pessoas que torcam a natureza, 
forcam a elas prbprias. Quando plantaitios 
somente irigo, nos torramos massa. Se 
buscamos somente dinbeiro, nos tornamos 
laiao Se permartecemos ra infancia dos 
esportes de equipa. nos tornamos uma bola 
de couro cheia. Cuidado com os 
monocultores, na retigiao, oa saude, na 
fazenda ou na fabrica, E1es sSo levados & 
loucura pelo tedio, podem criar a guarra e 
tantar assumir o poder, porqua sao, na 
verdade, fiacos. 

Para se tomar uma pessoa compieta, 
devemos viajac muitos caminhos. Para 
realmerte termos algO, devemos primeiro 
ofertar. Isso nao e uma otiarada. Somente 
aqugies que partilham suas tiabilidades e 
talentos multiples, amizades vardadeiras, um 
Sanso comurtitario e a conhecimento da terra 
sabem que estao seguros em, qualquer lugar. 

Extsiem muitas luias a aventuras para 
serem vividas: a luta contra o trio, a loma, a 
pobraza, a ignorancia, a superpopulacao a a 
gananola; as avenluras em amizade, 
humanidade, ecologia aplicada b design 
sotisticado - que nos trartam uma vida muito 
melhor. Lima vida qua podemos estar vivando 
agora e que signrficaria uma vida melhor para 
nossas criaricas. 

Nio existe outro caminho para rids do 
que o da produtividada cooparativa e da 
responsaoilidade comunitaria Tornamos asse 
este caminho, e ale mudara nossas vidas de 
uma forma que jamais poderiamos imaginaf- 



BlBLIOTiRAFIA E LEITUBA 
KKCOMENDADA 

Morehouse, Ward, 1983, Handbook of Toofs 
for Community Economic Change, 1TDG 
Group of North America, PO Box 337, 
Ctotonon Hudson, NY 10520 (a venda pelos 
editores), Uma explicacao bSsica das 
fundacoes, automanejo e bancos 
comunitarios, autofinanciamento de 
investimentos sociais, a SHARE. Muito 
recomendado. 

CELT (Cooperative Enterprise Loan Trust); 
neople's banking and seminars advisory 
services; inclui SCORE (Service Corps of 
Beiired Executives) PO Box 6B55, 
Auckland, Maw Zealand. 



LETS (Local Employment Trading System): 
organised eiaditJdebit non-cutrancy 
systems, Jogos, software, kits, dB: Mtcnaei 
Linton, Landsman Community Services 
Ltd.. 375 Johnston Ave., Courtanay, B.C.. 
Canada V9N ZV2, Ou na Australia: Maleny 
and District Community Credit Union, 28 
Maple St . Nteleny Old 4552, Australia. 

MONEY MATTERS, Messanine Uval, 27-31 
Macquarie Plate, Circular Quay. Sydney, 
NSW 2000, Australia. Service de intOfmacSo 

em investimenlo etico. 

SHARE (Self Help Association for a Regional 
Economy), PO Box 125, Great F— 
MA 01230, USA- 



200 



201 



L1STA DE ESPECIES OTElS EM CATEGO- 
RIES 

A lista a seguir define algumas categori- 
as dantro da PermacuHura, sem a intencao 
de descrever as plantas em particular, 



PLANTAS QUE PRODUZEM ALIMEN- 
TOS HUMANOS NAS RAIZES, TliBER- 
CILOS OH BROTOS 



Arracacha 

Chuchu 

Taboia 

Aspargos 

Cara 



Inhame 
Bambus 

CsWa 

Arriendoim 

Beterraba 



Nabo 

Cenoura 

Rabanete 

Chicoria 
Batata 



PLANTAS QUE SUPREM AL1MENTOS 
ARMAZENAVEIS 

Amendoas Pinriao 

Castanha do Brasil Carvalhos 

Moses Castanha Portuguesa 

Pistachios Ca J u 

FRITAS (PARA SECAGEM E ARMA- 



ZENAGEMl 




Mafa 


Jujubas 


Cerejas 


Mangas 


Abnco 


Pessegos 


Peras 


Bananas 


Rgos 


Ameixas 


Abacaxis 


Uvas 



FaRINHaS 

Ceiatonia 

Castanha D'agua 

Gledista 

0LEOS 

Amendcas 

Qlivas 

Nozes 

FKUTAS FRESCAS 

Morangos 

Abricbs 
Ameixas 
Cerejas 
NSsperas 
Passages 
Figos 
Maracujas 
Macas 
Peras 



Castanhas 

Amoras Brarteas 

Guandu 



Mostarda 
Girassol 



Ltvas 

Citricos 

Amoras 

Quivi 

Jujubas 

Caju 

Framboesa 

Feijoa 

Pomelo 

Goiaba 



FRUTAS COM ALTO TF.OR DE 
VITAMINA C 



Cftricos 

Goiaba 

Caju 



Roseia 
Rosas 



io; 



fo rrACENS ANIMAIS 



Carvalhos 

Taupata 

Amaranto 

Guandu 
Gledista 


Acacias 
Ceratonia 

Amendoas 
Ingas 
Feijao de asa 


Mesquita 

Sesbania 


Tagasaste 

Leucena 


Mozes 




FOLHAGEM 




Bambu 


Lespedeza 


Tagasaste 


Girassol 


Taupala 

Labelabe 


Chuchu 
Chicoria 


Aitafa 


Batateiro 


Capim pampas 


Feijao da asa 


Chorac 


Confrei 


FIBRES COMESJ 


IVEiS 


Calendula 


Feijoa 


Abobrinha 


Rosa- 


Borragern 

Feijao de asa 


Capuchinha 

Sesbania 



PLANTAS DE BORPAS 

Taupata Avetoz 

Roma Coprcsma 

Bambus de touceira Sansao do Campo 

BARRFLIRAS PARA ANIMAIS 

Euphorbia sp. Gleditsia Cactos 







VINHAS PERENES 


Uvas 


Era 


Maracuja 


Wisteria 


Jasmim 


Chuchu 


Quivt 


Cata 


Baunilha 


L?.r,ft labe 


PLANTAS 
PRAGAS 


PARA CONTROLE DE 


Crave de defunto Crotolaria 
(Tagatas sp) 


Cedro brancc 


Rubaroo 


Tabaco 




PLANTAS UMBELJFERAS 


Aipo 

Erva dace 
Cenoura 

Angelica 


Funcho 
Coentro 

Salsa 

Cominho 


Ahis 




PLANTAS AQLATlCAS E DE ALAGADOS 


Azola 


Castanha d' agua 


Juncos 


Arroz Seivagem 


Hortela 


ChoraO 


Taboa 




PLANTAS MfcLlfERAS 

ahrif^ Salvia 
Amendoas ™ nc ° 


Tangerine 

Para 

Tagasaste 

Maca 


Fessego EucaNplos 
Citricos Af*' 3 
Lavanda Gledista 

Hortela Atecrirr 


2L>? 





KSPECIES PARA LOCA1S MUTTO SICOS 



Ceratonia 


Amona 


Capim pampas 


Acacias 


Jujubas 


Figos 


Lavanda 


Olivas 


Am^ndoas 


Pistachios 


Tagasasle 


Alwrim 


Romas 




LEGUMTNOSAS 




Akvores 




Tagasasle 


Inga 


Mesquila 


Cassia 


Tamarindo 


Oliua Russa 


Leucena 


Sesbania 


Casuarina 


Tipuana 


Albtzia 


Gliricidia 


Acacia 





PEQUENAS ESPtCffiS 

FenoGrego 

Azola 

Amendoim 
Atfafa 
Labelabe Fe.joes e Ervilhas 

Trevos Guandu 



2«J4